Arquivo da categoria ‘Livro’

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Em destaque, o livro da fotógrafa americana Nancy Ellison, “In Classic Style – The Splendor of American Ballet Theatre”, na feira de moda Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Babilônia Feira Hype

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O livro de LeRoy Grannis, fotógrafo americano, “Surf Photography of the 1960’s and 1970’s”, era um dos que estavam em exposição na feira de moda alternativa Babilônia Feira Hype, no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Babilônia Feira Hype

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O colunista das revistas Época, Vogue Brasil e GQ Brasil, e comentarista de comportamento e moda do programa matinal de Ana Maria Braga na Rede Globo, “Mais Você”, Bruno Astuto, no Fashion Rio Verão 13/14, um dos eventos cariocas mais concorridos dedicados ao tema, desta vez produzido na Marina da Glória.
O jornalista foi co-curador de duas importantíssimas exposições na Casa França-Brasil (RJ): “Maria Antonieta”, em 2006, que abordava a forte influência da monarca na moda do final do século XVII; e “Mulheres Reais” (2008), que se propunha a debater a dominância do período joanino no modo de se vestir, o que inevitavelmente causava o interesse das escravas e mulheres frequentadoras da Corte Real Portuguesa no Rio de Janeiro.
Além de requisitado palestrante tanto no Brasil quanto no exterior, publicou um livro biográfico sobre a rainha da França Catarina de Médicis (dentro da série “Mulheres Coroadas”).

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG

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A jornalista Lilian Pacce no Fashion Rio Verão 13/14, importante evento carioca produzido na Marina da Glória.
Lilian é considerada uma das maiores referências da moda brasileira.
Estudou na London College of Fashion e na Central Saint’s Martin College of Art and Design, em Londres, Inglaterra.
É coordenadora do GNT Fashion.
Faz a cobertura dos celebrados desfiles do eixo Paris-Milão-Londres-Nova York.
Lançou os livros “Pelo Mundo da Moda”, “Ecobags – Moda e Meio Ambiente” e “Herchcovitch; Alexandre”.
Por duas vezes, recebeu os prêmios de “Melhor Jornalista de Moda” do país concedidos pelo Phytoervas Fashion e pela ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) Fashion Brasil.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: TNG

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O badalado livro “Rioetc – a alma encantadora das ruas” à venda na feira de moda alternativa Babilônia Feira Hype, no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

Foto: Paulo Ruch

Agradecimento: Babilônia Feira Hype

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Foto: Reprodução/Facebook

Ao assistir tardiamente à interpretação de Igor Cotrim como o travesti Madona no filme de Marcelo Laffitte, “Elvis & Madona”, ao lado de Simone Spoladore como Elvis, apercebi-me de que pouquíssimas vezes testemunhei atuação tão sutil e humanizada de homem que se traveste. Sem qualquer demérito a Cotrim, muito pelo contrário, algo similar às antológicas personificações de Dustin Hoffman em “Tootsie”, de Sydney Pollack, Terence Stamp em “Priscilla, A Rainha do Deserto”, de Stephan Elliot e Robin Williams em “Uma Babá Quase Perfeita”, de Chris Columbus. O paulista Igor, que além de intérprete é dramaturgo e poeta (já lançou o livro “Ali como Lá!”; e junto com Pedro Poeta faz shows frequentes com a banda Beep-Polares, nos quais poesia e rock’n roll se dão as mãos), vivencia no longa de Laffitte Madona, como já foi dito um travesti com sensibilidade única que nutre como maior sonho montar grande espetáculo. Nas eventualidades da existência encontra a “motogirl” Elvis, a lésbica personagem defendida com brilho por Simone (assim como Igor). Na primeira entrega de pizza a Madona (a tal pizza de palmito gigante que serve de inspiração para o título deste texto), visível empatia mútua ocorre. A seguir, a direção segura de Marcelo aliada ao seu inventivo roteiro, o na minha opinião não improvável casal da trama se envolve em problemas e intempéries que não escapam ao cotidiano de um par “normal”. É imperativo que não se omita que o mercado exibidor brasileiro não rendeu o devido crédito à filme premiadíssimo em festivais de cinema mundo afora. No tocante à seleção de profissionais para o “cast” há peculiaridade: Igor Cotrim disputou a chance de ser Madona com travestis reais. O rapaz formado pela EAD (Escola de Artes Dramáticas da USP) iniciou sua carreira na atração infanto-juvenil “Sandy & Junior”, na Rede Globo, em que fora o “bad boy” Boca no decorrer das quatro temporadas. O papel lhe serviu para que solidificasse seu poder de interpretação perante o cenário nacional. Vieram-lhe oportunidades como incursões em novela de Manoel Carlos, “Mulheres Apaixonadas” e “Chamas da Vida”, da Rede Record, cuja autoria coube a Cristianne Fridman. Curiosamente, “Sandy & Junior” não foi isolada experiência com o público em fase de adolescência. A Rede Bandeirantes o convidou para integrar o elenco de “Floribella”. Já no teatro, bastaram três relevantes peças para que o palco lhe devotasse respeito: “O Evangelho Segundo Jesus Cristo”, de José Saramago; “O Casamento”, de Nelson Rodrigues; e “A Cozinha”, de Arnold Wesker. Possui ainda porção filantrópica ao ter criado ONG, a “Voluntários da Pátria”, destinada a inserir poesia nas escolas com o intento de causar benéfica provocação nos alunos a fim de que construam apreço pessoal por rico gênero da Literatura. No momento, Igor empresta seu valor a dadivosa missão: ser repórter da “Revista do Cinema Brasileiro” na TV Brasil, acompanhando Natália Lage (não sendo o primeiro passo neste campo, haja vista que exercera ofício semelhante no Discovery Channel, em que cobrira o Fórum Mundial de Cultura em Barcelona, Espanha). Costumo em pensamento lhe atribuir o carinhoso aposto “o rei dos trocadilhos”, motivado pelo que escreve em sua página oficial no Facebook, seja na forma de poemas seja em frases de lavra própria. Acredito que se a “Revista do Cinema Brasileiro” tomar por decisão abordagem sobre “Elvis & Madona” se fariam necessárias no mínimo três edições, dada a significância da obra. Teríamos que pedir várias pizzas de palmito gigante a Elvis.

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Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/TV Press

