Vernissage “VEJALÉM”

Publicado: 20/10/2015 em Artes Plásticas

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O artista visual Pedro Vicente Alves Pinto apresentou suas obras da exposição “VEJALÉM”, em um vernissage realizado em junho de 2013, na Riso Galeria de Arte e Bistrô, do ator Jorge de Sá, em Ipanema, no Rio de Janeiro.
Na foto, Pedro Vicente (à direita) está acompanhado de seu tio, o escritor e cartunista Ziraldo, a atriz Letícia Sabatella, e o seu irmão, o ator Fernando Alves Pinto.
Fernando Alves Pinto é paulista.
Desde criança, interessa-se pelo teatro.
Após algumas peças encenadas, Fernando viaja para Nova York, onde teve uma marcantes experiências teatrais: participou de companhias como o La MaMa, o The Adaptors Physical Theatre e o Théâtre de Poche.
Retorna ao Brasil, e faz o seu primeiro longa-metragem: “Terra Estrangeira”, de Walter Salles e Daniela Thomas.
Sua carreira no cinema se consolida com o convite para diversos projetos da área, em que se destacam “Anahy de Las Misiones”, de Sérgio Silva; “Menino Maluquinho 2 – A Aventura”, de Fernando Meirelles; “Eu Não Conhecia Tururú”, de Florinda Bolkan; “Tônica Dominante”, de Lina Chamie; “Mater Dei”, de Vinicius Mainardi; “Quase Dois Irmãos”, de Lúcia Murat; “Araguaya – A Conspiração do Silêncio”, de Ronaldo Duque; “O Veneno da Madrugada”, de Ruy Guerra; “Árido Movie”, de Lírio Ferreira; “Santiago”, um documentário de João Moreira Salles no qual foi o narrador; “A Via Láctea”, de Lina Chamie; “O Signo da Cidade”, de Carlos Alberto Riccelli; “Lula, O Filho do Brasil”, de Fábio Barreto; “Os Inquilinos (Os Incomodados Que Se Mudem”), de Sergio Bianchi; “Nosso Lar”, de Wagner de Assis; “2 Coelhos”, de Afonso Poyart; “Jogo das Decapitações”, de Sergio Bianchi, e “São Silvestre”, de Lina Chamie (um interessante documentário que testemunha toda a trajetória de um corredor, no caso Fernando, pelas ruas de São Paulo, durante a tradicional Corrida de São Silvestre; uma câmera chegou a ser acoplada ao seu corpo para dar a real dimensão do sacrifício do intérprete).
Além disso, há em seu currículo cinematográfico mais de duas dezenas de curtas-metragens.
Sua trajetória nos palcos, da mesma forma, é extensa, sendo dirigido por encenadores como Ulysses Cruz (“O Despertar da Primavera”, de Frank Wedekind), Bia Lessa (“As Três Irmãs”, de Tchekhov), Luiz Arthur Nunes (“A Mulher Sem Pecado”, a primeira peça de Nelson Rodrigues), José Celso Martinez Corrêa (“Esperando Godot”, de Samuel Beckett), Christiane Jatahy (“Memorial do Convento”, de José Saramago, e “A Falta Que Nos Move”, texto da própria), Yara de Novaes (“A Mulher Que Ri”, de Paulo Santoro), Pedro Brício (“Me Salve, Musical!”; dramaturgia de Pedro Brício), dentre tantos outros.
Neste ano, Fernando Alves Pinto fez uma bem-sucedida temporada com o espetáculo teatral “Trágica.3”, de Heiner Muller, Caio de Andrade e Francisco Carlos, dirigido por Guilherme Leme Garcia, e tendo ao seu lado no palco as atrizes Letícia Sabatella, Denise Del Vecchio e Miwa Yanagizawa, e o ator Marcello H. (apresentaram-se no Centro Cultural Banco do Brasil, CCBB, no Rio de Janeiro, e na China; Fernando Alves foi o autor da trilha sonora original).
Sua estreia na televisão foi no SBT na novela “O Direito de Nascer”, escrita por Aziz Bajur e Jaimer Camargo (basearam-se na obra original de Félix B. Caignet).
No ano seguinte, em 2002, estreia na Rede Globo, em um folhetim de Euclydes Marinho, “Desejos de Mulher”.
Depois da minissérie “Um Só Coração”, de Maria Adelaide Amaral e Alcides Nogueira, defende o célebre Menino Maluquinho na fase adulta em “Um Menino Muito Maluquinho”, na TVE Brasil (a série foi adaptada do famoso livro de seu tio Ziraldo por Anna Muylaert e Cao Hamburguer).
Participou ainda das séries “Avassaladoras – A Série”, “Casos e Acasos”, “Dilemas de Irene”, “Bicicleta & Melancia”, “A Teia”, e as novelas “Floribella 2”, e “Sete Vidas”, como Caio.
Já Ziraldo, além de escritor (cronista, dramaturgo, colunista) e cartunista (chargista, pintor, desenhista, caricaturista), também é humorista e jornalista.
Mineiro de Caratinga, quando criança já demonstrava seus dotes para os traços de um desenho.
A partir da década de 50, passa por três publicações relevantes (“Folha da Manhã”, hoje “Folha de São Paulo”, revista “O Cruzeiro” e “Jornal do Brasil”, locais de trabalho onde cria seus primeiros personagens).
Lançou a primeira revista em quadrinhos, “A Turma do Pererê”, feita exclusivamente por um único autor (também a primeira em cores no Brasil).
No ano de 1960, recebeu dois prêmios no exterior: o “Nobel” Internacional de Humor no 32º Salão Internacional de Caricaturas de Bruxelas, Bélgica, e o Prêmio Merghantealler (concedida pela imprensa livre da América Latina).
Foi um dos fundadores e diretor de um dos principais impressos de oposição ao regime militar no Brasil (a decretação do Ato Institucional Nº 5 o levou à prisão).
Seu grande sucesso editorial foi lançado mais de uma década depois, em 1980, “O Menino Maluquinho”, que tivera adaptações tanto para o cinema quanto para a TV (Prêmio Jabuti de Literatura na categoria Infantil).
Suas ilustrações puderam ser vistas em revistas internacionais, na Inglaterra, na França e nos Estados Unidos.
Outras de suas criações que merecem ser lembradas são: o Prêmio Galo de Ouro para o Festival Internacional da Canção de 1966; “Flicts”; “Uma Professora Muito Maluquinha”; o símbolo (um menino caipira) para o evento beneficente do Arraial da Providência, no Rio de Janeiro, e a caricatura do ator, comediante, apresentador, escritor e diretor Jô Soares para algum de seus shows solos, além de outras.
Em dezembro, a obra mais conhecida de Ziraldo, “Menino Maluquinho”, tornar-se-á ópera no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, em comemoração aos seus 35 anos, e se chamará “Menino Maluquinho – A Ópera” (direção musical e regência de Roberto Duarte, libreto de Maria Gessy de Sales, direção de cena de Sura Berditchevsky, e cenografia de Daniela Thomas; o elenco contará com cem pessoas, entre atores mirins, orquestra e dois coros, um adulto e outro jovem).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Pedro Vicente Alves Pinto

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