Arquivo de julho, 2012

“E aí Roni, rolou?”

Publicado: 31/07/2012 em TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

O autor de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro das 21h, afirmou certa vez que não vê a obrigatoriedade de que haja personagens homossexuais em suas tramas. E como sabemos, o teledramaturgo gosta de um bom mistério. Apraz-se em perceber que o público está confuso quanto à personalidade e comportamento de certo personagem. Para quem não se lembra, em “A Favorita”, também de sua autoria, Orlandinho (Iran Malfitano) era gay, e sentia-se atraído por Halley (Cauã Reymond). O que se deu ao final foi que Orlandinho se apaixonou por Maria do Céu (Deborah Secco), após terem simulado um casamento para atender ao interesse de ambos. Isto pode estar se repetindo com Roni (Daniel Rocha), só que em outro contexto. Todos questionam a sua sexualidade. Até mesmo os pais Diógenes (Otavio Augusto) e Dolores (Paula Burlamaqui). A implicância inicial do rapaz com Suelen (Isis Valverde) levava a crer que fosse causada pelo ciúme que sentia de Leandro (Thiago Martins), que se apaixonara pela sedutora moça. Todavia, Roni pode apenas acalentar uma enorme amizade pelo jovem que veio do interior para tentar a vida como jogador de futebol, a ponto de casar-se com a até então difamada Suelen para que esta não fosse deportada para a Bolívia. É uma hipótese. Por outro lado, Roni nos desperta dúvidas, pois na noite do seu casamento lançou olhares ciumentos e aparentemente apaixonados ao ver Leandro aos abraços com Beverly (Luana Martau). Nos momentos em que Suelen tentou algo mais íntimo com o filho de Diógenes, este resistiu sempre de forma convicta. A moça, que era conhecida como Maria-Chuteira, mulher que só se interessava por atletas que poderiam lhe dar conforto, parece que agora está gostando de Roni de verdade. Isso foi incrementado quando foi salva por Roni das mãos de bandidos. Sua visão sobre ele mudou. Tem feito de tudo para seduzi-lo, sem sucesso. Assim, mais suspeitas dos telespectadores se delineiam. Depois da noite de núpcias, Roni acorda aturdido ao perceber que sua recém-esposa está nua. A reação dele foi de culpa, arrependimento. Ele crê que manteve relações sexuais com a jovem. Contudo, pode ser uma jogada dela. Algo me diz que Suelen passará um dobrado com o marido, o que seria um grande desafio, posto que sempre tivera os homens aos seus pés. Todavia, não se espantem se for descoberto que Roni é mais viril que todo o time do Divino junto. João Emanuel Carneiro gosta dessas “pegadinhas”.

Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

Carrocinha de pipoca na área externa do evento.
Foto: Paulo Ruch

Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

Painel do stand da revista ELLE.
Foto: Paulo Ruch

Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

A consultora de moda Gloria Kalil sendo entrevistada antes do início de algum dos desfiles.
Foto: Paulo Ruch

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Foto: Divulgação/TV Globo

Há personagens que demandam demais dos atores no que tange às suas potencialidades dramáticas. Outros personagens são, por assim dizer, monocromáticos. O que não é o caso de Nina, papel que cabe a Débora Falabella em “Avenida Brasil”, novela das 21h de João Emanuel Carneiro. Na segunda fase do folhetim, e por conseguinte, nas cenas posteriores, Débora teve que alternar repetidas vezes reações diversas que denotassem doçura, determinação, fragilidade, força, insegurança, dissimulação, e tantos outros substantivos que indiquem estados emocionais do ser humano. Além disso, a atriz mineira teve que lançar mão de dois sentimentos opostos simultaneamente: amor e ódio. Nina dedicou o primeiro aos que lhe foram bons, como Lucinda (Vera Holtz), quem a criara por certo tempo; Jorginho (Cauã Reymond), a quem ama desde a infância; Betânia (Bianca Comparato), a amiga de todas as horas; e Begônia (Carol Abras), a irmã adotiva. E o segundo aos que lhe foram cruéis, como Carminha (Adriana Esteves), Max (Marcello Novaes) e Nilo (José de Abreu). Com a virada da novela, ou seja, com Nina afinal pondo o seu plano de vingança em prática, a intérprete Débora Falabella utilizou-se de recursos que fossem representativos da frieza, da arrogância e da insensibilidade. Se o telespectador se esquecer por alguns instantes das maldades de Carmen Lucia, poderá apiedar-se dela. Para cada pessoa que assiste à trama consiste o direito de achar se a amante de Max é ou não merecedora do que está passando. No entanto, algo me despertou a atenção: Nina não possui todo o seu plano armado, já que ainda não sabe o que fazer quando Tufão (Murilo Benício) e família chegarem de Cabo Frio. E não podemos nos esquecer de que se o jogo se inverter, Carminha ficará pior do que já era. Já no que concerne à carreira de Débora, começou cedo com peças teatrais como “Flicts”, de Ziraldo. Sua estreia na TV deu-se em “Malhação”, ficando por período curto. O trabalho que lhe deu a primeira projeção foi a produção infantil gravada na Argentina, “Chiquititas”, exibida pelo SBT. Retorna à Globo para viver Cuca, de “Um Anjo Caiu do Céu”. Depois de ter sido laureada em importantes festivais de cinema pelo curta “Françoise”, recebeu a incumbência de personificar em “O Clone”, de Gloria Perez, a dificílima personagem Mel, uma dependente química com problemas de reabilitação. O primeiro papel histórico foi Sarah Kubitschek, na minissérie escrita por Maria Adelaide Amaral, “JK”. Na área dos remakes, protagonizou “Sinhá Moça”. Em seguida a “Duas Caras”, de Aguinaldo Silva, foi uma vilã em “Escrito nas Estrelas”, de Elizabeth Jhin. Estrelou ao lado de Selton Mello, Luana Piovani e Álamo Facó, o seriado adaptado do filme homônimo “A Mulher Invisível”. Participou do especial de fim de ano “Homens de Bem”, com Rodrigo Santoro. Como atriz de televisão, também integrou o elenco de outras produções, como séries, programa humorístico, e obras como “Agora É que São Elas”, “Senhora do Destino”, e as minisséries “Um Só Coração” e “Som & Fúria”. No cinema, merecem destaque “Dois Perdidos Numa Noite Suja”, de José Jofilly, “Lisbela e o Prisioneiro”, de Guel Arraes, “A Dona da História” e “Primo Basílio”, ambos de Daniel Filho, e “Meu País”, de André Ristum, dentre outros longas e curtas-metragens. No teatro, encenou “A Serpente”, de Nelson Rodrigues, e “Noites Brancas”, de Dostoiévski, por exemplo. O que nos resta agora é saber até quando Nina achará ótimo ser uma anti-heroína. Sendo ou deixando de ser, Débora Falabella continuará sendo ótima.

Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

Painel representativo da moda no Rio de Janeiro dos anos 80.
Foto: Paulo Ruch

Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

Painel do stand do Caderno Ela do jornal O GLOBO, que mostrava um desfile do Grupo Moda Rio de Janeiro.
Foto: Paulo Ruch