Arquivo de junho, 2012

“Fernanda do Mundo”

Publicado: 29/06/2012 em TV

Foto: Ique Esteves/TV Globo

Após um seleto e variado grupo de atrizes, cantoras e apresentadoras, cada qual protagonizando um episódio com brilho próprio, encerrou-se ontem a temporada de “As Brasileiras”. E justamente tendo como atriz principal uma das maiores intérpretes de que se tem conhecimento, Fernanda Montenegro, que atuou com a excelência costumeira. A história chamou-se “Maria do Brasil”, e foi escrita por Ana Maria Moretzsohn e Daniel Filho, que também dirigiu e narrou, como de hábito. A trama iniciou-se com imagens de maravilhas turísticas do país, e Daniel dando-nos detalhes geográficos e estatísticas sobre as Marias do Brasil. E a Maria do episódio exibido era uma atriz de teatro decadente que costumava se apresentar para plateia de poucos espectadores com uma peça que encenava há décadas. Seu nome artístico era Mary Pontes. Mary estava prestes a desistir da carreira que se afundava, porém era incentivada de forma constante por seu inseparável amigo e admirador, Ney (Pedro Paulo Rangel). A artista carregava dentro de si uma melancolia, uma amargura por não ter se tornado a grande atriz reconhecida por todos. Nutria sentimentos nostálgicos, como os relativos à época em que trabalhava no Grande Teatro, ao lado de nomes consagrados como Nathalia Timberg. A pasmaceira de sua vida parecia continuar até que o telefone tocou. Do outro lado da linha, alguém da produção de elenco da televisão convidando-a para uma participação na novela que acompanhava. Mary Pontes depois de longo tempo retornaria à TV. Poderia enfim atingir a tão sonhada notoriedade. Daniel Filho, profundo conhecedor do veículo, e um dos principais responsáveis pela teledramaturgia que se vê hoje, foi corajoso ao brincar com a metalinguagem, tecendo uma crítica sem ofensas ao mundo frenético, e por vezes frio por sua qualidade industrial da televisão, em específico a produção de uma novela. Mary sente na pele o choque das mudanças que não teve a oportunidade de seguir. As pessoas que a cercam não são mais as mesmas. Não sabem quem ela é de fato. Desconhecem o seu passado. O galã da vez (Marco Ricca) a cumprimenta com descaso. Sua memória falha. Não há espaços para improvisos. Não consegue se entender com a “engrenagem da indústria televisiva”. Deu-nos a impressão de estar num filme de Chaplin, “Tempos Modernos”. Resistiu à maquiagem e ao figurino. O amigo Ney de todas as horas não pôde entrar nos estúdios para ficar ao seu lado, e dar-lhe apoio. A angústia aumentou não só para Mary como para nós que vimos a sua aflição só crescer. No instante da gravação, o diretor de modo alucinado explicou-lhe todas as marcas que teria de fazer. Algo tragicômico. Evidente que Mary errou várias vezes. Foi dispensada. Tudo muito triste, como se evidenciou na cena em que a atriz comunicou a Ney de que não estava com dificuldades financeiras, e o que queria mesmo era representar. Isso foi dito com ameaças de queda de luz por falta de pagamento na casa onde mora. As esperanças pareceram ir embora. O telefone tocou de novo. Era um segundo convite de trabalho na TV. Dessa vez menor, com uma única fala. Num casamento, ela sairia de um carro antigo defronte à igreja, e falaria. Entretanto, o figurante que faria o motorista não sabia dirigir, e o dono do carro citado, Rômulo (Paulo José em comovente atuação), assumiu o volante. Rômulo na verdade era um fã incondicional de Mary. Mandava-lhe buquês de rosas vermelhas após seus espetáculos. Com o automóvel parado, e a cena da novela prosseguindo, ele lhe disse o que ela sempre quis ouvir. Finalmente sentiu-se reconhecida e valorizada. Rômulo avançou com o carro, e ambos deixaram para trás a gravação. A esta altura, a cena não mais importava. Mary Pontes, Maria, sentiu-se uma atriz. Uma atriz como Fernanda Montenegro. Mary Pontes não se sentiu apenas uma Maria do Brasil. Sentiu-se do mundo. Como Fernanda. Fernanda do mundo.

Foto: Divulgação

Desde que a eletrizante novela de João Emanuel Carneiro estreou, notamos uma série de rostos novos (alguns já conhecíamos) na trama, sendo que cada um se destacava ao seu modo. É sempre bom vermos surgir uma nova geração de intérpretes na televisão, e melhor ainda, quando estes, com talento, correspondem às expectativas neles depositadas por autor, diretores e produtores de elenco. Sejamos cavalheiros, e comecemos pelas mulheres. Há Ana Karolina Lannes, a Ágata, uma menina bastante apegada à família, que gosta de dançar charme, sentiu afeto imediato por Nina (Débora Falabella), e que sofre com problemas de autoestima, muito em decorrência dos comentários da mãe Carminha (Adriana Esteves). O que já não ocorre com Ana, de 12 anos, que é vaidosa. Ana veio da Vila Mariana, em São Paulo, para morar no Rio. Um de seus trabalhos está um especial de Natal no humorístico “Zorra Total”, ao lado da dupla Marcius Melhem e Leandro Hassum. Continuando na mansão, temos a empregada doméstica Zezé, interpretada por Cacau Protásio. Ela é alcoviteira, invejosa, sem papas na língua, e desde logo não simpatizou com Nina. Permanecendo no bairro do Divino, na loja “A Elegância” trabalha Roni, defendido por Daniel Rocha. Filho de Diógenes (Otávio Augusto), o dono do negócio, é jogador de futebol, e durante longo tempo não podia ver sequer Suelen (Isis Valverde) na frente. Hoje, empenha-se em tirá-la de uma enrascada. Sobre ele pairam dúvidas sobre a sua sexualidade. Mas são apenas conjecturas. Este é o primeiro papel de Daniel na TV. Como anunciante dos produtos de “A Elegância”, José Loreto, como Darkson, que no momento exerce o esdrúxulo ofício de seduzir Tessália (Débora Nascimento), a mando de Leleco (Marcos Caruso), para que se possa ter certeza da fidelidade da moça. José é de Niterói, RJ, e formou-se pela CAL (Casa das Artes de Laranjeiras). Na Rede Globo, fez duas temporadas de “Malhação”, o especial “Tal Filho, Tal Pai”, e a série “Macho Man”. Já na Rede Record, “Mutantes”. No teatro, consta em seu currículo a peça “Garotos”. No salão de beleza de Monalisa (Heloísa Pérrisé), uma das cabeleireiras é Beverly, personificada por Luana Martau. Beverly é gaiata, e teve divertida cena ao declarar a sua paixão por Adauto (Juliano Cazarré). Luana já participou das novelas “Cama de Gato” e “Cordel Encantado”, e o seriado “Clandestinos – O Sonho Começou” (especial que se originou no teatro). Ganhou o Prêmio Extra de TV de ” Melhor Revelação Feminina” por “Cordel Encantado”. Como o filho adotivo de Monalisa está Bruno Gissoni, o Iran. O jogador de futebol vive escapando da marcação cerrada da mãe. Tentará dividir o apartamento com Jorginho (Cauã Reymond). Não costuma ter vontade de treinar. Bruno é do Rio de Janeiro, morou uma temporada em Los Angeles, e na volta ao Brasil atuou como jogador de futebol. Fez as novelas “Alta Estação” e “Malhação”. Nos palcos, “Capitães da Areia” e “Os Melhores Anos de Nossas Vidas”. Foi aluno de Roberto Bomtempo na Escola de Atores da Rede Record. Na Rede Bandeirantes, esteve na série “Julie e os Fantasmas”. Emiliano D’Ávila nos últimos capítulos tem recebido destaque com cenas de arrombamento de cofre, e “Boa Noite, Cinderela” contra “mulheres desavisadas” na praia. Lúcio é filho da empregada da família de Tufão, Janaína (Claudia Missura), e a ela dizia fazer um curso de marceneiro. Tudo mentira para desgosto da trabalhadora. Torrava todo o dinheiro que lhe era dado para pagar as mensalidades e comprar apostilas em gandaias. Emiliano é soteropolitano, e é formado pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) em Artes Cênicas. Foi para o Rio de Janeiro, e passou em rígido teste organizado por João Falcão para fazer parte do espetáculo “Clandestinos – O Sonho Começou”, que como já foi dito acabou virando seriado na emissora carioca. Vamos agora para a Zona Sul. Lá encontraremos o DJ e compositor de hip hop Tomás, cuja interpretação cabe a Ronny Kriwat, que também é modelo. Ele é filho de Cadinho (Alexandre Borges) com Noêmia (Camila Morgado), e não se conforma com a traição que o pai fez a mãe sofrer. Na televisão, integrou o elenco de “Malhação” e “Cama de Gato”. Há aquela menina loirinha que é inescrupulosa, e que cometeu todos os ardis para que o casamento de sua mãe Alexia (Carolina Ferraz) não se consumasse. Tudo para que ela fique com Cadinho. Não sabe que é o seu pai verdadeiro. Algumas de suas traquinagens são pagas com sundaes. A atriz é Bruna Griphao. Como podemos ver, que turma! E que vem mostrando ao público que não está em “Avenida Brasil” para brincadeira. Afinal, é gente nova no pedaço, e tem que fazer bonito.

