
Grande fachada anunciando a mais importante semana de moda carioca na entrada principal do evento, realizado na Marina da Glória.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Alessa
Sheila é meiga. Sheila é doce, sonhadora. Moça bonita que sobe e desce ladeiras, pega carona em garupa de moto e é verdadeira. A personagem de Lucy Ramos na novela de Gloria Perez, “Salve Jorge”, contribuiu de modo enobrecedor no sentido de alvejar o cerne da percepção avaliadora dos telespectadores. Lucy é boa atriz. Não porque ouvi: “É o que se diz.” Tenho provas que sublinham a máxima anterior a esta. No Direito, o ônus da prova cabe a quem acusa. Nas Artes, o ônus da prova cabe a quem atua. E Lucy Ramos saiu-se Defensora de primeira. Foi-lhe atribuída no folhetim das 21h a indispensável tarefa de no núcleo que acendeu acalorada discussão pintar fortes cores de credibilidade. As cenas que tivera abarcando o árido tema “tráfico humano” serviram para o desenvolvimento coerente da trama. Emprestou seus olhos ao susto e aos medo, aflição e angústia. Agradáveis às pupilas nossas foram os momentos que Lucy sorriu. Que Lucy dançou. Morena (Nanda Costa) confiou nela. Eu confiaria. Colaborou para que o público lavasse a alma dando oportunidade a Lucimar (Dira Paes) que esquentasse mão em rosto traidor de Wanda (Totia Meirelles). Não aceitem má interpretação, pois é ficção. Proferem que “tapinhas de amor não doem”, contudo “tapinhas de ódio” doem… E como doem. Que o diga Wanda. Que se arrebenta e não se emenda. A recifense Lucy Ramos fora peça-chave na elucidação e desbaratamento da quadrilha que assombrou o Brasil. A linda morena que não é a única “Morena” de “Salve Jorge” nos deu beijo de talento. Artista cumpridora de missão. Como libriana que é busca incansavelmente o equilíbrio da balança da vida e da profissão. A balança não se mexe. Sinal de equilíbrio. A também modelo iniciou carreira em fase que nos atordoa: a adolescência. Afinal quem dispensaria formoso rosto? Os deslumbrantes cabelos parecem moldura de valioso quadro renascentista do Louvre. E não é que a pelota se aproximou de seu delgado pé ao desejar ser jogadora de futebol? Lucy, você já marca seus gols. Os goleiros lhe temem. Aprendeu (ou só fez desabrochar) a capacidade de atuação no curso de teatro do SENAC. Estacionou seu carro na “Oficina de Atores” da Rede Globo. De lá, saiu tinindo, e disposta a brilhar. Matriculou-se em academia de “Malhação”. Suou, pegou peso, e a mesma toalha que usou para enxugar face própria, guardou em mochila, porquanto havia compromisso agendado: viajar no tempo e ser uma das moças de “Sinhá Moça”. Com esforço de atleta subiu em árvore, e saciando o apetite saboreou fruta de gosto peculiar, a jaca, em “Pé na Jaca”. Tão prazeroso conhecer o paraíso, e Lucy o conheceu em “Paraíso”. Deram-lhe cordel para ler. E o encantamento da sua leitura não nos decepcionou em “Cordel Encantado”. Ela, como já afirmei é do Recife. Recife é da terra de Cabral. Nada mais justo que sambar no episódio “A Sambista da BR-116” em “As Brasileiras”. Lucy surgiu em dimensões gigantescas ao ser vista em filmes como “Turistas”, “Um Dia de Ontem” e “Inocente”. Os paulistas comentaram: – A “mina” Lucy Ramos vai fazer Marina… da Silva. A atriz está em céu de diamantes porque é diamante. Nem precisa ser lapidado. Está pronto. Pronto para ser admirado.

Área do Píer Mauá, no qual houve o evento de moda Fashion Rio Outono Inverno 2012, em que ficavam dependuradas várias reproduções gigantescas de fotos de personalidades (como Taís Araújo, Diogo Nogueira, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Ney Matogrosso, Angélica, Bethy Lagardère e Juliana Paes) tiradas por Fernando Torquatto.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO