” Em ‘A Dona do Pedaço’, sucesso absoluto das 21h da Rede Globo, Caio Castro foge mais uma vez dos rótulos de mocinho e galã, destacando-se como Rock, um boxeador simples com vontade irrefreável de vencer, cujo caráter é o seu principal ‘golpe’ “.

Publicado: 24/09/2019 em TV

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Foto: Chico Couto/Gshow

Caio Castro repete a parceria com Walcyr Carrasco e faz sucesso como o boxeador de boa índole Rock

Há alguns personagens virtuosos em “A Dona do Pedaço”, novela das 21h da Rede Globo criada e escrita por Walcyr Carrasco, com direção artística de Amora Mautner. Esses personagens do bem, liderados pela irresistível Maria da Paz, Juliana Paes, têm feito um pujante contrapeso ao número nada pequeno daqueles que se dedicam às pequenas e grandes vilanias. Um deles é defendido pelo paulista de Praia Grande Caio Castro, vencedor em 2007 de um quadro do programa de Luciano Huck que o catapultaria direto para o protagonismo de “Malhação” e suas duas temporadas seguintes. Caio, que já havia trabalhado com Walcyr em “Amor à Vida” (2013), como o sedutor Michel, repete a dobradinha com brutal sucesso como o boxeador de boa índole Rock, que deseja incansavelmente ser o campeão dos octógonos.

O ator se livrou do rótulo de galã a partir de “I Love Paraisópolis”, o que lhe rendeu posteriormente interpretar o complexo D. Pedro I em “Novo Mundo”

Se antes ao intérprete lhe cabiam os papéis de mocinhos e galãs, não desmerecendo as suas atuações (“Ti Ti Ti”, 2010; “Fina Estampa”, 2011; e a própria “Amor à Vida”), tudo começa a mudar a partir de “I Love Paraisópolis” (2015), de Alcides Nogueira e Mário Teixeira, ao encarnar um rapaz tosco, líder de comunidade com fraseado “paulistês”, o antagonista Grego. Caio se despe, assim, dos rótulos inevitáveis. A credibilidade alcançada lhe serviu para personificar com elogios a complexidade do homem histórico D. Pedro I em “Novo Mundo” (2017), de Thereza Falcão e Alessandro Marson.

Caio Castro contracena com estrelas como Betty Faria, Marco Nanini e Suely Franco, destacando-se no folhetim do horário nobre com sua composição que une doses de brutalidade com genuína delicadeza humana

No folhetim do horário nobre, Caio, ao compor Rock, impôs-lhe uma postura bronca, porém cercada de uma humanidade comovente. Sua fala, outrossim, é dominada por gírias e expressões da São Paulo periférica, mas a gentileza com a qual as profere não ofende o bom Português. O ator conseguiu seu lugar em um núcleo cômico tresloucado onde há estrelas como Betty Faria e Marco Nanini. O Rock de Caio Castro nunca discriminou a sexualidade de Agno, Malvino Salvador. Rock, que odeia mentiras e injustiças, quer namorar sério e ter filhos (inicia-se a torcida para que fique com a doce Joana, Bruna Hamú). Caio Castro, que formou uma linda contracena com a dama Suely Franco, garantiu a sua fatia de bolo mágico, sendo para o público um dos “donos do pedaço”.

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