Arquivo de maio, 2014

O-Comediante-com-Ary-Fontoura
Foto: Leonardo Aversa

Antes de se iniciar esta análise teatral, cabe-me dizer que “O Comediante”, de Joseph Meyer, é uma notável ode à Sétima Arte. Uma homenagem nada simplista ao Cinema, com seus mitos, marcos e memórias que adentraram em nossas mentes e delas não mais saíram. Não por acaso, um de seus diretores, José Wilker, era sabidamente conhecido como um “homem de cinema” (a despeito de sua rica passagem tanto no teatro quanto na TV). Anderson Cunha, seu parceiro na direção, deu prosseguimento ao trabalho com dignidade e bravura, conferindo ao espetáculo uma alta qualidade visível em todos os aspectos. A instigante trama de Joseph se passa na portentosa mansão onde vive o ator Walter Delon (Ary Fontoura), que se um dia vivenciou situações de legítima glória e recebeu os mais efusivos aplausos e louros, hoje se encontra perdido, amargurado, sufocado pelas lembranças de outrora, com o ego despedaçado, vítima de cruel ostracismo, um fantasma terrificante para um artista. Cercado pelos olhares insondáveis e atentos de Bette Davis, Dietrich, Marilyn e Greta Garbo em retratos dispostos estrategicamente pela casa, Walter, na verdade, Antonio (um nome do qual deseja se esquecer por razões significativas) possui uma “entourage” que o acompanha há longos anos: Norma (Angela Rebello), uma formal, charmosa, elegante e resoluta mulher que assumiu os papéis de governança (porém considerada como “membro da família”) e pronta conselheira; e Eric (Gustavo Arthiddoro), moço sedutor que primeiro serviu ao intérprete que se apraz em cantar “Fascinação” de modo melancólico como chofer e no momento é o seu agente. Norma guarda segredos que mereciam ser olvidados, e mantém com o rapaz um conluio para que o mundo de fantasias que engendraram para Delon não se desfaça. A falsa paz da mansão que ludibria os incautos é estremecida pela chegada de uma vívida e sagaz jornalista “freelancer”, Júlia (Carolina Loback), que almeja escrever uma matéria reveladora sobre o ator. A partir desta iniciativa, que esconde demais motivações, somos surpresos por sequência de intenções duvidosas, ajustes, ardis, tramoias, omissões, confissões desconcertantes, jogos de sedução em que se imiscuem passado e presente, rememoração de tempos idos que reverberam na atualidade e a descrição de um painel triste, no entanto concreto e real, da condição do artista em um universo idólatra do efêmero. José Wilker e Anderson Cunha souberam com primor transportar para os palcos uma história que, para o deleite geral, não se limita apenas a um gênero. Ambos inteligentemente coloriram o espetáculo com atrativas tintas de thriller/suspense que muito reportam aos clássicos de Hitchcock (Walter, além disso, alude a “Psicose” e “Os Pássaros” em tom chistoso) e vislumbramos, mesmo que branda, todavia palpável, referência ao movimento expressionista alemão e ao cinema mudo (nos quais olhares e expressões faciais eram supervalorizados a fim de se desenhar com clareza uma emoção objetivada). Importante afirmar que o humor atravessa a linha de desenvolvimento narrativo em instantes oportunos, consolidando-se como indispensável amálgama para costurar a ação. O mistério e seu entorno se associam ao drama sem colisões. Lembramo-nos do “vaudeville” com a sua movimentação constante e dinâmica dos atores por um espaço cênico com entradas e saídas, níveis e subníveis (com direito a uma belíssima escada sinuosa com corrimões dourados que nos remete ao épico “E O Vento Levou”, de Victor Fleming, George Cukor, Sam Wood e outros, e à obra-prima de Billy Wilder, “Crepúsculo dos Deuses”). Tem-se portanto conjunto dramatúrgico pleno e coerente (com o ótimo uso dos gêneros supramencionados). No tocante ao elenco, percebe-se nitidamente um precioso enfoque por parte dos encenadores e atores na construção caprichada e meticulosa dos “characters. Ary Fontoura, talvez possa parecer redundante asseverar, mostra-se esplendoroso na ribalta, com inacreditável domínio técnico e emotivo de sua atuação (algo que se vê vez ou outra no panorama teatral contemporâneo). Ary sobejamente se utiliza de todas as ferramentas à sua disposição para compor um Walter Delon melodramático, divertido e angustiado a um só tempo, sensível e lírico, o que permite ao ator circular pelas diversas áreas da interpretação. O artista, um dos mais versáteis, talentosos e populares do país, tem ao seu favor a bem-vinda presença de três cativantes outrossim providos de