Foto: Léo Ramos/IG
Giulia
é boa atriz. Quanto a isso, não pairam dúvidas. Ao fazer retrospecto da carreira de Giulia Gam, logo me vem à mente a primeira fase de “Mandala”, de Dias Gomes, na qual fizera Jocasta mais jovem. O mesmo papel coube a Vera Fischer em etapa diversa. Havia ainda Taumaturgo Ferreira, e Marco Antônio Pâmio. Após, surgiu-lhe talvez um de seus maiores desafios na profissão. Interpretar Luísa, esposa adúltera da obra clássica de Eça de Queiroz, “O Primo Basílio”, que fora adaptada por Gilberto Braga e Leonor Bassères. Tivera cenas bastante difíceis. Depois, integrara elenco da inovadora “Que Rei Sou Eu?”, de Cassiano Gabus Mendes, e outras tantas produções. Até que é desafiada novamente. Protagonizar “Fera Ferida”, folhetim de Aguinaldo Silva e colaboradores inspirado em textos de Lima Barreto. A seguir, a Rede Globo quis transformar “Dona Flor e Seus Dois Maridos” em minissérie (autoria atribuída a Dias Gomes). Quem faria Dona Flor, imortalizada no cinema por Sônia Braga? O papel acabou ficando com Giulia. Alguns estranharam. Mas Giulia não nos desapontou. Aliás, desapontou-nos alguma vez? Que eu me lembre, não.