Arquivo de abril, 2014

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Foto: Renato Mangolin

Um artista não pode viver sem a sua obra. Um compositor não existiria sem a sua música. Um poeta não justificaria a sua função se não escrevesse algo para ser declamado. E um dramaturgo se veria em meio a um drama sem precedentes se não lograsse dispor em narrativa cênica as ideias que por ora pululavam em sua mente (ou ainda se aquelas simplesmente não surgissem). Tudo seria mais fácil, oportuno, conveniente e fluido para os potenciais artistas se não irrompessem vez por outra à sua frente barreiras a princípio intransponíveis: a maior delas sendo a temida e assustadora crise criativa. O padecimento progressivo e angustiante de um jovem escritor, colocado à margem pela mulher que ama, Berenice (interlocutora e confidente imaginária), que visa a criar uma peça teatral, é desencadeado irrefreavelmente por ausência absoluta de inventividade e inspiração, exceto pelo título já escolhido: “Um homem em cima de um palco pensando”. Este é o mote, o agente propulsor do excelente espetáculo de João Falcão, o monólogo conduzido com virtuosismo por Gregório Duvivier. Em um palco nu e negro, sob a interferência misteriosa e instigante de um fog, Gregório desvela o amplo, complexo e dilacerante conflito do inclemente lapso ideário. O estertor da contingência se materializa em elucubrações, sensação de culpabilidade e inadequação, questionamentos e pensamentos persecutórios individuais. O que teria motivado o desvanecimento da criação própria? Necessitar-se-ia ser um “outro alguém”? Uma mudança comportamental, filiada à transgressão, seria o bastante para acender a imaginação íntima e causar impressão positiva no próximo? Uma atitude audaz e ousada de se aproximar de um ator numa festa e lhe dizer que possui peça pronta, mesmo que não a tenha, já se configura como primeiro passo rumo à vitória de rompimento de suas limitações? O tempo é feroz, inimigo declarado do artista escravo das veleidades de sua mente. O que se determina como ideia lógica, passível de transmutação em produto artístico, no presente se espraia na aleatoriedade. Os dilemas e impasses da situação do escriba são indiferentes às suas súplicas e solicitações de resolução daqueles. Deve-se optar pelo drama ou pela comédia em um texto? O drama talvez não denunciasse a mediocridade do legado literário devido ao silêncio imperscrutável dos espectadores. E na comédia, as ruidosas gargalhadas seriam atestado comprobatório da excelência textual, quem sabe. E se a alternativa de se organizar uma sinopse e/ou enredo incompreensível, hermético, desprovido de sentido fosse o atalho cabível? A inclusão de uma música. Sim, uma música. Haveria a possibilidade de se dar um “clima” ao espetáculo, escamoteando as lacunas imaginativas. O homem das letras fugidias se encontra em convulsão de fantasmas indômitos. E se a adoção de um chapéu, um tardio e anacrônico furo na orelha, uma repentina paixão pelo futebol fizessem alguma diferença no “status quo”? O relacionamento com o cigarro, um falso amigo, seria irremediavelmente desfeito em nome de profícua ideia. Se hoje o candidato à literato é sectário do “não”, um átimo de imaginação o faria ser acólito do “sim”. O dramaturgo se convence de que tudo o que de genial e majestático fora criado ou inventado somente decorrera porque não era nascido. Beethoven só compôs a Nona Sinfonia porque nascera antes. As notas já estavam todas em sua mente. Apenas uma injustiça da ordem natural dos nascimentos. E Deus? Por que não o ajuda? Oferecer-lhe uma luz criativa não é nada diante do que a Humanidade lhe pede. Esses temas em seu conjunto foram dissecados com primor, sensibilidade e inteligência por João Falcão, um artista com pleno domínio de suas aptidões como dramaturgo e diretor, no difícil, delicado e arriscado formato de um monólogo. E em nenhum momento perceptível, João se priva de associar a “Uma Noite na Lua” elementos pensados e elaborados com prévias cautela e perícia, munidos