Arquivo de junho, 2014

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A atriz Luiza Valdetaro no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Luiza é carioca, e se formou em Artes Cênicas pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO).
Também fora modelo por um tempo.
Estreou na TV, no caso a Rede Globo, em tramas escritas por Gilberto Braga e Gloria Perez: “Celebridade” e “América”, respectivamente.
Curso natural dos jovens atores na emissora carioca, passou por “Malhação”, a novela “teen” exibida no fim da tarde, com uma personagem chamada Manu.
Vieram outros folhetins de diferentes autores: “Pé na Jaca” (Carlos Lombardi); “Ciranda de Pedra” (adaptação de Alcides Nogueira da obra de Lygia Fagundes Telles; uma outra fora ao ar na mesma Rede Globo no ano de 1981, pelas mãos de Teixeira Filho) e “Viver a Vida”, de Manoel Carlos (o fato de estar no horário nobre, e de pertencer ao núcleo da família da Helena interpretada por Taís Araújo fez com que conhecêssemos melhor o seu trabalho).
Contracenou com o humorista Renato Aragão em duas ocasiões: na minissérie “Deu a Louca no Tempo” e no programa dominical “A Turma do Didi”.
A seguir, três folhetins lhe deram credibilidade e prestígio como intérprete: “Cordel Encantado”, de Duca Rachid e Thelma Guedes (uma obra inovadora com narrativa em tom de cordel, como o próprio título indica); o “remake” de “Gabriela” (Luiza ganhou importante papel, Jerusa, vivido em 1975 por Nívea Maria) e “Joia Rara”, novamente de Duca Rachid e Thelma Guedes (telenovela que abordou com propriedade o tema Budismo, na qual defendeu a cantora Hilda).
No cinema, participou de uma coprodução entre Brasil e Estados Unidos, dirigida por Márcio Garcia, com Dean Cain, Juliana Paes, John Savage e Eric Roberts no elenco, “Bed & Breakfast” (“Amor por Acaso”); e “Like Sunday, Like Rain”, de Frank Whaley (com Leighton Meester, de “Gossip Girl”; Billie Joe Armstrong, vocalista da banda Green Day; e Debra Messing (de “Will & Grace” e “Smash”).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O modelo Josef Lauvers no Fashion Rio Outono Inverno 2014, evento realizado no Píer Mauá.
Josef é capixaba de Cariacica.
Foi agenciado por outras agências, como a BRM Mgt.
Passou temporadas em Milão, Cingapura, Hong Kong, Shanghai e Pequim.
Estudou na Oficina de Atores Rosina Pagan.
Foi fotografado por Cristiano Madureira para o site Made in Brazil.
Josef, junto com outros modelos, inclusive a top Cintia Dicker, foi clicado por Rogério Mesquita, estampou as páginas da revista Quem Acontece (o site correspondente republicou a matéria; após, a foto foi capa da Marilyn Magazine).
Fotografou para Aquila Bersont (projeto beneficente “FIZ PRA VOCÊ”), Nikolai DV, Ranner Vidal, Henrique Cesar, Roberto Trumpauskas (“Water Project”), Kiu Meireles, Marcos Duarte, Rafael Brocco, Leandro Ribeiro, Eduardo Bravin e Gustavo Braga.
Protagonizou um ensaio para a Revista Junior, pelas lentes de Ulisses Fernandes (lookbook da marca Anjo da Guarda).
Fez parte de campanhas para a Academia Levitas Centro de Bem-Estar, em São Paulo, Dafiti, Sgrima, Lei BSC e Revista Shopping Cidade.
Desfilou para a Ausländer no Fashion Rio, em sua edição Outono Inverno 2014, com uma maquiagem especial que chamou a atenção do público; e para a Cobra D’Água e Konik no Vitória Moda 2013/2014.
Seus mais recentes trabalhos foram campanhas para a Vidaativa Jeans (Coleção Outono Inverno 2018) e Cobra D’água, e ensaios para os fotógrafos Kaká Estrela e Brian Haider.
Atualmente, é agenciado pela Ragazzo Model Management.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

Obs: Post atualizado em 24 de maio de 2018.

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O modelo Tarcisio Cavalcanti no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Tarcisio nasceu em Fortaleza, Ceará.
Foi agenciado pelas agências ELO Models e Romualdo Cassiano Casting Models.
Tarcisio, na última edição do Fashion Rio (Verão 2014/2015), desfilou para a R. Groove.
Fotografou para Flavio Kenji, Caio Ferreira e Priscila Lima.
Esteve nas passarelas do Ceara Summer Fashion.
Fez um ensaio chamado “Rap Boy”, fotografado por Nicolas Gondim.
Participou de campanhas para as marcas Kokid (o fotógrafo fora Luis Moraes), Ferrovia (“eyewear”) Legião Rock e Mrs. Rob.
Em matéria sobre moda, pôde ser visto na Revista Quem Acontece.
O site Profissão Moda o convidou para protagonizar um editorial.
Seus mais recentes trabalhos foram um ensaio para o fotógrafo Mathw Aires, campanha para a Privalia, e desfiles para a Cia Paulista de Moda (por Dudu Bertholini), em São Paulo, e para várias marcas no Dragão Fashion Brasil, em Fortaleza.
No momento, é agenciado pela RC Model Agency (Fortaleza) e pela Joy Model Management (São Paulo).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

Obs: Este post foi atualizado em 24 de maio de 2018.

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O modelo Alexandre Kunz no Fashion Rio Outono Inverno 2014, no Píer Mauá.
Alexandre é da cidade de Braço do Norte, em Santa Catarina.
Foi agenciado pela Mega Models (São Paulo).
Trabalhou para Carlos Ztt (Pazetto Events Consulting) e para a fotógrafa Karla Gironda.
Desfilou nas principais semanas de moda brasileiras (São Paulo Fashion Week e Fashion Rio), representando grifes como Cavalera e TNG.
Esteve também na Semana de Moda de Curitiba.
Participou do lançamento da marca de t-shirts, polos e camisas sociais Domo Premium, em Recife, Pernambuco.
Atualmente, Alexandre Kunz é gerente de produção da Amazon Logistics, e creative consultant da Fashion style.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

Obs: Post atualizado em 24 de maio de 2018.

a-vida-da-gente-Ana (Fernanda Vasconcellos)
Foto: Divulgação/TV Globo

Iná (Nicette Bruno), avó de Ana (Fernanda Vasconcellos) e Manu (Marjorie Estiano) desperta sobressaltada em função de pesadelo no qual havia as netas e água. Por telefone, Manu a acalma. Ela está assistindo à partida de sua irmã tenista Ana rumo a mais uma vitória, ao lado de Eva (Ana Beatriz Nogueira), mãe de ambas, que torce efusivamente pela filha. Ao que parece, prefere os troféus e medalhas ganhos em campeonatos a própria filha. O marido Jonas (Paulo Betti), que a ladeia, não se importa com o próximo êxito da enteada, tampouco com a esposa, e sim, com o trabalho sobre o qual trata no celular. Já em outra cena de “A Vida da Gente”, nova novela das 18h da Rede Globo, de Lícia Manzo, com direção de Jayme Monjardim, surge o personagem Rodrigo (Rafael Cardoso) que vê fascinado pela TV a competição da atleta que com ele fora criada desde criança. Porém, tenta disfarçar esta fascinação de quem dele se aproxima. Vimos ainda que Manu é uma boa moça, que sente profunda admiração pela irmã, e lhe oferece toda a amizade possível. Entretanto, essas qualidades não enchem os olhos da mãe Eva, que não lhe dá a mínima, talvez porque não possua medalhas e troféus. O desprezo é tanto que fora capaz de tirar foto de porta-retrato da filha para pôr em seu lugar uma da tenista consagrada. Testemunhamos o aniversário de Ana, e sob o olhar encantado de Rodrigo, na passagem de balões coloridos, o rapaz se lembra de festa semelhante na infância, em que estava junto com a menina que hoje lança pequena bola pelos ares. Há em seus olhos mais do que tenras memórias do passado. Surge então para a esportista a oportunidade de fugir da dura rotina movida a pressão. Uma pressão que é aumentada pela disciplina implacável da técnica Vitória (Gisele Fróes). Um nome que talvez a faça querer somente vitórias. Contudo será que a sua vida é uma vitória? Ana está cansada, precisa de um tempo, a despeito de amar o que faz. Recebe um “não” como resposta ao sugerir que deseja praticar trilha com os amigos. Voltemos a Eva. O marido Jonas, sim, aquele que gosta de falar sobre trabalho no celular, exercita-se com uma personal trainer chamada Cris (Regiane Alves), que não prima pela discrição. E há entre Cris e Jonas algo muito além do que série de exercícios. Eva os flagra em situação íntima. Fica a ginástica. Vai-se o casamento. Agora, vislumbra-se o ônibus que levará turma de jovens com o intuito de acampar. Rodrigo avista Ana. Alegra-se. Ela se senta ao seu lado. Ele está lendo “O Apanhador no Campo de Centeio”, de J. D. Salinger. Ana se interessa, e ele lhe dá de presente de aniversário. Atrasado, como diz. Quando já acampados, o moço que aprecia Salinger desfia provocações direcionadas a Ana, típicas de pessoa que gosta da outra. Magoada, retira-se, correndo até encontrar pequeno penhasco com riacho de águas verdes no fundo (imagens gravadas em Bonito, MS). É seguida, ameaça se jogar, e cumpre. Rodrigo repete o feito. O casal protagoniza lindos momentos embaixo d’água. Momentos que culminam em declarações de amor mútuas. Ficou-nos bem claro que Rodrigo e Ana querem viver a vida deles em “A Vida da Gente”. Resta saber se os outros vão deixar.

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A atriz e apresentadora Jessika Alves no Fashion Rio Outono Inverno 2014, evento de moda realizado no Píer Mauá.
Jessika é curitibana.
Desde a adolescência, tem se dedicado aos estudos das Artes Cênicas.
A popularidade veio com a sua primeira personagem de destaque na TV, a Norma Jean de “Malhação”, novela voltada para o público jovem exibida pela Rede Globo.
Devido ao seu sucesso, permaneceu na mesma emissora, e fora convidada para ser uma das apresentadoras da “TV Globinho”.
Integra o elenco de “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e após é vista em uma trama de Elizabeth Jhin, “Amor Eterno Amor”, na qual interpretou Laís.
Participou da série criada por Patricia Andrade e William Vorhees, produzida pela Pindorama Filmes para a HBO Brasil, “Preamar”.
No teatro, Jessika esteve em “Alice e Gabriel”, uma peça “teen” de Jaime Celiberto, com a direção de Felipe Fagundes, em que viveu a própria Alice (há outros espetáculos em seu currículo).
Atualmente, Jessika Alves é Guiomar, papel criado por Manoel Carlos para “Em Família”, obra em que sua principal colega de cena é Vanessa Gerbelli.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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O modelo Gabriel Perske no Fashion Rio Outono Inverno 2014 (Píer Mauá).
Gabriel nasceu em Campo Verde, Mato Grosso.
No momento, reside em São Paulo.
Fez um “fashion film” para o estilista João Pimenta.
Participou de uma campanha para a Jose Cuervo Platino, uma conhecida marca de tequila, que teve como locação o Hotel Santa Helena, no Rio de Janeiro.
Além de desfilar para as principais semanas de moda nacionais, também marcou presença na importante Casa de Criadores (desfilou para Arnaldo Ventura e Felipe Fanaia).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
Rio Moda Hype

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Foto: Divulgação/TV Globo

No capítulo de ontem da novela de Aguinaldo Silva da Rede Globo, “Fina Estampa”, presenciamos mais uma das inúmeras maldades que a personagem de Christiane Torloni, Tereza Cristina, tem perpetrado contra os que de alguma forma fazem parte de sua vida, circunstancialmente ou não. A vítima foi talvez a que melhor lhe apraz em humilhar: Griselda (Lilia Cabral). Falou o impensável para a trabalhadora. Ofendeu-a. Diminuiu-a. Destruiu a autoestima da mãe de Antenor (Caio Castro), chamando-a de “nada”, “macacão ambulante”… Disse-lhe que não parecia mulher nem homem, e que deveria se olhar no espelho, além de dar razão ao filho dela por se sentir envergonhado pela mãe que possui. Griselda até tenta reagir, gritar, mas as barbaridades que ouve são tantas que de certo modo se fragiliza. Tereza Cristina parece ter vencido esta batalha. Porém, ao entrar no carro pomposo, a mulher que é sempre tratada por “rainha” por seu empregado Crô (Marcelo Serrado) cai em prantos, demonstrando que a força aparente é só aparente, e procura aconchego nos ombros do motorista Baltazar (Alexandre Nero), que para ela seria como se fosse apenas um outro “escravo” a integrar o “império” que “reina”. Ironia. A “rainha” chora nos ombros do “escravo”. Contudo, este momento é efêmero, e logo as coisas voltam a ser como antes. Tereza está pronta para humilhar o primeiro que aparecer na sua frente. Pode ser Crô, Vanessa (Milena Toscano), Marilda (Katia Moraes)… E está pronta para fraquejar. É dependente emocional do marido René (Dalton Vigh), que a esta altura fora consolar a “faz-tudo”, que está a chorar sentada no chão frio do banheiro da casa humilde. A dependência da irmã de Paulo (Dan Stulbach) é tão grande que a torna ciumenta ao extremo, e a impeliu a organizar festa despropositada de renovação de votos de casamento. Em vão. Os seus ciúme e tirania a levarão a contribuir para o desmoronamento de seu matrimônio. Seu marido, o chef que adora temperar os pratos que prepara com azeite, induz-nos a acreditar que se sente cada vez mais envolvido pela simplicidade da mulher que até pode não parecer mulher tampouco ser feminina, contudo lhe oferece atributos que a rica esposa não consegue lhe dar. E no meio disso tudo, há segredos. Muitos segredos que destemperam Tereza Cristina. O “fantasma” da tia Íris (Eva Wilma), que por várias vezes deixa no ar a possibilidade de revelar algo que poderá arruinar a sua imagem caso os caprichos que deseja não forem satisfeitos. Ademais, há a inescrupulosa jornalista Marcela Coutinho (Suzana Pires), cujo intuito é atazanar a vida dos outros em troca de benefícios. Bem, hoje Griselda chora no chão frio do banheiro. Amanhã, este frio poderá ficar no passado. E nunca mais ela se deixará humilhar por uma falsa rainha de vestido branco.

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Foto: Jairo Goldflus

Um vocábulo com apenas três letras. Porém, com som forte. E significado que ultrapassa a mais sensata compreensão. A dor. Conhecemo-na sob vários aspectos e derivações. Os doutores do corpo humano atestam que a física é um indicativo importante de que algo está em discordância com o correto funcionamento do organismo. Sempre questionamos sobre qual é a maior das dores. Muito se fala das dores do parto. Dar à luz com dor. Dar a vida a alguém implica necessariamente em sentir dor. O próprio recém-nascido a sente e a expressa com vagidos, pois seus frágeis e pequeninos pulmões não estão acostumados ao “novo” oxigênio. Ademais, existe a tão sofrida quanto temida dor moral. Assim como há a dor da culpa, do arrependimento, da traição, da ingratidão, do amor não correspondido e da solitude. Quando se discute a dor inevitável que surja alguém que avente a hipótese de se combatê-la com a superação. No entanto, sequer citamos talvez a mais devastadora delas: a dor pela morte. Indo além, a dor pela morte de um filho. Dentro deste contexto é que o escritor e letrista americano David Lindsay-Abaire construiu a dramaturgia de “A Toca do Coelho” (“Rabitt Hole” no original; vencedora do Prêmio Pulitzer de 2007; indicada a diversos Tony no ano seguinte, tendo como ganhadora a intérprete de Rebecca, Cynthia Nixon; levada às telas por Nicole Kidman, que concorreu ao Oscar na categoria de Melhor Atriz, em 2011), que se concentra em um núcleo familiar desmoronado após a morte trágica de um menino, Dani, de apenas quatro anos, vítima de um atropelamento porque estava correndo atrás de seu cachorro de estimação, e suas brutais consequências no cotidiano de cada um dos membros daquele (no Brasil, Simone Zucato foi a responsável pela tradução e Alessandra Pinho pela adaptação da peça teatral, ambas cumprindo suas missões de modo impecável, comprovando a universalidade do seu teor). Se antes a família era estruturada, feliz e “normal”, hoje está estraçalhada, pulverizada em múltiplos pedaços, buscando estratégias de enfrentamento para melhor suportar o sinistro. A configuração de seus sentimentos pessoais e interpessoais tivera que ser obrigatoriamente redesenhada. Cada indivíduo participante do clã, o pai, a mãe, a avó e a tia encaram e convivem com a sua dor de maneira distinta. Seja ela mais explícita ou escamoteada por detrás de uma couraça. A bonita e ampla casa onde moram é assombrada por fantasmas de culpabilidade. O “se” os persegue sem dó. Perguntam-se: “E se eu não tivesse deixado o portão aberto?”, “E se eu não tivesse ligado para falar de mamãe?” (reproduções próximas). O cachorro seria o real culpado na sua fiel irracionalidade? Se Deus é o Todo-Poderoso, por que tirar um anjo da Terra e não criar um outro qualquer para estar ao seu lado? Rebecca/Becca (Maria Fernanda Cândido), a mãe, em meio a arrumação das roupinhas infantis com listras e cores do seu rebento perdido, exibe alma esfacelada, transfigurada na composição original, um verde olhar absorto que contempla horizonte que não mais existe, vivenciando um luto permanente que a engessa e reprime o mais fugaz e imprevisto esboçar de um sorriso. O seu “ofício” é a lembrança, o passado, “o que podia ter sido”. O pai, Paulo (Reynaldo Gianecchini), que trabalha no mercado financeiro (investimento de risco), a princípio represa a lancinante dor de sua condição parental, com tentativas infrutíferas de se lograr uma sustentação viável das relações afetivo/familiares. Os seus bom humor e espirituosidade são fracos, pífios diante do quadro de desgraça que fora pintado não se sabe por quais mãos. Um muro o qual se deve transpor com intento de se atingir mínima razoabilidade de sobrevivência. Paulo tem momentos em que verdade íntima emerge, como quando assiste a vídeo em que seu filho Dani diz: “Papai, eu vou ficar invisível”. A avó Natália/Nat (Selma Egrei) observa a existência do homem com visão crítica, ácida, irônica, sem falsos moralismos ou hipocrisias, fazendo da autenticidade o leme seguro para singrar mares menos revoltos, e com sorte, conseguir paz idealizada. Para ela, também vítima da perda de um filho, a dor é algo perpétuo, que sofre