O personagem de Antonio Calloni, Mustafa, em “Salve Jorge”, novela das 21h da Rede Globo escrita por Gloria Perez, como o rico comerciante turco de suntuosos tapetes que é, seguindo à risca as antigas tradições de seu país, costuma dizer aos seus interlocutores que deve-se servir em loja chá bem quente aos fregueses para que possam permanecer largo tempo no estabelecimento, e comprar mais tapeçarias. Quando vejo Mustafa, uma das melhores criações da autora para a produção atual, lembro-me de papel defendido por José Wilker na primeira fase de “Renascer”, em que usava como bordão: “É justo, é muito justo, é justíssimo.” Pois desta forma contextualizo a personalidade do pai adotivo (e nem por isso menos pai) de Aisha (Dani Moreno) na trama das 21h da Rede Globo que está chegando ao fim. Um homem justo, muito justo, justíssimo. Em vários momentos do folhetim, o ex-marido de Berna (Zezé Polessa) revelou esta nobre faceta, que impinge dignidade e honradez à enredo que discute questões de dura aceitação pela sociedade civil. No tocante à busca infatigável da amiga de Zoe (Julia Mendes) por suas raízes biológicas, sempre apoiou-a, por mais que de algum modo isto machucasse-o. Contudo quem justo é sobrepuja dor pessoal. Hoje move moinhos de vento para estreitar a relação afetiva de quem com tanto amor criara e a família legítima. Está ao largo do preconceito socioeconomico. A riqueza material não obscurece a riqueza da alma. Ao deparar-se com situação degradante em que encontrava-se Morena (Nanda Costa), vítima do tráfico humano, foi capaz de “comprá-la” para que pudesse escapar do calvário. Alimentou-a, deu-lhe roupas e guarida. Alguns poderiam argumentar que o que cometera fora errado. Entretanto, o que é o errado diante da multiplicação deste? Quando o assunto é Berna, a configuração analítica é complicada. A prima de Deborah (Antonia Frering) engendrou repertório de crimes, abusando de mentiras, omissões, furtos, e cedendo a chantagens para acobertá-los. O casamento de anos com a elegante esposa não demoveu-o de pôr em prática sua sede de justiça. Berna sofrera forte repreensão e colocada contra a parede todas as vezes em que suas práticas penais eram desveladas pelo marido. Antonio Calloni é daqueles intérpretes que dão credibilidade e prestígio a quaisquer produções para as quais é escalado, e em “Salve Jorge” não está sendo diferente. Quantas vezes não percebemos seus faiscantes olhos azuis marejados de lágrimas com real emoção? Privilegiados são os artistas que com ele dividem a cena. Antonio estreou com garbo na minissérie de Gilberto Braga, “Anos Dourados”, com o seu inesquecível Claudionor. E a partir daí, em desenfreada evolução, Calloni, que também é respeitado escritor e poeta, construiu sólida carreira pontuada por personagens indiscutivelmente marcantes. Dentre tantas novelas de que participou, destaquemos o William de “O Dono do Mundo”, o cineasta Milton Dumont de “Zazá”, o mitológico Bartolo de “Terra Nostra”, o Mohamed de “O Clone” (inicia-se aí frutífera parceria com Gloria Perez), o divertido César de “Caminho das Índias”, e o romântico e severo contraventor Natalino de “O Astro”. Um elemento objeto de interesse em sua jornada artística é o fato de ter personificado, não raro com verossimilhança, papéis históricos, como o abolicionista Lopes Trovão de “Chiquinha Gonzaga”, o pioneiro das telecomunicações Assis Chateaubriand em “Um Só Coração”, o poeta modernista Augusto Frederico Schmidt, afora o médium Zé Arigó. Sobressaiu-se em diversos episódios de “A Vida Como Ela É”. Emprestou potencial à adaptação de obra de Machado de Assis em “O Alienista”, na “Terça Nobre”. Não faltaram-lhe humorísticos, seriados, infantil e especiais. Testemunhamos seu alvo rosto em minisséries relevantes como “Decadência”, “Os Maias” e “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. Seguiu a orientação de cineastas em filmes como “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, “Outras Estórias”, “A Paixão de Jacobina”, “Poeta das Sete Faces”, “Anjos do Sol” (com o qual recebeu o prêmio ACIE – Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil) e “Faroeste Caboclo”. Dublou Garfield. Retomando o tema láureas, fora agraciado com o Molière pelo Karl Marx do espetáculo “A Secreta Obscenidade de Cada Dia de Marco Antonio de la Parra”. E como autor revelação presentearam-no com o Prêmio Jorge de Lima pelo livro de poemas “Infantes de Dezembro”. Entre coxias, urdimentos e proscênios desbravou terrenos de Tchekhov, Jorge Amado, Sam Shepard, Harold Pinter, Tom Stoppard, Eugene O’Neil e Milan Kundera. Antonio Calloni é generoso e magnânimo com o público e as Artes, deixando por onde quer que passe marcas, vestígios e impressões de sua fonte inesgotável de talento nato. São por esses motivos que sugeri-lhes que sirvamos um chá bem quente a Antonio Calloni a fim de que fique mais tempo com a gente. Nem precisa ser o chá das 5, pode ser o das 18, 19, 21 ou 23h.