Foto: Divulgação/TV Globo

Finalmente, a jornalista e apresentadora Fátima Bernardes estreou o seu tão aguardado programa, após tanto tempo ancorando o “Jornal Nacional” ao lado de William Bonner, e inúmeras especulações da imprensa. A formatação da produção que viria a comandar foi cercada de grande mistério e sigilo. Supunha-se que haveria doses de jornalismo, é claro, e entretenimento, mas que fossem diferentes das que há nos programas do gênero que já existem. Fátima pareceu-me muito feliz, realizada e à vontade. Vamos ao que houve no matinal em si. Uma entrevista com o ator Bruno Gissoni, o Iran de “Avenida Brasil”, e o lutador de MMA Fábio Maldonado sobre depilação masculina. Bruno disse que a faz em parte, e Fábio afirmou que a mesma o auxilia em alguns momentos da luta, como no golpe “leg locks”, pois seu corpo fica mais escorregadio, e livrar-se do oponente fica facilitado. Tony Ramos deu um depoimento em vídeo asseverando que não se importa de ter pelos em excesso. Outro vídeo é mostrado narrando a trajetória da jornalista, incluindo a sua mais de uma década apresentando o “JN”. Para demonstrar a preparação do programa, foi dito que no primeiro dia de reuniões havia apenas três profissionais envolvidos. Autores, produtores e editores foram se juntando aos poucos. Os quadros eram criados. Diversas reuniões se sucederam, e houve as primeiras gravações dos pilotos. Desenharam o cenário e os figurinos foram pensados (tanto os de Fátima quanto os da equipe que estará com ela ao vivo diariamente). Com a atração pronta, divulga-se para a mídia. Na estreia de hoje, Fátima Bernardes trajando um bonito vestido em azul e preto com listras coloridas, um colar adornado com uma pedra negra, e alguns acessórios, inicia o programa cheia de simpatia e disposição, tendo atrás de si um belo cenário que muda a cada tema discutido, o “video mapping”. Apresenta aqueles que irão assessorá-la: o jornalista Lair Rennó, que dará as notícias do dia; a repórter Lília Telles, que fará reportagens especiais; e os comediantes Marcos Veras e Victor Sarro, que terão como encargo desvendar o lado divertido das ruas. Ainda na atração de hoje, Lair leu mensagens de internautas sobre o tema que será debatido durante a semana: a adoção. Fátima dá os seus apartes. É a vez de Marcos Veras, que perguntou à plateia presente “qual a maior notícia” para eles. A jornalista revelou que grandes e notícias de menor teor terão destaque. Voltando a Marcos. Este vai à Central do Brasil, no Rio de Janeiro, e aborda os transeuntes com o objetivo de conseguir uma “notícia quente”. O assunto em outro instante é “viagem internacional”. O público dá a sua opinião, com intercalação de imagens. Um momento curioso acontece. Fátima inverte os papéis, e por meio de um link, conversa com William Bonner, inquirindo-o: – Bom dia, William Bonner. Onde está você? Bonner, que estava nos estúdios do “JN”, antecipou algumas notícias do telejornal. E assim, com bastante variedade, estreou o programa de uma das jornalistas mais prestigiadas do país. Às 10h30min, caso você acorde um pouco mais tarde, depois de tomar o café da manhã, poderá ter um “Encontro com Fátima Bernardes”.

“Alarme Religado”

