Blog do Paulo Ruch

Cinema, Moda, Teatro, TV e… algo mais.

Valentina Herszage (Flávia), Wladimir Brichta (Neném), Mateus Solano (Guilherme) e Giovanna Antonelli (Paula) são os quatro protagonistas de “Quanto Mais Vida, Melhor!”/Foto: João Miguel Júnior/Globo

“Quanto Mais Vida, Melhor!” se encaixa com perfeição na faixa das 19h pois consegue com grande êxito abraçar o espírito e os gêneros que a caracterizam

Tramas das 19h costumam invariavelmente inserir em suas narrativas doses de leveza, comédia, ação, fantasia e aventura. Núcleos dramáticos são mais raros. O público cativo deste horário já imagina o que irá encontrar. Com a primeira novela inédita da Rede Globo nesta faixa após a pandemia (incluída com propriedade no texto), “Quanto Mais Vida, Melhor!”, criada e escrita por Mauro Wilson (“A Mulher Invisível” e “Doce de Mãe”, obras vencedoras do Emmy Internacional) os telespectadores encontraram tudo isso e muito mais. Vale dizer com camadas extras de qualidade. A aguardada produção escrita com Marcelo Gonçalves, Mariana Torres e Rodrigo Salomão reuniu quatro protagonistas bastante carismáticos e talentosos: Mateus Solano, Wladimir Brichta, Giovanna Antonelli e Valentina Herszage (a atriz despontou como a apresentadora Hebe Camargo nos filme e série homônimos). Os três primeiros possuem forte vocação para o humor, cabendo todavia a Mateus a responsabilidade pelo drama, exercendo-a com linda dignidade.

Os quatro protagonistas terão um encontro ao acaso em uma viagem de avião que marcará de vez as suas vidas

Na inventiva e bem urdida história de Mauro Wilson, com direção geral de Pedro Brenelli e artística de Allan Fiterman, Mateus Solano interpreta o arrogante e vaidoso cirurgião Guilherme, que vai mal no casamento com a ex-modelo internacional Rose (Bárbara Colen estreando com brilho em novelas depois de sua bem-sucedida passagem pelos cinemas em longas-metragens como “Aquarius” e “Bacurau”). Carol Macedo representa Rose na mocidade quando desfilava nas passarelas de Roma. A ex-modelo enfrenta a resistência ao seu casamento de sua sogra, a pernóstica Celina (Ana Lúcia Torre), cujo marido Daniel Monteiro, Tato Gabus Mendes, adota uma postura neutra. Os dois intérpretes, com suas experiências, conferem enorme credibilidade ao casal. Matheus Abreu recebeu a missão de personificar Antônio, filho de Guilherme, a quem confronta, e Rose. Mariana Sousa Nunes integra o núcleo do médico como Dra. Joana, que já em sua primeira aparição demonstrou ter ciúme de Guilherme. Wladimir Brichta compõe com charme e ironia Neném, um decadente jogador de futebol que já foi o camisa 10 da seleção brasileira além de fazer parte do escrete do Flamengo. Quando jogou no exterior, conheceu Rose, por quem se apaixonou. O jovem ator a quem coube defender Neném nesta fase se chama Leonardo Zanchin. O simpático jogador tem duas filhas, Martina (Agnes Brichta, filha de Wladimir) e Bianca (Sara Vidal), uma de cada casamento. Martina é filha de Jandira (Micheli Machado) e Bianca é filha de Betina (Carol Garcia). Todas moram na mesma casa com o ex-marido, que voltou a viver com a mãe Nedda devido ao seu complicado momento financeiro. Nedda, dona de um salão de beleza que sofreu os reveses da pandemia, é desempenhada pela ótima Elizabeth Savala, que imprime à sua personagem um ar de mãe acolhedora e compreensiva. Marcos Caruso encarna com a categoria de sempre o técnico de Neném, Osvaldo. A única chance que resta ao atleta é fazer um teste para a Ponte Preta em São Paulo. Giovanna Antonelli defende com saborosa desenvoltura a empoderada, agora falida, empresária dos cosméticos Paula Terrare. Sua empresa, a Terrare Cosméticos, também sofreu com a pandemia. Bruno Cabrerizo, esbelto e convincente, interpreta o vice-presidente da empresa Marcelo. Ambos mantém um ardente caso. Paula é ameaçada por sua maior rival, a também empresária do ramo de cosméticos Carmem (Julia Lemmertz muito bem com um visual “femme fatale”). Valentina Herszage assume com sua inata graça Pink/Flávia, uma dançarina de pole dance com problemas familiares e econômicos. Flávia se envolve com o roubo de uma mala com dólares incentivada pela colega de boate Cora (Valentina Bandeira). Jaffar Bambirra é Murilo, músico que trabalha na mesma boate, a “Pulp Fiction”. Jaffar em sua cena mostrou ter uma bonita voz ao entoar uma canção. O rapaz musicista se encanta por Flávia. Luciana Paes encarna com personalidade a sua madrasta Odete. Os quatro se encontrarão por acaso em uma viagem de avião a São Paulo que os levará a um final trágico e surpreendente. É justo que se ressalte que o piloto do avião tem como ator um hilário Gillray Coutinho (participação especial).

Direção espertíssima e moderna, impecáveis figurinos e fotografia, e maravilhosos efeitos especiais são alguns dos trunfos que marcaram a estreia de Mauro Wilson como autor titular de novelas

A direção de Allan Fiterman e Pedro Brenelli é espertíssima, moderna, ágil e engenhosa, com cortes e aproximações de câmera velozes. A equipe, que também é composta por Ana Paula Guimarães, Natalia Warth, Dayse Amaral Dias e Bernardo Sá, privilegiou os closes nos detalhes, nas tomadas de cena por cima, no acompanhamento bem próximo da movimentação dos personagens e na divisão de telas. Os excelentes figurinos são da tarimbada Natália Duran Stepanenko. A direção de fotografia de Henrique Sales realçou com beleza e elegância as cores e luzes de cada cena. Os efeitos especiais de Luiz Fernando e Marcelo Goulart são maravilhosos. “Quanto Mais Vida, Melhor!”, que marca a estreia de Mauro Wilson como autor titular de novelas, trouxe de volta à TV a boa sensação de que a vida ressurgiu. E não há nada melhor que isso!

Assista ao teaser oficial da novela:

Categorias: TV

No capítulo de quarta-feira, 10/11, os gêmeos Christian e Renato se encontram/Foto: Globo

Cauã Reymond se junta pela segunda vez ao seleto time de atores que enfrentaram o enorme desafio de encarar gêmeos em produções da emissora, como Tony Ramos e Glória Pires

Tramas cujos protagonistas são irmãos gêmeos tendem invariavelmente a atrair a atenção e cair no gosto do público. Novelas como “Baila Comigo”, de Manoel Carlos (1981, com Tony Ramos como João Victor e Quinzinho) e “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro (1993, com Glória Pires como Ruth e Raquel) não nos deixam mentir. Para que isso aconteça os gêmeos têm que apresentar personalidades muito distintas entre si, não sendo obrigatório que um seja mau e outro seja bom (“Baila Comigo” é um apropriado exemplo). Outro fator importante é que o ator ou atriz escalada entenda o desafio que está em suas mãos e o enfrente bem. Pelo primeiro capítulo da nova novela das 21h da Rede Globo, “Um Lugar Ao Sol”, criada e escrita por Lícia Manzo (“A Vida da Gente”, “Sete Vidas”), uma especialista em retratar o cotidiano do ser humano e seus conflitos mais comuns com grande domínio, vimos que Cauã Reymond cumpriu com larga competência sua árdua missão, defender os gêmeos separados na infância em Goiânia Christian e Christopher/Renato (Cauã já havia incorporado gêmeos na minissérie de Maria Camargo “Dois Irmãos”, baseada no livro homônimo de Milton Hatoum).

As vidas dos irmãos gêmeos Christian e Christopher/Renato são transformadas a partir do momento em que descobrem a verdadeira história de seus passados

Órfãos de mãe, falecida no parto, passam a ser criados pelo pai que, por não ter condições financeiras, entrega apenas um deles a um abonado casal (boas participações de Rafael Primot e Lorena Comparato) em férias que o leva para o Rio de Janeiro. Ao completarem 18 anos, percebemos a crítica da autora ao abismo social do país ao mostrar a oposição das festas e o perfil gerado nos aniversariantes pelo seu status. Christian é simples, trabalhador e determinado (criado num abrigo por Avany, Inez Viana, ótima numa participação especial). Ele possui um irmão de criação com algumas necessidades, Ravi, Lauan do Amaral Magalhães (a jovem promessa Juan Paiva o representa mais crescido). Tanto Ravi quanto Christian foram devolvidos ao abrigo pela mesma família que os adotou. Já Renato é um playboy mimado e irresponsável, educado pela superprotetora e leviana Elenice e pelo austero José Renato (os respeitados Ana Beatriz Nogueira e Genezio de Barros). Ambos os rapazes perdem no vestibular. Christian por não conseguir conciliar o trabalho com os estudos e Renato simplesmente por não querer estudar. Desiludido e ao saber da existência de seu irmão gêmeo por meio de seu pai legítimo Ernani, Marcio Vito, Christian ruma para o Rio de Janeiro em busca de uma vida melhor (na verdade, pretende achar o seu irmão). Renato, chocado ao descobrir não ser filho biológico após a morte de seu pai, viaja para a Europa e se envolve num acidente, que o faz repensar seus atos (o maniqueísmo começa a se desfazer). Lá, conhece a bela Bárbara (Alinne Moraes; sempre prazeroso vê-la em cena). No Rio, morando numa comunidade e trabalhando como manobrista no aeroporto, o destino de Christian é cruzado com o da atraente e espontânea Lara (Andréia Horta excelente num papel diverso em sua carreira), fazendo-o com que reveja os seus sonhos.

Maurício Farias, diretor artístico, e André Câmara, diretor geral, fizeram um primeiro capítulo redondo, bem alinhavado, no qual a clareza e a fluidez da narrativa se sobressaíram

Os diretores artístico Maurício Farias e geral André Câmara expõem com clareza e fluidez a narrativa da obra. O capítulo ficou redondo, bem alinhavado, revelando aos espectadores com enorme mérito de que se trata a história, quais são os principais conflitos que desencadearão os demais. Houve também tomadas aéreas de admirável impacto visual, captadas nas capitais de Goiás e Rio de Janeiro. A equipe de direção é composta ainda por Vicente Barcellos, Clara Kutner, João Gomez, Pedro Freire e Maria Clara Abreu. A direção de fotografia ficou sob o comando de Inti Briones, Chico Rufino e Alexandre Fructuoso. O trio se utilizou de uma paleta ampla de possibilidades neste episódio de estreia, como matizes mais desbotados em algumas cenas (com direito à luz estourada), adoção de cores mais fortes e realçadas (como no momento em que Lara está dançando numa roda de samba e conhece Christian) e o aproveitamento das luzes artificiais das ruas cenográficas, resultando num bonito efeito. A produção musical ocupou um lugar de destaque na trama. Os produtores Branco Mello, Márcio Lomiranda e Mú Carvalho abraçaram com afeto a brasilidade de nossas canções, a começar pelo empolgante tema de abertura, “Sulamericano”, uma parceria de BaianaSystem e Manu Chao, além de “Explode Coração” na versão de Zizi Possi e “Ser Feliz”, de Caraivana. Escrita com Leonardo Moreira e Rodrigo Castilho, e tendo uma participação especial adorável de Tonico Pereira como o professor Romero, “Um Lugar Ao Sol” parece ter conquistado o seu lugar. Parece não, conquistou.

Assista ao teaser oficial de “Um Lugar Ao Sol”:

Categorias: TV

Camila Queiroz (Angel) entre Romulo Estrela (Cristiano) e Agatha Moreira (Giovanna), o explosivo trio de “Verdades Secretas II”/Foto: Pedro Pinho

“Verdades Secretas”, exibida em 2015, impactou o público ao abordar temas tabus na televisão brasileira, como prostituição de luxo e dependência química em crack, tendo como um de seus principais cenários uma agência de modelos

Em 2015 Walcyr Carrasco impactou o público com um conjunto de personagens amorais numa sedutora trama das 23h exibida pela Rede Globo que continha prostituição de luxo (promovida por meio do chamado “book rosa”), tráfico de drogas (entorpecentes sintéticos), dependência química (em específico o crack) e toda a sorte de traições, tendo como um de seus principais cenários uma agência de modelos, a Fanny Models (Marieta Severo interpretava Fanny Richard, a proprietária da agência). A novela ganhadora do Emmy Internacional “Verdades Secretas”, reprisada atualmente em edição especial na emissora, deixou em aberto no seu final a possibilidade de uma sequência. A mente produtiva e inquieta do autor criou assim “Verdades Secretas II”, lançada no último dia 20 de outubro ao vivo no Globoplay para assinantes e não assinantes (para estes, somente o primeiro episódio), tornando-se a primeira novela original da plataforma de streaming.

A trama de Walcyr Carrasco traz de volta as atrizes Camila Queiroz e Agatha Moreira, que brilharam na novela original como Angel e Giovanna respectivamente, e um dos atores mais disputados do momento, Romulo Estrela

A história, escrita com Marcio Haiduck, Nelson Nadotti e Vinicius Vianna, inicia-se com a ex-modelo Angel (Camila Queiroz adotando o novo tom de arrogância do papel) em apuros financeiros após o fatal e nebuloso acidente automobilístico que vitimou o seu marido Guilherme (Gabriel Leone). Atolada em dívidas e com um filho pequeno para cuidar, Fabrício (Bernardo Lessa; a criança sofre de uma grave doença), a outrora inocente Arlete decide retomar a carreira na moda com a ajuda de seu amigo, o booker Visky (Rainer Cadete mantém a fórmula do sucesso de seu personagem), agora trabalhando em outra agência de São Paulo, capitaneada por Blanche (a luxuosa presença da atriz portuguesa Maria de Medeiros; Maria ganhou o mundo com a sua participação no filme de Quentin Tarantino “Pulp Fiction”, de 1994). O que Angel não supunha é que o lado sombrio do qual fez parte um dia continua vigente, desta vez na empresa de Blanche. Já Giovanna (Agatha Moreira selvagem e sensual; a atriz ostenta cabelos curtos e loiros), egressa de Paris, onde trabalhou como modelo, é movida pela sanha de provar que Angel matou o seu pai, o empresário Alexandre Ticiano (Rodrigo Lombardi). Para isso, contrata os serviços de Cristiano (Romulo Estrela com forte presença cênica; o intérprete, que vem colecionando protagonistas desde a novela “Deus Salve o Rei”, está em ótima forma física), um misterioso ex-policial com quem acaba se envolvendo.

Amora Mautner, a quem cabe a direção artística da produção do Globoplay, imprimiu à obra uma sofisticação visual impressionante, fazendo inclusive alusão ao clássico hitchcockiano “Janela Indiscreta”, com cenas que desnudam o cotidiano dos personagens por meio de suas janelas

Neste primeiro capítulo, vimos bons embates entre Angel e Giovanna e um promissor jogo sexual entre esta e o investigador (há uma deliciosa cena de dança entre ambos muito bem coreografada; mérito da coreógrafa e professora de dança Grazzy Brugner). Amora Mautner, diretora artística, coloca suas fichas com arrojo na sofisticação visual dos takes, imprimindo a “Verdades Secretas II” um timing qualitativo próprio do cinema e das séries do streaming. A diretora abraçou com notável propriedade o legado hitchcockiano do clássico de 1954 “Janela Indiscreta” (“Rear Window”) ao desvelar o cotidiano dos personagens Angel, Giovanna e Cristiano através das janelas de seus prédios. O efeito é fantástico. Por sinal, a maneira como retrata em imagens a fileira de edifícios paulistanos é um primor. A direção também incorporou à narrativa grafismos coloridos que indicam nomes e horários, o que lhe confere um caráter moderno. Amora conta com a valiosa direção dos cineastas Bruno Safadi (“Love Film Festival”), Gabriela Amaral Almeida (“O Animal Cordial) e Fellipe Barbosa (“Gabriel e a Montanha”). A estonteante fotografia de Andre Horta explora os muitos néons e ambientes esverdeados de uma São Paulo com tintas futuristas, como o edifício-garagem onde ocorre o encontro de Cristiano e Giovanna. O primeiro capítulo nos trouxe de volta bons atores de “Verdades Secretas”, como Guilhermina Guinle (Pia), Dida Camero (Lurdeca), Gláucio Gomes (Robério), João Vitor Silva (Bruno) e Adriano Toloza (Igor). Na trama, também estão os excelentes Maria Luisa Mendonça (em participação especial, defende a angustiada Araídes, uma antiga amante do pai de Guilherme, com quem teve uma filha, Lara, Julia Byrro), Sérgio Guizé (Ariel, dono de uma boate, a Radar Club) e Gabriel Braga Nunes (Percy, o milionário sócio de Ariel que se interessará por Angel). Ícaro Silva e Erika Januza são mais dois nomes da história que prometem. Ícaro representa o modelo Joseph, amante de Blanche, com quem Visky terá um affair. E Erika vive a modelo Laila, casada com Ariel, a qual será obrigada pela dona da agência Blanche Models a consumir remédios para emagrecer. Com uma selecionadíssima produção musical de Eduardo Queiroz, que inclui “Flerte Revival” na voz de Letrux, e “Two Weeks” (tema de abertura), de FKA Twigs, “Verdades Secretas II” se consagra como um ótimo thriller erótico/policial, não sendo segredo para ninguém que o público está preso com a técnica do “shibari” aos seus próximos capítulos.

Assista ao trailer oficial de “Verdades Secretas II”:

Lucas Oradovski caracterizado como a intrigante e sedutora figura burlesca do belo documentário de Manuh Fontes/Foto: Leandro Pagliaro/Divulgação

Responsável pelo argumento, a atriz e produtora Maytê Piragibe se lança em um delicado projeto pessoal que visa a esmiuçar o processo de criação artística, valendo-se dos depoimentos de atores de gerações diversas

“Talvez criar não seja nada mais do que se lembrar profundamente”. Com este pensamento sobre a criação do filósofo e poeta tcheco Rainer Maria Rilke se inicia o envolvente documentário com argumento de Maytê Piragibe e roteiro e direção de Manuh Fontes “Mise en Scène – A Artesania do Artista” (2021), disponível recentemente no catálogo do Globoplay. Vários atores de inegável relevância e outros talentos mais jovens foram convocados por Manuh a darem os seus esclarecedores depoimentos sobre seus processos de criação artística, entremeados com suas visões particulares acerca da infância, vida, política e morte.

Neste documentário livremente inspirado na obra do filósofo Rilke, o público descobre como surgiu a paixão de Antonio Fagundes pela leitura e como Marco Nanini se comporta atualmente com relação ao tempo

Livremente inspirada na obra de Rilke, a cineasta inseriu acertadamente belas citações na voz cristalina de Gloria Pires. Entre uma fala e outra, há as aparições idílicas de uma figura burlesca (Lucas Oradovski; excelente em sua expressão corporal; esta mesma figura se relaciona com uma menina sorridente, Violeta Piragibe, filha de Maytê). Antonio Fagundes relata que uma enfermidade na infância o levou a ficar acamado por seis meses, fazendo-o se apaixonar pela leitura (ele valoriza ainda o hábito da observação). Fagundes, em tom assertivo, diz que o teatro é a “pátria do ator”. Marco Nanini revela que precisa se despir do personagem, não levá-lo consigo. Ele confessa estar passando por uma fase mais contemplativa em sua vida, com uma perspectiva sobre o tempo distinta de quando era mais jovem. Zezé Motta afirma que ao compor uma música pensa logo em uma personagem. A atriz de filmes de sucesso como “Xica da Silva” (1976) e “Quilombo” (1984) não hesita em defender que os artistas devem assumir uma posição política, além de nos contar uma experiência pessoal de violência na época da ditadura militar. Cássia Kis não estima o termo “interpretar” e sim “estar presente, viver”. Cássia levanta ilações de que ninguém sabe como o outro nos enxerga, dizendo que nem ela mesma sabe quem é. Dira Paes discorre sobre o “deslocamento de energia” na atuação, falando também sobre a necessidade de se ter um foco. A intérprete paraense que começou a sua carreira ainda muito menina em um filme do diretor inglês John Boorman, “A Floresta das Esmeraldas” (1985), reflete que a composição de uma personagem se inicia a partir do momento em que calça os seus sapatos. Camila Pitanga assevera que a dança sempre teve um papel importante em sua vida na expressão artística (há uma cena em que Camila divide um instante espontâneo ao piano com a sua filha Antonia Pitanga). Maytê Piragibe recorre a rituais terapêuticos (cristais, aromaterapia etc) para se desprender de possíveis energias pesadas colhidas em uma cena específica. Maytê encena performances em uma praia ornada com instalações. Gabriel Leone confidencia-nos acerca de sua relação ambígua com o espelho, sem desmerecer a sua significância na criação de um papel. O ator nos apresenta um processo criativo com todas as suas etapas em que se transforma em um ser feminino. Bruno Fagundes assegura-nos que as cores ocupam uma função precípua em seu processo de criação. Em certa ocasião, o filho de Antonio Fagundes lança mão de tintas coloridas, espalha-as em uma tela em branco sobre o chão com as suas próprias mãos, deixando que aflore seu furor criativo. O colombiano Gustavo Miranda se diz encantado com a riqueza cultural de nosso país, referindo-se sobretudo à efervescência da cidade de São Paulo, na qual sempre há um lugar onde se pratica a arte. O bailarino também colombiano Mauricio Flórez se encarrega de executar plásticos e harmônicos movimentos corporais.

“Mise en Scène – A Artesania do Artista” é antes de tudo uma produção que cumpre seu papel de louvor à cultura com inegável magnitude

A direção de fotografia de Leandro Pagliaro (produtor executivo juntamente com Manuh Fontes e Maytê Piragibe) prima pelo bom gosto, com o aproveitamento de luzes naturais e indiretas, como abajures e velas, logrando um exitoso resultado. O belo documentário de Manuh Fontes, que exibe sensibilidade na direção e coerência no roteiro, apoia-se na poética e fluente trilha de Lucas Marcier e Rodrigo de Marsillac e na bem conduzida montagem de Isabel Salomon. “Mise en Scène – A Artesania do Artista”, que concorreu ao Prêmio de Melhor Documentário no Festival Independente de Toronto, no Canadá, alveja públicos que se engajam no aprimoramento das artesanias de suas criações de vida pessoais e artísticas, cumprindo seu papel de louvor à cultura com inegável magnitude.

Assista ao trailer oficial do documentário:

Foto: Paulo Ruch

A apresentadora e modelo Mariana Weickert na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, no Parque Cândido Portinari.

Mariana é catarinense de Blumenau.

Começou a sua carreira na moda com quatorze anos de idade.

Logo, viajou para a Europa a trabalho.

Tornou-se uma das principais modelos do país com grande sucesso no mercado internacional.

Fez desfiles e participou de campanhas de marcas prestigiadíssimas como Calvin Klein, Chanel, Alexander McQueen, Gucci, Ralph Lauren, Roberto Cavalli, Stella McCartney, Marc Jacobs, Givenchy, Louis Vuitton, Versace, Fendi e Armani, dentre outras.

Era frequentemente convidada para estrelar ensaios e estampar capas de revistas renomadas, como “W”, “The Face”, “Visionaire”, “FAB Magazine”, “Vogue” inglesa e América, além de outras.

Foi clicada pelo badalado fotógrafo peruano Mario Testino para o disputado calendário Pirelli, no mês de maio de 2001.

Com 23 anos, decide retornar ao Brasil e investir na carreira de apresentadora, sem no entanto deixar de atuar na moda.

Seu primeiro contrato como apresentadora foi assinado em 2004 com a MTV, onde passou a comandar a partir de 2005 o programa “Pé Na Areia”, que tinha como locações praias brasileiras (na atração, que era transmitida no verão, Mariana recebia com Marcos Mion cantores e bandas musicais).

Seu próximo desafio neste ofício foi conduzir, ao lado do jornalista Marcelo Tas e do cantor e compositor Lobão, a produção “Saca-Rolha”, na Rede 21.

Saindo desta área, mostrou toda a sua ginga e ritmo ao ser uma das participantes do talent show “Dança dos Famosos”, quadro do extinto “Domingão do Faustão”, da Rede Globo.

Suas habilidades como apresentadora e seu know-how como top model a fizeram ser convidada pelo canal GNT para ser repórter do “GNT Fashion” (o programa, com Lilian Pacce na apresentação, acompanhava as principais notícias sobre moda no mundo, além de cobrir as mais importantes semanas de moda brasileiras).

Outra função que lhe coube muito bem foi conduzir a atração, também do GNT, “Vamos Combinar Seu Estilo”, na qual Mariana auxiliava o convidado em questão a buscar da melhor forma possível o seu estilo, utilizando-se de suas peças de vestuário.

Assume por cerca de três anos a missão de ser uma das apresentadoras do programa jornalístico “A Liga”, veiculado pela Band (a produção visava a contar ao público de maneiras diferentes, com o uso do humor, do drama e de uma certa acidez, uma mesma notícia).

De volta ao GNT, durante um período de quatro anos, Mariana se ocupou com a apresentação do reality “Desafio da Beleza”, juntamente com o maquiador e consultor de beleza Fernando Torquatto (no programa, concorrentes participavam de provas semanais até que o vencedor final se tornasse a nova sensação da maquiagem brasileira; o beauty artist Ricardo dos Anjos era o jurado fixo).

Paralelo a esta produção, Mariana, novamente com Ricardo dos Anjos, capitaneou o reality “S.O.S Salvem o Salão”, cujo objetivo era ajudar donos de salões de beleza a incrementarem os seus estabelecimentos no sentido de se tornarem um grande atrativo em seus respectivos bairros.

Atualmente, Mariana Weickert é repórter da revista eletrônica apresentada por Eduardo Ribeiro e Carolina Ferraz “Domingo Espetacular”, exibida pela RecordTV aos domingos.

Agradecimento: TNG

Da esquerda para a direita, os atores Gabriela Medvedovski (Pilar), Michel Gomes (Jorge), Mariana Ximenes (Luí
sa, a Condessa de Barral), Selton Mello (D. Pedro II) e Letícia Sabatella (Imperatriz Teresa Cristina)/Foto: João Miguel Júnior/Gshow

Sendo parte de uma trilogia iniciada pela novela “Novo Mundo”, a atual trama das 18h da Rede Globo se concentra desta vez no reinado de D. Pedro II com todas as conjunturas políticas que o cercam somadas às relações familiares com sua esposa e filhas e seu romance com a Condessa de Barral

Os autores Thereza Falcão e Alessandro Marson trouxeram de volta a alegria aos telespectadores de novelas com a primeira trama completamente inédita após a pandemia, “Nos Tempos do Imperador”, estreia da última segunda-feira às 18h na Rede Globo. Parte de uma trilogia iniciada com “Novo Mundo” (2017), a ótima produção atual é centrada no período de reinado de D. Pedro II a partir do ano de 1856, revelando seus posicionamentos face a Guerra do Paraguai e suas relações com a esposa Teresa Cristina, as filhas Isabel e Leopoldina, e sua amante Luísa, a Condessa de Barral. Com direção artística de Vinícius Coimbra (experiente em produções históricas) e geral de João Paulo Jabur, a história se inicia com uma viagem de férias de D. Pedro II (Selton Mello em belo retorno à TV) e a Imperatriz Teresa Cristina (a sempre cativante Letícia Sabatella) em um cenário que descortina a beleza do Brasil. Num momento de tensão, o Imperador é surpreso pelo general paraguaio Solano López (Roberto Birindelli, inspirado) que tenta convencê-lo a formar uma aliança com propósitos econômicos que desagradariam aos países vizinhos, Argentina e Uruguai, podendo culminar em uma guerra. Em outro quadro, no Recôncavo da Bahia, vemos a Condessa de Barral (Mariana Ximenes, inebriante) no funeral de seu pai sendo aborrecida pelos Coronéis Ambrósio (Roberto Bomfim) e Eudoro (José Dumont) que desejam comprar suas terras de cana-de-açúcar herdadas. Roberto e José assumem nobremente seus papéis. Alexandre Nero representa o ambicioso e fanfarrão Tonico Rocha (excelente trabalho de composição), prometido por seu pai Ambrósio em casamento à jovem Pilar (a doce Gabriela Medvedovski), filha de Eudoro, que decide fugir de casa para se tornar médica. João Pedro Zappa, como Nélio, acompanhante de Tonico, mostra desenvoltura em cena. Paralelo a isso, o escravo Jorge (Michel Gomes em elogiável performance) planeja com escravos malês uma invasão à fazenda de seu pai Ambrósio com o intuito de libertar sua irmã e outros aprisionados. Ferido por ser suspeito da morte de seu progenitor, Jorge acaba sendo socorrido por Pilar (o casal promete entrosamento) enquanto é procurado por Tonico, sedento por vingar seu pai.

Com uma narrativa forte e ágil que nos desperta enorme interesse, juntamente com belos elenco, figurinos, fotografia e produção musical, a trama de Thereza Falcão e Alessandro Marson nos traz de volta os bons tempos do telespectador

A novela, que tem como autores colaboradores Júlio Fischer, Duba Elia, Wendell Bendelack e Lalo Homrich, possui uma narrativa forte, ágil e interessante, sendo obedecida com primor pelos seus diretores, que souberam alternar com equilíbrio takes de ação com outros mais dialogados. Além dos intérpretes mencionados, sobrou talento aos demais artistas que estiveram no primeiro capítulo do novo folhetim das seis da tarde. Os impagáveis Dani Barros (Clemência), Augusto Madeira (Quinzinho; Theo de Almeida defendeu o personagem na infância em “Novo Mundo”), Vivianne Pasmanter (Germana) e Guilherme Piva (Licurgo) lideraram a parte cômica da estreia (Vivianne e Guilherme fizeram tanto sucesso na novela anterior de Thereza e Alessandro que retornaram nesta versão da trilogia incrivelmente caracterizados). Lu Grimaldi é outra respeitada atriz que volta à trama revivendo a criada, agora governanta, Lurdes. A personagem Celestina, dama de companhia da Imperatriz Teresa Cristina, está em boas mãos ao ser entregue a Bel Kutner. Já Thierry Tremouroux encarna com dignidade o Conde Eugênio, casado com Luísa. Deve-se prestar atenção a Júlia Freitas, atriz adolescente que personifica Dolores, irmã de Pilar. As filhas de D. Pedro II, Isabel e Dina/Leopoldina, são desempenhadas respectivamente por Any Maia e Melissa Nóbrega, papéis que serão vividos mais tarde por Giulia Gayoso e Bruna Griphao. A atração cresce com a fotografia sensível de Ricardo Gaglianone (vale destacar o duelo entre escravos e capatazes), os figurinos esplêndidos de Beth Filipeck e Renaldo Machado, e a rica e irresistível produção musical de Sacha Ambach e Rafael Langoni Smith, que nos traz Milton Nascimento (“Cais”, tema de abertura), Elis Regina, Clara Nunes e Clementina de Jesus e Ney Matogrosso e Nação Zumbi interpretando Secos & Molhados (as composições originais da trilha incidental são notadamente marcantes). “Nos Tempos do Imperador” merece todo o nosso respeito por ser antes de tudo uma novela fruto de atos de coragem e amor à dramaturgia, por ser realizada, enfrentando todos os obstáculos, em um período dificílimo para o mundo. A obra criada e escrita por Thereza Falcão e Alessandro Marson nos trouxe de volta os bons tempos do telespectador.

Assista ao trailer oficial da novela:

Categorias: TV

Foto: Paulo Ruch

A top Bruna Tenório logo ao chegar na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, em sua temporada Verão 2016, no Parque Cândido Portinari.

Nascida em Maceió, Alagoas, Bruna sempre se interessou por moda, acompanhando o trabalho de sua mãe costureira na infância.

Morando em Nova York, é agenciada no momento pelas agências NY Models, Elite London & Paris, Women Milan e Uno Spain.

Iniciou sua carreira desfilando em sua cidade natal, participando paralelamente de testes para agências importantes da Região Sudeste.

Após idas e vindas, de volta à Alagoas, acabou sendo descoberta por um olheiro que a levou para São Paulo.

Poucos meses foram suficientes para que a jovem modelo fosse convidada para assinar um contrato com uma agência nova-iorquina e fosse escalada para passar uma temporada em Hong Kong.

Em 2006, marca presença em quase 30 desfiles em sua estreia na São Paulo Fashion Week (seu sucesso na semana de moda paulista lhe rendeu o título de “Modelo Revelação”).

Internacionalmente, Bruna vestiu coleções de grifes luxuosas em desfiles da Versace, Marc Jacobs, Yves Saint Laurent, Burberry e Dolce & Gabbana (uma curiosidade: tornou-se neste período uma modelo fitting – garota fitting ou “fitting girl”, o que significa que as demais profissionais tivessem o mesmo padrão de suas medidas corporais).

No ano seguinte, durante a temporada de verão, fazendo a ponte Paris – Milão – Nova York, circulou pelas passarelas de quase 100 marcas ou estilistas, dentre eles John Galliano, Benetton, Karl Lagerfeld, Chanel, Christian Dior, Louis Vuitton, Hermès, Givenchy, Dolce & Gabbana, Versace e Armani (também foi considerada modelo revelação).

Ainda em 2007, deu mais um passo significativo em sua profissão, ao fechar um contrato de dois anos com a empresa de cosméticos japonesa Shiseido.

Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel, resolveu chamar Bruna para estampar o lookbook de alta-costura de verão da marca depois de seu desfile (Karl, que também era fotógrafo, fez os registros em Paris).

Depois de desfilar para o estilista Marc Jacobs em Nova York em uma temporada de inverno em 2011 recebeu um convite dele mesmo para desfilar para a Louis Vuitton com exclusividade em Paris.

Com bastante prestígio no mundo fashion, recebeu, ainda neste ano, um convite do estilista Ralph Lauren para fechar o seu desfile.

Ganhou novamente em 2014 o posto de “fitting girl” da marca italiana Dolce & Gabbana.

Mais uma de suas conquistas foi ter figurado na lista dos 50 brasileiros mais estilosos do universo da moda eleitos pelo site FFW.

A modelo já assinou contratos com outras marcas de relevância mundial, como Kenzo, L’Oreal, Vera Wang, Shu Uemura e GAP.

Trabalhou com exclusividade para as marcas MAC, Saks Fifth Avenue e St. John e para a estilista Anna Sui.

Fez a campanha mais recente Pre-Spring da Ralph Lauren das linhas Black e Blue Label da Cruise Colletion.

Bruna já foi vista nas capas e páginas de inúmeras revistas badaladas, como Vogue Brasil (fotos de Jacques Dekequer), Elle Brasil (capa e editorial), Elle Vietnam (capa e editorial), Elle China (capa e editorial), Flair Itália (editorial), Vogue Itália (fotos de Mark Seliger; look de Roberto Cavalli), Vogue América e Allure (fotos de Greg Kadel), Vogue China (fotos de Stephane Coutelle), Vogue Turquia (fotos de David Bellemere), Glamour Holanda, Glamour Italia, Baazar Brasil, Glass Magazine, Elle Magazine, Marie Claire Brasil, FFW Mag, Vestal Magazine e Revue de Mode (capa).

Bruna Tenório, além de seus compromissos de modelo, também é empresária do ramo de joias (após os estudos em design de joias, lançou a Bruna Tenório Jewelry).

Agradecimento: TNG

Foto: Paulo Ruch

A top Bruna Tenório logo ao chegar na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, em sua temporada Verão 2016, no Parque Cândido Portinari.

Nascida em Maceió, Alagoas, Bruna sempre se interessou por moda, acompanhando o trabalho de sua mãe costureira na infância.

Morando em Nova York, é agenciada no momento pelas agências NY Models, Elite London & Paris, Women Milan e Uno Spain.

Iniciou sua carreira desfilando em sua cidade natal, participando paralelamente de testes para agências importantes da Região Sudeste.

Após idas e vindas, de volta à Alagoas, acabou sendo descoberta por um olheiro que a levou para São Paulo.

Poucos meses foram suficientes para que a jovem modelo fosse convidada para assinar um contrato com uma agência nova-iorquina e fosse escalada para passar uma temporada em Hong Kong.

Em 2006, marca presença em quase 30 desfiles em sua estreia na São Paulo Fashion Week (seu sucesso na semana de moda paulista lhe rendeu o título de “Modelo Revelação”).

Internacionalmente, Bruna vestiu coleções de grifes luxuosas em desfiles da Versace, Marc Jacobs, Yves Saint Laurent, Burberry e Dolce & Gabbana (uma curiosidade: tornou-se neste período uma modelo fitting – garota fitting ou “fitting girl”, o que significa que as demais profissionais tivessem o mesmo padrão de suas medidas corporais).

No ano seguinte, durante a temporada de verão, fazendo a ponte Paris – Milão – Nova York, circulou pelas passarelas de quase 100 marcas ou estilistas, dentre eles John Galliano, Benetton, Karl Lagerfeld, Chanel, Christian Dior, Louis Vuitton, Hermès, Givenchy, Dolce & Gabbana, Versace e Armani (também foi considerada modelo revelação).

Ainda em 2007, deu mais um passo significativo em sua profissão, ao fechar um contrato de dois anos com a empresa de cosméticos japonesa Shiseido.

Karl Lagerfeld, diretor criativo da Chanel, resolveu chamar Bruna para estampar o lookbook de alta-costura de verão da marca depois de seu desfile (Karl, que também era fotógrafo, fez os registros em Paris).

Depois de desfilar para o estilista Marc Jacobs em Nova York em uma temporada de inverno em 2011 recebeu um convite dele mesmo para desfilar para a Louis Vuitton com exclusividade em Paris.

Com bastante prestígio no mundo fashion, recebeu, ainda neste ano, um convite do estilista Ralph Lauren para fechar o seu desfile.

Ganhou novamente em 2014 o posto de “fitting girl” da marca italiana Dolce & Gabbana.

Mais uma de suas conquistas foi ter figurado na lista dos 50 brasileiros mais estilosos do universo da moda eleitos pelo site FFW.

A modelo já assinou contratos com outras marcas de relevância mundial, como Kenzo, L’Oreal, Vera Wang, Shu Uemura e GAP.

Trabalhou com exclusividade para as marcas MAC, Saks Fifth Avenue e St. John e para a estilista Anna Sui.

Fez a campanha mais recente Pre-Spring da Ralph Lauren das linhas Black e Blue Label da Cruise Colletion.

Bruna já foi vista nas capas e páginas de inúmeras revistas badaladas, como Vogue Brasil (fotos de Jacques Dekequer), Elle Brasil (capa e editorial), Elle Vietnam (capa e editorial), Elle China (capa e editorial), Flair Itália (editorial), Vogue Itália (fotos de Mark Seliger; look de Roberto Cavalli), Vogue América e Allure (fotos de Greg Kadel), Vogue China (fotos de Stephane Coutelle), Vogue Turquia (fotos de David Bellemere), Glamour Holanda, Glamour Italia, Baazar Brasil, Glass Magazine, Elle Magazine, Marie Claire Brasil, FFW Mag, Vestal Magazine e Revue de Mode (capa).

Bruna Tenório, além de seus compromissos de modelo, também é empresária do ramo de joias (após os estudos em design de joias, lançou a Bruna Tenório Jewelry).

Agradecimento: TNG

Foto: Paulo Ruch

A modelo, consultora de moda e apresentadora Isabella Fiorentino na edição comemorativa dos 20 anos da São Paulo Fashion Week, em sua temporada Verão 2016, no Parque Cândido Portinari.

Paulistana, Isabella começou a deslanchar na carreira após trabalhar com fotógrafos badalados como Luiz Tripolli e Azemiro de Souza, o Miro.

Uma de suas primeiras conquistas foi ter vencido a etapa nacional do “Supermodel of the World”, promovida pela agência Mega Model Brasil em 1995.

A vitória lhe abriu as portas, sendo convidada para estampar a capa da revista Vogue e para desfilar na São Paulo Fashion Week.

Internacionalmente sua vida profissional começa em 1996 em Milão, mudando-se dois anos depois para Nova York.

Três anos após, em 2001, a top model resolveu compartilhar a sua experiência com pretendentes à carreira ao fundar a escola de modelos Oficina da Imagem (em 2005, houve uma alteração da proposta, surgindo a partir daí o “Workshop de Moda – Isabella Fiorentino”, um curso de caráter itinerante que passa a ser ministrado em todo o país).

Neste mesmo ano, Isabella comemora 15 anos de carreira, e a maneira que encontrou para celebrá-los se deu através de uma exposição de fotos no lounge de uma edição da São Paulo Fashion Week (na mostra, homenageou com fotos profissionais com quem trabalhou, como Luiz Tripolli, Miro, Bob Wolfenson, J.R. Duran e Duda Molinos).

Sua estreia como apresentadora de TV pôde ser conferida ainda em 2005 no programa de variedades “Tudo a Ver”, na Rede Record.

A boa performance na produção a levou a ser escalada na mesma função para outra atração da emissora, o “Super Sábado”.

Mais uma chance para exibir a sua habilidade como apresentadora surgiu com a revista eletrônica matutina “Hoje em Dia”.

Seus conhecimentos sobre moda fizeram com que lhe fosse dado um espaço como colunista na revista feminina Estilo, onde também deu dicas sobre cuidados com a beleza e bem-estar.

Em 2009 aparece no SBT como uma das apresentadoras do programa “Esquadrão da Moda”, que se propõe a mudar o visual de seus participantes (Isabella se mantém no posto até hoje; ao seu lado está o stylist Arlindo Grund; a atração é baseada em “What Not To Wear”, do Discovery Home & Health e BBC).

No mesmo canal, em 2013, faz algo diferente ao participar da novela infantil “Chiquititas”, uma adaptação de Íris Abravanel do original argentino de Cris Morena.

Desde 2015, faz participações no tradicional programa filantropo do SBT “Teleton”.

No cinema, ouvimos a sua voz na personagem Florence do filme de animação “Minhocas” (2013), uma coprodução Brasil/Canadá.

Isabella Fiorentino emprestou a sua beleza e profissionalismo aparecendo em duas temporadas especiais do talent show de culinária do SBT “Bake Off Brasil: Mão na Massa” (“Bake Off SBT”, em 2017, e “Bake Off SBT 3”, em 2019).

Agradecimento: TNG

Leticia Colin como a estilista Manu em “Sessão de Terapia”, série dirigida por Selton Mello disponível no Globoplay/Foto: Helena Barreto/Globoplay

Leticia Colin vive Manu, uma estilista bem-sucedida mãe de uma filha pequena que recorre ao terapeuta Caio, Selton Mello, objetivando entender suas angústias e perturbações emocionais decorrentes da maternidade

Na sexta-feira passada, o Globoplay disponibilizou a 5ª temporada da bem-sucedida e longeva (estreou em outubro de 2012) série “Sessão de Terapia”, tendo à frente de seu elenco mais uma vez Selton Mello como o terapeuta Caio Barone (Selton passou a interpretá-lo a partir da 4ª temporada; nas três primeiras quem defendeu o papel foi Zécarlos Machado). No primeiro episódio desta nova leva, já inserida no contexto da pandemia de Covid-19, Caio, aturdido com o término de seu relacionamento com sua ex-supervisora Sofia (Morena Baccarin em participação especial) e a perda de sua mãe, recebe a visita em seu consultório de sua potencial paciente, a estilista Manu (Leticia Colin). Realizada em sua profissão, Manu, visivelmente abalada, aflige-se com sua atual condição materna, após inúmeras tentativas de gerar um filho. Percebendo o conflito fantasia/realidade do qual Manu é vítima, Caio se empenha em fazê-la enxergar o desejo idealizado que a frustrou.

Selton Mello conduz com elegância e sofisticação a série, impressionando também com a sua atuação distanciada, além de extrair de Leticia Colin toda a sua inteligência interpretativa evidenciada em uma paleta múltipla de emoções

Produzida por Roberto D’Ávila, a série é dirigida pela quinta vez por Selton, que esbanja elegância e sofisticação na composição das cenas (o diretor, vindo do cinema com obras elogiadas como “Feliz Natal” e “O Palhaço”, não se furta a explorar imagens distorcidas através dos vidros, por vezes caleidoscópicas, num equilíbrio bem estudado dos planos e contraplanos, closes e planos abertos). Como ator, Selton logra um impressionante distanciamento, no entanto vislumbramos nos detalhes suas reações emocionais. Leticia Colin trilha com inteligência uma gradação dificultosa de sentimentos e posturas, como autoconfiança, dúvidas, dilemas morais, ansiedade e fraqueza. Os dois duelam com brilho.

A série marca o encontro dos irmãos Selton e Danton Mello e coloca frente a frente o ator/diretor com o amigo de longa data Rodrigo Santoro

Escrita com riqueza narrativa e coesão dramática por Jaqueline Vargas (além de escrever a série, também é responsável pelo roteiro final) e Ana Reber, a série é embalada a todo o tempo pela instigante trilha sonora original de Plínio Profeta. A bonita fotografia de Rodrigo Monte e Fabio Burtin se vale das luzes de abajures e luminárias, alcançando um harmonioso painel de cores. Também uma realização do canal GNT e da Moonshot Pictures, “Sessão de Terapia” possui 10 episódios disponíveis no Globoplay (serão no total 35, sendo que 5 serão lançados semanalmente às sextas-feiras). A série contará com outros intérpretes que darão vida aos pacientes, além de Rodrigo Santoro, a quem caberá representar o supervisor de Caio Davi Greco (Christian Malheiros como o motoboy Tony; Luana Xavier como Giovana, que sofre de compulsão alimentar; e Miwa Yanagizawa, como a enfermeira Lidia, portadora de estresse pós-traumático após atuar na linha de frente no combate à pandemia do coronavírus). Danton Mello, irmão de Selton na vida real, fará uma participação especial como Miguel, irmão até então desconhecido do terapeuta. Neste momento de tantas angústias, medos e incertezas pandêmicas o espectador só tem a ganhar em “marcar uma consulta” com Caio em “Sessão de Terapia”. Devido à procura, melhor marcar com antecedência.

Assista ao teaser oficial de “Sessão de Terapia”: