Arquivo de abril, 2019

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Foto: Paulo Ruch

A apresentadora e repórter Fernanda Keulla na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, no Parque Cândido Portinari.
Fernanda nasceu em Belo Horizonte, Minas Gerais.
A advogada entrou para a 13ª edição do reality exibido pela Rede Globo “Big Brother Brasil”, e se sagrou a grande vencedora.
Fernanda foi contratada pela emissora para ser repórter do hoje extinto programa de variedades “Vídeo Show”, tornando-se, tempos depois, uma de suas apresentadoras.
Na edição deste ano do “BBB”, Fernanda Keulla atuou como apresentadora e mediadora das mesas-redondas com os eliminados da atração, que iam ao ar na internet pelo Gshow.

Agradecimento: TNG

 

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Foto: Divulgação do filme

Nadine Labaki aborda com pungência questões atuais e urgentes do mundo contemporâneo, tendo merecido levar o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, que, ao final, foi entregue a “Roma”

Sem dúvida, um dos filmes mais impactantes e pungentes já lançados nos últimos anos foi “Cafarnaum” (“Capharnaün”, “Capernaum”, Líbano, França e Estados Unidos, 2018), da diretora, atriz e roteirista libanesa Nadine Labaki (“Rio, Eu Te Amo”).  Vencedor do Prêmio do Júri em Cannes, ganhou mais 21 prêmios internacionais. Uma das cinco indicações ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, a obra de Labaki merecia ganhar, mas o franco favoritismo e a enorme campanha de publicidade em torno de “Roma”, de Alfonso Cuarón, sobrepuseram-se a importância deste longa-metragem, que aborda questões cruciais da atualidade, como o drama dos refugiados no mundo, o tráfico internacional de crianças, a exploração do trabalho infantil, os maus-tratos a menores, a miserabilidade pandêmica etc.

Uma história comovente, cujo roteiro também foi escrito por Labaki, em que o ator Zain Al Rafeea se destaca como o garoto condenado a cinco anos de cadeia pelo assassinato de seu cunhado, vindo, posteriormente, a processar os seus pais por um motivo nada convencional

A história, cuja uma das roteiristas é a própria Nadine Labaki, gira em torno do menino libanês Zain (o excepcional e cativante Zain Al Rafeea), de apenas 12 anos, condenado a 5 anos de cadeia por ter ferido a faca o assassino de sua irmã, com quem ela fora obrigada a se casar. Utilizando-se de flashbacks, a excelente diretora, que também atua no filme, mostra todo o périplo assustadoramente sofrido do garoto, como a convivência com os pais violentos, sua parceria com uma refugiada etíope, Rahil (Yordanos Shifera, intensa) e seu filho bebê Younas (Boluwatife Treasure Bankole), até o presente, em que Zain processa os seus pais por ter nascido, exigindo que não tenham mais filhos.

“Cafarnaum” é uma obra-prima da safra cinematográfica atual 

Com fotografia exuberante (por vezes crua) de Christopher Aoun, trilha sonora sensível de Khaled Mouzanar, montagem picotada de Konstantin Bok, e direção com pegada pessoal, com câmera na mão, de Labaki, “Cafarnaum” é um filme urgente, necessário, obrigatório, desconfortável e emocionante, podendo ser considerado uma obra-prima da safra cinematográfica atual.

Assista ao trailer: