Arquivo de abril, 2012

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Foto: Divulgação/TV Globo

Bom humor foi a tônica do início da entrevista que o ator e cantor Alexandre Nero concedeu a Jô Soares em seu “talk show”, na última sexta-feira. Como é participante das redes sociais, disse que lançara uma “promoção”: quem se referisse a ele como Baltazar, seu personagem de grande sucesso na novela de Aguinaldo Silva, “Fina Estampa”, seria bloqueado, pois para ele esta fase já acabou. Foi aí que Jô lhe perguntou se se dava bem com Marcelo Serrado, o frequente colega de cena do folhetim. O artista afirmou que ambos são próximos, e que possuem como amigo em comum Eriberto Leão. Marcelo até tocou gaita em um dos shows do cantor em Curitiba. E julga que a parceria deu certo por cada um ter achado o seu lugar, sem interferências no espaço do outro. Houve a tal da “química”. O comunicador mostra o CD de Alexandre cujo título é: “Vendo amor em suas mais variadas formas, tamanhos e posições”. Ao ser indagado sobre as “posições”, Alexandre Nero asseverou que temia que a abordagem do amor se restringisse a um modelo tradicional, romântico. O intento era elaborar um disco no qual o amor fosse contemporâneo, direto, sem tanta poesia. Para o cantor, o sexo deve ser dito sem meias-palavras. Quanto aos espectadores dos shows, “os homens ficam mais tímidos e mais constrangidos do que as mulheres”. Ainda discorrendo sobre o amor, defende que este sentimento deveria ser tratado não somente como um amor romântico, mas como um amor do próximo, um amor da gentileza, um amor pacificador, um amor à humanidade, um amor do que você faz. Agora, com o violão nas mãos, é o momento de ouvirmos uma de suas canções. A escolhida foi “Filosofando”. E o que se escutou foi uma bonita, suave, melódica e afinada voz. A voz de Alexandre. “Filosofando” é bela música que divaga sobre “o interessante voo do passarinho”. Narra que o passarinho “não tem nada porque nada deseja”. Que a “terra verde é sua”. E “o céu azul é seu”. A conclusão é que o passarinho tem muito mais que nós. E ao final, exorta que voe. No tocante à comercialização dos CDs, a ideia de Alexandre é a de que se produzam 14 clipes correspondentes às 14 faixas selecionadas. E postados na internet, como 9 já foram. Retornemos à seara da teledramaturgia. O entrevistado revela que as pessoas nas ruas o chamam pelo nome do personagem atual. Isto é corriqueiro de acontecer. No telão, uma tensa cena dele com Dira Paes em “Fina Estampa” é exibida. No começo, para ele, pelas características agressivas do papel foi bastante difícil personificá-lo. Diz que tentou humanizá-lo pela sua fragilidade. O “grand finale” fica por conta da apresentação já gravada da música “Domingos”. “Domingos” é uma deslavada declaração de amor composta pelo dramaturgo, escritor, ator e diretor Domingos de Oliveira. A entrevista terminou. Jô gostou. A plateia. Eu. E com toda a certeza, “aquele passarinho”.