de legítimas poesia e emoção. A dramaturgia abraça harmonicamente tanto o viés cômico (fino e bem urdido) quanto o dramático (eivado de emotividade alocada em patamar superior e privilegiado). Como encenador, João Falcão, consubstanciado no alto grau de sua sabedoria cênica, ao contrário do personagem que imaginara, viu-se mergulhado em profusas ideias, detendo manancial infindo de contribuições inspiradoras e complementares da unicidade proveitosa da linguagem teatral transposta para um produto de entretenimento valoroso. Os protagonistas indiscutíveis são o ator e o texto. No entanto, seria leviano de minha parte não citar a rica colaboração dos demais aspectos técnicos. Como a iluminação da lavra do próprio João, deslumbrante, engenhosa e causadora de fascínio irremovível (há dez refletores anteriores providos de tênue e delgada luz em tom amarelado; algo semelhante a LED que desenha sobre o intérprete fabulosas linhas geométricas triangulares em suas distintas angulações; focos supremos nas face e corpo de Gregório; frenético e extasiante apagar e acender de luzes em locais diversos que nos proporcionam uma duplicação no interesse causada por propositada “desorientação” visual – um belo recurso que denota suposta onipresença do personagem; “blackouts” invasores e eloquentes em seu mar de negritude; o vermelho sanguíneo, o verde suave e o branco importante por si só têm a sua vez; e os feixes luminosos, sejam eles transversos ou cruzados, propiciadores do embelezamento geral. A direção musical (com canções originais lindas e melodiosas de João Falcão) de Dani Black e Maycon Ananias embala de modo literal e dá inestimável vida e frescor à encenação. Utilizam-se variados instrumentos que se completam em evidente harmonia e sugerem ambiência compatível com a montagem. O cenário se resume ao vazio, soberano na amplitude do preto do espaço aberto e livre para o ator e sua palavra. Os figurinos de Hugo Leão são porta-vozes indissociáveis do bom gosto, elegância e avassaladora coerência com o perfil do papel do escritor. Uma homenagem ao showbiz, ao instante de um único artista em cena (Hugo se vale de chapéu Fedora, capote, terno, camisa e calça em tons grafites, e boots pretos com meias lúdicas). Quanto à atuação de Gregório Duvivier, intencionalmente deixada para ser comentada no epílogo desta análise, se já bem conhecíamos o rico, vasto e relevante repertório deste consagrado jovem ator, deparamo-nos com um artista, sem qualquer brecha para suscitação de dúvidas, completo (sonho almejado por tantos que seguem este ofício). Gregório atua, dança, canta e se movimenta esplendorosamente (preparação corporal de Gilvan Gomes). Capacitações caras de um autêntico virtuose na arte da interpretação. Um performer, um showman, um signo chapliniano em tropicalíssimas terras nacionais, que transita para o nosso deleite por inúmeras veredas dos campos da emoção e graça. Sua matéria (incluindo-se a voz) se mostra como instrumento afinado. Cada gesto, diminuto ou extenso passo, um rodopio, incessantes “levantar-se” e “sentar-se”, um grito e um sussurro “bergmaniano”, um riso tímido ou risada deliberada, o falsete e o grave lado a lado, sem atritos, tornam a interpretação de Gregório ímpar, única, singular, memorável e desde logo inserida na galeria dos registros interpretativos marcantes do cenário contemporâneo teatral. “Uma Noite na Lua” se estabelece como espetáculo honroso e dignificante em seus precípuos propósitos, dentre os quais o de esmiuçar a alma humana, que poderia ou não ser a de um escritor, com todos os seus questionamentos, aflições, dúvidas, incertezas, reavaliações de vida e apropriação de novas visões que possam clarificar o nosso juízo por vezes recôndito e noção de bem viver na coletividade e no mundo em sua desmedida e assustadora grandeza que nos soa quase sempre estranho e temerário. Pode-se viver uma noite na lua sem estrelas. Pode-se viver uma noite na lua tão somente. Mas é muito melhor viver “Uma Noite na Lua” com Gregório Duvivier.