talento intérpretes que contribuem com magnitude para o êxito e completa satisfação das ambições artísticas da peça. Angela Rebello, uma atriz que espontaneamente desperta encanto no público por suas esbelteza, altivez e personalidade constrói Norma tendo como bases as contenção, sobriedade e interiorização de sua personagem, sem prescindir de pujança dramática conveniente ao perfil da governanta. Carolina Loback exibe com vigor, expansividade e força jovial encantadora as idiossincrasias da jornalista Júlia. Um acerto inequívoco nos seus propósitos interpretativos. E Gustavo Arthiddoro se revela um ator dotado de amplas empatia, capacidade irretorquível de comunicação no palco, postura solenemente admirável, categorizando suas emoções de forma crível e congruente. O cenário de José Dias é de uma beleza estonteante, com riquíssimo detalhismo ao reproduzir o salão principal da mansão de Walter, onde são disponibilizados mobiliário “antique” (mesa clássica, cadeiras Luís XV, aparadores orientais, estante, console clássico de espelho) e objetos com requintado acabamento como um vistoso lustre central, candelabros, espelhos venezianos, piano de cauda, troféus (prêmios), porta-retratos, abajures de parede, vasos com flores variadas e um ostentoso tapete vermelho que cobre os degraus da famosa escadaria, sendo tudo projetado em três patamares e o andar de cima que fica subentendido. O mais arrebatador é um idílico jardim de inverno por detrás de uma armação “envidraçada” através da qual podem ser contempladas treliças repletas de folhagens e uma simbólica e enternecedora macieira com suas folhas rosáceas que parece ter surgido do filme “Sonhos”, de Akira Kurosawa. A iluminação de Maneco Quinderé é prodigiosa, não nos poupando de sua generosidade com o alumbramento visual da montagem. Maneco aproveita as múltiplas funções das luzes com opções sempre inspiradas, apostando em tonalidades de diferentes matizes, focos diversificados, sombras exploradas em sua vastidão de possibilidades, contando ainda com o indissociável plano aberto/geral que tem a missão primordial de nos dar visão inteira de toda a localidade cênica. Os abajures de parede e os candelabros servem de instrumentos para dar uma ambiência misteriosa às passagens do entrecho. O jardim de inverno assume as mais fascinantes colorações. Os figurinos de Marília Carneiro são refinados, luxuosos, com evidente elegância, casuais e cotidianos quando necessários. Marília nos presenteia, e ficamos embevecidos, com um desfile multifacetado de peças e costumes como trajes de gala/noite (smoking, longos, terno, camisas, calças e sapatos sociais, escarpins), robes, saia palito, trench coat, camisa com gola rolê, xales, cardigã, pulôver, blazer Príncipe de Gales e calça esportiva. A direção de movimento dos atores é executada com a maestria costumeira de Marcia Rubin que explora com habilidade os recursos corporais e gestuais do elenco. Os movimentos são precisos, exatos, bonitos na essência, articulados, plásticos (há uma cena em particular que Ary e Carolina bailam ao som de um irresistível tango). A direção musical de Marcelo Alonso Neves não economiza, e por isto mesmo compreende e se adequa com todo o sentido à trama (que inclui a linda “Fascinação”, que se eternizou na voz de Elis Regina e é executada por Ary Fontoura com ternura e afinação em representativo episódio) ao optar por temas típicos de suspense com sua aura indiscutível do que não é previsto e nos causa expectativas. Marcelo não nos deixa órfãos, que nos fique claro, de um lirismo, de uma poesia melódica que ocupa posição de destaque quando compatível com um determinado acontecimento da obra. “O Comediante” é uma peça teatral que de imediato se faz válida por abordar assunto de cunho universal, atemporal (a ascensão e o ocaso de um artista em benefício de uma cultura desvirtuada que privilegia cada vez mais o bonito, o jovem, o corpo não importando se haja talento ou não em quem os possui), com uma exposição que reverencia o bom andamento de uma narrativa, a sua linearidade, aglutinando o cômico, o dramático e o suspense. A escada de corrimões em preto e branco levou Norma Desmond, o memorável papel de Gloria Swanson, em “Crepúsculo dos Deuses”, rumo a um fim nada glorioso. Mas Ary Fontoura, Angela Rebello, Carolina Loback e Gustavo Arthiddoro farão o caminho inverso. Subirão cada degrau em direção ao sucesso e brilho de “O Comediante”. Sempre com o testemunho do olhar real da macieira, “a árvore da vida”.

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Foto: Beti Niemeyer

Tudo depende de uma batida perfeita. Um ritmo cadenciado sem licença para sair do compasso. A vida por um fio. A vida, pode-se dizer, “por um coração”. Este pequeno grande órgão pulsante que ora acelera ora desacelera ou mantém sua frequência natural. Encontra-se galhardamente no lado esquerdo do peito. É voluntarioso, teimoso, senhor das vontades próprias. Bombeia intermitente escarlate líquido vital que corre por veias “expressas” de um labiríntico mundo de sistemas e aparelhos: o nosso corpo. Quaisquer falhas, por mais diminutas que sejam, podem interromper este processo. Matéria física e espírito comprometidos. Há que se buscar ajuda em clínica médica, na qual aqueles com o “coração partido” serão chamados de pacientes. Alunos são para academias de ginástica. Orientando-se por esta legítima premissa, Flávio Marinho, com a direção de produção de Fábio Oliveira, construiu a sólida teia narrativa de “Academia do Coração”, uma comédia que prima pela sensibilidade declarada que se apoia num humor requintado, abordando tema de cunho espinhoso de forma absolutamente otimista e leve. Com um nobre time de atores, cada um com sua especificidade interpretativa, Flávio concentra a história em uma clínica de saúde (a “Academia do Coração”), capitaneada com mãos de ferro por Dra. Ângela (Bia Nunnes), uma cardiologista munida de bastão que julga impor autoridade por meio daquele e por chamadas de atenção recorrentes de seus pacientes a fim de que a disciplina não seja apenas meta de conduta. Por detrás de tirania personalizada, Ângela na essência é compreensiva, humana, uma mulher que foge da “epidemia” que assombra o indivíduo: a solidão. Tivera casos amorosos inusitados, em que se destacam Greg, um “surfista de Governador Valadares”, um especialista em calefação nordestino e um gaúcho vegetariano. O do momento é o motorista de ônibus, nascido em Teresina, que a levava para se encontrar com Greg. Possui como auxiliar no comando da instituição médica, que aplica a famigerada “Medicina do Exercício” o professor de Educação Física Uóxinton (Renato Reston), um profissional que se mostra o tempo inteiro focado na total obediência aos preceitos clínicos recomendáveis. Além disso, é cúmplice, confidente e amigo de Ângela. Os pacientes são diferenciados, com sonhos, dramas e humores particulares. Assim como no clássico da Metro de 1939, dirigido por Victor Fleming e protagonizado por Judy Garland (Dorothy), “O Mágico de Oz”, todos, sem exceção, almejam a realização de um desejo íntimo tornado público. Se a menina Dorothy, com sua trança e sapatos de rubi vermelho, queria somente voltar para casa, acompanhada de seu cão Totó, Liz (Cristina Pereira), uma artista plástica com perfil hippie/esotérico, apreciadora dos efeitos da “cannabis sativa” (o que lhe custa lapsos de memória) e da dança, porta-voz de comentários tão ácidos quanto reais, quer a luz em sua existência e expor as suas obras de arte. Se o Leão (Bert Lahr) se empenhava em achar a coragem para ser respeitado pelos seus pares, Petrus (Beto Vandesteen), um ex-cantor lírico e colunista social aposentado, sonha um dia recuperar sua possante voz original, e participar de uma récita. Petrus, como muitos de nós, não aceita com paz a passagem do tempo e suas consequências desabonadoras. O homem que interpreta trecho de “La Traviata”, de Giuseppe Verdi, e “Ol’ Man River”, do musical “Show Boat” (letra de Oscar Hammerstein II e música de Jerome Kerr, composta em 1927 e levada aos palcos em 1936), por sinal magnificamente cantados por Beto (preparação vocal de Angela de Castro), é de certo modo estigmatizado pelos onze “stents” de que necessitou. Se o Homem de Lata (Jack Haley) almejava justamente um coração para pulsar em sua metálica estrutura, Duda (Ernani Moraes), um sorumbático, pessimista ex-sapateador, no entanto com tristeza “poética”, portador de “coração grande”, objetiva em seus pensamentos voltar a “desenhar no soalho” os passos precisos do sapateado (Ernani se sai muito bem ao apresentar à plateia um número da difícil dança). Já o Espantalho (Ray Bolger) intenta conseguir um cérebro, enquanto Lucas (Alexandre Jábali), um sábio rapaz “transplantado” que recebeu lições de vida do pai português, quer para si uma sensação distinta da que tem com relação ao órgão dez anos mais jovem que lhe fora doado. Que o mesmo não seja um “intruso”, e sim dádiva salvadora de sua moça vivência. O que notamos claramente como proposta do dramaturgo é a apresentação inequívoca da nossa vigorosa e ilimitada capacidade de superação face a imprevistos comuns à vida. A direção, também de Flávio, privilegia a harmonização e sintonia entre os intérpretes, dando-lhes oportunidades pontuais ou coletivas de se expressarem artisticamente de maneira honrosa. O texto é conduzido com adequadíssima brandura, não permitindo que a temática potencialmente “pesada” impusesse o seu desenvolvimento. A comicidade calculada nas falas e diálogos espanta em definitivo qualquer possibilidade de haver uma temerária supremacia da morbidez. Todo o espaço cênico é utilizado com elevada dinâmica e movimentação dos personagens. Adota-se ritmo ágil, contudo sem abjurar das pausas cabíveis para elucubrações e confissões para os eventuais interlocutores. Há cenas lúdicas e de evidente fascínio nas quais vislumbramos semelhanças a um musical (Flávio Marinho tem experiência nesta área), em que os atores cantam, dançam e até mesmo executam a percussão improvisada em objetos insuspeitos. Um número considerável de assuntos concernentes ao enredo são abordados, como a arbitrariedade das dietas restritivas, a dependência dos pacientes às variações de suas pressões arteriais (12 por 8, 14 por 10 etc.) e aos níveis de colesterol, a obsessão por contagem de calorias perdidas ou ganhas, a enxurrada de remédios e seus sufixos estrambóticos prescritos amiúde pelos médicos aos que deles precisam e o temor da finitude da vida. Tudo com coerência. Cristina Pereira, Bia Nunnes, Ernani Moraes, Renato Reston, Beto Vandesteen e Alexandre Jábali dão à montagem rica contribuição na meticulosa composição de seus papéis. Cristina empresta generosamente a vocação irrefutável para a graça (com aptidões patentes para situações de drama outrossim) para criar uma Liz crítica, mordaz, irônica, debochada e quando solicitada emotiva. Bia Nunnes, uma também notória atriz por fazer humor de excelência, abraça postura de liderança com personalidade cujos traços se realçam pela firmeza e resolução de atitudes (contudo, Bia recebe a chance e aproveita com completa satisfação, assim como Cristina, de exibir potencialidades escoradas no drama). Ernani Moraes nos ostenta uma construção do personagem em que se percebe um conciso entendimento de suas características psicológicas e emocionais, como a comovente fragilidade defronte à condição pessoal (em contraste direto com o “physique” e potente voz do artista). Uma atuação digna e relevante em sua natureza. Renato Reston nos cativa inexoravelmente com um Uóxinton generoso, sensível, sincero e devotado às suas funções (qualidades distribuídas com equanimidade). Beto personifica Petrus com mérito e brilho ao lograr a conjunção da intensidade interpretativa das canções com tiradas humorísticas impagáveis. E Alexandre Jábali, como Lucas, obtém com êxito, para a felicidade dos espectadores, a elaboração do papel com sensibilidade alocada em patamar superior, em associação com respectivos carisma e espontaneidade. Flávio Marinho é conhecido pela valorização do ator, independente de outros recursos em seu entorno. O cenário de Edward Monteiro é marcado por largas criatividade e inventividade, que complementam com eficácia o arco narrativo. Edward dispõe no palco aparelhos de ginástica (esteiras, bicicletas…) e materiais como halteres e buzu, além de cadeiras utilitárias, mesa com laptop, lustre antique, cômodas, suporte para os citados halteres, quatro barras de madeiras, uma larga e outra estreita bastante altas, posicionadas em ambos os lados da ribalta, dois pequenos tablados e o talvez mais impressionante elemento cenográfico: no fundo do palco se simula um painel com espelhos de aparência azulejada em que se vislumbram as linhas de um exame de eletrocardiograma. Os figurinos de Ney Madeira, Dani Vidal e Pati Faedo atendem a uma admirável multiplicidade de opções de cores e tipos de costumes, em que podemos mencionar os leggings, túnicas, sobretudos, t-shirts, regatas, shorts, tênis, escarpin, polos, sobretudos e foulard. São eles condizentes com o espetáculo. A iluminação de Paulo César Medeiros é prodigiosa, certeira em suas escolhas, formando um bonito panorama visual, com fileira anterior de refletores que se revezam em extensa gama de coloridos, como o azul, o verde, o vermelho e o lilás. Luzes laterais, planos abertos com maior ou menor intensidade, o efeito lindíssimo quando o lustre é aceso em frente à bicicleta de Liz e um pisca-pisca frenético e vivaz nos momentos de dança (coreografias de Mabel Tude). A trilha sonora de Flávio Marinho é eclética, e por isso mesmo agrada a todos os gostos, em que coexistem versões para “Bichos Escrotos”, dos Titãs, “Whisky a Go Go”, do Roupa Nova, “Agora Só Falta Você”, de Rita Lee, “Fogo e Paixão”, de Wando e “Go West”, do Village People. Não nos esquecendo, é claro, da música erudita e do “standard”. “Academia do Coração” reflete com sucesso mais uma tentativa de se fazer uma peça teatral com aspiração de conjuminar entretenimento e respeito aos espectadores, ao lançar mão deliberadamente de apropriado, coeso e lúcido texto, formidável elenco e direção objetiva e hábil, que discute assunto sério com demasiado senso de humor e bom gosto. O fato é que Cristina Pereira, Bia Nunnes, Ernani Moraes, Renato Reston, Beto Vandesteen e Alexandre Jábali não são somente “os donos da esteira”, “os donos da história”, mas “os donos de nós mesmos”, ao nos conquistarmos da primeira a última cena.

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O modelo Júlio Guerra no Fashion Rio Outono Inverno 2014, realizado no Píer Mauá.
Júlio, agenciado pela Elian Gallardo Models, é mineiro da cidade de Cataguases, e atualmente reside em São Paulo.
É praticante de jiu-jitsu.
A FCast Brasil o selecionou (com direito a perfil e ensaio no site), dentre inúmeros modelos, com o apoio das nove melhores agências do país, como uma das apostas para a temporada Outono Inverno 2014 (as fotos são de Felipe Gachido).
Fotografou para Muel Tsunamy, Guga Ribeiro (editorial Punk Apache com a modelo Ingrid Costa; beleza de Bárbara Erthal) e Junior Franch (para a marca João Pimenta, tendo Vitor Nunes como stylist).
Desfilou para Fabio Malheiros na Casa de Criadores, em São Paulo, e para a DN.
Com a colaboração da Gentiluomo Pure Premium Fashion, participou de uma campanha para a Patogê Jeans & Co.
O site World of Models publicou suas fotos num bonito ensaio.
Foi um dos vitoriosos de uma disputada seletiva para integrar o cast da agência internacional Just Models, de Rodrigo Milagres, para entrar no mercado de moda da Ásia.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O modelo Iago Santibañez, no Fashion Rio Outono Inverno 2014, promovido no Píer Mauá.
Iago é catarinense, sendo agenciado pela RE:Quest Model Management (Nova York) e Mega Model Brasil (São Paulo).
No momento reside em Nova York, Estados Unidos.
Fez campanha para S.S. Fifty Five, Bantam Winter Collection e Globe Coleção 2014.
Realizou editorial para o Caderno Ela de O Globo, por Gustavo Zylberztajn, e para a Bite Magazine.
Desfilou para a Triton, Lino Villaventura, Osklen e Colcci na São Paulo Fashion Week (SPFW) e R. Groove, Coca-Cola Jeans, TNG e British Colony no Fashion Rio.
Fotografou para Kris Lou, Gabriel Henrique, Vanessa Ring, Talles Bourges (House of Models), Marcelo Elídio e Adriano Damas.
Fez o lookbook U-ME, com Ellen Ollen.
Trabalhou com o stylist Alexandre Ornellas.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O modelo Reinaldo Berthoti no Fashion Rio Outono Inverno 2014 (Píer Mauá).
Reinaldo é catarinense da cidade de Brusque.
Agenciado pela L’Agence Lisboa, Francina Models (Barcelona, Espanha) e JOY Model Management (São Paulo), o modelo no momento mora em Milão, Itália, devido a compromissos profissionais.
Recentemente, fez um ensaio chamado “The Mirror Has Two Faces” para o prestigiadíssimo fotógrafo americano Steven Klein; e outros como “Skate” (DIVO Mgmt.), por Victor Santiago; para as magazines HASHI Mag (Daniel Rodrigues fora o fotógrafo) e FY! Magazine, além de Henrique Ferrari Photography.
Realizou o editorial “Vagabond”, fotografado por Xi Sinsong.
Durante o processo de “casting” dos desfiles das semanas de moda brasileiras, como São Paulo Fashion Week e Fashion Rio, Reinaldo invariavelmente é escalado.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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Foto: Sergio Baia

Juntam-se dois atores bonitos, carismáticos e talentosos em uma peça cujo tema principal é a existência da possibilidade de se existir ou não o grande amor das nossas vidas. Um tema, sem dúvida, que nos é muito caro. E que em pelo menos um momento nós nos flagramos pensando nele. O texto escrito por João Falcão, Guel Arraes e Karina Falcão toca em vários aspectos que remetem a uma reflexão sobre o assunto. Uma das frases que são ditas por mais de uma vez é “se já nos deparamos com o tal grande amor…”. É claro que isto nos faz refletir. Tanto João, Guel e Karina escreveram de forma que o que nos é dito é palatável, com humor, leve, mas sem que este relevante viés narrativo não nos reporte a um grau de discussão também relevante. Enfim, o citado texto é bem recebido pelo público, que se manifesta com alegria e a concentração necessários correspondentes à exigência da encenação. Agora, é importante frisar que a escolha dos intérpretes foi de suma significância para o sucesso do projeto. A atriz Paloma Bernardi é, além de linda moça, dotada de uma potencialidade artística nos palcos que desconhecia (e que bom, passei a conhecer), que só fez corroborar as minhas admiração e convicção de que esta jovem artista se sai bem em todas as áreas de atuação para a qual é convidada. E ela cumpre a missão de dar vida à sua personagem, Maria Helena, com demasiada galhardia. Já Thiago Martins, um ator que vimos ainda criança fazendo filme de sucesso, e depois outros trabalhos, usa de sua extroversão, simpatia e o já propalado talento para fazer de Luiz Eduardo um rapaz convincente. Ambos obedecem aos instantes de comicidade que a plateia assimila, e se aproxima ainda mais da história deste casal que não nos é distante. O diretor é Michel Bercovitch. Michel adota uma postura, como executor da “mise-en-scène”, que pretende dar agilidade, fluidez, as pausas que se fazem congruentes, em soluções criativas que não descambam para a mesmice, e tudo isto resulta em produto que nos agrada. Michel Bercovitch, que desde bastante jovem se dedica às artes cênicas, cumpre o objetivo que ele mesmo deve ter se imposto, ou seja, o de satisfazer a todos. Quanto aos aspectos técnicos, comecemos pela cenografia. Se a classificarmos com um substantivo, este é a praticidade, que funciona amiúde. Não haveria razões para mais elementos, pois o espetáculo se foca no tema e na interpretação de Paloma e Thiago. Por que o cenário é prático? Usam-se dois parlatórios que a princípio se posicionam à frente do palco, e atrás dos mesmos Maria Helena e Luiz Eduardo discorrem, digressionam, especulam sobre como se daria o encontro do grande amor. As dúvidas, vicissitudes, empecilhos de um relacionamento após este mesmo encontro não são deixados de lado. E os citados parlatórios acabam tendo outro uso. Vislumbramos criatividade em pufes e sofás transparentes infláveis. Há painéis gigantescos com as imagens de Thiago e Paloma. Painéis que podem não parecer, contudo terão papel precípuo definitivo. Há ainda telão com design gráfico inventivo de Mauro Ventura (Mauro também assiste a direção) que contribui para desenhar as situações vividas pelo par. Já a iluminação de Daniela Sanchez é o que se pode definir como coerente para uma comédia romântica com tintas juvenis: alegre, viva, colorida, contudo sem abrir mão de luzes menos intensas quando as ocasiões pediam. Os figurinos de Paloma Bernardi criados por Isabella Cardos são graciosos, bonitos, sensuais em algumas cenas, e os de Thiago, despojados, casuais, contemporâneos e até cômicos em certo acontecimento. Ao sair do teatro, tive uma certeza: a rosa vermelha de Paloma Bernadi e a gravata negra de Thiago Martins fortaleceram a minha fé de que existe sim o grande amor de nossas vidas.

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A apresentadora Chris Nicklas no Fashion Rio Outono Inverno 2014, em edição realizada no Píer Mauá.
Chris é carioca e também atuou como modelo por tempo considerável.
A estreia na televisão se deu na MTV Brasil no programa jornalístico “MTV no Ar”.
Novos desafios na mesma emissora sobrevieram: uma produção com auditório presente, o “Quiz MTV”, e outra cujo mote eram as viagens, o “Mochilão MTV” (gravado na Espanha).
No verão, Chris era incondicionalmente escalada para comandar o “Disk MTV” e o “Resposta MTV”.
Uma das características marcantes da apresentadora fora a desenvoltura para conduzir atrações com transmissão ao vivo, como “Radiola”, “Central MTV”, “Top 2000”, “Ano Rock”, “Semana Rock”, “Nonstop” e “Caixa Postal”, só para citar algumas.
Passamos a conhecer as suas facetas “VJ” e atriz (nos longas-metragens “Avassaladoras”, de Mara Mourão, e “Maria, Mãe do Filho de Deus”, de Moacyr Goes).
Muda de emissora (GNT) e encara um caminho diferente em sua carreira: falar sobre arquitetura, decoração e design em “+D”, uma realização da Giros Produtora.
O mundo da moda “invade” seu universo particular, e cobre as duas principais semanas do gênero do país: a São Paulo Fashion Week (SPFW) e o Fashion Rio (seu largo conhecimento acerca deste tema a levou de modo inevitável a apresentar “Tamanho Único”, ainda no GNT).
Chris Nicklas, ao lado do crítico de cinema Rubens Ewald Filho, pelo canal TNT, comentou sobre os figurinos das celebridades que desfilavam pelo “red carpet” na entrega do Oscar.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
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