Arquivo de setembro, 2014

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Uma visão lateral do enorme painel de visores instalado pela rede social de compartilhamento de fotos Instagram em parceria com o Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, realizada na Marina da Glória.
A ideia de se tirar fotos no evento e logo depois visualizá-las fez grande sucesso junto aos convidados e profissionais da moda.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

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O sucesso da rede de compartilhamento de fotos Instagram é tão grande que o Fashion Rio, em sua edição Verão 2014/2015, na Marina da Glória, montou um esquema em que modelos e convidados podiam registrar as suas imagens, e minutos após visualizá-las neste painel cheio de visores.
Esta iniciativa serviu, de certa forma, para conectar o evento à contemporaneidade das redes sociais, e exibir a multiplicidade de pessoas que frequentam o badalado evento de moda carioca.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

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Foto: Karina Tavares/Revista ISTOÉ Gente

Eram meados de 1990. Abro o jornal. E vejo uma foto. Nela estava um jovem ator. Jovem ator de impressionantes olhos azuis. Com um violão debaixo do braço. Sim, Fabio também é músico. Já teve banda, e toca outros instrumentos. Fabio Assunção era uma das promessas da Rede Globo para a novela de Cassiano Gabus Mendes que iria estrear no horário nobre: “Meu Bem, Meu Mal”. A promessa deixou de ser promessa para se tornar realidade. E hoje Fabio é considerado um dos mais relevantes e talentosos intérpretes que possuímos. A despeito de sua juventude, a trajetória profissional é tão extensa quanto preciosa. Após a estreia bem-sucedida na TV, muitos e importantes papéis ficaram marcados em nossas lembranças. Foi Felipe no mundo criativo engendrado por Antonio Calmon em “Vamp”. Experimenta a vilania na faixa das 18h, em “Sonho Meu”, de Marcílio Moraes. Inicia gloriosa parceria com Gilberto Braga em “Pátria Minha”, como Rodrigo Laport. Com cabelos e barba crescidos, “encontra” Benedito Ruy Barbosa em “O Rei do Gado” (a cena na qual fica perdido em uma selva por dias é memorável). É disputado por Gabriela Duarte e Vivianne Pasmanter no folhetim do “Menestrel do Leblon” Manoel Carlos, “Por Amor”. Repete a dose com Gilberto Braga em uma minissérie cheia de ação e suspense, “Labirinto”. Veste roupa de época na caprichada “Força de um Desejo”, do mesmo Gilberto. Recebe convite irrecusável para integrar uma obra de Eça de Queiroz, “Os Maias”, adaptada por Maria Adelaide Amaral, e dirigida por Luiz Fernando Carvalho. E honra o convite com garbo. Depois de passar por “Coração de Estudante”, de Emanuel Jacobina, em que fora o professor de Biologia Edu, torna-se ainda mais célebre por seu notável desempenho em “Celebridade”, de Gilberto Braga, como Renato Mendes, editor da revista “Fama” (Fabio ganhara distintos prêmios). Contribuiu com excelência para a minissérie de Benedito Ruy Barbosa, “Mad Maria”. Seriados, demais novelas, e minissérie pontuam sua história. Volta em grande estilo em meio às gêmeas de Alessandra Negrini na ótima trama de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Paraíso Tropical”, como Daniel. Surpreende o Brasil com sua incrível personificação de Herivelto Martins em “Dalva e Herivelto – Uma Canção de Amor”, de Maria Adelaide Amaral. Participações especiais sobrevieram. Esteve em um episódio de “As Brasileiras”, de Daniel Filho, e hoje faz parte do elenco fixo de “Tapas & Beijos”, como Jorge. No cinema, filmes como “Duas Vezes com Helena”, de Mauro Farias; o Bellini dos enredos detetivescos de Tony Bellotto, com direito à láurea em Los Angeles; a comédia “Sexo, Amor & Traição”, de Jorge Fernando; “Primo Basílio”, de Daniel Filho (reencontro com Eça de Queiroz); o belíssimo “Do Começo ao Fim”, de Aluizio Abranches; e no longa de Paulo Caldas, “O País do Desejo”. No teatro, a plateia ouviu de sua voz textos de Plínio Marcos, Nelson Rodrigues, Sam Shepard e Edward Albee. Isto sem contar “A Paixão de Cristo”. Fabio alcançou sucesso de público e crítica com a peça “Adultérios”, de Woody Allen (tradução de Rachel Ripani), e direção de Alexandre Reinecke. Interpretou Fred, um típico sem-teto, com aguçada inteligência, que ao se deparar com um afamado roteirista de cinema (Norival Rizzo) à beira do rio Hudson, em Nova York, enquanto aguarda a amante (Carol Mariottini) para dar fim ao relacionamento, reclama para si a autoria de recente roteiro de um filme de enorme êxito creditado ao homem que encontrara. O espetáculo se desenrola com intensos e divertidos diálogos. Como podemos ver, ouve-se o dedilhar das cordas do violão do nobre Fabio Assunção, seja no teatro, no cinema, ou na televisão.

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Foto: Divulgação do espetáculo

Em pleno Dia dos Namorados, Fernanda (Maria Clara Gueiros) e José Carlos/Zeca (Ricardo Tozzi) se veem, de uma hora para outra, numa situação inusitada que os leva inevitavelmente a reavaliar o seu casamento que está próximo de completar um ano. A maçaneta da porta do banheiro do casal onde se encontram, preparando-se para a “noite especial”, em um acidente, desprende-se, impedindo-os de sair. Com ampla leveza dramatúrgica, com enfoque num salutar e cativante humor (texto de Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga), direção ágil e arguta de Cláudio Torres e uma dupla de atores, Maria Clara Gueiros e Ricardo Tozzi, incrivelmente entrosada e “dona da cena”, “Enfim, Nós” nos direciona para uma oportuna compreensão, amparada numa extensa graça, do que o enfrentamento forçado de dois indivíduos que decidiram se unir no campo afetivo ocasiona em suas próprias idiossincrasias, temperamentos, veleidades e personalidades até então estabelecidos “in solidum”. A história de um homem e de uma mulher, com os seus “antes, durante e depois”, serve para que um enxergue o outro como na verdade são. Assimilem com mais clareza as diferenças de ambos. Que haja uma confrontação individual e recíproca. Que questões “escondidas” ou “invisíveis” sejam afinal discutidas. O fato de se estar de modo imprevisto enclausurado em um pouco espaçoso cômodo e todas as suas especificidades, com as subsequentes evolução e gradação dos humores pessoais, com direito a larga gama de intempéries, soluções estapafúrdias com o intento de dirimi-las, faz com que Fernanda e Zeca coloquem em pauta as contingências natas de uma vida a dois, suas incompatibilidades veladas ou não, fraquezas e convicções. Ponham em xeque a “sagrada” instituição do casamento. Percebam as vicissitudes que surgem com uma convivência acordada. Bruno Mazzeo e Cláudio Torres Gonzaga, experientes e consagrados na dramaturgia (além de transitarem com louvor na seara dos roteiros), buscaram com o espetáculo destrinchar, esmiuçar, elucubrar, e por que não satirizar temas que nos são recorrentes no cotidiano. Fala-se da obsessão feminina pelas suas estética e aparência física e das outras mulheres, e pelos tratamentos “milagrosos” de beleza (como a “deformação” tanto visual quanto de valores com o uso indiscriminado do silicone). Discorre-se sobre a demanda do ser feminino por um relacionamento sexual que não seja padronizado, obrigatório, estagnado em insustentável inércia. A sua castradora pudicícia para assumir e aceitar a fisiologia humana. A resistência ao apreço banal que os homens em geral nutrem pelas partidas de futebol, principalmente quando se trata de uma final de campeonato. Suas amizades em potencial pouco abonadoras e fantasias pelas diferentes expressões da nudez de uma mulher. Seu natural condicionamento para a desorganização doméstica e tendência para parca higiene. No entanto, é bom que se frise que em todos esses questionamentos sobre os homens não há críticas tampouco avaliações sexistas por parte dos dramaturgos, e sim o que se faz são apenas piadas ou troças acerca de hábitos que os definem. Perscruta-se até que ponto intercorrências, imprevisíveis ou não, como a gravidez e o desemprego, podem influenciar uma união. Mostra o quanto somos passíveis de alterações de humor, e como reagimos a um estado de pressão, no caso o confinamento. Abordam-se as discussões e altercações de um marido e uma esposa, e o quanto de intensidade pode haver nelas dependendo das entonações que são dadas às palavras. Um “deixa pra lá” pode fazer toda a diferença. Num momento de alto estresse, há um desentendimento contínuo com as reais intenções sendo incontinenti mal interpretadas. Discorre-se ainda sobre o congênito machismo simbolizado pela procura infatigável do homem por um desempenho sexual “perfeito”. Uma insana busca por sua virilidade e reconhecimento alheio desta. A íntima dificuldade que se tem em romantizar um matrimônio. Com “Enfim, Nós”, os autores costuram uma deliciosa narrativa, uma comédia romântica que em alguns aspectos lembra a “de erros”, não abjurando de uma suave dramaticidade, que confere à peça elementos realísticos e factuais. No que diz respeito ao elenco, Maria Clara Gueiros compõe Fernanda com notável apuro interpretativo, vivenciando com extrema facilidade as oscilações emocionais de sua personagem. Maria não se inibe em tirar da comédia tudo o que de proveitoso pode oferecer ao público. Ricardo Tozzi, como o professor Zeca, exibe com bem-vinda prodigalidade a sua disposição como ator para escalonar todas as ferramentas de que dispõe para criar fiel, crível e saborosamente as linhas mais evidentes de seu papel. Maria Clara e Ricardo demonstram admirável expressividade corporal e dominação da voz e demais variações. De forma natural, convencem-nos de que de fato representam um casal como tantos que conhecemos que brigam, reconciliam-se, ofendem-se, elogiam-se, gritam, sussurram, silenciam e se amam. A direção de Cláudio Torres Gonzaga, sabedora das peças disponíveis, contorna com equanimidade o quadro narrativo com parcelas de humor, drama e romance. Os atores se movimentam por todo o espaço cênico. Pausam, correm, deitam-se com dinamismo invariável. O cenário de Edward Monteiro é charmoso e bonito, ostentando a típica atmosfera de um banheiro. Seu desenho contém elementos contemporâneos, antigos e infantis (no bom sentido). Há uma banheira “vintage” que serve como box com chuveiro, cuja cortina é adornada com patinhos amarelos, além de duas estantes com prateleiras sobre as quais estão toalhas coloridas e frascos de perfumes e loções, um móvel com treliças e seus pequenos vasos com flores, uma pia, espelho, uma armação com transparências que referenciam a azulejos, uma janela basculante, cestos, banco, a famigerada porta branca, quatro longos painéis anteriores azuis, e lógico, um vaso sanitário. A iluminação de Luiz Paulo Nenén aposta na quase uniformidade aprazível do plano geral, o que é um mérito, pois credita uma veracidade aos acontecimentos. Todavia, há focos em tons azulados e lilases conferindo um clima de aconchego. Nas passagens de uma cena para a outra, como se fosse um entreato, notamos a prevalência de um imperioso azul. Um conjunto de fatores que presta relevante serviço para o embelezamento da produção. Os figurinos de Liah Siqueira são elegantes, práticos e coerentes com os tipos definidos por Maria Clara e Ricardo. Fernanda usa um tubinho fluido e confortável com estampa psicodélica e calça escarpins em tons crus que lhe caem muito bem. Já José Carlos veste short de pijama, uma calça folgada de algodão de cor grafite e uma camisa social branca com listras. A trilha sonora de Mú Carvalho molda a encenação com acertada economia. Somos presenteados com a irresistível e agradável “Don’t Worry Be Happy”, de Bobby McFerrin. Heloisa Périssé, Luciano Huck e a Leandro Hassum contribuem com suas vozes em “off”. “Enfim, Nós” merece ser visto por inúmeras razões, que se justificam não somente por um texto atual, inteligente e sensível, uma direção dinâmica, expedita e em consonância com a proposta cênica, e uma atuação impecável de artistas que nos conquistam de pronto, como Maria Clara Gueiros e Ricardo Tozzi, mas por nos provar que mesmo nas situações mais adversas, em que temos que encarar o outro que está ao nosso lado, bem de perto, é possível descobrir, redescobrir, inventar e reinventar o amor. Enfim. “Enfim, Nós” e o… AMOR.

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A top gaúcha Isabel Hickmann, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória. 
Isabel foi agenciada pela Way Model, tendo a sua carreira atualmente gerenciada pela JOY Model Management, sediada também em São Paulo.
Internacionalmente, é agenciada pela Model Management (Alemanha).
Antes, fizera parte do cast da agência novaiorquina Next.
Nasceu na cidade de Santa Cruz do Sul.
É irmã da ex-modelo e apresentadora Ana Hickmann.
Graduou-se em Publicidade pela FAAP (Fundação Armando Alvares Penteado), em São Paulo.
Iniciou a carreira de modelo em 2009.
Em sua primeira temporada de desfiles em São Paulo, representou 45 marcas.
Trabalhou em Paris e Londres.
Fotografou para os ingleses Nick Knight e David Sims.
Fez a campanha de Inverno 2012 da D’Arouche, fotografada por Gustavo Zylberztajn.
No Fashion Rio Verão 2014/2015, desfilou para Coca-Cola Jeans, 2nd Floor, Lenny Niemeyer, Salinas e Triya.
E na São Paulo Fashion Week, na mesma edição, desfilou para Água de Coco por Liana Thomaz, Cavalera, Lilly Sarti, Lino Villaventura, Movimento, Pat Pat’s, Samuel Cirnansck, Tufi Duek, Uma Raquel Davidowicz e Vitorino Campos (foi considerada “o corpo da temporada”).
Recentemente, comemorando os seus 10 anos de carreira, Isabel Hickmann fotografou para um dos mais importantes profissionais da área, Bob Wolfenson, com beauty style de Rodrigo Costa, além de ter feito uma campanha de roupas para Marcelo Quadros, com fotos de Marcia Fasoli, estrelando também um editorial para a “Bazaar Australia”, com registros de Paul Wheterell.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 26/08/2019

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O modelo Bruno Ventura no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Bruno nasceu no município de São Gonçalo, Rio de Janeiro.
Foi agenciado pela Elian Gallardo Model, com sede em São Paulo.
Em Milão, onde trabalhou por um tempo, desfilou para Daniele Alessandrini FW 2014/2015, na Milan Fashion Week.
Dentre os muitos desfiles dos quais participou, destacam-se R. Groove e Coca-Cola Jeans (Fashion Rio Inverno 2014), Ellus, Colcci (Verão 2014, SPFW), Triton, João Pimenta, Blue Man, Walério Araújo (Casa dos Criadores 2014), JUSS (Casa dos Criadores), Paraná Business Collection, revista VISTUISSU, ByBetto, Farfetch Fashion Road (Londrina Browns), Pernambucanas, ErreNove e All Purpose.
Fotografou para Bob Wolfenson (Revista Elle 25 anos, Campanha “Mostra a Tua Cara”), FKAWALLYS, Playboy Brasil (homenagem a Pierre Verger), Zee Nunes (Revista FFW Mag!, com Shirley Mallmann), Rafael Cañas, Henrique Ferrari, Fernando Machado, Revista Der Metropol (ensaio intitulado “VOYEUR”, por Alex Pires, junto com a Miss São Paulo Ana Cecília Cunha; a revista foi distribuída na feira WHO’S NEXT Prêt-à-Porter Paris), Marcos Alvez, Yuri Pinheiro, Cristiano Madureira, Luiz Leitte, Rafael Firmino, Ronaldo Donizeti, House of Models, Didio, Antonio Bezerra (Campanha Black2Black), Cássia Sabatini, Irakerly Filho e Revista Lounge.
Foi capa da Revista FFW Mag!.
Personificou o guitarrista Jimi Hendrix em um dos seus vários ensaios.
O site Brazil Male Models o elegeu, ao lado de Tiago Bariqueli e Kim Freire, e mais dez modelos, como uma das apostas para o ano de 2013.
Estrelou campanhas para a Lanvin, GQ Thailand, U.S. Polo, New Balance e para a 25 12 Clothing (Turquia).
Em uma das edições da São Paulo Fashion Week desfilou para Alexandre Herchcovitch Men.
Nesta temporada do Fashion Rio, Verão 2014/2015, circulou pelas passarelas da Coca-Cola Jeans e R. Groove.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans

Obs: Post atualizado em 15/08/2019

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Em um dos muitos espaços do amplo stand da Nativa SPA – O Boticário, no Fashion Rio, havia um em que os produtos da marca estavam visíveis em um ambiente espelhado e com pequenas prateleiras de vidro, no qual também se destacavam tubos transparentes multicoloridos em cujo interior eram percebidos líquidos.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Coca-Cola Jeans