Arquivo de janeiro, 2013

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E a comemoração continua.
Foto: Paulo Ruch

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E a comemoração continua.
Foto: Paulo Ruch

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A hora do beijo.
Foto: Paulo Ruch

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Foto: Divulgação/TV Globo

O escritor e poeta, além de teórico do surrealismo André Breton, o pintor Salvador Dalí e o cineasta Luis Buñuel (“O Discreto Charme da Burguesia” e “O Cão Andaluz”; Dalí também se aventurou no cinema) foram os grandes expoentes do movimento artístico citado acima. O surrealismo consistia basicamente na transgressão do real, no desafio de distorcer a realidade como a conhecemos. Quem não se lembra do relógio derretido em uma das mais famosas pinturas de Salvador Dalí? E, é claro, que como todo movimento artístico importante, as influências se dão até os dias atuais. No nosso país, provável que este movimento influiu o autor Dias Gomes. Sendo assim, o pioneirismo ficou ao seu cargo, que em 1976, com poucos recursos de efeitos especiais, realizou na Rede Globo a excelente novela “Saramandaia”, na qual para espanto do público, fatos bizarros ocorriam corriqueiramente na cidade de nome Bole-Bole. Casos como o de Zico Rosado (Castro Gonzaga), que quando menos era esperado, soltava formigas pelas narinas, assoando o nariz de forma a se livrar delas. Às vezes, apareciam no lenço que usava. Já Wilza Carla ficou marcada para sempre como a Dona Redonda, que de tanto comer acabou explodindo, derrubando portas e janelas ao redor, e deixando a população local em pânico. A cena da explosão foi até tosca, que como já disse não existia a viabilidade de se fazer algo mais elaborado. Porém, tornou-se uma das cenas da teledramaturgia mais lembradas até hoje por seu impacto. Vera Holtz será a nova intérprete, e pediu para que usasse enchimentos ao invés dos efeitos de computador que seriam utilizados para deixá-la obesa em excesso. Toda a explosão será entretanto computadorizada. Ary Fontoura era o Professor Aristóbulo, um homem acima de qualquer suspeita que em noites de lua cheia virava lobisomem. Sonia Braga, como Marcina, provocava incêndios onde tocava, assim como feria as pessoas ao fazer o mesmo. E Juca de Oliveira foi João Gibão, que possuía asas nas costas, e num determinado dia voou pela cidade. Atualmente, com a tecnologia avançada nos efeitos especiais que a emissora detém, o folhetim ganhará bastante neste campo em qualidade. O teledramaturgo Ricardo Linhares, responsável pelo “remake” é um expert no assunto. Este gênero passou a ser chamado de realismo fantástico. O escritor colombiano Gabriel García Márquez é um adepto do estilo, também denominado de “mágico”. Ricardo, junto com Aguinaldo Silva, deixaram bons exemplos em algumas novelas do elemento narrativo em pauta. Em “Roque Santeiro”, de Dias Gomes e Aguinaldo Silva, Ruy Rezende, o respeitado Professor Astromar Junqueira tinha como segredo o fato de se transformar em lobisomem quando a lua estava cheia. Em “Fera Ferida”, de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, Arlete Salles, como Margarida, inundou o quarto de sua casa ao chorar em demasia. Já em “Pedra sobre Pedra”, também de Aguinaldo Silva, Ricardo Linhares e Ana Maria Moretzsohn, Osmar Prado, o Sérgio Cabeleira, mantinha forte ligação com a lua, a ponto de em certa noite ela se aproximar de modo impressionante da Terra. Não podemos nos esquecer que em 1973, Dias Gomes em “O Bem Amado” já dava sinais de sua influência ao fazer Milton Gonçalves (Zelão das Asas) voar a partir do alto de uma igreja sobre Sucupira. E, em “A Indomada”, de Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, Selton Mello (Emanuel) cria asas e voa livremente. A vilã Altiva, interpretada por Eva Wilma, após sumir misteriosamente na frente dos habitantes de Greenville, surge no céu em forma de estranha fumaça prometendo a sua volta. Retornando a “Saramandaia”, desde já configura-se como uma boa atração para este ano, proporcionando aos que já lhe assistiram a oportunidade de rever uma história cheia de criatividade e aspectos inusitados, e aos que não, deleitarem-se com esta trama tão bem urdida pelo consagrado Dias Gomes.

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A palavra agora está com o padre.
Foto: Paulo Ruch

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E ao noivo também.
Foto: Paulo Ruch

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É dada a palavra à noiva.
Foto: Paulo Ruch