Arquivo de maio, 2017

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O modelo Allan Lima, na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, durante a temporada Verão 2015/2016.
Allan é agenciado pela Elite Model Management Milano e pela Ford Models Brasil.
Nasceu em Ouro Fino, Minas Gerais.
O jovem pensava em ser jogador de futebol, mas em 2013 a segunda colocação em um concurso de modelos, na categoria “New Faces”, promovido pela Ford Models e por uma loja de departamentos mudou o rumo de suas aspirações.
Passou uma temporada na capital da moda Milão, onde pôde estrelar editais e participar de desfiles.
Nesta temporada da SFFW, circulou pelas passarelas da TNG.
Na mesma semana de moda, também foi escalado para os casts de Colcci e Coca-Cola Jeans.
Fez um editorial, com fotos de Karine Basilio, para a “Glamour Brasil” chamado “Amor Livre”, e outros para o Village Mall, West Coast/João Pimenta (Inverno/2016) e SUIXD.
Em outubro de 2015, em matéria publicada no site FFW, Allan foi apontado como um modelo “para se ficar de olho”.
Em Ravello, na Itália, foi modelo de uma campanha da marca de joias Luca Barra Gioielli.
Na São Paulo Fashion Week Verão 2017, vestiu peças da grife A La Garçonne.
Também desfilou para Ricardo Almeida.
Recentemente, Allan Lima participou de uma campanha publicitária, com vídeos e fotos, para a marca de roupas Handbook etc… Coleção Inverno 2017.

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Foto: TV Globo

Dentre tantos assuntos tratados em sua novela, Gloria Perez tem despertado a nossa atenção para um problema de saúde pública que acomete uma parcela de nossa população: a compulsão pelo jogo. E para representá-lo, a autora escalou uma de nossas atrizes mais talentosas e populares, Lilia Cabral. Não se sabe ao certo quantos jogadores patológicos existem atualmente no Brasil, o que muito se deve à clandestinidade de certas práticas proibidas no país. A também chamada ludomania já é reconhecida como uma doença por especialistas na área, semelhante ao alcoolismo, tabagismo, e ao consumo de drogas. Segundo informações colhidas na área de Coordenação do Programa Ambulatorial do Jogo Patológico (PRO – AMJO), do Hospital das Clínicas de São Paulo, “o jogo compulsivo estimula as mesmas áreas cerebrais (do jogador), sendo o seu comportamento bem semelhante ao do viciado em drogas. Um comportamento compulsivo impulsivo, cuja única diferença que há é o não consumo de uma substância. Mas existe um comportamento que se repete várias vezes na prática de uma atividade”. Felizmente, há tratamentos disponíveis para esse distúrbio psíquico e comportamental, como, inclusive, os “Jogadores Anônimos”. No caso da personagem interpretada por Lilia Cabral, a bem-sucedida arquiteta Silvana, temos uma mulher bonita, madura, casada com um rico empresário (Eurico, Humberto Martins) e mãe de uma filha, Simone (Juliana Paiva). Silvana assume uma dupla postura. Por um lado, é extremamente racional, generosa e sociável (empenha-se com denodo para que Irene, Débora Falabella, sua colega de profissão, não prejudique o casamento de seu cunhado Eugênio, Dan Stulbach). Participa de eventos sociais exibindo elegância, simpatia, bom humor, desenvoltura e naturalidade. E por outro, mostra-se alguém totalmente vítima de sua compulsão pelos jogos, capaz de cometer as maiores insanidades para acobertar o seu vício e mantê-lo. Os principais conflitos, como era de se esperar, ocorrem dentro de sua própria casa, com o marido e a filha. Umas das evidências mais significativas deste distúrbio é a não aceitação do problema pelo jogador compulsivo, além da reiteração de mentiras. Eurico crê que Silvana se livrou desta compulsão, uma ideia alimentada pelas constantes invenções da esposa. Um dos atos mais graves cometidos pela arquiteta envolveu a sua amiga Joyce, Maria Fernanda Cândido. A fim de encobrir uma avolumada perda financeira, R$50.000,00 em um único dia em poucas rodadas de jogos, a mãe de Simone pegou emprestada uma bolsa de grife da concunhada com o intuito de explicar ao irascível marido o porquê do montante sacado em sua conta bancária (a suposta compra da bolsa). Desculpas esdrúxulas se sucedem. Depois de recuperar parte da quantia (R$15.000,00) no jogo, claro, cada vez mais se perdendo em ardis, convence o marido a lhe comprar um carro novo num consórcio, o que acaba não dando muito certo (aproveitar-se-ia de suas prestações). Outra característica que percebemos na personagem de Lilia (que visitou o grupo “Jogadores Anônimos” para se preparar para o papel) é uma acentuada alienação. Silvana não se dá conta da gravidade de sua situação. Diversas vezes ri e se vangloria de suas “vitórias”. Sai do estado de desespero e agonia para o de contentamento assim que atinge os seus objetivos com bastante assiduidade. Sua