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Foto: Rodrigo Lopes

Num subterrâneo solitário e desolador, onde há mesa larga de madeira com pés de cavalete sobre a qual se encontram múltiplos telefones coloridos, e embaixo daquela um cesto de papel em meio a emaranhado de fios tão indestrinçável quanto a vida, há um jovem candidato a ator, por ora exercendo a função de atendente de reservas de um restaurante da moda, Edu (Rodrigo Sant’Anna), que se percebe no permanente e invariável controle de suas fleuma e paciência face à disputa feroz dos ávidos comensais por uma vaga no estabelecimento “talk of the town”. Os pretendentes a uma mesa, seja ela pequena ou grande, bem localizada ou não, representam os mais diversos tipos humanos no espetáculo “Lotação Quase Esgotada” (“Full Committed” no original), um sucesso da Broadway da americana Becky Mode, traduzido impecavelmente por Ana Luiza Martins Costa e Laura Rónai e adaptada com proficiência por Moacyr Goes (também diretor) e Rodrigo Sant’Anna. Em uma sequência intermitente e ensandecida de telefonemas, testemunhamos desde o assistente afetado de uma top model, Bob, que faz as mais esdrúxulas exigências para que a celebridade se sinta à vontade no ambiente, não seja incomodada e ainda se “deleite” com uma dieta tão restritiva quanto absurda; o contraventor famoso que gosta de frequentar bons lugares; uma socialite que para ela tudo “é uma loucura!”; uma idosa que se aproveita das promoções “assistencialistas”, mesmo que delas não necessite; a madame histérica, neurastênica, tabagista, viciada em Rinossoro, irritadiça, que atende pelo sugestivo e apropriado nome de Isolda Xanabrava (ou grafia similar que o valha), que julga estar nos tempos do Colonialismo, pois trata a sua empregada doméstica como se a Abolição da Escravatura fosse uma fábula; a baiana e seu delicioso sotaque cantado com direito à expressão “Ó Paí, Ó”; a recepcionista mineira, cujo tempo se diferencia do resto do mundo, de um celebrado médico, que de forma obsessiva precisa saber item por item do menu; o oriental monossilábico; o nordestino “arretado”; o playboy com vocabulário em que há mais gírias do que pontos finais e vírgulas; até o abonado que crê que o dinheiro está acima de tudo e de todos, e muito mais personagens irresistivelmente interpretados por Rodrigo em suas distintas nuances e oscilações atinentes. Existe a figura de um chef francês, Jean Claude (uma referência direta à predominância dos profissionais do ramo com esta ascendência) que, lógico, incumbe-se de preparar pratos com combinações que a princípio nos parecem estrambóticas e pouco prováveis, cujos preços não condizem com a realidade socioeconômica do país. Esta diversidade e multiculturalismo desenham a divertida e extremamente bem elaborada estrutura narrativa da peça, com seus 23 “characters” desenvolvidos com primor por Rodrigo Sant’Anna. O texto, na verdade, mostra-se sob as tintas fortes da alta comédia, como uma denúncia ou paródia acerca das diferenciações e consequentes distorções de valores do indivíduo no panorama atual. Faz-se uma crítica não velada aos “points”, “lugares da moda”, sua efemeridade e superficialidade dos que se deixam levar por esta “ditatura” do que é “in” e do que é “out”. Escancaram-se a estupidez, a grosseria e os maus modos monopolizadores das posturas pessoais, em quaisquer circunstâncias. Uma sociedade em estado de progressiva depauperação moral. Hoje, os bajuladores e mídia são “réus confessos” na solidificação do triste retrato da “cultura das celebridades”. Uma estratificação deletéria e soturna com suas classificações de “vips” e menos “vips”, e deploráveis “currais”. Exigências públicas, informadas como se fossem notícias relevantes das “celebs”, que só corroboram que fama e dinheiro não fazem bem a cabeças fragilizadas e motivadas por insensatez. A locupletação fácil gerou desvios irreversíveis de caráter e postura naqueles que detêm esta condição. A soberba, a arrogância e potencial superioridade social ferem o pétreo Princípio da Igualdade, previsto na Constituição Federal. O cidadão bronco e sem instrução é proprietário de um sofisticado restaurante disputado por endinheirados e famosos que oferece “haute cuisine”. Não se trata de preconceito, e sim de evidência patente de contradições contingenciais. O Brasil, a “terra do feijão com arroz” degusta “confit”, “tartare, “paillard” e “ratatouille”. O arroz deixou de ser branco para ser arbóreo ou negro e ao invés de regarmos a salada com azeite, para sermos chiques, devemos fazê-lo com vinagre balsâmico. A Gastronomia outrossim exerce o seu poder tirânico. A desumana relação patrão x empregado, mesmo em pleno século XXI, é discutida com mérito. As dificuldades de ser ator numa nação como o Brasil, torrão de apadrinhados, são levantadas, em que os requisitos fundamentais para se se estabelecer na profissão não são somente talento e em alguns casos beleza, mas ser amigo do amigo da “pessoa certa”. Na adaptação de Moacyr e Rodrigo, não se pretere o laço familiar e afetivo tampouco, simbolizado no pai ingênuo e só de Edu e na colega de trabalho Bibi, que padece de incontinência urinária e chora copiosamente. A direção do experiente e notório Moacyr Goes capta de maneira inteligente, emocional e habilidosa todos os elementos supra relatados, e constrói um espetáculo que se destaca não apenas pelos dinamismo e humor, mas parcelas significativas de caras poesia e sensibilidade, supervalorizando (e que ótimo que seja assim) vasta aptidão cômica e dramática, sim dramática, de um dos indiscutíveis expoentes da nova geração de intérpretes que se dedicam primordialmente à seara da graça, Rodrigo Sant’Anna. Rodrigo, um ator carismático ao extremo e com visível empatia, regozija-se na preciosa oportunidade de se desdobrar em mais de duas dezenas de papéis, o que permite ostentar um trabalho admirável de corpo (com direito a gesticulações, movimentações e posturas diversificadas) e voz (a capacidade do artista de brincar com a mesma, oferecendo-nos interminável e bem-vinda gama de tons e acentos distintos beira o incrível). Reitero aqui que o drama também se apresenta. Quem se habituou a assistir a Rodrigo em suas performances hilariantes, não imagina que este mesmo ator se utilize de sua bagagem dramática com um nível milimétrico de moderação coerente, adotando um naturalismo e autenticidade que se acomodam com eficácia no perfil de Edu. “Lotação Quase Esgotada” nos serve para provar que Rodrigo Sant’Anna não se insere obrigatoriamente somente na categoria dos comediantes, podendo obter realce quando o drama exigir. Os cenário e adereços de Teca Fichinski açambarcam com prodígio o lúdico e o desolador, em que podemos fitar de modo simultâneo (afora os que já mencionei) cadeiras comum e “do papai”, larga parede branca azulejada ao fundo, com quadro de escalas dos funcionários do restaurante e avisos colados, grandes e médios canos hidráulicos nas cores vermelha, amarela e prateada, estante e seus fichários e pastas, sacos de estoque e uma pequena entrada com escada que leva a nível superior, além dos interfones de praxe. Os figurinos, trilha sonora (sonoplastia de Marcio Padilha; os intermitentes, alucinados e atualíssimos toques de telefone/interfone singulares ou plurais identificam bem o caos sonoro ao qual estamos aprisionados) formam uma feliz parceria, em que se notam objetividade, clareza, precisão e direcionamento de proposta, todos empenhados para se lograr um bonito conjunto cênico. Rodrigo veste uma camisa xadrez, uma calça jeans desbotada, t-shirt preta e tênis (como acessório, uma mochila). A luz é soberanamente aberta, geral, o que faz com que tenhamos uma profícua proximidade com os aspectos factuais dos acontecimentos que se sucedem. “Lotação Quase Esgotada” é uma chance imperdível de se verificar o desempenho de um ator com grau elevado de talento e versatilidade, dirigido por um encenador reconhecidamente culto e sabedor dos ensinamentos teatrais (que já transitou pelos mais variados e complexos contextos dramatúrgicos), em que ambos possuem como rico suporte um texto ágil, criativo, crítico, paródico, alegre, sensível e que conquista logo a plateia. Por esta e outras razões, é que lhes digo que façam imediatamente uma reserva com Edu. Não percam tempo. As linhas telefônicas podem estar congestionadas. O que é bom se esgota. Menos o talento inesgotável de Rodrigo Sant’Anna em “Lotação Quase Esgotada”.

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Rica Benozatti entrevista a atriz Monique Alfradique para o canal Glitz*, durante o Fashion Rio Outono Inverno 2014, evento de moda promovido no Píer Mauá.
Atualmente, Monique Alfradique defende com sucesso a personagem Tina, em “A Regra do Jogo”, novela das 21h da Rede Globo, escrita por João Emanuel Carneiro, com direção de núcleo de Amora Mautner.
Rica Benozatti, além de apresentador, é stylist, e já participou de vários programas, dentre eles o “Caldeirão do Huck”, exibido pela mesma emissora carioca nas tardes de sábado.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O repórter, stylist e blogueiro Rica Benozzati no Fashion Rio Outono Inverno 2014 (Píer Mauá).
Rica fez a cobertura da semana de moda para o canal Glitz*.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O modelo Lucas Mutinelli, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Lucas nasceu em Porto Alegre, Rio Grande do Sul, mas foi criado em Brasília, Distrito Federal.
É representado por duas agências: a Ten Model Management (São Paulo) e a Glam Model Management (Brasília).
O primeiro contato com o mundo da moda se deu por meio de uma extinta rede social (uma grande agência se interessou por ele, mas sua pouca idade o impediu de seguir para São Paulo, onde se encontravam as oportunidades de trabalho).
Já modelo, com apenas 16 anos, viajou para Milão e Paris, e em seguida para China e Londres (e novamente Milão).
Estrelou campanhas importantes no exterior, como para a marca de acessórios de Vivienne Westwood, e para a United Colors of Benetton.
Desfilou com exclusividade para a Dsquared2.
Fotografou para editoriais das edições italianas da “Vanity Fair” e “L’Uomo Vogue”.
Trabalhou para as marcas Dirk Bikkembergs (campanha), Victor Cool (lookbook/catálogo e vídeo para a internet), Le Hommes e Frankie Morello.
Ao contrário de muitos modelos, a trajetória profissional de Lucas ocorreu pelo caminho inverso, iniciando-se, com sucesso, no mercado internacional.
Sua primeira experiência no Brasil aconteceu em uma edição do Fashion Rio, em sua temporada Verão 2013, tendo sido um dos mais requisitados para os desfiles.
Lucas já foi clicado por Hugo Toni, Vanessa Beleu, Vivian Pupin, Italo Gaspar, Alexandro Adds e Felipe Lessa (editorial “Black Allure” para a “Lab Magazine”).
Nesta edição do Fashion Rio, desfilou para as grifes Coca-Cola Jeans, Alexandre Herchcovitch, R. Groove e TNG.
Lucas Mutinelli também já circulou pelas passarelas da São Paulo Fashion Week.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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Os modelos Helena Prestes e Bruce Machado no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Helena Prestes é natural do Estado de São Paulo.
Sua carreira começou por volta dos 14 anos de idade.
Era jogadora profissional de basquete no estado paulista.
Sua irmã mais velha, modelo à época, indicou-a para um casting de uma popular cadeia de lojas brasileiras, sendo vitoriosa.
Após se estabelecer no país, decide viajar para os Estados Unidos e Europa, onde, segundo ela mesma, teve que “começar tudo de novo”.
Sua agência é a Ford Models Brasil.
A modelo já residiu em Paris, e trabalhou para prestigiadas grifes como Lanvin, Balenciaga e Gucci.
Foi capa, com direito à ensaio, da revista “In Style”.
Também fez fotos para a “Marie Claire Brasil”, e campanhas nacionais para O Boticário.
Desfilou para as principais semanas de moda do Brasil e do mundo.
Helena também integra o cast de grandes agências como DIVO Mgmt. Brasil, M Management Paris e Why Not Models Agency (Milão).
Alguns de seus trabalhos importantes que podemos citar são: desfiles para Galia Lahav, On Aura Tout Vu e Wanda Nylon (Paris Fashion Week) e um ensaio para a “HUF Magazine”.
Bruce Machado é de Monte Carmelo, município mineiro.
Foi fotografado por um dos principais profissionais do mundo da moda, o peruano Mario Testino, em duas temporadas, para a marca italiana Etro.
Participou de uma campanha para outra grife italiana, a Diesel.
Em sua bem-sucedida estada em Milão, desfilou para a Etro, Missoni e Emporio Armani.
Ao lado da modelo Bruna Vieira, participou de um editorial (“Viagem a Dois”) para a revista “Marie Claire”, sendo clicado por Fabio Bartelt.
Foi agenciado por agências conceituadas, como a DIVO Management, Joy Management, RE:Quest Model Management (Nova York) e Way Model (São Paulo).
Desta vez com a modelo Ava Smith, esteve em outro editorial, “Ava in Wonderland”, com registros de Chama, para a publicação “Twelv Magazine”.
Também atuou em Nova York e Paris (além de Milão, como mencionado), tendo circulado por passarelas disputadas, vestindo peças das coleções da Costume National, da Salvatore Ferragamo, Lanvin, Alexander McQueen, Roberto Cavalli e Dior Homme.
Foi visto nas páginas de revistas estrangeiras, como “Vogue Homme International”, “Fiasco”, “Interview”, e “The Fashionisto Magazine” (editorial “Quiet Times”, com fotos de Oscar Correcher; vestiu Prada, Marni e Bottega Veneta).
Anthony Amadeo o fotografou em um estúdio em Nova York.
Também esteve no desfile da Mercedes-Benz Fashion Week, em Nova York.
No Brasil, desfilou tanto para a São Paulo Fashion Week quanto para o Fashion Rio.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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Foto: Divulgação/TV Globo

Mariana Ximenes, bonita como sempre, vestindo um chemise azul coral com decote nas costas, calçando um par de Louboutin bege (percebido e elogiado pelo apresentador), e Kiko Mascarenhas, com boots, casaco de couro, camisa “pied-de-poule” sobre outra escura, e calça combinando com o conjunto, dirigem-se ao famoso sofá logo que são anunciados pelo humorista, com receptividade acalorada da plateia. A conversa então se inicia com Jô perguntando à atriz se ela é produtora. Diz que sim, acompanhada por demais produtores. Fala do elenco do espetáculo do qual participa atualmente ao lado de Kiko, que é formado por Jonathan Haagensen, Miguel Thiré e Stella Rabello. O diretor é Guilherme Weber. Confessa que estava com muita vontade de voltar a atuar no teatro (cursou a Escola Superior de Artes Célia Helena). E assim é revelado que o encenador fora quem lhe apresentara o texto de Nicky Silver, “Os Altruístas” (além deste, escrevera “Os Solitários” e “Pterodátilos”). Nicky é um autor nova-iorquino, que segundo a intérprete é “super underground, mas que mexe com neuroses urbanas e contemporâneas”, e que causa provocação e divertimento. É chegada a vez de Kiko Mascarenhas nos contar como conheceu sua colega de cena. O ator estava em cartaz com “O Zoológico de Vidro”, de Tennessee Williams, direção de Ulysses Cruz. E Mariana foi lhe assistir, apreciando seu desempenho (Mariana Ximenes já fizera Tennessee Williams, “A Rosa Tatuada”). É indagado a Kiko como foi o começo da carreira artística dele. Carioca, o rapaz entrara por meio de testes para o cast de “Os Meninos da Rua Paulo”, de Ferenc Molnár. E não parou mais, emendando um trabalho no outro. A dupla retoma o discurso sobre “Os Altruístas”. É dito que o texto possui humor ácido e que é verborrágico. Foram necessárias seis semanas de ensaios. De acordo com Kiko, a direção de Guilherme Weber “é muito preciosa em marcas, sem contar “a partitura física e vocal enormes”. O fato de Guilherme ser ator é enaltecido, sendo considerado um virtuose. Mariana acrescenta que a peça tem uma “onda camp”, elementos de Andy Warhol, referências a artistas como Candy Darling e Holly, o Grand Guignol e o Expressionismo Alemão. O personagem de Kiko é Ronald, irmão de Sidney (Mariana Ximenes), uma atriz de novelas. Aliás, todo o elenco atua de salto alto, inclusive o masculino. O papo ruma para o último folhetim de Mariana, “Passione”, de Silvio de Abreu, na Rede Globo. E Mariana Ximenes afirma que será “eternamente grata” a Silvio pela Clara, seu papel na trama. E relata a maneira curiosa com que foi convidada pelo teledramaturgo para integrar a produção: fora abordada por Silvio de Abreu na área do banheiro em uma festa. A atriz agora dá de presente a Jô Soares uma caneca (que ela ofereceu a toda a equipe do espetáculo) com o logo da peça, e a Oração de São Genésio, santo padroeiro dos atores, músicos, humoristas e advogados, tendo sido um mártir no século III. Mariana leu a Oração. Não haveria modo mais belo de se encerrar a entrevista. Na verdade, todos com este ato foram altruístas conosco.

Obs: A entrevista dos atores Mariana Ximenes e Kiko Mascarenhas no “Programa do Jô”, veiculado pela Rede Globo, fora ao ar no ano de 2011.