
Assim como “Beethoven, O Magnífico” e “Marley & Eu”, filmes do mesmo filão, “Caramelo” atinge espectadores distintos em busca de emoções e diversão
Filmes que abordam a relação entre humanos e cachorros já saem na frente pelo histórico milenar de afetuosidade entre ambos. Longas-metragens de sucesso como “Beethoven, O Magnífico” (1992) e “Marley & Eu” (2008) servem como atestado desse apelo junto ao público.
“Caramelo” (2025), dirigido por Diego Freitas, roteirizado por ele, Rod Azevedo e Vitor Brandt, lançado recentemente pela Netflix, abraça com inegável êxito este atraente filão capaz de reunir distintos espectadores em frente à TV ou outro meio em busca de emoção, entretenimento e reflexões.
A despeito do tema inevitavelmente espinhoso, direção e roteiro conferem à produção várias camadas positivas
A obra protagonizada por Rafael Vitti, em uma atuação dramática sobeja em qualidades jamais vista em sua bem-sucedida carreira, e pelo cãozinho travesso Caramelo (Amendoim), atende fartamente aos predicados elencados acima ao abordar a comovente história do sous chef Pedro que, após ser promovido a chef de um refinado restaurante, descobre ser portador de uma gravíssima doença, o que o faz rever todos os seus planos, tendo ao mesmo tempo que lidar com os cuidados do animal que o elegeu como tutor.
A despeito do tema inevitavelmente espinhoso, Diego Freitas, com a sua direção e o roteiro, garante ao público muitos momentos belos, divertidos, leves, de ação e romance, conferindo à produção várias camadas positivas, sendo amparado por uma fotografia luminosa, viva, de Kauê Zilli.
O cast, bem escalado, reúne uma trupe de ótimos atores engajada com a proposta fílmica: Carolina Ferraz, Kelzy Ecard, Arianne Botelho, Olívia Araújo, Cristina Pereira, Roger Gobeth , Noemia Oliveira, Bruno Vinícius, Ademara e Paola Carosella.
“Caramelo” é um filme honesto com suas próprias belezas, devendo ser assistido por todas as famílias, incluindo seus melhores amigos de quatro patas, isso, claro, se eles deixarem.