empregada doméstica Dita (Karla Karenina) lhe serve como confidente de seus desvios. Não lhe resta o que fazer senão preservar a patroa, ajudando-a no mascaramento de sua conduta reprovável, a despeito de sua real preocupação. Ao notar que as suas apostas estão lhe causando visíveis prejuízos conjugais, Silvana, que foi chantageada pela perigosa Irene, decide saciar sua compulsão em games na internet. Mas sempre valendo dinheiro. Sua filha descobre, e bloqueia os sites. Para a jogadora, centenas de reais não são nada, são “merrecas”. Simone se impõe perante a mãe, e lhe aconselha a procurar auxílio psicológico. Jamais passa pela sua cabeça de que esteja doente. A elegante mulher ainda não atentou para o fato de que está se dirigindo para o fundo do poço. Seu trabalho como arquiteta, até então valorizado, começa a ser afetado. Silvana não atende às ligações dos clientes, não entrega projetos, não comparece às reuniões. Quando Eurico descobrir a verdade escondida por sua esposa, o casamento poderá ruir. A falência financeira da apostadora é uma questão de tempo. Em uma cena recente, Silvana furta uma quantia de dinheiro de seu marido. Acha que não fará falta. Vendo que os funcionários, o motorista Nonato (Silvero Pereira) e a secretária da empresa Biga (Mariana Xavier) foram considerados suspeitos, salva-os… contando uma mentira. Dos pequenos delitos nascem os grandes. Empenhou suas joias. Pediu dinheiro emprestado a Caio, Rodrigo Lombardi, mentindo sobre a razão de lhe pedir (disse que seria para o conserto do seu carro; Caio, sabedor de seu vício, tão logo descobriu). Silvana, pouco a pouco, perde-se em um emaranhado de erros, em que noções de valores de ética e moral são ignorados. No tocante a outro elemento que distingue a personalidade de um jogador patológico, e que facilmente é reconhecido em Silvana, é o tipo de conduta que a leva a jogar sempre mais: se numa mesa de pôquer perde, joga de novo para recuperar o que perdeu; se ganha, julga estar com sorte, e que esta lhe proporcionará mais ganhos. É um círculo literalmente vicioso e temerário. Há entre os jogadores um código tácito de respeito às “regras do jogo”. Não há leniência para o jogador que perde. Se perdeu, não importa o valor, tem que pagar. Não sabemos até que ponto pode ir uma cobrança. Silvana mesma foi cobrada na porta de casa por não ter respeitado estas “leis”. O último de seus excessos cometidos foi o furto de um relógio valioso do pai de Eurico. Age realmente como uma viciada em drogas. A novela “A Força do Querer” nos mostra que a compulsão por jogos é democrática. Ela pode atingir uma mulher culta e educada, com nível superior, bem casada e sofisticada. A escolha de Lilia Cabral para dar vida a esta mulher cheia de angústias, aflições e ansiedades infiltradas em uma rotina aparentemente normal aos olhos dos outros foi acertadíssima. Lilia, uma de nossas mais prestigiadas atrizes, com um currículo respeitável na televisão (“Vale Tudo”, “Tieta”, “A Favorita”, “Viver a Vida”, “Fina Estampa” e “Império”), no teatro (“Solteira, Casada, Viúva, Divorciada”, “Divã” e “Maria do Caritó”) e cinema (“Divã”) possui uma admirável qualidade de fazer com que o público conduza a sua atenção para os contornos interpretativos que desenha para o seu papel. Ela pode ser tanto uma secretária fofoqueira e uma carola, quanto uma esposa maltratada pelo marido, uma mãe que se sacrifica pela filha, uma mulher do povo, ou alguém com poder, força e sofisticação, não importa, Lilia Cabral consegue abrilhantar cada um desses tipos tão distantes um do outro. A atriz, que ostenta belíssimos sorriso e olhos, cativa-nos com as suas emoção, verdade e presença cênica. Não nos parece que se utilize de técnicas. A sua ferramenta de atuação é a sua legítima vocação para orná-la com o máximo de nuances que lhe conferem indiscutível credibilidade e empatia. O seu trânsito com incrível desembaraço pelo drama e comédia é um de seus inquestionáveis méritos como artista. Costumo dizer que há certas atrizes que nos emocionam, e Lilia Cabral é uma delas. A abordagem deste tema por Gloria Perez em “A Força do Querer”, valendo-se de uma atriz do porte de Lilia Cabral, é demasiado válida. Que sirva de alerta para os telespectadores acerca dos riscos que são intrínsecos às compulsões, que são muitos. Que sirva de incentivo para aqueles que padecem deste transtorno em pedir socorro médico. Que convença que o jogo só justifica a sua existência quando o seu alvo é a diversão. Que as apostas de Silvana, assim que reconhecer o seu complexo drama, não sejam mais em uma mesa de pôquer, e sim na reconquista das suas perdidas felicidade e paz. Basta que Silvana tenha força. Basta que ela queira. Basta que interrompa este “jogo da vida” perigoso que criara para si mesma. Apostas encerradas.

