Arquivo de setembro, 2013

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O estilista Alexandre Herchcovitch no dia da apresentação da sua coleção no Fashion Rio Verão 13/14, realizado na Marina da Glória.
Alexandre é paulistano.
Quando criança, sofreu significativa influência de sua mãe, dona de uma confecção de lingeries, e passou a se interessar solidamente pelo vasto mundo da moda, familiarizando-se com os instrumentos básicos que a produzem (tecidos, agulhas, linhas…), a ponto de, na adolescência, criar seu primeiro vestido.
O caminho para a especialização era previsível, e o rapaz decidiu cursar Moda na Faculdade Santa Marcelina (FASM), em São Paulo.
Consagrado tanto no Brasil como no exterior, o estilista é convidado pelas emissoras de TV para participar de programas dedicados ao segmento, como ser jurado do concurso “Garota Fantástica”, quadro do “Fantástico”, da Rede Globo, e do “Brazil’s Next Top Model”, no Sony.
Dono de sua própria marca (possui algumas lojas, inclusive no Japão), expandiu os negócios licenciando seus produtos para várias empresas.
Extremamente produtivo, a cada ano cria coleções que são apresentadas até em Nova York (exporta para os Estados Unidos e Reino Unido).
Seu reconhecido talento como estilista e empresário fez com que assumisse a direção de criação de outras grifes, a direção da Faculdade de Moda da FMU (Centro Universitário das Faculdades Metropolitanas Unidas), com sede em São Paulo, e a direção de criação do SENAC (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial).
A capacidade criativa de Alexandre parece não ter limites, que foge de sua raiz para idealizar e desenhar distintas peças, como calçados, joias, meias, underwear, cadernos, fundos de tela para celulares e óculos, vendendo para importantes “brands” (foi o autor dos uniformes dos funcionários de uma das maiores redes de “fast food” mundiais).
Alexandre Herchcovitch é hoje, sem dúvida, um dos estilistas mais respeitados em nosso país.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Nica Kessler
Coca-Cola Clothing

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Um dos destaques da decoração do lounge do SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), montado na área do Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória, foi justamente o planisfério colorido afixado na parede ao fundo.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: SEBRAE
Nica Kessler
Coca-Cola Clothing

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O SEBRAE (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) ofereceu aos seus convidados dois lounges, sendo que o da direita era mais reservado, durante o Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: SEBRAE
Nica Kessler
Coca-Cola Clothing

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Sofisticado e elegante lounge do SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) instalado no amplo espaço do Fashion Rio Verão 13/14, organizado na Marina da Glória.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: SEBRAE
Nica Kessler
Coca-Cola Clothing

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Foto: Philipp Lavra

Um fotógrafo, Francisco (Pedro Nercessian/Igor Angelkorte), com mão machucada, busca a pureza das imagens. A verdade e não miragens. Recusa-se a tomar pílulas que prometem a “juventude mentirosa”. Uma desairosa confrontação com a Natureza. O Estado, tendo como representante o seu rígido pai César (Samuel Toledo) lhe incumbe a função de registrar o modo de vida dos habitantes da Ilha de Sêneca (uma referência ao escritor e filósofo nascido em Córdoba – à época uma província romana da Hispânia, que se destacou no Império Romano, cujas ideias preconizavam a vida simples, a ética e a predominância do destino; suas obras serviram de fonte para a dramaturgia renascentista) com vistas à campanha publicitária. A população estudada optou por assumir suas rugas sem rusgas consigo mesma. Cada sulco de seus rostos não soa como insulto, e sim como culto aos atos de transição das etapas da vida. Se para nós envelhecer é sofrer, perder e chegar aos estertores do fenecer, o que Francisco depreendeu da gente ilhéu é de que esta é crente de que deixar a juventude para trás, acompanhar transformação de pele lisa em franzida, significa aceitação do processo evolutivo vital, fato que não exclui de suas “envelhecidas existências” uma felicidade inteiramente nova. No retorno ao lar, encontro com esposa médica, a prática e objetiva Lúcia (Lívia Paiva), adepta da Ciência que se imiscui com a “ingerência química” obstrutiva da “Vontade do Universo”. Os pais são assaz defensores da alegria que se perfaz no exterior, na estética, ignorando possível dor interior consequente da transgressão da Dialética. A mãe Cleo (Chandelly Braz/Júlia Lund) também é um ser que em sua feminilidade não demonstra fragilidade. No entanto, permite que a sensibilidade não se esvaia ao cuidar do filho Francisco (Fernando Bohrer) com “desenho do tempo” já “rabiscado” em matéria física decorrido período de ausência. O corpo presente se ressente do peso que não desmente o “preço feroz a ser pago ao relógio biológico”. É lógico. É o momento do tempo. A hora de seu reinado. Não sejamos alienados. Ignorantes e pedantes se tentarmos desprezá-lo. A nudez de outrora nos é atraente, tentadora, provoca-nos desejos explícitos. Já a nudez madura embora dura, é sedutora por ser real na afirmação do racional. Sim, de alguma forma somos semelhantes aos elefantes, que se desgarram do rebanho por não mais deter o ritmo deste, e esperam a morte no silêncio, na tranquilidade, na paz do refúgio, prontos, obedientes e dispostos a iniciar diálogo com o Desconhecido. A aridez e secura desses temas são abordados com proficiência, clareza, foco numa compreensão reflexiva e filosófica, e por que não expansiva do inevitável, seja ele temido ou bem-vindo caminho que nos leva à reta final de nossa história em “Elefante”, de Walter Daguerre. Walter é um autor que a cada texto explora de modo surpreendente a coesão narrativa/dramatúrgica sem preterir da emoção e de fino humor, com evidente potencial para canalizar para o teatro o que poderia descambar para o abstrato em mãos hesitantes. A direção (e argumento) de Igor Angelkorte desenvolve com inteligência, precisão (há cenas em que se formam triângulos espaciais nos embates travados pelos personagens), e um sadio apego ao sentimento e a tênue graça. Igor, a despeito da mocidade, aplica nos palcos com maturidade de quem entende o processo teatral cabível, aceitável e digno de nota, e expedito foge das armadilhas natas ao enredo espinhoso. O elenco da Probástica Companhia de Teatro, sem exceção, executa primorosamente, com delicadeza, força interpretativa e assumindo um naturalismo apropriado, a missão de exibir de maneira convincente e meticulosa o perfil descritivo dos papéis da trama. O cenário de André Sanches irrompe com singularidade e beleza desconcertantes, valorizando a arena, amparado por quatro cadeiras de madeira brancas similares a costelas (o que nos causa relevante impacto visual). Sobre chão possuidor de textura crua, que ao ser pisado emite ruído “arenoso”, encontra-se altivo vaso com caule e galhos retorcidos ciosos de água, mesmo que haja dificuldade na identificação das estações do ano, assim como nos é dificultoso encontrarmos as nossas próprias e definitivas identidades. E como elemento central uma mesa com recorte autêntico e criativo que acolhe pratos, talheres, taças e uma câmera fotográfica solitária. A Renato Machado coube a iluminação, e dela absorvemos uma totalidade de elegância, congruência e equilíbrio de luzes adequadas às situações, trilhando por vezes veredas mais intimistas (com focos individuais que nos lembram trapézios alongados ao mirarem o piso, e imagens luminosas quase apagadas que nos transportam à poesia legítima). Sombras cordiais que se revezam com a pujança de um plano aberto. Os figurinos de Ronald Teixeira atendem com senso de oportunidade e capricho à proposta comportamental dos “characters”. O bonito vestido rendado e transparente laranja escuro de Cleo e “scarpins”, o terno e complementos austeros de César, o casual e moderno na primeira fase de Francisco e o enxuto simbolizado por colete, calça e sapatos que falam por si mesmos na segunda. Todavia, Lúcia é contemporânea, despojada com viés sóbrio, utilizando-se de sobretudo, lenço e blusas leves, realçando o “bordeaux”. Os intérpretes tiveram um trabalho de corpo excepcional, e dentre tantas passagens, merece citação as danças típicas e/ou regionais mostradas por Fernando Bohrer e Pedro Nercessian/Igor Angelkorte, nas quais se percebem movimentos fortes, decididos, bruscos, calculados e óbvio, belos. Felipe Storino nos apresenta uma trilha sonora original que desperta curiosidade, receio, conforto, placidez e apreensão. “Elefante” atinge o seu epílogo, e todo um mecanismo de organização mental dos espectadores é ativado no intuito de formular conclusão justa, reta do que se assistira até então. Nossos pensamentos não envelheceram. Muito pelo contrário. Regeneraram-se. Conceitos de vida e morte, felicidade e tristeza preestabelecidos demandaram reavaliações. Provável que agimos como elefantes. Agrupamo-nos na plateia à espera de surpresa, do não conhecido. Transgredimos o axioma de que aqueles animais se isolam pois são impedidos de seguirem o ritmo de seus pares. Ficamos lado a lado, emparelhados com “Elefante”. Unidos num só fôlego. Não houve perdedores. Saímos todos vitoriosos, e rasgamos finalmente a faixa da linha de chegada com o espírito do renascimento.

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Ao chegar ao Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória, a atriz, modelo e apresentadora Letícia Birkheuer fora em poucos instantes assediada por diversos jornalistas e fotógrafos.
Letícia nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
Em uma época de sua vida, jogou vôlei em Porto Alegre, no entanto sua estonteante beleza associada à altura compatível com os padrões exigíveis do mundo da moda, logo a fez mudar de profissão e se dedicar à carreira de modelo.
Atingiu o fechado circuito internacional fashion, trabalhando para grifes do mais alto conceito, tais como Armani, Dior, Chanel e Helena Rubinstein.
Giorgio Armani a escolheu para ser o “rosto oficial” de seu perfume “Armani Mania”.
Sua trajetória ascendente é visível, e convites de incontestável significância para atuar no segmento não cessam, desfilando, por exemplo, no ” The Victoria’s Secret Fashion Show”.
Após tanto sucesso na área da moda, Letícia Birkheuer decide ser atriz.
Sua estreia como intérprete fora na novela de Silvio de Abreu, veiculada no horário nobre, na Rede Globo, “Belíssima”, em 2005 (sua personagem era Érica Assumpção, e do seu núcleo faziam parte simplesmente Fernanda Montenegro e Glória Pires).
Depois de uma participação especial no folhetim de Carlos Lombardi, “Pé na Jaca”, a artista integra o elenco da produção de Walther Negrão, “Desejo Proibido”, em que defendera a vilã Raquel.
Descobrimos sua faceta de apresentadora ao comandar o programa do Multishow “Básico” (apresentou também o quadro “Menina Fantástica”, do dominical “Fantástico”).
No seu retorno à seara teledramatúrgica, personifica Natasha, em “Cama de Gato”, de Duca Rachid e Thelma Guedes (o seu papel estava diretamente ligado a mistérios da trama).
No momento, Letícia Birkheuer vive a jornalista Érica, funcionária do blogueiro maledicente Téo Pereira (Paulo Betti) na novela de Aguinaldo Silva, “Império”, exibida às 21h pela Rede Globo (na história, sua personagem se apaixona pelo boa vida Robertão, papel de Romulo Neto, e se divide no trabalho entre a sua ética própria e a falta de escrúpulos de seu empregador).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG

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A atriz e modelo Juliana Paiva foi uma das convidadas do Fashion Rio Verão 13/14, evento promovido desta vez na Marina da Glória.
Juliana é carioca.
Estreou na TV em um folhetim de Manoel Carlos, na Rede Globo, “Viver a Vida”, justamente personificando uma personagem que lhe fora familiar na realidade: uma modelo.
Não tardou para que fosse convidada para participar da novela de Duca Rachid e Thelma Guedes, “Cama de Gato”.
No entanto, fora somente como Valquíria, filha de Jacques Leclair (Alexandre Borges) no remake de “Ti-Ti-Ti” (mantinha um romance às escondidas com Luti, papel de Humberto Carrão), que Juliana (indicada ao Prêmio Contigo! Atriz Revelação de TV) passou a ser conhecida em todo o país.
Com charme, atuou em “Cheias de Charme”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.
A popularidade só recrudesceu ao integrar o elenco teen de “Malhação”, como Fatinha, em sua 20ª temporada (recebeu indicações para vários prêmios em diferentes categorias).
Juliana Paiva não fugiu do universo adolescente, e obteve êxito, ao frequentar os sets de filmagem de “Desenrola”, de Rosane Svartman.
Após o terceiro sinal, vimos a intérprete em três espetáculos: “Alice e Gabriel”, “3 Ferramentas” e “Papo Calcinha”.
Atualmente, Juliana Paiva está nos ar nos capítulos finais de “Além do Horizonte”, como Lili, uma produção das 19h da emissora carioca escrita por Carlos Gregório e Marcos Bernstein.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG