Blog do Paulo Ruch

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Uma das formações originais da Blitz, com Evandro Mesquita à frente, no posto até hoje, e Lobão ao fundo, na bateria/Foto: Divulgação

Em sessão on-line promovida pelo Centro de Artes UFF, os internautas puderam assistir ao abrangente documentário de Paulo Fontenelle, experiente no gênero, “Blitz, O Filme”, e depois conversar com ele sobre esta obra que retrata uma das bandas mais populares do BRock, pioneira não só neste movimento, mas em muitos aspectos, como o visual e o musical, incluindo letras e melodias

No dia 06 de agosto houve mais um “Cine Debate” on-line promovido pelo Centro de Artes UFF, em Niterói, no Rio de Janeiro, com a presença do diretor e roteirista do documentário “Blitz, o Filme”, Paulo Fontenelle. A seguir a crítica:

Pensem numa banda surgida no início dos anos 80, cujos integrantes formularam uma nova linguagem de comunicação musical, inclusive dialogada e cotidiana, fundamentada na criatividade visual e performática, com influências teatrais (como o lendário Asdrúbal Trouxe o Trombone, de onde vieram o vocalista Evandro Mesquita e a diretora de palco, a atriz Patrycia Travassos), com a presença de duas lindas moças, Fernanda Abreu e Márcia Bulcão, que não só cantavam mas criavam suas próprias coreografias, e um time de excelentes músicos de fazer inveja a qualquer grupo, como Ricardo Barreto, Juba, Billy Forguieri e Antônio Pedro, todos filhos legítimos da “cara do Rio de Janeiro” daquela época, em que a praia das dunas do Posto 9 e o Arpoador simbolizavam seus “lares”. Quem pensou Blitz (nome dado pelo cantor e compositor Lobão devido às recorrentes paradas policiais antes dos ensaios em seu estúdio no Joá, no Rio de Janeiro, sofridas por Evandro e outros), acertou. E Paulo Fontenelle, experiente em docs como “Sobreviventes – Os Filhos da Guerra de Canudos” e “Evandro Teixeira – Instantâneos da Realidade”, acertou em cheio na realização de “Blitz, o Filme” (2019). Paulo não se esquivou em adotar a narrativa clássica deste gênero cinematográfico, como o respeito à cronologia dos fatos, o bom número de imagens de arquivo e os depoimentos dos envolvidos no curso da banda, apostando no potencial de seu conteúdo, com um ritmo fluente e empolgante que faz com que embarquemos nessa viagem movida a muitas cores fluorescentes. Paulo, também o roteirista, mantém-se imparcial do começo ao fim, sem colocar o conjunto num pedestal. Estão lá as incompatibilidades pessoais, os ciúmes e disputas egoicas, o erro da superexposição, a censura às canções e as seguidas rupturas e retornos da banda, em atividade até hoje, atraindo novos e antigos fãs. Paulo Fontenelle se firma como um admirável contador de histórias reais, avalizando o devido lugar que a Blitz deve ter como pioneira do BRock. “Blitz, o Filme” já nasceu “estourado”. Você saberá amá-lo. 

 

 

Assista ao trailer do filme: 
 

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