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Foto: Divulgação/TV Globo

Não é a primeira vez que a teledramaturga Gloria Perez aborda as questões de gênero em suas novelas. Em “Explode Coração”, de 1995, na mesma Rede Globo, o personagem do ator Floriano Peixoto se chamava Sarita, era considerado um travesti, e se apresentava na noite em shows característicos. A maneira natural com que o assunto fora tratado, e a forma digna com que o papel fora defendido por Floriano não proporcionaram a rejeição do público. A figura de um travesti levando a vida como artista, não se entregando à prostituição, como a maioria faz por falta de oportunidades no mercado de trabalho e pela oposição familiar, no horário nobre de uma emissora de grande alcance no Brasil já poderia ser interpretado como um importante avanço. Mais de duas décadas se passaram, algumas coisas mudaram e outras se mantiveram. As discussões sobre as identidades de gênero entraram na pauta de relevantes debates, sendo o tema retratado em filmes, peças teatrais e produções televisivas. Podemos pegar um exemplo da época do folhetim. No longa-metragem de Stephan Elliott, “Priscilla, A Rainha do Deserto”, lançado um ano antes, o respeitado ator britânico Terence Stamp personificou um travesti que trazia consigo tanto a graça quanto a sensibilidade. Recentemente, uma das atrizes brasileiras mais belas e femininas, Carolina Ferraz, a despeito, segundo a própria, de não ter sido incentivada a fazê-lo, interpretou um travesti no filme “A Glória e a Graça”, de Flávio Ramos Tambellini. No teatro, o projeto da dramaturga Marcia Zanelatto, “Ocupação Rio Diversidade”, faz sucesso desde 2016, mantendo-se em cartaz até hoje. O ator Luis Lobianco transpôs para os palcos, com a montagem “Gisberta”, a trágica história de um transexual brasileiro que foi cruelmente assassinado em Portugal. O autor Aguinaldo Silva ofereceu ao ator Ailton Graça, acostumado a papéis viris, a chance de vivenciar com brilho o travesti Xana Summer, na novela “Império”. Gloria Perez, sempre preocupada com as questões sociais e de comportamento, abriu mais uma porta para os transgêneros ao entregar uma personagem a Thammy Miranda em seu penúltimo folhetim, “Salve Jorge”. Os dados negativos nesses 20 anos apontam que o Brasil é o país no mundo que mais mata travestis e transexuais. Criou-se o termo “transfobia”. E a legislação brasileira ainda é bastante permissiva e omissa com os crimes motivados pela homofobia em nosso território. Quando foi anunciada a próxima novela de Gloria Perez, soubemos que haveria uma personagem com dificuldades de identidade de gênero. A curiosidade sobre como este assunto, que demanda sutilezas em seu trato e amplo entendimento, seria abordado gerou expectativas. Contrariando alguns segmentos que defendiam a escalação de uma atriz trans, Gloria preferiu que fosse convidada uma intérprete cisgênero, ou seja, uma mulher que se identificasse com o seu gênero. Gloria Perez foi mais além ao ofertar o papel a uma atriz desconhecida que tinha somente experiências no teatro. Passamos a conhecer Carol Duarte, estudante da Escola de Arte Dramática (EAD) da USP (Universidade de São Paulo). Já nos primeiros capítulos de “A Força do Querer”, percebemos que a intérprete de Ivana, filha da socialite fútil e preconceituosa Joyce (Maria Fernanda Cândido) e do ponderado e generoso advogado Eugênio (Dan Stulbach) teria tudo para honrar a enorme responsabilidade que lhe fora dada pela teledramaturga e pela emissora. Carol Duarte, extremamente bem dirigida pela equipe comandada pelo diretor artístico Rogério Gomes, que conta com a direção geral de Pedro Vasconcelos, criou com impressionante grau de veracidade, legitimidade e emoção uma personagem fascinante e encantadora pela riqueza de seus múltiplos detalhes, imiscuídos na complexidade de sua personalidade. Ivana é uma moça de classe alta que se realiza jogando vôlei na praia, e seu sonho é se tornar profissional neste esporte. Tem como sua melhor amiga a prima Simone, vivida por Juliana Paiva. Além de se dar muito bem com o pai, possui uma boa relação com a governanta da casa, Zu (Cláudia Mello). Para entendermos melhor Ivana é preciso que voltemos à sua infância. Sua mãe Joyce, uma referência de beleza, resolve transformar a sua filha na “menina mais estilosa do Brasil”. Ivana, às vezes com a mesma roupa de sua mãe, estampava as capas das principais revistas de moda. Porém, a menina cresceu, e trocou as roupas femininas e fashion que lhe foram impostas pelas camisas largas de seu irmão Ruy (Fiuk). Ivana não manifesta quaisquer sinais de vaidade. Não se maquia, não solta o cabelo, não usa salto alto. Sua postura é curvada, e seu andar é desengonçado (prova do ótimo trabalho de corpo de Carol). Até a sua maneira de falar, por instantes, é um pouco masculinizada. Tudo isso vai de encontro ao que Joyce imaginou para a sua filha, o que, obviamente, gera um conflito entre ambas. Já se sentindo incompreendida pelos que a cercam, após conversas frustradas com o seu pai, com a sua prima e com a governanta, os problemas que a atormentam só se avolumam, e sua relação com a autoestima, tendo o espelho como reflexo literal disso, piora. A jogadora de vôlei conhece na praia um rapaz, colega de esporte, Cláudio (Gabriel Stauffer). Mesmo se distanciando do padrão de beleza das moças modernas da Zona Sul do Rio de Janeiro (Carol Duarte é uma mulher bonita, com um sorriso cativante e cabelos exuberantes), conquista as atenções do jovem, que é retribuído. A partir deste momento, a aproximação dos dois faz com que a “ex-menina mais estilosa do Brasil” comece a se defrontar abertamente com a sua sexualidade. Ivana possui dificuldades não só em aceitar elementos femininos em sua vida, mas também em dar e receber afetos de um homem. Ela não entende as lisonjas de cavalheiro de Cláudio, como puxar a cadeira de um restaurante, ou ajudá-la a escolher um prato. Sente atração por ele, no entanto vê impeditivos, que lhe são desconhecidos, para a concretização de seus desejos. Rejeita os toques físicos do moço. Um final de semana numa pousada em Angra acabou de vez com as esperanças de que houvesse um relacionamento mais íntimo entre o par. Dúvidas quanto à sua orientação sexual surgem com incontida força. Trava uma batalha silenciosa com o espelho. Ela se olha, e não se vê refletida. O corpo que habita não lhe é confortável. Os seus seios lhe são indesejáveis. Ela os soca. Uma faixa os oprime. A prima Simone resolve marcar uma consulta com uma psicóloga. Ivana está disposta a se ajudar, e recorre aos seus auxílios. Entretanto, acaba mais confusa. Tentando ir em busca de sua feminilidade, afasta-a ainda mais. A lingerie sensual em seu belo corpo lhe soa despropositada e esquisita. Ivana começa a entrar em um processo de depressão, como se estivesse gritando o seu último pedido de socorro. A autora Gloria Perez faz um coerente paralelo entre a situação mal resolvida de Ivana quanto à sua identidade e o comportamento de Nonato, o motorista do empresário Eurico (Humberto Martins). Nonato, interpretado pelo ator cearense Silvero Pereira (Silvero, que também é dramaturgo, destacou-se no teatro com o monólogo “BR-Trans”, que narrava histórias baseadas em fatos reais de travestis, transexuais e transformistas de diferentes estados brasileiros), apesar de ser um travesti que se apresenta em shows, em nenhuma passagem sente repulsa pelo seu corpo, muito pelo contrário, aceita-o pacificamente, querendo tão somente explorar a sua porção feminina. Algumas questões são levantadas nesta fase da novela “A Força do Querer”. Em que momento Ivana irá se dar conta de sua condição de transgênero? Qual será o ponto de partida? Será que a personagem aceitará facilmente a sua transformação? Irá até as últimas consequências para se aproximar o máximo possível do gênero masculino? Quem a apoiará? Será que haverá a redenção de sua mãe, que diz amá-la incondicionalmente? Como serão as reações de seu pai, irmão, prima, e de sua amiga, a governanta? Qual será o papel da psicóloga neste processo? Ela mudará o seu nome social? A autora promoverá um encontro entre Nonato e Ivana a fim de que o primeiro possa auxiliá-la? E o seu tio Eurico, que não esconde seu caráter preconceituoso e homofóbico? São bastantes perguntas que se fazem. Ivana será um homem, transgênero, que sente atração por outro homem. Ivana será então homossexual (homem trans gay). E Cláudio? Como o rapaz da Zona Sul carioca encarará a nova realidade de sua antiga ou presente paixão? Muitos desafios são impostos. Para a autora Gloria Perez, para a atriz Carol Duarte e para os telespectadores. Como estes reagirão, os principais “juízes” de uma novela? “A Força do Querer” é uma única e preciosa oportunidade que se tem, utilizando-se o alto poder de comunicação da televisão, inclusive o das telenovelas, de se discutir esta questão real em nossa coletividade, perante a qual são se pode vendar os olhos. Será um indiscutível progresso para a luta dos transgêneros na sociedade civil pelos seus direitos se houver uma receptividade positiva aos desdobramentos da vida da personagem Ivana. Já temos o talento e a sensibilidade de Carol Duarte. Já temos a habilidade, a percepção e a delicadeza de Gloria Perez para lidar com temas áridos. Resta-nos torcer pela tolerância do público, demonstrando que sabe conviver com a diferença. Resta-nos ter a esperança de que o telespectador respeite a força do querer de Ivana, a “ex-menina mais estilosa do Brasil”.

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A modelo Lana Forneck na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, durante a temporada Verão 2015/2016, no Parque Cândido Portinari.
Nascida em Harmonia, Rio Grande do Sul, Lana hoje é contratada pela Ford Models Brasil (outra agência à qual pertencera foi a Marilyn Agency NY).
Sua paixão em ser fotografada foi percebida na infância, sendo incentivada pelos seus pais a participar de concursos de modelos e a se inscrever em agências especializadas.
Tudo começou a mudar para a jovem quando ficou em segundo lugar em um concurso realizado na cidade gaúcha de Gramado que teve a participação de dez mil candidatas (a ótima colocação, com apenas 14 anos de idade, rendeu-lhe a contratação para importantes trabalhos).
Sua carreira ascendeu rapidamente, e já contratada pela Ford Models desfilou na New York Fashion Week.
As portas para Milão e Paris se abriram, o que a fez circular pelas passarelas italianas e na Fashion Week Paris.
Chegou um momento em que a profissional era contratada por diversas agências espalhadas pelo mundo, como a Premium Models (Paris), a Fashion Model Management (Milão), a Established Models (Londres), a Francina Models (Barcelona) e a MUGA Model Management (Hamburgo).
Em 2014, na São Paulo Fashion Week, Lana vestiu as coleções de Adriana Degreas, Patricia Mota e Têca por Helô Rocha.
Na apresentação do desfile de Primavera Verão 2016 de Matthew Miller, em Londres, Lana Forneck trajou as apostas do estilista, com toques masculinos, para as mulheres (vale ressaltar que esta semana de moda é voltada para os looks masculinos).
Mais um de seus trabalhos relevantes foi desfilar para a Ralph & Russo Haute Couture Outono/Inverno 2015/2016.
Recentemente, a modelo também mostrou toda a sua beleza e desenvoltura nos desfiles de oito marcas na Portugal Fashion Outono/Inverno 2017/2018.
Além disso, Lana Forneck foi clicada para a “Streets Magazine”, de Londres, por Annie Bundfuss.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG