Blog do Paulo Ruch

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Eduardo Sterblitch e Tatá Werneck formam um divertido e singular casal em “Shippados”/Foto: Divulgação/Globoplay

“Shippados”, série da Rede Globo, também disponível no Globoplay, prova com inteligência que a comédia romântica é um gênero que pode atingir todos os nichos de público

As comédias românticas, segundo alguns, agradam unicamente ao público feminino. De acordo com outros, trata-se de entretenimento meramente escapista. Na verdade, ambas as óticas são reducionistas e preconceituosas. Se o produto audiovisual (TV, streaming, cinema) se fundamentar em uma estrutura narrativa inteligente, sem abdicar de seus elementos cômicos e românticos característicos, o assunto se encerra, pois se tem uma obra universal disponível a todos os espectadores. É o caso da deliciosa série “Shippados” (2019), estreia da Rede Globo no último dia 12, com a assinatura de Alexandre Machado e Fernanda Young (último trabalho da autora).

A divertida história de Alexandre Machado e Fernanda Young é centralizada em dois jovens “diferentões”, Enzo e Rita, que procuram a sua “cara metade” em aplicativos de encontro, sendo invariavelmente malsucedidos. Tudo muda quando esse casal tão fora dos padrões se esbarra

Nos primeiros episódios conhecemos os jovens “diferentões” Enzo (Eduardo Sterblitch) e Rita (Tatá Werneck), ambos carentes, sem uma base familiar sólida e uma profissão estabelecida. Adeptos dos aplicativos de encontros, eles são vítimas do estranhamento de seus possíveis pares às suas personalidades não convencionais e arrebatadoramente francas. Na volta de um desses “matches” malsucedidos, a vlogger Rita e Enzo, que divide o apartamento com um casal nudista tresloucado (Luis Lobianco e Clarice Falcão), aproximam-se. Em cenários urbanos, como o interior dos metrôs, esses jovens irresistíveis travam diálogos divertidos e inspirados sobre a vida, comportamentos, esquisitices, relações, passado e família, sempre num tom puro e espontâneo. Conforme a história se desenrola, ficamos cada vez mais fascinados por esses dois tipos tão fora dos padrões. Mérito não só do ótimo texto, mas dos protagonistas, dois dos maiores nomes da nova geração do humor. Mérito também da esperta e elegante direção de Ricardo Spencer e Renata Porto D’Ave, com direção artística de Patrícia Pedrosa. Atentem para a trilha sonora sensacional da série, que lista talentos independentes brasileiros, como Vanguart (com o tema de abertura “Estive”), O Terno e Los Hermanos. Brilham com Tatá e Eduardo os atores Luis Lobianco, Clarice Falcão e Yara de Novaes, impagáveis. A fotografia de Dante Belluti, a produção de arte de Eugenia Maakaroun e os figurinos de Tatiana Rodrigues e Cao Albuquerque são caprichados. Há quem duvide que “deu match” entre “Shippados” e o público?

Assista ao trailer de “Shippados”:

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