Arquivo de setembro, 2015


A top model Aline Weber, no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Aline é agenciada pela Mega Partners (Mega Model Brasil), em São Paulo.
Nasceu em Seara, Santa Catarina.
Depois de ser descoberta por um booker, foi para São Paulo, onde permaneceu por apenas dois meses.
Segue para Nova York, e desfila para Marc Jacobs.
Participa de inúmeras campanhas, editoriais e posa para capas de relevantes revistas, além de ser admirada em diversos desfiles de renomadas grifes.
Passou temporadas, além de Nova York, em Paris e Milão.
Dentre os editoriais, destacam-se os para as magazines “W”, “Numéro”, “Vogue” Rússia, França, UK, Brasil, China e Japão, “Harper’s Bazaar” Alemanha, “Interview” Rússia, “Daze & Confused” e “i-D”.
Com relação às campanhas, Aline protagonizou as da Moschino e Tom Ford, e as nacionais Iódice e Reinaldo Lourenço.
Nas passarelas internacionais, vestiu coleções da Diesel, Armani, Calvin Klein, Alberta Ferreti, Burberry, Emilio Pucci, Emanuel Ungaro, Stella McCartney, Balenciaga, Saint Laurent, Bottega Veneta, Narciso Rodriguez, dentre outras.
Em 2008, a modelo se tornou a profissional brasileira que mais desfilou no exterior em uma única temporada.
Aline Weber foi exclusiva de várias marcas, que incluem cosméticos, joias e acessórios, como bolsas e sapatos.
Fez uma participação especial, ao lado de Colin Firth, no filme dirigido pelo estilista Tom Ford, “A Single Man”.
Ocupou ótimas posições no ranking das “50 Maiores Modelos do Planeta”, segundo o site Models.com.
Nesta edição do Fashion Rio, Aline foi considerada, segundo o site FFW Fashion Forward, como uma das “tops da temporada”, tendo desfilado para Ausländer, Cantão, Lenny Niemeyer e Salinas.
E na última São Paulo Fashion Week, realizada em abril deste ano, Aline Weber desfilou para Adriana Degreas, Água de Coco por Liana Thomaz, Alexandre Herchcovitch, Animale, Colcci, Forum, Lilly Darti, Lolitta e Patricia Motta.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
TNG


A atriz Ingra Liberato no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Ingra nasceu em Salvador, Bahia.
Como seus pais, Chico Liberato e Alba Liberato, eram ligados ao cinema, sendo ele cineasta e ela roteirista, iniciou na infância sua carreira como intérprete, participando de um curta-metragem produzido por ambos.
A sua trajetória tanto na televisão quanto na área cinematográfica é marcada por sucessos, tendo recebido prêmios por sua atuação.
Sua estreia na TV ocorreu em uma novela de época das 18h exibida pela Rede Globo, “Pacto de Sangue”, de Regina Braga (logo depois emendou com “Tieta”, escrita por Aguinaldo Silva, Ana Maria Moretzsohn e Ricardo Linhares, defendendo a personagem Tonha na primeira fase, vivida por Yoná Magalhães na segunda).
A grande virada profissional de Ingra Liberato aconteceu quando foi contratada pela extinta Rede Manchete para dar vida a um importante papel, Madeleine (que também coube a Ítala Nandi na segunda parte da história), de um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira, “Pantanal” (na trama criada por Benedito Ruy Barbosa e dirigida por Jayme Monjardim, vimos uma nova linguagem televisiva, na qual se valorizavam os planos abertos com exploração das belezas naturais da região onde se desenrolava o enredo, além de ser priorizado um ritmo de narrativa mais lento, com uma predominância visível de sua trilha sonora instrumental em tons épicos nas cenas, composta por Marcus Viana).
Na mesma emissora, volta a trabalhar com Jayme Monjardim, desta vez na minissérie de Paulo César Coutinho “O Canto das Sereias”.
Após ter feito “Meu Bem, Meu Mal”, na TV Globo, retorna à Manchete, e ganha a protagonista Ana Raio, personagem de outro enorme êxito do canal, “A História de Ana Raio e Zé Trovão” (a autoria do folhetim pertence a Marcos Caruso e Rita Buzzar; o cantor e compositor Almir Sater se revelou como ator, interpretando Zé Trovão).
Ingra participa de mais algumas produções da Rede Globo, como as novelas de Carlos Lombardi, “Quatro por Quatro”, Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares, “A Indomada”, e Gloria Perez, “O Clone”, e a minissérie de Dias Gomes, “Decadência”.