Publicado: 23/06/2012 em TV

Foto: Divulgação/TV Globo

O que não faltou ao telespectador de “Avenida Brasil”, novela das 21h de João Emanuel Carneiro no capítulo de ontem foi ação. O principal personagem envolvido foi Max (Marcello Novaes). O rapaz de cabelos aloirados, barbicha e que gosta de usar camisas espalhafatosas e justas já há muito tempo vem reclamando que não tem tirado proveito suficiente da fortuna da família da qual faz parte. O estopim para o aumento da sua revolta ocorreu quando Carminha (Adriana Esteves), com quem a relação anda abalada, surge no café da manhã com um vistoso colar de pérolas negras da Polinésia dado por Tufão (Murilo Benício). Os olhos de Max vidram, demonstrando inveja. Após passa-lhe pela cabeça a ideia de roubar os pertences, inclusive o colar, do cofre que fica na biblioteca. Mas para isso, precisaria de um cúmplice. Procura Lúcio (Emiliano D’Ávila), um jovem nada afeito à legalidade, filho da empregada doméstica Janaína (Claudia Missura). Numa partida de sinuca, regada a uísque, o trato é feito. Max chega embriagado em casa, e depois recebe uma reprimenda de Carmen Lucia, principalmente por ter destratado Ivana (foto abaixo). Todos retiram-se para os seus respectivos aposentos. Porém, nem todos foram logo dormir. Que o digam Muricy (Eliane Giardini) e Adauto (Juliano Cazarré). O marido de Ivana (Letícia Isnard) pede-lhe desculpas pelas grosserias recentes, e a dopa, como de costume. Inicia-se a operação do roubo. Max dirige-se ao jardim. Deixa uma das portas abertas, e desliga o alarme do cofre. Isto sem perceber que estava sendo observado por Nina (Débora Falabella). A moça de imediato religa o alarme, dizendo: “Alarme religado.” O golpista continua a empreitada, abrindo uma das janelas. Não contava que Janaína tem sono leve, e que despertaria com os barulhos feitos. Lúcio chega à mansão. Dá comida aos cães para que se calem. Entra na casa, e depara-se com a própria mãe, que decepcionada com o comportamento criminoso do filho, grita, e com ele se atraca. Acaba sendo ferida, e desfalece. É levada para outro cômodo. Lúcio não desiste da operação, e com uma furadeira envolta por uma espécie de flanela para abafar o som ruidoso que seria provocado começa a perfuração do cofre. O alarme dispara. O alarme que Max desligou, e Nina religou. A família acorda. Max é o primeiro a descer, e defronta-se com Lúcio que afirma que não levará a culpa sozinho. Lúcio tenta escapar. Tufão desce armado. No jardim, o segurança esgueira-se também armado. Lúcio encontra com Nina, que lhe fala para não se preocupar, pois está junto com Max, e o chama para se esconder em seu quarto. O quarto de quem religou o alarme desligado por Max.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Já no início do primeiro capítulo de “Gabriela”, remake de Walcyr Carrasco da obra de Jorge Amado, deparamo-nos com o apogeu do coronelismo no final do século XIX, representado pela figura intimidadora do Coronel Ramiro Bastos (Antonio Fagundes), que toma terras alheias pelo uso da força. Estamos agora em 1925, Ilhéus. Ramiro ainda é um baluarte do poder dos coronéis na região. O personagem aposta no cultivo do cacau como fonte de riqueza, considerando-o como o “ouro negro”. O tempo não ajuda com a ausência das chuvas, o que vem prejudicando a colheita. O Coronel Ramiro Bastos, que não é afeito à religião, apela ao Padre Cecílio (Frank Menezes), e decide por sugestão de suas beatas que uma procissão seja realizada com o intuito de se pedir que chova. Passamos num outro momento a conhecer na cidade o famoso prostíbulo Bataclã, comandado a mão de ferro por Maria Machadão (Ivete Sangalo). Os poderosos estão sempre presentes. Há muita música e dança no local. Uma das prostitutas mais assediadas é Zarolha (Leona Cavalli), que se enrabichou por Nacib (Humberto Martins), o dono do Bar Vesuvio. O comerciante está à procura de uma boa cozinheira para o seu estabelecimento. Outro frequentador assíduo do bordel é Tonico Bastos (Marcelo Serrado), um inveterado mulherengo. Em cena diversa, deslocamo-nos para uma área bastante castigada pela seca, na qual se vê uma bela mulher, Gabriela (Juliana Paes), banhando-se com o pouco de água que lhe resta, e ao seu tio (Everaldo Pontes). Ambos decidem seguir para Ilhéus. O sol não dá trégua. O tio demonstra fraqueza, e sinais de que não conseguirá chegar ao destino desejado. No meio do caminho, encontram dois forasteiros, Clemente (Daniel Ribeiro) e Negro Fagundes (Jhe Oliveira), que os acompanham na penosa jornada. O tio não suporta. E Gabriela continua sua peregrinação até chegar à cidade, e ficar alojada em um abrigo para retirantes. E é lá que Nacib irá procurar um tanto incrédulo a almejada cozinheira. Vislumbra Gabriela, e por ela se encanta. O que é recíproco, pois após ter lhe feito algumas perguntas, Nacib vai embora, mas ao escutar “moço bonito” vindo daquela brejeira mulher, retorna. O folhetim das 23h da Rede Globo mostrou uma fotografia deslumbrante, com paleta de cores variadas relativas a cada situação. Músicas inesquecíveis da versão anterior foram tocadas, o que nos deu certa nostalgia. A direção de Mauro Mendonça Filho já indicou que será irrepreensível. A abertura com a canção “Modinha para Gabriela” é um primor, com desenhos feitos com coloridas areias. Assim começou “Gabriela”. Começou o contraste da aridez do Brasil com a maciez da sua pele cor de canela. E com direito a um suave aroma de cravo.

Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012 - Píer Mauá

Modelo estilizado exposto no Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá

Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012 - Píer Mauá

Visão fotográfica de decoração abstrata exposta no Fashion Rio Primavera Verão 2011/2012, no Píer Mauá.
Foto: Maria Ruch