tímidas mutações, como se fosse um tijolo a ser carregado no bolso e que vez por outra sente-se o seu grande peso no decorrer do tempo. A irmã de Rebecca, Isa/Isabel (Simone Zucato) possui “a priori” sedutora irresponsabilidade jovem, com seu perfil transgressor, potencialmente rebelde, com exultação pouco corrompida ou adulterada pelos reveses nossos de cada dia. A gravidez inesperada que a leva inevitavelmente a sentir ebulição de emoções antecipou o amadurecimento. E, por último, o “agente” desencadeador de toda a miséria coletiva: Gabriel (Felipe Hintze). Um adolescente com inseparável moletom vermelho que almeja ser escritor. No volante do letal carro, havia suas alvas mãos desorientadas que ocasionaram o fenecimento da matéria vulnerável de criança desapercebida. Gabriel não sabe ao certo se é culpado ou não. Hesita quanto às circunstâncias factuais do acidente, e como atenuante para se redimir escreve um livro (e o dedica a Dani), chamado “A Toca do Coelho”, uma ficção científica em que o filho sai à procura do pai cientista que se perdeu em universos paralelos, buracos inexplorados ou até mesmo na toca de um coelho. Com o que se disse até agora, deduzimos que do prólogo em diante David Lindsay-Abaire põe em xeque a imprevisibilidade das nossas vidas, com inteligência apurada e refinado humor. O nosso confronto com a finitude, a impositiva aceitação da morte e o desejo desmesurado de se encontrar a chave da superação da dor, e por conseguinte a continuidade de nossas funções terrenas. Com este material fascinante e profuso em conteúdos emocionais de inegável apelo, o diretor Dan Stulbach (em sua estreia neste desafiador encargo) nos deixa claro, visível e patente o seu completo entendimento e cognição acerca da proposta dramatúrgica de Lindsay-Abaire. Dan, um intérprete reconhecido e prestigiado por sua rica trajetória artística, valeu-se precipuamente da supremacia da sensibilidade no seu mais altaneiro simbolismo (e a sua experiência contribuiu amiúde para o êxito final) para emoldurar um panorama cênico marcado por avassaladora dramaticidade e inexorável realismo. Percebe-se com nitidez que Dan Stulbach deu um enfoque especial ao trabalho de ator, utilizando-se de toda uma gama de recursos interpretativos disponibilizados com liberalidade pelo formidável elenco. O encenador apostou e logrou êxito nas possibilidades várias oferecidas pelas temática e ferramentas colaborativas para a construção de um espetáculo. Aproveitou-se dos dinamismo e agilidade dos diálogos (inteligentes em sua totalidade) carregados nas tensão e fina graça. Há instantes de legítimo e imperioso silêncio, pausas obrigatórias, como há também diversificação de movimentos dos artistas pelo amplo espaço do tablado. Os atores (com a bem-sucedida preparação corporal de Leandro Oliva) ostentam posturas específicas, naturais, complementares da personalidade de cada personagem. Quanto às atuações, um dos trunfos indiscutíveis de “A Toca do Coelho”, somos transportados irreversivelmente para um estado de enlevo sem comparação ao assistir a não apenas interpretações louváveis e magnas, mas performances que transcendem o vezeiro e o useiro, alcançando singularidade mais do que objetivada. Maria Fernanda Cândido se mostra inteira, entregue nas fragmentações emotivas de Rebecca. Maria nos faz crer em uma mãe mergulhada em infindas dores, feridas não cicatrizadas, em lágrimas da ausência sentida que ainda teimam em verter sobre delgada face. Uma atriz que nos convence de que seus lindos olhos verdes estão de fato tristes. Maria atinge, sem dúvida, um de seus mais sólidos e tocantes momentos na carreira. Reynaldo Gianecchini é um ator especial com uma história profissional igualmente especial. A superioridade e elevado nível de sua composição de Paulo é tão somente uma corroboração vívida, palpável da trajetória de um artista o qual acompanhamos desde razoável tempo, que não se deixou cair em tentações que irromperam à sua frente, como uma acomodação ao status no qual fora colocado, engajando-se corajosamente em seguidas e arriscadas experiências teatrais, com os mais renomados e distintos profissionais da área, amealhando uma respeitabilidade inabalável junto ao público e crítica. Paulo, desta forma, ratifica essa maravilhosa bravura de um ator. Selma Egrei. É uma desafiadora responsabilidade falar a respeito de uma atriz da sua grandeza, credibilidade e prestígio. Selma entra em cena, e isso já nos é o bastante para nos asseverarmos de sua pujança espontânea e personalíssima, de sua cativante beleza, que com firme ou suave voz nos manipula saudavelmente pelas veredas trilhadas por sua emotividade. Não à toa a sua Natália nos conquista com jeito irremediável. Simone Zucato, uma bonita e talentosa atriz que nos surpreende, arrebata-nos, enternece-nos com vibrante atuação. Entende com absoluta verdade a evolução gradativa do comportamento de Isabel que, como já dissera, segue o caminho que começa na rebeldia e chega à maturidade de uma futura mãe. E o que dizer sobre Felipe Hintze? Como se descobre este jovem eminente ator em uma miríade de aspirantes de mesma faixa etária ao exercício das Artes Dramáticas? Felipe é, devo atestar, possuidor de unicidade poucas vezes testemunhada em um intérprete no alvorecer de sua vivência. Um artista que constrói o seu personagem escavando as minúcias, pormenores e elementos subliminares de seu perfil. Impressiona-nos que mesmo em posicionamento imóvel de corpo, destila o texto sob as mais vastas intenções. A lentidão propositada de suas marcações corresponde à velocidade com que identificamos a sua qualidade como ator, desde já uma das promessas de sua geração. O cenário de André Cortez é arrojado, prático e funcional, atingindo valoroso resultado. André montou uma confortável casa na qual reside a família, decorada com um sofá vintage de madeira com estofamento branco, mesa de jantar, duas banquetas e uma cadeira do mesmo estilo citado, uma cama de casal ao fundo, uma geladeira marrom, duas estantes altas brancas em cujas prateleiras estão brinquedos variados e bichinhos de pelúcia (representam o antigo quarto de Dani), um bloco divisório e um frondoso jardim de inverno. O diferencial é que os cômodos são divididos com sabedoria por armações vazadas, com respectivas entradas e saídas (estas mesmas armações detêm vitrais superiores que ora podem ser abertos ora podem ser fechados). Os figurinos de Adriana Hitoni são soberanamente objetivos e coerentes, optando tanto pela sobriedade dos tons neutros como o cinza e o creme, quanto pela alegria de uma estampa floral ou pela especificidade que reporta a um visual punk. O desenho de luz de Marisa Bentivegna explora intensa fileira de opções, concretizando-se como feliz e bem planejado conjunto enriquecedor da peça. Marisa decide por planos gerais (a luz aberta não é “estourada”, e sim tênue, agradável aos olhos), focos duplos e oblíquos, além dos verticais, um azul e suas oscilações, um verde que realça o jardim de inverno e uma solução inventiva ao fazer “percorrer” pelos elos das armações uma luz vermelha insinuante. As projeções de imagem (“video mapping”) executadas pela BiJari são comoventes (nelas pode-se ver Dani correndo, sem que se mostre o seu rosto). A preparação vocal é de Edi Montecchi e realiza um meritório trabalho. A trilha sonora original é composta por Daniel Maia (com design de som de Bruno dos Reis), e prima pelos sons instigantes, pontuais, marcadores das cenas, valorizadores do drama, embalados por instrumentos de cordas e piano. O grupo inglês Oasis deixa o seu legado na obra com “Wonderwall”. “A Toca do Coelho” apresenta um sem número de razões para ser montada: o registro do talento dramatúrgico de um jovem autor americano, a oportunidade que se deu a Dan Stulbach de ostentar outra vocação tão dignificante quanto a que já conhecíamos, o elenco uniforme em seus talento e brilho e a abordagem de um tema universal, doído sim, porém tratado com leveza e brandura, sem preterir de certa provocação ao integrar o indivíduo dentro de um contexto de adversidades. Segundo a peça, podemos encontrar a salvação, a solução para a nossa dor em “universos paralelos” e suas “rabitt holes”. “A Toca do Coelho” se consolida como um universo real onde saciamos nossas veleidades de se conferir um espetáculo teatral onde Maria Fernanda Cândido, Reynaldo Gianecchini, Selma Egrei, Simone Zucato e Felipe Hintze estão em entorpecedor estado de graça.

