Arquivo de agosto, 2019

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Foto: Paulo Ruch

A atriz Natallia Rodrigues na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, durante a sua temporada Verão 2016, no Parque Cândido Portinari.
Natallia é paulistana.
Com apenas 10 anos iniciou a sua carreira de modelo, sendo que somente aos 15 decidiu entrar para um curso de teatro.
Em busca de melhores oportunidades na profissão, resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde consegue o seu primeiro papel na TV, a Patty de “Desejos de Mulher”, novela das 19h escrita por Euclydes Marinho para a Rede Globo em 2002.
Aposta jovem da emissora, é escalada para viver uma vilã, Carla, entre os anos 2003 e 2004, na 10ª temporada de “Malhação”.
Após um episódio no programa “Linha Direta” (“O Crime do Sacopã”), a intérprete ruma para outro canal, a RecordTV, no qual participa de um folhetim de época adaptado por Marcílio Moraes e Rosane Lima de três romances de José de Alencar (“Senhora”, Lucíola” e “Diva”), “Essas Mulheres” (sua personagem se chamava Nicota Seixas).
Mantém-se na RecordTV, integrando o elenco de uma trama juvenil criada por Margareth Boury, “Alta Estação”.
Sua telenovela seguinte foi “Luz do Sol”, de Ana Maria Moretzsohn, em que defendeu a Promotora de Justiça Laura.
Sua última aparição na Record se deu em uma produção de Cristianne Fridman, “Chamas da Vida” (na história, personificou Suelen, uma moça do subúrbio do Rio de Janeiro seduzida pela fama).
Em seu retorno à Rede Globo, tem passagens por duas novelas: “Insensato Coração”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, e a livre adaptação da obra de Jorge Amado, “Gabriela, Cravo e Canela”, “Gabriela”, assinada por Walcyr Carrasco (a atriz interpretou Natasha, uma prostituta de origem russa).
No ano seguinte, em 2013, volta a trabalhar com Walcyr, desta vez em “Amor à Vida”, em que encarnou uma enfermeira, Elenice.
Após todos esses trabalhos, Natallia experimenta o canal fechado, no caso o Multishow, sendo convidada para participar da série baseada no livro de Marcelo Rubens Paiva, “A Segunda Chamada”, como a cafetina Fabi (na sinopse, desvenda-se o mundo da prostituição de luxo em São Paulo).
Em 2015, ocorre a sua terceira colaboração com o autor Walcyr Carrasco, ao entrar para a trama de sua nova novela, exibida às 23h pela Rede Globo, a polêmica “Verdades Secretas”, como Estela.
Depois de fazer uma participação em um episódio da sitcom “Eu, Ela e Um Milhão de Seguidores”, no Multishow, a artista representa Michelle, na série da HBO criada por Bruna Lombardi, “A Vida Secreta dos Casais”.
Já nos cinemas, além de suas atuações em curtas-metragens, esteve em “Estamos Juntos”, de Toni Venturi; “Os Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu Vou”, de Marcus Baldini; “Elis”, de Hugo Prata; “O Doutrinador”, de Gustavo Bonafé; e “Skull – A Máscara de Anhangá”, de Kapel Furman.
A atriz também poderá ser vista em “Virando a Mesa”, de Caio Cobra, com previsão de estreia para o final deste ano.
Nos palcos, Natallia encenou mais de uma dezena de espetáculos, como “Mancha Roxa”, “Abajur Lilás”, “Beijo no Asfalto”, “Paris Belfort”, “Vamos?”, “Divórcio!”, “Caros Ouvintes”, “Sobre Ratos e Homens”, “Jogo Aberto” e “O Inevitável Tempo das Coisas”.
Em sua mais recente peça, Natallia Rodrigues dividiu a cena com Edwin Luisi e Anderson Müller, num texto de Renato Modesto com direção de Alexandre Reinecke, “O Martelo”.

Agradecimento: TNG

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Foto: Gustavo Paso

A Cia Teatro Epigenia se lança em um projeto ousado calcado na rica dramaturgia de Arthur Miller, a TRILOGIA MILLER, iniciado com a montagem, em março deste ano, de uma de suas mais relevantes peças, “O Preço”

A Cia Teatro Epigenia esteve em cartaz em março deste ano, na Arena do Espaço Sesc Copacabana, no Rio de Janeiro, com um dos maiores clássicos do dramaturgo americano Arthur Miller, “O Preço” (1968), traduzido com virtuosismo por Gustavo Paso e Thiago Russo. O ótimo e inteligente espetáculo , dotado de narrativa estruturada em uma crescente tensão que, alimentada por jogos de diálogos sagazes e surpreendentes, sem dispensar uma ironia calcada na fineza, inicia uma alvissareira revisão das obras de Miller, dentro do projeto TRILOGIA MILLER.

A venda de um mobiliário antigo, após a morte do pai, é a chave para a eclosão de conflitos sequenciais de dois irmãos, que inevitavelmente resultarão em um acerto de contas há muito tempo adiado

O enredo é construído em cima da iniciativa do racional e prático policial, embora sensível, Vitor (Romulo Estrela), casado com a frívola e infeliz Ester (Luciana Fávero), de vender o mobiliário antigo da casa de seus pais outrora ricos já falecidos a um ladino e sarcástico comerciante em apuros financeiros, Salomão (Gláucio Gomes). Tudo transcorreria de modo aceitável se não houvesse a existência de um irmão, o soberbo, frio e egoico médico Valter (Erom Cordeiro), que insurge com propostas e revelações que descortinarão o passado obscurecido do clã.

A evidente sintonia do elenco, encabeçado por Romulo Estrela e Erom Cordeiro, associada a uma direção crítica e humanizada de Gustavo Paso, colabora para que nos entreguemos à alma dramatúrgica de Miller

Romulo Estrela, um cativante intérprete com potencialidades dramáticas enriquecidas por naturalismo desconcertante, compõe um pungente Vitor. Erom Cordeiro, ator de elevados valores, com subtextos na postura e tons de voz, delicia-nos com seu Valter. Gláucio Gomes é um craque, conferindo ao fanfarrão Salomão uma alma sedutora, apesar de sua imoralidade. Luciana Fávero assimila com agudeza as oscilações da esposa frustrada. O diretor Gustavo Paso desenha com visão crítica e olhar humanizado os dramas e conflitos da família em processo de autodestruição permanente, logrando potentes resultados.

Arthur Miller, um autor que obrigatoriamente deve ser montado dentre tantas razões, sendo uma delas o seu profundo conhecimento sobre a essência humana

“O Preço” reafirma a relevância de se encenar Arthur Miller em qualquer lugar do mundo, pois suas universalidade e pesquisa extensa da essência humana se revelam caros para a sociedade contemporânea, sendo melhor com os toques abrasileirados da montagem carioca.

 

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Foto: Paulo Ruch

O jornalista e apresentador Fernando Rocha ao lado de sua esposa, a também jornalista Júlia Bandeira na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week.
Fernando é mineiro de Belo Horizonte.
Antes de se dedicar integralmente ao jornalismo, trabalhou como cientista na área de dados por 10 anos.
Sua primeira experiência na televisão (ainda quando trabalhava como cientista de dados) foi como apresentador de um talk show na TV Minas.
Decidiu cursar Jornalismo, conseguindo, após formado, empregar-se nas Redes Bandeirantes e Globo, em São Paulo.
Atuou tanto como repórter quanto como editor de esportes.
Sua grande oportunidade na TV surgiu em 2011 quando foi convidado para apresentar, ao lado de Mariana Ferrão, o programa matinal da Rede Globo “Bem Estar” (um dos objetivos da atração era informar o público de forma leve, geralmente com a presença de especialistas do setor médico, sobre questões de saúde e maneiras práticas e preventivas de se levar uma vida saudável).
Fernando permaneceu como apresentador do “Bem Estar” até fevereiro de 2019.
Em março deste mesmo ano, a jornalista Mariana Ferrão também se desligou do programa, sendo substituída por Michelle Loreto.
No início de abril, o “Bem Estar” foi extinto, transformando-se em um quadro esporádico de outra atração matinal, o “Encontro com Fátima Bernardes”.
Fernando, em 2015, enquanto era apresentador do citado programa, participou do quadro do “Domingão do Faustão”, na mesma emissora, “Dança dos Famosos”.
Recentemente, Fernando Rocha anunciou, por meio de sua conta oficial no Instagram, que em breve apresentará ao público seu mais novo programa (na foto publicada, o jornalista aparece na bancada de uma cozinha nos bastidores da gravação de seu projeto).
A jornalista Júlia Bandeira atuou na Rede Globo como repórter do programa comandado por Caco Barcellos “Profissão Repórter”, e no “Como Será?”, programa exibido aos sábados, no qual apresentou a série “Missão Patagônia”.

Agradecimento: TNG