Foto: Sérgio Santoian/Revista Mensch

Na novela de Maria Adelaide Amaral, o gaúcho Rafael Cardoso (que interpretou com enorme sucesso Rodrigo, de “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo; está no longa “Senhores da Guerra”, de Tabajara Ruas; integrou a websérie “Quero Ser Solteira!”, de Claudia Sardinha; e filma a nova produção de Jayme Monjardim, baseada na obra de Érico Veríssimo, “O Tempo e o Vento”) foi um dos destaques da trama na qual se viram intrigas, romances, encontros, e lógico, desencontros. Seu personagem em “Ti-ti-ti”, Jorgito, filho de Rebeca (Christiane Torloni) se mostrou o típico “playboy”, “dono de si”, mas que ao final acaba mostrando amor por Desirée (Mayana Neiva). Ambos sobreviveram aos ardis de Stéfany (Sophie Charlotte). Contudo, como se deu o início da carreira de Rafael? Foi na terra natal, especificamente na rede de TV RBS, em que fizera participações, como na série “Pé na Porta”, em 2007, que lhe valeram como “embasamento” para trabalhos futuros. Como em sua estreia na Rede Globo, no folhetim de Andrea Maltarolli, “Beleza Pura” (2008). Interpretou Klaus, jovem envolvido com duas moças. A seguir, o ator enviou material para a produção cinematográfica (fato que o levou a ser aprovado), e que se tornou um “divisor de águas” (no melhor dos sentidos, porquanto demonstrara seu potencial para dar vida a papel difícil) na trajetória artística, “Do Começo Ao Fim” (2009). Este longa-metragem é importante obra de Aluizio Abranches que tem, dentre muitas qualidades, a capacidade de gerar saudável reflexão nos espectadores. No elenco estão Fábio Assunção, Julia Lemmertz e João Gabriel Vasconcellos. Acredito que os fatores que levaram Rafael a se sair bem no filme mencionado se deveram, claro, ao talento e também à disciplina, concentração e pleno profissionalismo. Daí, veio a minissérie de Aguinaldo Silva, “Cinquentinha”. Na história, personificou Eduardo, rapaz que mantém relacionamento afetivo com mulher mãe de amigo seu, defendida por Marília Gabriela. E o meio do enredo de Rafael Cardoso se dá agora em “Ti-ti-ti”. Do começo ao meio. Com sucesso. Sempre.


Foto: Revista ALFA

Úrsula é o tipo de mulher de quem devemos passar longe. Com suas lindeza e voz suave pode vir a nos enganar facilmente. O ser humano tem a indesejável característica de se deixar ludibriar por pessoas como ela, que se aproveitam de seus fortes trunfos naturais para melhor destruírem suas presas. E no caso da trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, a presa era desafeto antigo: Marina Drumond (Paolla Oliveira). Tudo porque a moça é bonita, rica, excelente profissional, e possui sobrenome com tradição. Sim, o que mais há no mundo são seres que se permitem consumir pela própria miséria ao não deter a inveja. E esta a motivou a se aliar a indivíduo não menos desqualificado, Aquiles (Guilherme Leme) para derribar tampouco Marina, mas André (Lázaro Ramos), objeto dos piores sentimentos do dono do escritório de design no qual trabalhara. Úrsula é contratada por Marina, que fica de olho nela. Um grande contrato é avistado: o dos cruzeiros Delamare. Após bastante esforço da prima de Bibi (Maria Clara Gueiros), que chegou até mesmo a resolver velho mal-estar de famílias, Fabiano Delamare (Gero Pestalozzi) decide pelo projeto de Marina Drumond. Aquiles não se conforma, e pressiona Úrsula, que já havia desapontado o bem-intencionado companheiro Neto (Petrônio Gontijo), a agir. Descobre que André tem “affair” com a mulher de Delamare, Vivian (Maria Carolina Ribeiro). Invade o apartamento do designer, e tira fotos comprometedoras. Entre muitos tapas e socos, tanto Úrsula quanto Aquiles são desmascarados. Todavia, foi compensador rever Lavínia Vlasak em uma novela da Rede Globo, emissora que a lançara em “O Rei do Gado”, de Benedito Ruy Barbosa, folhetim no qual fazia par com Almir Sater. Porém, antes, voltemos ao início de sua trajetória. Lavínia cedo foi morar nos Estados Unidos, alfabetizando-se em Inglês. Somente no retorno ao Brasil aprende a língua pátria. E na escola que estudava, passou a se interessar pela carreira artística. Foi modelo, e com o dinheiro ganho, financiava os cursos de interpretação. Depois da obra de Benedito, fez o “remake” de “Anjo Mau”. Em único ano apenas participara da minissérie “Chiquinha Gonzaga” e do folhetim “Força de Um Desejo” (a primeira vilã, Alice). Tivera uma aparição rápida, contudo importante em “Laços de Família”. A seguir, “Filhas da Mãe”, e papel de destaque em “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos, com quem voltaria a trabalhar, em que vivia Stela, endinheirada jovem vítima de problemas alcoólicos. Outro tema delicado é tratado: Stela, sua personagem, apaixona-se pelo padre composto por Nicola Siri. É convidada para nova produção de Gilberto Braga, “Celebridade”. Para surpresa nossa, trocou de canal posteriormente, a Rede Record, e lá integrara o elenco de “Vidas Opostas” e “Prova de Amor”, a última telenovela antes do afastamento voluntário da televisão para cuidar de questões pessoais. Não podemos deixar de mencionar, entretanto, que estivera em “Mandrake”, da HBO. Decorrido certo tempo, retorna à Rede Globo, atuando em “A Vida Alheia”, “As Cariocas”, “Afinal, O Que Querem As Mulheres? e “As Brasileiras”. No cinema, dentre alguns longas-metragens, destacam-se “Gatão de Meia Idade” e “Se Eu Fosse Você”. Finalmente, chegamos a Úrsula, aquela que tem o “doce veneno”. Ela aprontou demais. Mas que foi bom rever o talento e a beleza de Lavínia Vlasak, ah, isso foi!

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Foto: Editorial de moda para a revista ALFA

O último papel de Dudu Azevedo, como sabem, foi na novela de Aguinaldo Silva, “Fina Estampa”, como o lutador de MMA Wallace Muu. Além disso, fez parte do elenco do longa-metragem “Qualquer Gato Vira-Lata”, de Tomás Portella, ao lado de Malvino Salvador e Cleo Pires. Exerce também a função de músico, como baterista das bandas Redtrip e Zunnido. No que diz respeito ao folhetim “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, como o segurança de shopping Neymar, manteve relacionamento para lá de pouco convencional com Úrsula (Lavínia Vlasak). O que havia entre eles seria uma espécie de fetiche, fantasia. Entretanto, esta ideia partia dela, pois por ele até namorariam. Entretanto, em certa ocasião, não demorou muito para que o porte de Neymar chamasse a atenção de Bibi (Maria Clara Gueiros), que não perdeu tempo, e já atacou o rapaz. Com Bibi as coisas são rápidas. Em certo capítulo, houve um baita flagra. Falemos, então, acerca da carreira de Dudu Azevedo. A música e a interpretação praticamente sempre andaram juntas. A estreia para valer se deu na TV Cultura, no seriado “Confissões de Adolescente”, como Danton. A seguir, fez sua primeira novela, “O Campeão”, na Rede Bandeirantes. Integrara ainda “Celebridade”, “Como uma Onda”, “Pé na Jaca” e a minissérie “JK”. Destacara-se claramente como o advogado Barretinho, que nutria paixão incondicional por Sabrina (Cris Vianna), na produção de Aguinaldo Silva, “Duas Caras”, e em “Três Irmãs”, obra de Antonio Calmon na qual viveu o antagonista Xande. Após, “Cama de Gato”. No cinema, estivera em filmes que tinham como proposta abordar o mundo jovem e suas particularidades, como “Ódique”?, de Felipe Joffily; “1972”, de José Emílio Rondeau e Ana Maria Bahiana; e “Podecrer!”, de Arthur Fontes, por exemplo. Já o mencionado logo no princípio, “Qualquer Gato Vira-Lata” terá uma continuação, dirigido pelo mesmo Tomás Portella.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Autoconfiança é bom? Sim, creio que sim. E excesso de autoconfiança? Não. Por quê? Pois quando há o excesso da mesma, ocorre inevitável embaçamento da visão das limitações de um indivíduo, num sentido geral. É o que observamos com o personagem Léo (diga-se de passagem muito bem construído por Gilberto Braga e Ricardo Linhares, em “Insensato Coração”, e interpretado com convicção por Gabriel Braga Nunes em apropriado retorno às novelas da Rede Globo). O excesso já nos foi mostrado em vários capítulos. Léo acredita movido à tenacidade que os negócios dos quais participará darão certo invariavelmente. E nós, telespectadores, vemos o contrário. Exemplo recente decorrera quando seu pai Raul (Antonio Fagundes) lhe dera mais um crédito de confiança, convidando-o para ser seu único sócio em projeto de soerguimento da sociedade de marketing da família. Léo aceita. Tudo indicava ter se estabelecido. Mas, Léo é aquele tipo de pessoa que não gosta que as coisas estejam estabelecidas. Ele quer mais do que isso. A ganância desmedida o faz meter os pés pelas mãos. Além daquela, a citada autoconfiança, que o fez superfaturar os valores de proposta já quase ganha oferecida à cliente de peso. As características do filho de Wanda (Natália do Vale) lhe provocam até embotamento da inteligência. Resultado: face a tanta decepção, Raul decide recomeçar a vida no Chile, abandonando tudo e todos. E Léo vai para o Rio de Janeiro em busca de oportunidades. As negativas que recebe nas entrevistas de emprego chegam a ser humilhantes. Outro dia, não soube responder sobre termo técnico de mídia (índice de afinidade). O excesso de confiança fez com que tentasse enganar o entrevistador. Em vão, lógico. Leonardo julga que a humanidade é tola. Em ocasião diversa, o intuito era obter posição como subgerente de hotel cinco estrelas (por que não hotel mais simples?). Na apresentação, vangloria-se de que ocupará o cargo, que é fluente em Inglês, e que possui boa aparência. É humilhado. E a maneira como se dá causa incômodo. É aí que entra Carmem (Nívea Maria), mulher solitária que encontrou modo alternativo de espantar a solidão. Em determinada situação em bar, com os olhos bastante atentos para os rapazes de Copacabana, depara-se com Léo, “o homem errado de olhos azuis”. Batem papo. Ela o confunde com aqueles que vivem da noite. Léo desfaz o mal-entendido. Dias se sucedem. E Copacabana, “o bairro que nunca dorme”, entra em cena de novo. Desiludido, vagando pelo famoso calçadão, Léo resolve se sentar na mesa do quiosque de Sueli (Louise Cardoso), e ouve daquela simpática senhora que conheceu no mencionado bar que acabara de receber alta indenização. Isto lhes soa familiar? Carmem é abordada, e Léo joga todo o charme que tem. Diz o nome: Frederico (Fred). Armando ficou no passado. Não para Norma (Glória Pires). Para Norma Pimentel, Armando são presente e futuro. O jovem está pronto para “dar o bote”. Carmem é a “bola da vez”. Pobre Carmem. Também, não foi por falta de aviso da amiga Sueli.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Enquanto Carminha (Adriana Esteves) saboreia um picolé de limão no cativeiro, sua família está em polvorosa aguardando o pedido do resgate do sequestro, na novela de João Emanuel Carneiro das 21h, “Avenida Brasil”. Nina (Débora Falabella) não está em casa. Foi ao encontro de Lucinda (Vera Holtz) informar o que houve, e lhe pedir um favor: que escreva um bilhete relatando o local onde a “sequestrada” está, e o entregue a uma firma de motoboys para que o faça chegar às mãos de Tufão (Murilo Benício). Lucinda se nega, pois não quer prejudicar pessoas inocentes. Tem mistério aí. O filho de Muricy (Eliane Giardini) ao ler o tal bilhete, não “segura o tranco” sozinho, e revela ao pai Leleco (Marcos Caruso) o que sabe. Em outro momento, Nina justifica a ausência mostrando um adesivo de visitante de hospital falso providenciado por sua mãe de criação. O policial Zenon (Mário Hermeto), com a experiência que tem, “não cai nessa”, e diz que irá interrogar a jovem depois. Leleco, que é daqueles que não conseguem guardar um segredo, acaba contando a Ivana (Letícia Isnard) que ele, Tufão, Zenon e alguns amigos deste irão “estourar” o cativeiro. Ivana, outra boquirrota, deixa escapar para Max (Marcello Novaes), que se desespera. E Carminha, tranquila, com as iguarias que o cúmplice lhe levara antes, inclusive um queijo roquefort e um “som” para que se distraísse. Tenta entrar em contato com ela. Só que o toque do celular é abafado por um “pagodão”. Aliás, o que não se pode deixar de mencionar é a generosidade de Monalisa (Heloísa Périssé), que adiantou os R$700.000,00 que faltavam para completar o montante. Todavia, “uma pulga lhe ficou atrás da orelha” com esta história, pois conhece muito bem o caráter da antagonista que lhe roubou o namorado. Finalmente, Moreira (Rodrigo Rangel) é avisado por Max de que o plano não deu certo. Tudo mudou de figura. Carminha passa a ser uma refém de verdade, sendo maltratada pelos meliantes. O marido, o pai dele, o policial e seus parceiros, em cenas de ação dirigidas com competência e trilha incidental eletrizante, chegam ao cativeiro. Não há mais ninguém lá. A não ser um queijo roquefort, o que entrega que dentre os presentes havia alguém de gosto refinado. Carminha, então, é levada para outro esconderijo. Toda a empáfia de vilã deu lugar a uma mulher covarde e frágil com a situação que está vivendo. A madame tem a ingenuidade de pedir que a deixem num ponto de táxi “a esta altura do campeonato”. Dirigem-se ao novo cativeiro. Com direito à alçapão e tudo. Alçapão talvez seja uma palavra bonita demais para Carminha. É buraco mesmo. E sem queijo roquefort!


Foto: editorial de moda dedicado ao Brasil da loja de departamentos americana Macy’s

Na novela de Walther Negrão, “Araguaia”, ele foi Fred, filho de Max (Lima Duarte), e  causou rebuliço junto ao público feminino. Porém, o destaque se deu, também, claro, devido à sua atuação. O teatro apareceu muito cedo em sua vida. Ainda estava no terceiro ano do ensino médio quando decidiu fazer curso teatral. Gostou. Em pouco tempo, era chamado para uma substituição em peça. Bom sinal. Resolveu seguir em frente. Formou-se por conceituada escola de Artes Cênicas do Rio de Janeiro, a Casa das Artes de Laranjeiras. Durante os estudos, trabalhou como modelo. Participara da Oficina de Atores da Rede Globo. E pelo desempenho exibido, quem lhe dera aulas, Renato Farias, convidou-o para integrar o elenco do espetáculo “Veridiana e Eu”. Passou a partir daí a ser membro da importante Companhia de Teatro Íntimo. Raphael não é ator de se acomodar (aliás, um dos “inimigos” do artista é a acomodação). E por possuir esta característica, experimentou a mímica com Paulo Trajano, além de outros cursos e “workshops”. Nos palcos (onde começara afinal) fora dirigido por João Fonseca em “Vereda da Salvação”, de Jorge Andrade. Sob a direção de Celina Sodré, esteve ainda em “A Exceção e a Regra”, de Bertolt Brecht. Há momento interessante na carreira de Raphael no que tange à poesia (uma de suas predileções): dera contribuição à série de apresentações chamada “Degustação Poética”, na qual notáveis e sumos poetas eram celebrados: Manoel de Barros, Manuel Bandeira, Carlos Drummond de Andrade e Vinicius de Moraes. Exerce a função de produtor, e almeja montar “Bateia”. Na televisão, contracenou com Mônica Martelli em “Dilemas de Irene”, no GNT. Interpretou o índio Iru, em “Bicho do Mato”. Já no cinema, escalaram-no para curtas-metragens. Anseia estar mais presente na tela grande. Com a dedicação, o empenho e o sucesso obtidos em “Araguaia”, não tardará para que surjam convites. E surgiram. Como o Dr. Tadeu de “Morde & Assopra”, e o peão Josué de “Amor Eterno Amor”.