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Foto: Denis Leão

Na época em que sentávamos em cadeiras escolares com seus assentos desconfortáveis de madeira, cujos conteúdos das disciplinas ensinadas eram convenientes à ditadura militar, sempre ouvimos nas aulas de Ciências que “os seres vivos nascem, crescem, se reproduzem e morrem.” Quando infantes, nossa preocupação maior era saber como nascemos. Aos pais, dependendo de sua moral, cabia a explicação. Como não raro obtínhamos uma resposta insuficiente (o fato é que a educação sexual dentro de casa é um tabu até os dias atuais), cabia-nos satisfazer a nossa dúvida nas ruas, com os colegas, da pior maneira. E hoje este papel é cumprido pela internet, e de modo precário pelos meios de comunicação em geral. Adolescentes e na fase adulta jovem, atemo-nos ao trecho “…crescem, se reproduzem…”. Principalmente, o “…, se reproduzem…”, visto que este está de modo direto relacionado ao sexo. Lamentável que haja vozes que se autodefinem como “importantes” que apregoam que a prática sexual fora feita por Deus (para aqueles que acreditam) com fins somente de reprodução, como se escolhêssemos as horas e momentos adequados para se sentir desejo um pelo outro (o que gera consequências graves como o incremento da homofobia; o sexo só para a reprodução lhes serve como “consistente” argumento). A Humanidade atendeu fielmente ao que o Livro Sagrado sacramenta: “Crescei-vos e multiplicai-vos”. Sou cristão, mas esta obediência causou uma desordem mundial, em que falta quase tudo em nosso planeta com a superpopulação. Faltam casa, comida, água, emprego, energia, saneamento básico. Por dedução, falta igualdade. Aumentaram a guerra, a miséria e a pobreza. Evidente que o superpovoamento outrossim se deve às ignorância e irresponsabilidade. Ao atingirmos a “Terceira Idade” ou “Melhor Idade” (há algo de questionável nesta última classificação), somos levados obrigatoriamente a pensar no verbo “morrer” no Presente do Indicativo. E é sobre este árido e pedregoso tema que as pessoas tentam ignorar ou postergar que André Araújo, Juliano Cazarré, Pedro Martins e Rosanna Viegas se debruçaram na construção de uma cortante, reflexiva e realista dramaturgia, vista em “Adubo ou a Sutil Arte de Escoar pelo Ralo”, dividida em representações episódicas, entremeadas por situação recorrente (o encontro de quatro indivíduos embriagados, vestidos com andrajos estilizados, fumantes compulsivos num boteco tosco, prosaico, perdido em qualquer lugar, no qual filosofam, discutem, elucubram, cantam, dançam, riem, gargalham, confraternizam-se, brindam, e zombam da existência humana, da finitude desta e das instituições). O quarteto possui olhos realçados por negra maquiagem (uma volta às raízes legítimas do teatro, com a insinuação do uso de “máscaras”). O diretor Hugo Rodas soberbamente se apodera de não poucas referências para elaborar uma estrutura cênica poética, farsesca e real a um só tempo, subversiva, revolucionária, anárquica (na melhor das acepções), com ruptura saudável de regras do “establishment”, permitindo ao fascinante elenco (Juliano Cazarré, Rosanna Viegas, André Araújo e Abaetê Queiroz/Pedro Martins) a exacerbação das suas mais profundas emoções e a exibição escancarada da libertação tão sonhada do “ser ator”. Por sinal, a liberdade e suas extensões são esmiuçadas com propriedade no texto. Numa espécie de “ordem caótica”, os personagens se movimentam energicamente com admirável e espantosa expressividade corporal (alusões ao circo, ao nonsense e à pantomima são bem exploradas para a vertente mágica e fabular da encenação). Em certo sentido, ao assistirmos a “Adubo…”, com sua montagem destemida, corajosa, audaz, guerreira, sem medo de expor suas opiniões e ideias, associamo-na aos clássicos dos anos 60 e 70, feitos sob forte repressão, dos Teatros Oficina, Opinião e de Arena (aliás, a obra é apresentada no oportuno espaço da arena, o que inevitavelmente faz com que nos sintamos mais próximos da trama, num processo de quase interação, até mesmo como se fôssemos um quinto personagem). No palco acobertado por centenas de guimbas de cigarro, existe uma pequena e rústica mesa, sobre a qual estão quatro velas acesas (as chamas vão, óbvio, apagando-se no decorrer da peça; seria o seu apagar gradativo um símbolo da nossa aproximação lenta da morte?), copos, garrafas com bebidas “alcoólicas”, cinzeiro, potes com confetes e algo similar a comprimidos brancos e um diminuto pandeiro. Ainda no cenário, vemos um enorme quadro-negro onde os atores escrevem e desenham continuamente, sendo que o que deixam registrado em giz remete ao que está acontecendo no exato instante do espetáculo. Chamam a atenção um Sol sorrindo no canto superior direito do mesmo, merecendo um notado destaque, e um hidrante. A magnífica, criativa e misteriosa cenografia imaginada pelo elenco teve o apoio de Sônia Paiva (vislumbra-se uma ambiência mística, que nos lembra os rituais religiosos afro-brasileiros). Somam-se a tudo isso, três banquetas de diferentes níveis e instrumentos musicais (inclusive percussivos), que são tocados com habilidade e graça pelos artistas, a quem é conferida a trilha sonora (o que corrobora uma atividade não tão mais em voga, a da criação coletiva). A trilha é composta por ruídos, sons (produzidos pelos próprios atores), sambas deliciosos cantados por eles mesmos, e um fantástico e divertido rap com as letras denunciatórias pertinentes ao gênero musical. Caetano Maia operou a luz. Bela, consistente e poderosa, abarcou uma textura geral tênue em tom amarelado, meias-luzes, aquelas que se acendem e se apagam num rompante, focos precisos que evidenciam rostos e corpos e sombras em sua natureza instigantes. Sônia Paiva também os auxiliou na criação dos engenhosos figurinos que reportam a um suposto universo pós-apocalíptico, em que se usam tons negros e suas variações e a participação do vermelho e do cru. As calças contêm perceptíveis rasgos, ornadas com bonitos pespontos. Os tênis são propositadamente encardidos. Rosanna usa sobreposições e lenço longo. Juliano e André trajam paletós (o primeiro lança mão de uma gravata próxima à “borboleta”) e Abaetê/Pedro é visto com uma t-shirt puída sobre outra. Esta decadência no vestuário provável seja uma metáfora de nossa própria decadência moral. E o sujo físico remeta talvez à “sujeira” dos valores vigentes. A embriaguez dos personagens não é gratuita. Vivemos “embriagados”, entorpecidos face às injustiças e mazelas da vida. Morrer-se-á de qualquer jeito. Fumando ou bebendo. Não fumando ou não bebendo. Até o chapéu “morre”. Pode-se sim antecipar a morte. Por escolha nossa ou não. No que concerne aos episódios que supramencionei, contados em versos ou em prosa, rimas e jogos de palavras, há a história da criança que perde o seu cãozinho Balu. Pela primeira vez, defronta-se com a morte. Como atenuar a sua incompreensão diante de acontecimento trágico, fatídico? Como lhe explicar o fim? Como convencê-la pacificamente de que não mais escutará os seus latidos? A morte é democrática. Não poupa velhos, moços, crianças, príncipes, Papas, suseranos e plebeus, bichos e flores. Somente “as flores de plástico não morrem”, como asseveram Os Titãs. Porém, após a morte somos, por incrível que nos pareça, desiguais (basta uma pausa para chegarmos a esta conclusão). Em ocasião diversa, um homem tenta o suicídio, e a sociedade (sempre a sociedade) o condena por isto. Seria o suicídio um atentado contra Deus ou um direito pessoal e intransferível? Inacreditavelmente, a mesma coletividade que o condenou decide matá-lo ao atestar a sua sobrevivência. Uma amostra de seu apego aos julgamentos, pré-julgamentos, preconceitos, contradições e amoralidade. Nada que não nos seja estranho na atualidade. Há a hipótese fabular do príncipe que por descuido se vê dependurado em abismo, e sua vida passa então a depender da boa vontade de um plebeu. Mesmo em patente desvantagem, o “suserano” mantém a arrogância, a prepotência e o sentimento de superioridade social. O poder, nestas condições, transferiu-se de camada. Em distinto conto, adotando-se a vertente regionalista do coronelismo (usa-se prosódia típica), com especificidades (jagunços, vinganças e acerto de contas), num núcleo de primos ocorre uma traição. Primo fugitivo é denunciado por outro em troca de relógio precioso. O elo que há entre a morte e a traição. A mãe do denunciante se indigna e diz: “Na minha terra não se rouba e não se fala em vida alheia, porque na minha justiça não vai ninguém pra cadeia, paga logo o que tem feito com sangue da própria veia”. Em outros dois casos contados, um homem volta de viagem e fica sabendo pela esposa de maneira metafórica que os filhos morreram, e uma mãe flagelada com rebento enfermo no colo magro suplica a Deus pela cura de seu descendente. A cura pode estar na semente de mostarda. Sim, na semente de mostarda. Quanto aos atores Juliano Cazarré, Rosanna Viegas, André Araújo e Abaetê Queiroz/Pedro Martins, o que se pode afirmar é que há muito não se testemunhou interpretações tão viscerais, intensas, despudoradas, desabridas (com o significado de insolentes), simbolizadoras da plenitude das suas potencialidades artísticas. Nota-se em todos, sem exceção, uma incessante procura e vitoriosa conquista da essência do ator, quase sempre recôndita, difícil de achar, porém descoberta. O elenco se “esvai”, deixando-se transbordar em talento. A despeito de abordar a morte, “Adubo ou a Sutil Arte de Escoar pelo Ralo” é um espetáculo vital, imprescindível, indispensável para a elevação do teatro como local que nos redime, esclarece-nos, alimenta-nos com cultura e entendimento. Juliano Cazarré, Rosanna Viegas, André Araújo e Abaetê Queiroz/Pedro Martins são o “adubo”, a “semente de mostarda” que nos cura da ignorância de mal compreender e aceitar a morte. E o essencial: todos nos ensinam que Deus está logo ali. Ele é o Sol, “amarelão”, simples e bonito. Ou seja, a vida. Por isso, saímos diferentes do que quando entramos. Obrigado.