Foto: Divulgação/TV Globo
De uns capítulos para cá, em “Passione”, tem havido ótimas cenas envolvendo o personagem de Reynaldo Gianecchini (para aqueles que duvidavam que o ator fosse capaz de interpretar vilão, talvez estejam repensando suas avaliações primeiras). Iniciou-se quando Bete Gouvea (incrível como Fernanda Montenegro valoriza cada “take” do qual faz parte) desmascarou o então presidente da Metalúrgica. Bete, impulsionada por ira outrora guardada, e que só neste momento pôde lançá-la com plenitude sobre o rapaz tão sedutor quanto velhaco, mostra-lhe todos os documentos indicativos da culpabilidade dele. Fred desespera-se. Fred não tem saída. Fred diz: “Isso aqui é falso. Isso não prova nada!”. Mas a matriarca, impassível, continuou missão de proferir verdades queridas por longo tempo. Não houve economia de ofensas: “moleque safado”, “ignorante”, “despreparado”, “manipuladorzinho barato”, “mau-cárater”, “pretensioso”, “idiota”, “arremedo de vingador”e “pobre coitado”. A seguir, recusando a nova condição, condição de “perdedor”, recorre ao cúmplice, que dá de ombros, e lhe afirma que lhe avisara do quanto de erros estava a cometer ao sabor de veleidades e extravagâncias pessoais. O filho de Candê (Vera Holtz) decide pelo óbvio. Fugir. Contudo, antes, rouba da mãe, rouba de Clara (Mariana Ximenes). Tira às pressas passaporte falso. Fred está prestes a entrar noutro país. Eu disse “prestes”. Fred Lobato é preso. Fred Lobato é algemado. Fred Lobato vai para uma cela. É o fim da louca escapada de Fred Lobato.