Arquivo de maio, 2012


Foto: Divulgação/TV Globo

Quase sempre quando vejo Bianca Comparato em cena na novela das 21h da Rede Globo, de João Emanuel Carneiro, lembro-me da primeira vez que lhe assisti em uma produção do gênero. Fora em “Belíssima”, de Silvio de Abreu, cuja personagem Maria João tinha características masculinizadas, e nutria forte paixão pelo mecânico Pascoal (Reynaldo Gianecchini). Ela era uma das filhas de Katina (Irene Ravache). Agora, como Betânia, interpreta a melhor amiga de Nina/Rita (Débora Falabella), com quem criara laços ao conviverem na infância. Depois, cada uma tomou seu rumo. Até que Nina volta da Argentina com o seu plano de vingança contra Carminha (Adriana Esteves) já todo arquitetado. E reencontra a amizade antiga como frentista de um posto de gasolina. Combinam entre si que Betânia assumiria a identidade da outra, adotando um visual rebelde. Carmen Lucia ao descobrir que a desafeta de tempos está morando em Copacabana, decide ir até lá. O encontro não foi dos melhores. As lembranças que vieram à tona foram desgastantes. A mulher de Tufão (Murilo Benício) propõe que uma não se meta na vida da outra. E assim fica temporariamente acordado. A mãe de Jorginho (Cauã Reymond) então descobre que o filho conhecera Rita no lixão, e que ambos já se viram. Resolve tirar satisfações, e por ironia, leva consigo Nina, que testemunha a amiga sofrer agressões físicas da vilã. Acontece uma série de desdobramentos na trama (chantagem de Nilo, papel de José de Abreu; rompimento do casal Jorginho/Nina etc.). Numa ocasião diversa, o jogador conversa com a mãe, e toma conhecimento que Rita usa um “piercing” no nariz, e associa os fatos. Deseja tirar tudo a limpo, e ao chegar ao apartamento da ex-namorada se surpreende ao se deparar com Nilo cheio de pose ao lado de Betânia, que por sinal fora a “madrinha” de seu noivado com Rita. Sua cabeça fica mais do que confusa. Toma a decisão de procurar a chef de cozinha, e colocá-la contra a parede. Resta saber o que a moça inventará dessa vez. Quanto à trajetória artística de Bianca Comparato, que é filha de Doc Comparato, tudo se iniciou quando perceberam que ela se destacou bastante no curso de teatro do colégio, a Escola Britânica do Rio de Janeiro. E ganhou uma bolsa para estudar em Londres na Royal Academy of Dramatic Arts. No retorno ao Brasil, formou-se em Cinema pela PUC-RJ. A estreia nos palcos foi em “O Ateneu”, de Raul Pompéia. E na televisão, dera os primeiros passos em “Carga Pesada” e “Senhora do Destino”. Veio “Belíssima”, que a projetou. Passou a colecionar um sem-número de participações na TV, como em “Cobras & Lagartos”, “Toma Lá Dá Cá”, “Antônia”, a minissérie “Amazônia, De Galvez a Chico Mendes”, “A Vida da Gente”, “Tapas & Beijos” e “As Brasileiras”. No teatro, fez parte do elenco de “Últimos Remorsos Antes do Esquecimento”, “A Fruta e a Casca”, montagem inspirada em “Dom Casmurro”, “Rock n’ Roll” e “A Escola do Escândalo”. Esteve presente em duas temporadas da série da HBO “Aline”, como Kelly. No cinema, emprestou seu talento a “Anjos do Sol” e a “Como Esquecer”. E, por fim, quanto a Betânia, não me parece que irá abandonar a amiga em seu irredutível plano de vingança. Nem que para isso tenha que levar uns tapas de Carminha, e receber Nilo em sua casa. Isso é que é parceira!


Foto: Jorge Bispo/revista TPM

Um trocadilho irresistível entre a notória peça de Pirandello, “Seis Personagens À Procura De Um Autor”, e o curso contínuo e bem-sucedido da carreira de Bruno Gagliasso se faz quase que obrigatório e oportuno. Bruno tem sido objeto de várias matérias em órgãos de imprensa acerca do fato de emendar um papel em outro. Sabemos todos que atores jovens, de boa aparência, e talentosos não são encontrados aos borbotões. E o ator sobre quem estamos falando reúne estes atributos nada triviais. Daí deduzimos que tenha sido natural a sua escalação para importantes papéis pela emissora da qual é contratado (no caso, a Rede Globo). Há aqueles que preconizam um suposto e inevitável desgaste da imagem do artista. Mas Bruno possui a seu favor trunfos que dizimam esta possível desvantagem. Destaco os carisma e versatilidade do intérprete. Caso não houvesse nenhuma dessas qualidades, talvez não se lograsse o êxito esperado. A prova do que digo se materializou em mais um tipo meticulosamente construído por ele, o Timóteo Cabral, de “Cordel Encantado”, novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. Timóteo, homem janota, parceiro da falta de escrúpulos, e amigo do abuso de poder. Elegante rapaz que jogou com a sedução a fim de atingir seus objetivos. O filho da riqueza que lhe trouxe distorção de caráter, e que não se importou com os meios nada nobres de que se utilizou para conseguir o que se desejava. Nutriu obsessão amorosa, afetiva (ou seria capricho de quem acha que tudo pode?) por Açucena (Bianca Bin). Jesuíno (Cauã Reymond) estava em seu caminho. Para Timóteo, não se configurou um problema. Limpou-se o caminho. Voltemos assim ao título deste texto. Júnior de “América”, Ricardo de “Sinhá Moça”, Ivan de “Paraíso Tropical”, Eduardo de “Ciranda de Pedra”, Tarso de “Caminho das Índias”, e o Berilo de “Passione” foram seis personagens à procura de um ator. Encontraram. E Timóteo? Ficaria sem quem o representasse? Não, Bruno Gagliasso é generoso. Agora, sete personagens ficaram felizes.

Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012
Projeção de imagem no painel da fachada de entrada do Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.

Foto: Paulo Ruch


Foto: Sergio Santoian/Revista Mensch

Há injustiça no mundo. A fidelidade está fora de moda. As famílias se desajustam, e o corrompido, corrompido está. À noite, em nobre hora, surgiu não ator qualquer na máquina de luz e som. Surgiu moço de nome Eriberto. Eriberto que a Pedro deu vida. Pedro que tocou a justiça. Pedro, leal ao amor prometido. Pedro que de muitos é amigo. Pedro que jamais será corrompido. Este foi o papel de Eriberto Leão na novela de Gilberto Braga e Ricardo Linhares. Já em tempos idos, na casa que brota cultura, vi o artista em peça de Alcides Nogueira, dirigida por Gabriel Villela. Dia mágico, peça mágica. Um encontro com Elvis. Um encontro com Morrison. Ano passa, e reencontro em “O Amor Está No Ar”, do mesmo Alcides dos ventos. Depois, olhos azuis em “Serras Azuis”. Serras de Ana Maria Moretzsohn. Como intérprete apaixonado sempre deixa suas marcas. As marcas da paixão de Solange Castro Neves. Vimos e cremos o talento de Eriberto como o Tomé de “Cabocla”. A cabocla de Benedito Ruy Barbosa reinventada pelas filhas, Edmara e Edilene. Será que em toda a sua vida imaginou que faria César Camargo Mariano em homenagem a Elis? Em “Sinhá Moça”, Dimas ou Rafael? Os Ruy Barbosa sabem. Pelo verde, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”, de Gloria Perez. Mostra o rosto em “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva. Dentre casos e acasos, encontra as três irmãs. Irmãs criadas por Antonio Calmon. O tempo não ficou louco: Eriberto Leão é escalado para estrelar “Paraíso”. Sintonia com Benedito e suas meninas. A estrela ou astro, como bem queiram, firma-se. Luz que não se apaga. Luz perene que clareou as cariocas. E na ribalta? Além do sopro da ventania de Gabriel, “A Alma de Todos os Tempos”, de Gabriel, como Jesus. O Grande Mestre que por ele voltaria a ser personificado sob aberto céu, junto a multidão em procissão, na “Paixão de Cristo”. Um Cristo protetor que ainda o acompanharia em obra de Saramago adaptada para os palcos, “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”. Falou baixo ou alto em “Fala Baixo Senão Eu Grito” com Ana Beatriz Nogueira, de Leilah Assumpção, dentre outros espetáculos. Nas telas da sala escura é sempre bem-vindo. Como assim o fora em “O Invasor”, de Paulo Fontenelle. E o diretor Caio Vecchio não quis ator qualquer para “Um Homem Qualquer”, que lhe valeu prêmio. Prêmio que ladeia outro, vindo da TV. Agora é chegado o momento de terminarmos. Como isto farei? Parte mais difícil. Vem-me ideia. Já sei. Acrescento uma palavra mais. Eriberto Leão, o nosso querido protagonista de “Insensato Coração”.


Foto: Manuel Nogueira/terra

É ou não ousado fazer par romântico com uma das mais populares e prestigiadas atrizes brasileiras em um de seus papéis de destaque na televisão ainda na fase da adolescência? Caio Blat (que estará na próxima novela das 18h da Rede Globo, “Joia Rara”, de Duca Rachid e Thelma Guedes) interpretara João Batista, jovem amor da célebre compositora Chiquinha Gonzaga, vivida por Regina Duarte, na minissérie homônima de Lauro César Muniz apresentada pela Rede Globo. Porém, Caio, que chegara a estudar Direito por certo tempo, iniciou sua carreira bem criança, emprestando a imagem a inúmeros comerciais. No setor teledramatúrgico, a estreia de fato se deu em um seriado da TV Cultura, chamado “O Mundo da Lua”. No SBT, participa de importantes remakes, como “Éramos Seis” e “As Pupilas do Senhor Reitor”. Além disso, estivera em “Fascinação”. Retorna à Rede Globo (atuara anteriormente em episódios de “Retratos de Mulher” e “Você Decide”), e após o sucesso como o João Batista, conhece o horário das 19h com “Andando nas Nuvens”. Depara-se com dois desafios para qualquer intérprete: um vilão (o Bruno de “Esplendor”), e o primeiro protagonista (o Anjo Gabriel de “Um Anjo Caiu do Céu”), que dividia com Tarcísio Meira ótimas cenas. Depois de “Coração de Estudante”, agrada ao público como Abelardo, filho sensível de Mamuska (Rosi Campos) que se dedica à maquiagem, e que se vê obrigado a conviver com os modos um tanto quanto toscos de seus irmãos, na novela de João Emanuel Carneiro, “Da Cor do Pecado”. Integra mais dois remakes: “Sinhá Moça” e “Ciranda de Pedra”. Não sem antes colaborar para a obra de Gloria Perez, “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. Ganha o papel de Ravi, um indiano que enfrenta as rigorosas tradições culturais da família ao se apaixonar e se casar com uma brasileira (Isis Valverde), na premiada “Caminho das Índias”. No teatro, Caio Blat vivenciou algo não usual. Mudou-se para uma comunidade típica do Rio de Janeiro (e lá morou por algum período) com o intuito de selecionar o elenco para o espetáculo que iria dirigir (“Êxtase”, de Walcyr Carrasco). É ou não ousado? Outras tantas encenações como ator estão em seu currículo, inclusive “Os Dois Cavalheiros de Verona”, de William Shakespeare, e “Liberdade para as Borboletas”, de Leonard Gersche. Partamos assim para a seara na qual Caio prosseguiu com a sua propalada ousadia como artista: o cinema. Sentiu na pele o virtuosismo de Luiz Fernando Carvalho na condução de uma história. Não uma história qualquer, mas sim, “Lavoura Arcaica”, de Raduan Nassar. Um romance que muitos disseram não ser passível de adaptação cinematográfica. Caio Blat e colegas de cena ficaram isolados em uma propriedade rural a fim de assimilarem melhor seus personagens. Causou polêmica no longa-metragem realizado de forma experimental, “Cama de Gato”. Dissera o texto forte e impactante de “Carandiru”, sob a batuta do aclamado Hector Babenco. A trajetória nas telas é cada vez mais enriquecida ao ser convidado para trabalhar em produções comandadas por nomes consagrados, como Sérgio Bianchi, Cláudio Assis, Cao Hamburger, Jorge Durán, Helvécio Ratton, Glauber Filho e Joe Pimentel, Paulo Halm, Jeferson De, Laís Bodanski e Guel Arraes. Está em cartaz com dois longas-metragens: “Xingu – O Filme”, de Cao Hamburger, no qual dá vida a um dos irmãos sertanistas Villas-Bôas, e “Uma Longa Viagem”, de Lúcia Murat. No folhetim das 19h, “Morde & Assopra”, de Walcyr Carrasco, Caio Blat, o ator ousado, exibiu seu talento como Leandro, um jardineiro fiel aos seus sentimentos por uma moça bonita que precisa aprender a tê-los. Um jardineiro fiel que enxerga pureza, e nos fez enxergar igualmente, ao oferecer rosas à mulher amada.


Foto: André Arruda/Divulgação

A Luciana Fregolente e Renata Castro Barbosa cabem esta missão descrita no título acima. Ambas se desdobram em vários papéis, cada um mais tresloucado que o outro (sim, a proposta é esta). E para dar vida a todos eles, tanto Luciana quanto Renata usam e abusam de seus recursos cômicos indiscutíveis, apoiando-se em gestuais, esgares, e modulações de voz diversas. Logra-se êxito, comprovado pela efusiva resposta da plateia. As atrizes se firmam como legítimas integrantes da nova geração que se dedica ao humor no Brasil. O diretor Victor Garcia Peralta, ciente das ferramentas que à sua disposição estavam, compôs de modo admirável um espetáculo leve, divertido e ágil. Victor, que tem em mãos bastantes elementos para organizar, como esquetes e respectivos personagens, atinge a qualidade ao montar um arranjo condizente com as intenções do texto. Há claros dinamismo, “timing”, e uso coerente do espaço cênico. Com isso, o público em nenhum momento se entedia. Mérito que se perfaz. A encenação fora escrita por dramaturgos que ultimamente conquistaram justo lugar no nicho da visão própria de quem se pretende a provocar o riso. Bruno Mazzeo, Luciana Fregolente, Fábio Porchat, Elisa Palatnik, Maurício Rizzo e Rosana Ferrão desenharam um painel de situações que tangem o absurdo já citado. Um exagero permitido para que se pudesse alcançar a graça, baseado em experiências cotidianas do ser humano. Há variedade das mesmas. O stress ao qual ninguém está livre; a violência urbana associada aos serviços de “delivery”; a insistência descabida aliada à inconveniência das operadoras de telemarketing, que levam o potencial cliente/vítima à impaciência próxima ao surto (entende-se por irritação); a esperta adaptação das instruções de aeromoça como se em ônibus estivesse, tendo por inspiração a realidade em que vivemos; a abordagem quase “sacrílega” da finitude do homem; o quanto linhas cruzadas telefônicas podem acometer as pessoas de aborrecimento e perturbação psicológica; o bizarro encontro entre profetisa e consulente; as frustrações, recalques, e ressentimentos revelados por antigos ícones, como a Mulher Maravilha e a boneca Susie; e a Mãe Natureza rebelada face ao desrespeito dos que na Terra habitam. Tudo regado a pinceladas cáusticas, porém nunca fora de contexto. O cenário de Adriana Milhomem é de uma elegância frugal, dando oportunidade para que o palco em si fique disponível para as performances das intérpretes. Há dois cubos que servem de assentos deveras aproveitados por Luciana e Renata. Ao fundo, belos cubos dependurados por meio de fios que ora se acendem, ora se apagam. Uma visão deslumbrante. Sem contar que no início da peça, há um telão com clipe animado e música dançante composta por Leoni e Luciana Fregolente. Assim, o começo se dá em clima de alto astral. A parte musical criativa pertence a Leoni e Pedro Mamede. No tocante aos figurinos à cargo de Domingos Alcântara e Luciana Cardoso, uma contribuição primorosa. As atrizes estão bonitas, trajando calças pantalonas de cintura alta em tons acizentados, “bustiers” aveludados e/ou acamurçados negros sobre segunda pele “nude” de mangas longas. O visagismo procura a discrição. Funciona. As artistas estão com cabelos presos por coques, e maquiagem suave, realçando-se os olhos com lápis preto. A iluminação de Djalma Amaral impõe agradável sensação ao público, utilizando-se de focos, luzes gerais, além de oscilar conforme se exige. A principal atração neste segmento técnico são o acender e o apagar dos cubos já mencionados sitos no “background” da ribalta. A preparação corporal de Mariana Donner explora com eficiência as possibilidades indicadas nas histórias exibidas. Concluímos que “Alucinadas” é um entretenimento inteligente, e pensado com adequação ao risível. Ademais, “Alucinadas” corrobora os talento e intimidade com o tablado de Luciana Fregolente e Renata Castro Barbosa.

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Foto: Rodrigo Lopes/ego

Doralice, moça bonita, instruída. Tornou-se senhora das leis na Capital. Teve por decisão ir para o interior. Brogodó. Ao lá chegar, rapaz de nome Jesuíno (Cauã Reymond) deixou seu coração em sobressalto. O que a motivou a lutar por quem lhe causara ebulição de sentimentos. Já a esposa do moço de barba crescida, Açucena (Bianca Bin), foi ferida por dilacerante ciúme. Açucena não possui “os olhos verdes do ciúme”. Açucena possui “os olhos azuis do ciúme”. Assim, no meio da história em que a personagem de Nathalia Dill se viu envolvida é que percebemos a determinação que definiu de forma precisa o seu caráter. Determinação que não a demoveu de salvar Antônia (Luiza Valdetaro) dos maus-tratos do irmão Timóteo (Bruno Gagliasso). Determinação que a impeliu a se transformar no justiceiro Fubá, a fim de melhor se aproximar de Jesuíno. Já no que diz respeito à carreira desta atriz natural do Rio de Janeiro, podemos dizer sim que fora determinada em muitas situações. Afinal de contas, logo de imediato, após participação em episódio da série “Mandrake”, da HBO, interpretou por considerável tempo Débora Rios, papel de contornos acentuados de vilania em “Malhação”. O que vem a seguir? A incumbência de reviver Santinha, celebrizada por Cristina Mullins na primeira versão de “Paraíso”, de Benedito Ruy Barbosa. Nathalia surpreende a todos. Convence público e crítica. E todo este sucesso a levou a ser protagonista novamente. No caso em questão, mais um êxito: “Escrito nas Estrelas”, de Elizabeth Jhin. Não sem antes ter emprestado o lindo rosto para o especial “Dó-Ré-Mi-Fábrica”. Todas produções da Rede Globo, como sabem. Ganhara merecidos prêmios pelas atuações. No cinema, esteve em “Apenas o Fim”, de Matheus Souza, que trata dos relacionamentos dos jovens da “era MSN”. Fizera também a densa incursão de Selton Mello na direção, no melancólico e digno de reconhecimento fílmico e narrativo, “Feliz Natal”. Integra “Paraísos Artificiais”, de Marcos Prado, cujo tema são a juventude e os seus dilemas de geração. No teatro, peças como “Beijo no Asfalto”, de Nelson Rodrigues, “As Aventuras de Tom Sawyer”, de Mark Twain, e “A Agonia do Rei”, de Eugène Ionesco. Determinação, determinação. Não só a Doralice de “Cordel Encantado”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, norteou-se por determinação. Nathalia Dill bem sabe o que é ser determinada. Tanto é verdade que esteve em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, como Débora, e em “Joia Rara”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, como Silvia.