Sua primeira experiência na Rede Record foi na telenovela “Louca Paixão”, adaptada por Yves Dumont da obra original de Alberto Migré.
Permanece na Record, personificando Marli, na produção teledramatúrgica “Essas Mulheres” (a história se baseou em três romances de José de Alencar: “Senhora”, “Diva” e “Lucíola”; os autores da atração foram Marcílio Moraes e Rosane Lima, sendo a mesma escrita por Bosco Brasil e Cristianne Fridman).
A artista fez ainda na Rede Record “Os Mutantes: Caminhos do Coração”, de Tiago Santiago.
A seguir, atua tanto na Rede Globo quanto na Record, nas telenovelas “A Vida da Gente”, de Lícia Manzo, e “Balacobaco”, de Gisele Joras, respectivamente.
Nos palcos, a atriz representou uma das personagens da peça de Regiana Antonini baseada no livro homônimo de Martha Medeiros, “Feliz Por Nada”, ao lado de Cristiana Oliveira e Wladimir Winter, com direção de Ernesto Piccolo.
Ingra tem passagens relevantes pelo cinema, em longas-metragens de Aníbal Massaini Neto (“O Cangaceiro”), Carlos Reichenbach (“Dois Córregos”), Florinda Bolkan (“Eu Não Conhecia Tururú”), Paulo Nascimento (“Valsa Para Bruno Stein”), dentre muitos outros (incluem-se curtas).
Seu mais recente filme se chama “Contos Gauchescos”, dirigido por Henrique de Freitas Lima e Pedro Zimmermann.
Ingra Liberato recebeu prêmios por seus trabalhos: no mesmo ano, 1999, “Melhor Atriz” no 7º Festival de Cuiabá e “Melhor Atriz” no 3º Festival de Santa Maria da Feira, em Portugal, ambas as láureas por “Dois Córregos”; e em 2007 “Melhor Atriz” no 35º Festival de Gramado por “Valsa Para Bruno Stein”.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R.Groove
TNG


A cantora e compositora Beth Carvalho no Fashion Rio Verão 2014/2015, na Marina da Glória.
Beth é carioca, e veio de uma família de músicos.
Quando adolescente aprendeu a tocar violão, e com sua experiência passou a dar aulas em escolas.
Frequentou, levada pelo pai, ensaios de escolas de samba e reuniões embaladas por este estilo musical.
Fora efetivamente nos anos 60 que Beth Carvalho mostrou o seu lado cantora, influenciada pela bossa nova que dominava os círculos musicais da época.
Participou ativamente dos marcantes festivais de música, como o Festival Internacional da Canção.
Ficando em 3º lugar no Festival Internacional da Canção de 1968, ao entoar “Andança” (que serviu de título ao seu primeiro LP), tornou-se conhecida em todo o país.
A cantora se transformou em um sucesso de vendas, emplacando um LP após o outro, em que músicas como “Coisinha do Pai” e “Vou Festejar” se destacaram.
No início da década de 70, regravou clássicos de Nelson Cavaquinho (“Folhas Secas”) e Cartola (“As Rosas Não Falam”), resgatando estes artistas.
Foi responsável pela popularização no Brasil do pagode, uma vertente do samba, após ter se reunido em rodas típicas, principalmente as do Bloco Cacique de Ramos, revelando intérpretes e grupos que atualmente são referências, como Zeca Pagodinho, Almir Guineto, Jorge Aragão, Luis Carlos da Vila, Arlindo Cruz e Fundo de Quintal.
Introduziu novos instrumentos na execução do samba, como banjo (com afinação de repique), o tan-tan e o repique de mão.
Por suas contribuições relevantes ao samba, não somente por incrementá-lo com novas experimentações sonoras, mas por lançar no mercado fonográfico artistas de talento, recebeu o título de “Madrinha do Samba” (além de outros).
Beth Carvalho possui 50 anos de carreira (comemorados este ano; está em cartaz no Rio de Janeiro um espetáculo em sua homenagem, “Andança – Beth Carvalho, O Musical”, de Rômulo Rodrigues, com direção de Ernesto Piccolo), dezenas de discos e DVDs lançados, tendo se apresentado em diversas cidades do mundo (inclusive no Festival de Montreux, na Suíça, e no Carneggie Hall, em Nova York).
Agraciaram-na com vários prêmios, Discos de Ouro e de Platina, DVD de Platina, e tantas outras láureas.
Em 1984, foi homenageada pela Escola de Samba Unidos do Cabuçu, que se sagrou campeã, subindo para o Grupo Especial.
Há uma curiosidade em sua trajetória artística: em 1997, um de seus maiores êxitos, “Coisinha do Pai”, foi a canção escolhida por uma engenheira brasileira da NASA para “despertar” um robô em Marte.
No ano de 2013, a famosa mangueirense, que já concorreu ao Grammy Latino, é homenageada novamente no carnaval, desta vez por uma escola de samba paulista, a Acadêmicos de Tatuapé.
Depois de tantas composições, shows, turnês nacionais e internacionais, parcerias históricas, prêmios, Beth Carvalho é considerada hoje uma das mais notáveis cantoras da Música Popular Brasileira.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: R. Groove
TNG

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Foto: Estevam Avellar/Gshow

Maria Vitória (Vanessa Giácomo), constrita, confessa um crime. Furtou R$28.600,00. Dez dias atrás, entenderemos o porquê de seu delito. Maria Vitória, ou Tóia, é uma moça trabalhadora, perseverante, filha adotiva de Djanira (Cassia Kis), uma aparentemente boa mulher. A jovem é gerente da boate “Caverna da Macaca”, pertencente à exuberante Adisabeba (Susana Vieira), que também é dona de um hostel na fictícia comunidade do Morro da Macaca. Na citada boate, o show fica por conta do sensual, sedutor e um tanto malandro MC Merlô (Juliano Cazarré em excelente forma física, ostenta tatuagens por todo o torso e acessórios dourados; Juliano promete se sobressair com este personagem tão atual no novo panorama musical que atrai tanto as camadas sociais menos favorecidas quanto as privilegiadas). Tóia aguarda ansiosa a soltura de seu namorado, Juliano (Cauã Reymond), preso durante quatro anos numa penitenciária por ter sido acusado injustamente de tráfico de drogas. Ao sair rumo à liberdade condicional do úmido e sombreado presídio, Juliano demonstra sede de vingança, e não se conforma de que sua fundação criada para tirar jovens da delinquência tenha sido dissolvida por falta de patrocínios. O rapaz se ressente de que todos ou quase todos à sua volta não acreditam na sua inocência. Enquanto isso, conhecemos Atena, defendida por uma loira Giovanna Antonelli, que logo mostra ao que veio na nova novela das 21h da Rede Globo, “A Regra do Jogo”, de João Emanuel Carneiro (respaldado pelo sucesso de sua obra antecessora, “Avenida Brasil”), com direção geral de Joana Jabace, Paulo Silvestrini e Amora Mautner, também diretora de núcleo. Atena é uma divertida e irresistível golpista acima de qualquer suspeita (Giovanna parece inteiramente à vontade neste papel que lhe oferece a oportunidade de transitar pela seara do humor, um de seus pontos fortes). A primeira vítima de suas tramoias é a afetada amiga Sumara (Karine Teles), riquíssima, casada com um homem mais velho em Mônaco. Sumara, na “Caverna da Macaca”, que contou com a presença vip do jogador Neymar (acompanhado de um amigo interpretado por Edu Porto), após ter bebido além da conta, tem o seu cartão de crédito furtado pela loira charmosa e preconceituosa (suas frases discriminatórias de cunho social lembram bastante o discurso da memorável Odete Roitman de Beatriz Segall em “Vale Tudo”, respeitadas as devidas proporções). Atena, que só toma champanhe Cristal, hospeda-se em um hotel de luxo, e se esbalda com suas regalias. Lógico que a sua despedida é em ritmo de fuga. Procura a amiga abastada em sua casa de gosto duvidoso, e usa o velho truque da cópia da chave moldada. Com a viagem de Sumara para Mônaco, Atena é a mais nova vizinha da endinheirada que gasta seu tempo fazendo ginástica. Alexandre Nero surge como Romero Rômulo (o retorno do ator depois da estrondosa repercussão do Comendador de “Império” avolumou as expectativas em cima de sua composição do personagem; Alexandre, com seu inegável talento, já exibiu que não deixará quaisquer resquícios de seu papel anterior, criando um tipo diferente e pleno em personalidade, como é próprio do intérprete). Romero é um ex-vereador, advogado que luta bravamente pelos direitos humanos, em especial os dos presos, em tempos em que as palavras “direitos” e “humanos” estão em desuso. Pai adotivo de Dante (Marco Pigossi, um dos atores que se destacam da sua geração, apresenta-se firme e resoluto como o policial pessimista que crê que o grande culpado pela morte de sua mãe biológica é Zé Maria, Tony Ramos; Marco estudou e treinou com especialistas do ramo, o que se comprova com a sua postura verossímil), Romero, que ao defender em audiência um detento, Dênis, Amaurih Oliveira, diz aproximadamente ao juiz para inocentá-lo para que “se dê uma chance a um homem, para que se dê uma chance ao Brasil”, oferece-se como voluntário para salvaguardar a vida de reféns de um banco assaltado por uma perigosa quadrilha. A cena do cerco policial ganhou contornos hollywoodianos de filmes de ação, com tomadas aéreas, marcações distintas, muitos figurantes e policiais uniformizados com armas em punho. Dentro do banco, reféns na verdade são bandidos. Toda a intermediação entre criminosos e autoridades da polícia é feita pelo “herói” Romero. Para espanto geral ou não, o tão magnânimo Romero, que mora no apartamento exíguo e simples de número 301, não é nem magnânimo tampouco herói. Romero Rômulo faz parte da quadrilha perigosa que assaltou o banco. Romero Rômulo é um farsante e cínico cidadão brasileiro. Romero Rômulo odeia a pobreza, e adora se banhar em uma banheira de bacanas. Romero Rômulo engana o próprio filho “homem da lei”. Paralelo a este fato, Djanira é internada com um aneurisma, e precisa urgentemente se submeter a uma cirurgia. O novelista não se eximiu de fazer uma crítica sempre oportuna ao aterrorizante sistema público de saúde do país com suas deficiências e mazelas já conhecidas, como prazos indeterminados para consultas, e filas numerosas e infindáveis para preservar a vida humana. Juliano e Tóia (é necessário afirmar que tanto Cauã Reymond quanto Vanessa Giácomo nos convenceram como um casal oprimido por situações adversas, sendo ela esperançosa e otimista, e ele, como dito, amargurado e irascível; além disso, Cassia Kis, com seus gestos e voz por vezes minimalistas, que se alternam com expressões de intensidade ímpar, justifica a sua escalação como Djanira) decidem recorrer a um hospital privado. São enganados por um falso médico, que se apropria de todas as economias de Tóia. Um dos médicos do comércio hospitalar se “compadece” da família, e lhe oferece a operação de Djanira, cobrando “apenas” pelo material e equipe. O casal após se surpreende ao ouvir da funcionária que cobra pelo salvamento de uma vida que o custo para se continuar a tê-la equivale a R$28.630,00. Já começamos a entender o porquê do comportamento de Tóia no início da trama. Ela invade o universo da “Caverna da Macaca”, e furta do cofre de Adisabeba R$28.600,00. A dona da boate onde o filho arranca suspiros com suas Merlozetes se desespera ao descobrir o sumiço de seu dinheiro, e se assombra ainda mais ao escutar de sua funcionária de confiança de que fora a autora do crime. “A Regra do Jogo” nos revelou em seu primeiro capítulo, que teve iluminação inspirada, direção de arte impecável e direção musical diversificada e atrativa com direito à potência vocal de Alcione na abertura coerente com a canção “Juízo Final”, uma história intrigante que, na amostra de alguns personagens, já nos indica uma teia de enredos interessantes e valorosos teledramaturgicamente. A ideia de Amora Mautner de conceber a “caixa cênica” (pretere-se a “boca de cena”; os atores atuam e contracenam em um ambiente fechado, e um número limitado de câmeras fica escondido, sem que os intérpretes saibam de suas localizações, como se fosse num “reality”, com o intuito de se garantir o maior grau de naturalidade do elenco) funcionou perfeitamente, gerando ainda em nós, telespectadores, um olhar mais preciso para identificar qual cena foi gravada por esta ou aquela câmera. Toda e qualquer inovação nas telenovelas é bem-vida, e Amora acertou com a sua ousadia. “A Regra do Jogo” servirá para avaliarmos os limites da ética na sociedade, enfim, até que ponto vale a pena seguir ou não “a regra do jogo”. Os personagens são as peças, a trama é o tabuleiro, e nós seremos os juízes desse jogo arriscado. Quem sabe não é a hora de se dar uma chance ao Brasil de se ver no espelho?