Arquivo de fevereiro, 2017

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Fotos: Elisa Mendes

Numa época em que vivemos um retrocesso não só em nosso país como no mundo, com o poder sendo gerido por alas cada vez mais conservadoras e reacionárias, o magnífico projeto “Ocupação Rio Diversidade”, com a idealização e direção geral de Marcia Zanelatto, serve como um instrumento cultural com forte poder de alcance para alimentar e solidificar a luta pela igualdade dos gêneros, pelo respeito a orientação sexual de cada indivíduo, pelo direito de cada ser humano definir a sua própria identidade, e pela manutenção do alerta quanto à nefanda homofobia, velada ou escancarada num Brasil múltiplo e diverso. “Ocupação Rio Diversidade”, que fez uma temporada no Castelinho do Flamengo, no Rio de Janeiro, em que as suas quatro peças se dividiam pelos espaços do centro cultural, voltou ao cartaz e repetiu o sucesso no Teatro Sesi Centro, na mesma cidade, porém dessa vez a montagem pôde reunir os seus monólogos, protagonizados por Larissa Bracher, Kelzy Ecard, Thadeu Matos e Gabriela Carneiro da Cunha, em um só palco. A peça, indicada ao Prêmio Shell na categoria Inovação 2016 e Prêmio APTR 2017 Categoria Especial, inicia-se com a apresentação do ator e drag queen Magenta Dawning (Bruno Henríquez) na frente do público. Magenta, que alterna a sua performance entre um tom de conversa direta com a plateia e momentos de atuação, faz elucubrações sobre a existência do homem, o modo como este se enxerga e é visto na sociedade, utilizando-se de um espelho como referência ao ato de se refletir, metafórica e realisticamente. Magenta, de modo descontraído, discorre acerca de temas diversos, alguns sob a égide da poesia. Sua presença marcante já nos insere no contexto da defesa da diversidade proposta, pois se mostra exuberantemente caracterizada, “produzida” para as suas participações. O ator também nos apresenta os monólogos que serão encenados. O primeiro deles, “Genderless – Um Corpo Fora da Lei”, é de autoria de Marcia Zanelatto (um texto embriagante e sedutor), e direção de Guilherme Leme Garcia, estrelado por Larissa Bracher. Larissa, trajada como homem, narra a impressionante história de Norrie May-Welby, a primeira pessoa no mundo a obter judicialmente o seu anseio de ser identificada como alguém sem sexo definido. Durante a sua infância, Norrie, nascida homem, sentia-se presa ao seu corpo. Sua alma, a princípio, parecia-lhe feminina, em sua totalidade. Rejeitava tudo o que remetesse ao universo dos homens. Nada de pelos grossos, gogó e Falcons. Queria saltos altos, bonecas. Após a cirurgia que lhe deu a condição de mulher, o inesperado. Norrie, da mesma forma, não se sentiu realizada como um ser feminino, até que começou a sua peleja para ser reconhecida pela Justiça da Austrália como alguém sem gênero, logrando a vitória sonhada. Num ambiente praticamente escuro, iluminado apenas pelo tablet seguro por Larissa (ideia bastante criativa), que também dá voz a Norrie, somos levados a experimentar um estado de contemplação absoluto. A atriz, cuja beleza transcende o aspecto masculino da calça preta, da camisa social branca e da gravata também preta, revela-nos uma interpretação admirável e imponente. Há algo em sua postura cênica que nos faz respeitá-la. Larissa consegue, por meio de variações de voz muito bem distintas, desenhar as mudanças de função de narradora e Norrie. Sua voz é excelente, extremamente articulada. Sua atuação se calcou em posições firmes, gestos largos e curtos. Em pé ou sentada em uma cadeira, com os pés descalços, transmite-nos o distanciamento pertinente à contadora de uma história e a emoção cobrada para dar vida a algumas passagens de Norrie. Seu rosto somente alumiado pela luz do tablet tem um efeito onde há mistério e encantamento. Guilherme Leme Garcia foca no intimismo e na precisão do ótimo monólogo. Preferiu de maneira acertada que a intérprete se mantivesse em praticamente um único ponto da ribalta. Esmerou-se na orientação da atuação de Larissa, valorizando tanto a história contada, com a sua personagem real, quanto o assunto abordado. O palco nu, negro, fez com que não nos dispersássemos, e só tivéssemos olhos para o momento especial de Larissa Bracher. O segundo monólogo é protagonizado pela venerável atriz Kelzy Ecard. Prestigiadíssima no teatro, Kelzy tem colecionado seguidamente peças importantes em sua carreira. Não poderíamos esperar dela uma performance que não fosse pulsante, enérgica e intensa, imersa em emoção, como estamos acostumados a vê-la no tablado. A sua peça se chama “Como Deixar de Ser”, de Daniela Pereira de Carvalho e direção de Renato Carrera. Kelzy personifica uma solitária e infeliz mulher, que está se mudando de sua casa. Sua única companhia é o gato de nome bíblico Abel. Ela o usa como o seu interlocutor em muitos casos. Separada, também carrega a dor da frustração do casamento. Sempre manteve uma relação difícil com sua mãe, Margarida. Seus maiores sofrimento e dor foram causados pelo grande e avassalador amor reprimido por uma colega de escola, Raquel. O tempo implacável passou, e ficaram lembranças apenas de seus desejos nunca satisfeitos pelo atraente corpo de sua amiga. O fato de ter se acomodado a uma paixão platônica, aceitado a imposição das instituições sociais como o casamento, e não ter se permitido a amar uma outra pessoa a fizeram ser tão amarga e sofrida. Kelzy defende esta pobre mulher sem o amor compartilhado com o destempero do sofrimento, a angústia desvelada pelo vazio existencial, e pela não aceitação, por meio de seus gritos e prantos, de que os seus dias não lhe presentearão com o corpo desejável de Raquel. Tendo em mãos a inspirada e potente dramaturgia de Daniela Pereira de Carvalho, Renato Carrera se encarregou de explorar sabidamente o potencial interpretativo de Kelzy Ecard, fazendo com que a atriz se movimentasse de lado a lado pelo palco, o que conferiu ao seu monólogo uma agilidade oportuna. Renato em nenhum instante deixou de imprimir a alta dramaticidade pedida pelo texto de Daniela, resultando em um pequeno espetáculo comovente. O terceiro monólogo recebeu o título de “A Noite em Claro”, e fora escrito por Joaquim Vicente. Tendo como protagonista Thadeu Matos, e sido dirigido por Cesar Augusto, a pungente e realista peça retrata a noite vivida por um garoto de programa homofóbico. Como muitos rapazes que decidem se lançar nesta atividade de favores sexuais remunerados, o michê interpretado por Thadeu não admite, por mais que sinta desejos e prazeres, o sexo com um outro homem. Agrava ainda mais o seu ódio incontido o fato de seu cliente ser velho e casado. Para o irado prostituto, que também possui um compromisso com uma mulher, assassinar o seu efêmero parceiro com repetidas facadas é um bem que se faz à sociedade. Segundo ele, ao matar mais um homossexual, chega-se perto da cura de um “câncer” social. Convencido disso, o seu périplo pelas ruas, durante a noite, nas quais deixa um indelével rastro de sangue, perpetua-se. Este texto de Joaquim Vicente é notadamente atual, e por isso mesmo chocante. São inúmeros os casos pelo país afora de homossexuais que são barbaramente mortos por garotos de programa, e que não são noticiados nas páginas de jornais. Vários desses casos são arquivados nas delegacias de polícia. Bastantes vezes, mata-se pela homofobia. Em outras, com o intuito de roubar os pertences da vítima. O que restam àqueles que buscam sexo pago com jovens acima de qualquer suspeita são a cautela e a prudência, sem quaisquer juízos de moral. Thadeu Matos personifica com veracidade rascante o seu personagem, imprimindo-lhe conotações em um grau superlativo de ira e loucura. O rapaz balbucia frenética e de forma cadenciada e alucinada vocábulos que remetem à pratica sexual homossexual. Faz movimentos bruscos e precisos no ar como se espancasse a vítima. A nudez apolínea de Thadeu Matos, e a mais genuína intimidade de seu corpo não nos constrange, muito pelo contrário. Vimos bem próxima a perfeição física a que se pode chegar a matéria do homem, mas também constatamos que essa mesma perfeição pode ser assassina, que o sexo e o desejo nela contidos podem ser traiçoeiros e fatais. Cesar Augusto percebeu o rico material que tinha em mãos, e não se intimidou ao pintar um quadro com tintas incômodas e cruéis de uma realidade que não se pode esconder. Extraiu de Thadeu o máximo de suas emoções, que foram traduzidas em camadas de cólera. A violência é sugerida no som da voz do ator, em seus movimentos corporais e nos objetos de cena, como facas fincadas em uma extensa bancada. A nudez, como observado, foi tratada com a naturalidade e a verdade merecidas. O vídeo ao vivo, projetado em uma tela, usado como depoimento do rapaz, causa o impacto esperado. E como monólogo de encerramento, “Flor Carnívora”, de Jô Bilac, com direção de Ivan Sugahara. À frente da peça, Gabriela Carneiro da Cunha, como a própria espécie vegetal que serve como título. “Flor Carnívora” é um texto pleno em licenças poéticas, alegorias e humor. Talvez o fato de ser a última peça a ser apresentada se relacione com a sua leveza dramatúrgica face às anteriores. Num universo onírico e lúdico que nos lembra a floresta de “Sonho de Uma Noite de Verão”, de Shakespeare, irrompe de dentro de um vaso uma bela “flor carnívora” de corpo nu. A nudez quase diáfana, pura, de Gabriela, imiscui-se à harmonia verde de outras tantas plantas que compõem o seu habitat. A tal flor é uma representante engajada, politizada, convicta em suas opiniões sobre o hermafroditismo das plantas. Protesta em alto e bom som contra a monocultura da soja. Contra os transgênicos. Não se submete às imposições humanas de classificação e normatização da flora, diversa em sua própria natureza, sem trocadilhos. As plantas nasceram livres de gênero. O respeito à diversidade que queremos já pode ser encontrado nas florestas, mesmo com a intervenção do homem. Jô Bilac foi buscar na natureza o exemplo maior para a humanidade. Se ser diverso é natural, se não ter gênero também o é, por que não é possível que assim seja entre nós, humanos? Utilizando-se desta alegoria, Jô, volto a repetir, com bastante humor, oferta a sua mensagem. Gabriela Carneiro da Cunha embarca com integralidade na fantasia de sua personagem. Navega pelo cenário como uma fada, esbanjando as linhas suaves de sua nudez casta com arrebatadora espontaneidade. Gabriela nos lembra um “ser da natureza”, livre, libertador, transgressor. Um ser que falta à sociedade urbana. A atriz usa todos os seus recursos de voz e corpo para dar vida a este ser simbólico indócil. Sem pudores, reservas, transpondo limites visíveis ou invisíveis, lança-se na loucura do possível e na insanidade do impossível, seguindo a sua particular razão. Ivan Sugahara procurou seguir com fidelidade este caminho de ludicidade associada à transgressão, respeitando as reflexões narrativas de Bilac, criando, a partir delas, um monólogo que se segmenta entre o fantasioso, o alegórico e o absolutamente anárquico, surpreendente. Reserva aos espectadores um final redentor, sem regras, despudoramente engraçado. Um caos organizado, sonhado e realizado pela “Flor Carnívora”. O cenário de Daniel de Jesus é espetacular, no sentido literal do termo, em algumas peças como “Como Deixar de Ser” e “Flor Carnívora”. E conciso, cru, objetivo, direto e sugestivo, como em “Genderless – Um Corpo Fora da Lei” e “A Noite em Claro”. Em “Como Deixar de Ser”, Daniel cria um lar sendo deixado pela sofrida mulher cujo fundo é todo coberto com roupas, chapéus e demais acessórios. Este conjunto colorido e diversificado de peças de vestuário de uso cotidiano, e que provavelmente traduzem uma vida quase inteira da personagem, possui um impacto visual inebriante. Somam-se ainda a este painel abajures e malas antigos, além de uma arara cheia de outras roupas, e sapatos perfilados no chão. Em “Flor Carnívora”, o cenógrafo imaginou uma floresta reconhecidamente encantada, com suas várias espécies de plantas penduradas por fios, coloridas, com prevalência do verde e do laranja. Estas mesmas plantas suspensas se alternam em movimentos que as levam para cima e para baixo. Tendo o vaso da flor ao centro, observamos um belo e imaginativo retrato cênico. Em “Genderless – Um Corpo Fora da Lei”, apostou-se coerentemente na economicidade do quadro, em que Larissa Bracher, além de seu tablet, usa somente uma cadeira como instrumento auxiliar de sua atuação. E em “A Noite em Claro”, Daniel se valeu não só de uma impactante e sinistra bancada com inúmeras facas fincadas, como de uma tela, como já dito, na qual é projetada ao vivo o depoimento do garoto de programa. Em sua totalidade, um louvável trabalho de cenografia, com altíssimo nível, em que se misturam deslumbramento e funcionalidade. A iluminação feita em dupla por Daniela Sanchez e Tiago Mantovani também se destaca pelos seus incontáveis méritos. Nas cenas de plateia de Magenta Dawning a luz incide diretamente sobre a sua figura. A exuberância de Magenta e todas as cores e brilhos que integram seus figurinos e acessórios são realçados como deveriam, causando um feérico resultado. Em “Genderless – Um Corpo Fora da Lei” valorizou-se sobremaneira, com acerto absoluto, a presença da atriz Larissa Bracher. Isso se deu, como afirmado, com os feixes de luz irradiados pela tela de seu tablet. Enfim, a iluminação depende dos movimentos das mãos da intérprete. Ora seu rosto é iluminado, ora parte do seu corpo, ou sua plenitude. O efeito é moderno e extremamente inventivo. Já em “Como Deixar de Ser”, temos uma iluminação enternecedora, haja vista que todos os elementos do fundo do cenário, com sua multiplicidade de cores, são enriquecidos em suas imagens com a luz escolhida. Há refletores que os iluminam de cima para baixo, ocasionando o surgimento de sombras. Vê-se um tom amarelado que se encaixa com bastante propriedade no ambiente retratado. Em “A Noite em Claro”, os iluminadores tiveram que ser cuidadosos, pois a nudez explícita de Thadeu Matos pediria um tratamento delicado. E foi o que se viu. Cada luz, meia-luz, sombras foram pensados e bem calculados. O forte erotismo presente neste monólogo ganhou as texturas adequadas e condizentes com a proposta cênica. Uma luz delicada sobre um corpo perfeito dentro de uma história aterradora. E, por último, “Flor Carnívora”. A floresta onde se passa a ação é esplendorosamente iluminada, no sentido de nos fazer acreditar que estamos diante de um universo fabuloso, mítico, mágico e encantador. A nudez de Gabriela foi conduzida com sábia naturalidade, indicando a sua integração harmônica ao universo onírico da peça. Uma iluminação inspirada para encerrar com glória o conjunto de monólogos. Marcello H., um profissional responsável por elogiadas direções musicais, encarregou-se do design de som de “Genderless – Um Corpo Fora da Lei”, e se saiu bem como era esperado. Utilizou-se de um ritmo frenético e empolgante logo em seu início, que em muito nos lembra o lendário “mangue beat”. Difícil não nos empolgarmos com este introito musical. Ivan Sugahara se incumbiu de assinar a trilha sonora de “Flor Carnívora”, a peça que dirigiu. Junto a vários ruídos que nos reportam ao mundo da floresta, Ivan se empenhou em acrescentar a trilha que melhor se acomodasse naquele idílico espaço cheio de magia. O visagismo de Marcio Mello se sobressaiu sob vários aspectos. A maquiagem de Magenta Dawning é deslumbrante, alegre, festiva, valorizando os traços do rosto do ator que a representa, Bruno Henríquez. Larissa Bracher, com a face ao natural, e os cabelos presos, puxados para trás, apresenta uma belíssima androginia. Kelzy Ecard, da mesma forma, mostra-se com o rosto ao natural, e os cabelos soltos, ostentando viva lealdade à personagem que defende. Thadeu Matos manteve os seus cabelos negros com um certo desalinho, com franja caída em sua face. E Gabriela Carneiro da Cunha, de cabelos encaracolados, sem maquiagem pesada, usa cílios postiços avolumados. Os figurinos ficaram a cargo de Rui Cortez, e todos eles, sem exceção, caracterizam-se pela coerência e adequação. Larissa Bracher veste, como fora mencionado, uma camisa social branca com gravata preta, e calça também negra. Kelzy Ecard traja uma saia com tonalidade escura, blusa verde e um casaco marrom. Thadeu Matos veste um moletom, e depois uma calça social e um blazer aberto sobre o torso nu. E Gabriela Carneiro da Cunha, em determinado momento, é trajada com uma segunda pele, e tecidos translúcidos presos ao seu corpo (pequenos galhos também se prendem a ela). Parece-nos uma ninfa. “Ocupação Rio Diversidade”, que tem a direção de produção de Juliana Mattar, cumpre um papel de suma relevância, não só em contextos teatrais e culturais, mas sociais. Este espetáculo que nos faz refletir sobre várias questões contemporâneas, presentes em nossa sociedade, relativas à identidade de gênero e sexualidade não podem ficar ao largo de nossas atenções. Tem que ser postas na mesa. Colocadas em debates e discussões. Serem levadas para todas as esferas políticas de poder. Judiciais, também. Não se pode vendar os olhos para a vontade intrínseca de um indivíduo quanto ao seu estado de existência. Se alguém quer ser homem, que seja. Se alguém que ser mulher, que seja. Se alguém quer ser “trans”, que seja. Se alguém não quer ser uma coisa nem outra, respeitemos. A palavra-chave é respeito. Respeito ao próximo. Respeito ao amor. Respeito ao amor entre iguais. Respeito ao amor entre diferentes. Respeito a diversidade. Respeito ao Rio. Com diversidade. Tendo ao lado uma flor, carnívora ou não, como deixar de ser o que se quer ser, numa noite ou dia em claro, num corpo “dentro ou fora da lei”? A resposta está em… “Ocupação Rio Diversidade”.

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O modelo Luan Buettgen, na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week.
Luan nasceu em Blumenau, Santa Catarina.
Pertenceu às agências Mega Model Brasil (São Paulo) e Staff (Curitiba).
Foi fotografado por Vitor Augusto para um ensaio com o também modelo Rene Ainati, o qual foi publicado no site “Brazil Male Models”.
Fotografou também para Karla Gironda (ensaio “Kit et Holly”), Ronald Luv, Junior Becker e Didio.
Fez um editorial para a revista “Estilo”.
Ao lado da modelo Iolanda Viola, fez a campanha do “Dia dos Namorados” para o Shopping Mueller, em Curitiba (fotografados por Luana Caetano).
Desfilou para a Cavalera, na SPFW.
Em 2014, na Casa de Criadores, foi visto no desfile de Arnaldo Ventura.
No Fashion Rio Primavera Verão 2014/2015, mostrou a coleção das marcas R.Groove e Coca-Cola Jeans.
Esteve presente na Convenção de Modelos Dilson Stein.
Participou do programa apresentado por Renata Kuerten, tendo como colegas os irmãos modelos Tadeu e Daniel Lenhardt, “Chega Mais”, exibido na Rede TV!.
Atualmente, Luan Buettgen mora na Cidade do México, no México.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG