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Blog do Paulo Ruch

  • ” Fazendo um passeio pelas curiosidades de ‘Avenida Brasil’. “

    julho 19th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Ao ver uma cena entre Betty Faria e Carolina Ferraz (foto), como Pilar e Alexia, mãe e filha respectivamente em “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, lembrei-me de que estava diante de duas “Lucinhas”. Explico melhor: em 1975, após a censura à primeira versão de “Roque Santeiro”, de Dias Gomes, e sucessiva reprise de “Selva de Pedra” (para que desse tempo de produzir outro folhetim), de Janete Clair, que foi assistida em 1972, a Rede Globo encomendou a esta mesma grande teledramaturga uma outra novela para ser veiculada no horário nobre. E “Pecado Capital” estreou, sendo um enorme sucesso. No elenco, Francisco Cuoco (Carlão), Betty Faria (Lucinha) e Lima Duarte (Salviano Lisboa). Lucinha trabalhava na fábrica de Salviano, e era noiva do taxista Carlão. Foi descoberta por um agente, e tornou-se modelo. O ano agora é 1998. A emissora carioca decide realizar um remake de “Pecado Capital” para as 18h, cuja adaptação ficou por conta de Gloria Perez. E como Carolina Ferraz e Eduardo Moscovis haviam tido grande êxito como par romântico em “Por Amor” (1997), de Manoel Carlos, ambos foram escalados para viverem Lucinha e Carlão. Como Salviano, Francisco Cuoco. Vamos às outras curiosidades da obra de João Emanuel Carneiro. Nota-se que o autor tem uma afeição pela Argentina em geral. Em “A Favorita” (2008), a ótima abertura possuía como tema a música “Pa’ Bailar”, do grupo de tango eletrônico, formado por argentinos e uruguaios, Bajofondo. Na atual trama, nos momentos de clímax, a trilha incidental usa acordes que remetem ao gênero musical do país citado. Nina (Débora Falabella), quando foi adotada, fora por um casal argentino. E o pai era interpretado por Jean Pierre Noher, que é franco-argentino. E em “A Favorita”, coube-lhe Pepe, dono de um bar que ajudou a esconder Donatela (Claudia Raia) da perseguição implacável de Flora (Patrícia Pillar). Algumas cenas da produção atual foram gravadas em Mendoza, na Argentina. Já Claudia Missura, que personificou a irmã de Dodi (Murilo Benício), em “A Favorita”, hoje é Janaína, a sua empregada doméstica em “Avenida Brasil”. O cachorro de Betânia (Bianca Comparato) chamava-se Dodi numa clara referência ao papel de Murilo na produção anterior. Ainda há Alexandre Borges (Cadinho) e Débora Bloch (Verônica), que foram Raul e Silvia Cadore em “Caminho das Índias” (2009), de Gloria Perez. E na novela de João Emanuel Carneiro foram supostamente casados. Alexandre foi ainda o estilista Jacques Léclair, e Murilo Benício, seu concorrente no ramo, Victor Valentim, no remake de Maria Adelaide Amaral, “Ti-Ti-Ti” (2010). E há Marcello Novaes, que atuou como Xande, o namorado de Mel (Débora Falabella), em “O Clone” (2001), de Gloria Perez. Marcello foi também o irmão de Tião (Murilo Benício), em “América”, da mesma autora, em 2005. Nathalia Dill (Débora), como Doralice, a filha do Prefeito Patácio Peixoto (Marcos Caruso), era apaixonada por Jesuíno (Cauã Reymond), em “Cordel Encantado” (2011), de Thelma Guedes e Duca Rachid. Chegou a se disfarçar de homem para ficar mais perto do amado. Em “Avenida Brasil”, nutre amor por Jorginho, papel de Cauã. Uma das mais interessantes curiosidades envolve Vera Holtz (Lucinda) e de novo Cauã Reymond. Em 2005, em “Belíssima”, de Silvio de Abreu, Cauã era um garoto de programa que tinha justo como sua principal cliente Ornela, que era defendida por Vera. E assim, dando um passeio descompromissado em “Avenida Brasil” encontramos algumas curiosidades.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá

    julho 19th, 2012

    Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

    Painel com fotos de modelos em momento de desfile.
    Foto: Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá

    julho 19th, 2012

    Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

    Ampliação de foto do modelo Paulo Zulu exposta no Fashion Rio.
    Foto: Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá

    julho 19th, 2012

    Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

    Painel com fotos de modelos trajando roupas “vintage”.
    Foto: Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá

    julho 19th, 2012

    Fashion Rio Outono Inverno 2011 - Píer Mauá

    Stand da Vogue Brasil no Fashion Rio.
    Foto: Paulo Ruch

  • “Max é o máximo do mínimo”

    julho 17th, 2012

    Foto: Divulgação/TV Globo

    Em 1988, estreava na televisão brasileira uma das mais importantes novelas já feitas, “Vale Tudo”, cuja autoria coube a Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères. E no elenco, havia um núcleo de jovens atores formado por Marcello Novaes, Renata Castro Barbosa, Edson Fieschi, Flávia Monteiro e Fábio Villa Verde. Os personagens de Marcello e Edson frequentavam um clube, e praticavam natação. André, papel de Marcello, tornou-se amigo de Tiago (Fábio Villa Verde), o que gerou a desconfiança preconceituosa do pai do último, Marco Aurélio (Reginaldo Faria), pois o filho não tinha namorada, era sensível, apreciava música clássica e de ler boa literatura. Acabou que Fernanda (Flávia Monteiro), que antes namorava André, passou a namorar Tiago. A partir daí, o intérprete garotão Marcello, que cursou O Tablado, no Rio de Janeiro, iniciou uma bem-sucedida trajetória na TV, emendando inúmeros folhetins (sobre os quais falaremos depois), até chegar ao Max de “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro. Aliás, o seu jeito tipicamente carioca não o atrapalhou na diversificação dos papéis para os quais fora escalado, que vão do escrachado, passando pelo caipira, e tangendo o histórico. Hoje somos brindados quase que todos os dias com excelentes cenas de Marcello Novaes como o golpista das 21h. O ator que ostenta ótima forma física personifica um malandro que não costuma acertar na execução de suas tramoias. Os telespectadores mais benevolentes poderiam justificar as faltas de ética e escrúpulos, e a inacreditável megalomania à infância dura que tivera, e ao pai amoral que possui, Nilo (José de Abreu). Mas aí cairíamos naquela velha questão sociológica de que o homem é um produto do meio. O fato é que Max é uma pessoa que não tem o caráter ilibado. Não fosse assim, não teria sido o parceiro de tantos anos de uma das vilãs mais abjetas já vistas na teledramaturgia, Carminha (Adriana Esteves). Para os norte-americanos, Max seria tachado de “loser”, ou seja, um perdedor. Perdedor para eles não é aquele que perde sempre, mas o que mesmo tendo a oportunidade de vencer, de alguma maneira desperdiça a chance por vontade própria, e perde. Um exemplo disso em “Avenida Brasil”: Max recebe R$100.000,00 de Nina (Débora Falabella), um dinheiro que não lhe pertence, e ao invés de usá-los num investimento seguro, numa aplicação financeira, ou qualquer coisa que garantisse o seu futuro, decide dar-lhes como sinal na compra de um iate avaliado em R$500.000,00 (e ainda sequer recebera os R$400.000,00 que faltam para pagar a embarcação!). E para comprovarmos a sua fama de mau golpista, citemos que nada recebera dos R$50.000,00 da venda da casa de Genésio (Tony Ramos), o forjado sequestro de Carmen Lucia em que tudo deu errado, e a atrapalhada tentativa de arrombamento do cofre do então cunhado Tufão (Murilo Benício). Agora, no que concerne à carreira de Marcello, após a estreia em “Vale Tudo”, vieram as novelas “Top Model”, “Rainha da Sucata”, como Geraldo, “uma das filhinhas da mamãe”, “Deus nos Acuda” (em que refez Geraldo), “Quatro por Quatro”, obra na qual estourou ao lado da Babalu de Letícia Spiller, como o mecânico Raí, “Vira-Lata”, “Zazá”, “Andando nas Nuvens”, “Uga Uga”, “O Clone”, “Chocolate com Pimenta”, “América”, “Sete Pecados”, “Três Irmãs” e “Cama de Gato”. Trabalhou em diversos especiais e seriados. Integrou as minisséries “Chiquinha Gonzaga”, em que fora o marido da compositora na primeira fase da história, o rígido Jacinto Ribeiro do Amaral, “A Casa das Sete Mulheres” e “Dercy de Verdade”. Esteve em três fases de “Malhação”. No cinema, atuou no longa-metragem de Rosane Svartman, “Desenrola”. E no teatro, estivera no musical “Rock Horror Show”. E para terminar este texto, voltemos a Max. Não sei quantas vezes pilotará o seu iate ainda não quitado. Deixemos que ele se sinta o máximo. Afinal, não podemos nos esquecer de que Max é o máximo do mínimo.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá (Foto de modelos com iluminação especial) Foto: Paulo Ruch

    julho 17th, 2012

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá (Um dos stands do Fashion Rio) Foto: Paulo Ruch

    julho 17th, 2012

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá (Botas estilizadas em exposição no Fashion Rio) Foto: Paulo Ruch

    julho 17th, 2012

  • Fashion Rio Outono Inverno 2011 – Píer Mauá (Macro de obra de arte exposta no Fashion Rio) Foto: Maria Ruch

    julho 17th, 2012

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