
Luminárias, travessas, portarretratos e vasos à venda na feira de moda Babilônia Feira Hype, no Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Babilônia Feira Hype
Não foram raros os momentos teledramatúrgicos em que a vingança como recurso de identificação e desenvolvimento de uma personagem foi ricamente explorada por um autor de novelas. Exemplos não nos faltam: a Márcia de Malu Mader em “O Dono do Mundo”, a Flora de Patrícia Pillar em “A Favorita” e a Norma de Gloria Pires em “Insensato Coração”. A vingativa da vez é interpretada com primor pela fluminense Vanessa Giácomo, naquela que pode ser considerada como uma de suas melhores atuações. Vanessa, uma atriz “rodriguiana” (sim, fez o monólogo “Valsa N° 6”, de Nelson Rodrigues no teatro) que começou a trabalhar cedo, não preterindo o balé dos seus estudos, “comprou” a espinhosa missão de dar credibilidade a uma jovem de passado obscuro que possui como meta destruir de modo pleno a família Khoury da trama das 21h da Rede Globo, escrita por Walcyr Carrasco, “Amor à Vida”. E o alvo principal é o médico César (Antonio Fagundes). O que se sabe até então é que Aline Noronha é sobrinha de Mariah (Lúcia Veríssimo), suposta mãe de Paloma (Paolla Oliveira), que sofreu grave revés cometido pelo outrora presidente do Hospital San Magno. Giácomo, que coleciona muitos “remakes” na carreira, como “Sinhá Moça”, “Paraíso” e “Gabriela”, tendo estreado na TV já como protagonista na segunda versão de “Cabocla”, como Zuca, disputando o papel com várias candidatas, e que lhe rendeu importantes prêmios, decidiu se utilizar das natas e inquestionáveis beleza e sedução para pôr em prática o plano maquiavélico de sua Aline atual. Com jeito dulcíssimo, a artista que integrou o elenco de outras obras de Walcyr, como “Caras & Bocas” e “Morde & Assopra”, “anestesia” o público com os ardis e artimanhas engendrados. Verdade que a ex-secretária (uma figura onipresente nas produções televisivas brasileiras abordada sob diferentes prismas) não enganou de imediato a todos. Félix (Mateus Solano), Pilar (Susana Vieira) e Lutero (Ary Fontoura) sempre desconfiaram dos decotes mal-intencionados à mostra. Bernarda (Nathalia Timberg) fora conquistada à base de cupcakes. A moça que não “perdoa nem corretores de imóveis” (acredita-se que alicia Bruno, Malvino Salvador, com deliberado intuito de atingir Paloma), é hoje mãe de Júnior, suposto filho de Cesar (provável que em breve seja desmascarada quanto à questão do rebento não ser descendente do marido). Aline, “uma secretária de futuro” incerto que nos ensinou a “como eliminar seu chefe” despertou-nos para a sua desmedida ausência de escrúpulos e desrespeito com os semelhantes, lançando contra estes “petardos” como “bicha” ou algo similar, “velho ou velha” e “acabada”. É notório que também foi aviltada, ao ser chamada de “vadia” e “piranha”. Os objetivos de desforra da meiga e maliciosa mulher que gosta de comprar imóveis e colocá-los no próprio nome a fim de garantir a segurança de seu bebê dará a Vanessa posteriormente bastante possibilidades para demonstrar o talento que lhe é sobejo. A mesma Vanessa que recebeu de Gloria Perez a chance de vivenciar a esposa do seringueiro Chico Mendes na minissérie “Amazônia, De Galvez a Chico Mendes”, Ilzamar Mendes. A intérprete ademais “embrenhou-se” na temática espírita de Elizabeth Jhin em “Escrito nas Estrelas”, e na seara popular e carnavalesca de Aguinaldo Silva, em “Duas Caras”. Nos cinemas, “peregrinou” por universos inspirados em fatos reais (“Jean Charles”), rurais (“O Menino da Porteira”), fictícios (“Novela das 8”), e neste ano frequentara os “sets” de “Solidões”. Vanessa Giácomo, que acumula a função de ativista dos Direitos Humanos, deixa marca indelével no folhetim de Walcyr Carrasco como a bela e fatal Aline. Temos por lição o convencimento de que é correto quando se diz que “a vingança é um prato que se come frio”. E talvez seja até pior quando o prato em questão é um cupcake, e ainda por cima preparado por Aline Noronha.

O ator e modelo da 40° Models Rhuan Beskow no Fashion Rio Verão 13/14 (Marina da Glória).
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Nica Kessler
Coca-Cola Clothing
http://www.40grausmodels.com/

O ator e modelo da 40° Models Tiarles Fardin no Fashion Rio Verão 13/14 (Marina da Glória).
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Nica Kessler
Coca-Cola Clothing
http://www.40grausmodels.com/

A modelo e apresentadora do canal Glitz*, Talytha Pugliesi, ao lado do stylist Felipe Veloso, no Fashion Rio Verão 13/14 (Marina da Glória).
Talytha nasceu em Valinhos, SP.
Iniciara a carreira na moda ainda adolescente, tendo como sua primeira agência a Ford Models Brasil.
O seu nome despontou, e fora trabalhar em distintos países, como França, Japão e Estados Unidos.
A top desfilou para as mais relevantes marcas internacionais, dentre as quais se destacam Christian Dior, Louis Vuitton, Valentino, Yves Saint Laurent, Armani, Marc Jacobs, Givenchy, Chanel, Yohji Yamamoto, Versace, Bottega Veneta, Alexander McQueen e Celine.
Estrelou uma campanha da L’Oréal (também fez grande sucesso no Brasil, estampando seu belo rosto para campanhas publicitárias da H. Stern, Ellus e M.Officer).
Fotografou para revistas que são referências no mundo fashion, tais como Vogue (Paris, Itália, Espanha e Alemanha), Numéro e V MAGAZINE.
Na São Paulo Fashion Week (SPFW), desfilou para Lino Villaventura e Neon (concomitantemente, fazia matérias para o Glitz*).
Segundo o site models.com, foi considerada uma das cinco mais importantes modelos brasileiras do mundo, ao lado de Gisele Bündchen e Fernanda Tavares.
No canal Glitz*, apresentou o programa “Update” e se tornou jurada fixa do “Esquenta!”, dominical da Rede Globo comandado por Regina Casé.
Durante a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, Talytha Pugliesi ganhou uma nova atração, o “Guiados pelo Sabor”, na mesma emissora a cabo: percorreu, junto com o chef Harry Pagancoss, a maioria das cidades sedes do torneio mundial de futebol, como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília, Recife, Natal, Manaus, Porto Alegre, Salvador e Cuiabá (a atração ia ao ar uma vez por semana).
Felipe Veloso é um dos stylists mais celebrados atualmente.
É o responsável pela imagem da atriz e apresentadora Regina Casé.
Dentre as suas notórias contribuições, sobressaem aquelas para as marcas Victor Dzenk, Espaço Fashion, Isabela Capeto, Zapping e Sommer.
Em alguns casos, definiu o “casting” dos desfiles que produziu.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: Nica Kessler
Coca-Cola Clothing
Há alguns personagens em “Amor à Vida”, novela das 21h da Rede Globo, de Walcyr Carrasco, cujos perfis são contextualizados no drama e na comédia, como são os casos de Márcia (Elizabeth Savalla) e Valdirene (Tatá Werneck). Carlito, o personagem do campineiro formado em Artes Cênicas pela Faculdade Paulista de Artes, Anderson Di Rizzi, não foge a esta sedutora regra. Não foram poucas as vezes em que nos deixamos comover pela sensibilidade à flor da pele do “DJ’s”, evidenciada nas profusas lágrimas que brotaram de seus vívidos olhos sem vergonha da condenação machista alheia, e nos divertimos também com o seu peculiar jeito de ser. Chamado de “Palhaço” por “Valdirene’s”, o que a princípio poderia soar como pejorativo, tornou-se um epíteto carinhoso quando o ouvimos vindo da jovem não tão mais “piradinha” assim. O rapaz romântico que em noite bonita no terraço com a sua amada usa meio queijo para representar a lua, veste-se de modo estiloso e brilhante, ostentando seus bíceps “inflados” sempre que pode para a vizinhança e para os frequentadores dançantes de suas festas. Carlos José dos Santos Araújo “abraça” convictamente o gerúndio no linguajar, e vibra de maneira alucinada com autênticas coreografias defronte as “pick-ups”. Vê-se objeto de pilhérias, chistes e gracejos impiedosos, sejam eles proferidos pela avó de sua rebenta, Mary Jane, a “palhacinha”, sejam eles ditos pelo próprio pai, o “empresário”, o “dono do estabelecimento” Denizard (Fulvio Stefanini), que não se inibe em defini-lo como “corno” e “burro”. O filho de Ordália (Eliane Giardini) é uma “montanha de músculos” frágil como flor de caule fino, e ingênuo como uma criação dos Irmãos Grimm. Porém, ingenuidade que desperta ao notar direito legítimo ser ameaçado, quando lépido registrou a sua filha, antevendo uma infração à lei. Afinal, como ele mesmo diz: “Eu quero ‘estar vendo’ a minha ‘palhacinha’.” O intérprete passou a conquistar os afeto e simpatia do público justo pelas mãos de Walcyr Carrasco, autor que lhe deu a primeira grande oportunidade na teledramaturgia, oferecendo-lhe o engraçado Sargento Xavier de “Morde & Assopra”. A seguir, emendou com o “remake” de “Gabriela”, na faixa das 23h, personificando o professor Josué. Consolida-se em definitivo a bem-sucedida parceria com Walcyr. No tocante a “Amor à Vida”, Anderson buscou consciente ou inconscientemente inspiração em tipos clássicos como o “chapliniano” Carlitos (o que explica a escolha do nome do seu personagem), e quem sabe talvez no adorável arquétipo imortalizado por Renato Aragão nas superproduções cinematográficas que arrastavam multidões de variadas gerações para as salas escuras nas décadas de 70 e 80, em sua maioria dirigidas por J.B.Tanko. Carlito, sem sombra de dúvida, provoca a nossa torcida empedernida, pois se diferencia na trama em meio a tantas “personas” movidas a ódio, ambição, vingança, ciúme, imoralidade e amoralidade, perfídia e dilacerantes preconceitos. Anderson, desde já, deve se orgulhar do legado deixado no folhetim. O ator, que participou da microssérie “Dercy de Verdade”, açambarca em seu currículo nos palcos dramaturgos de respeitabilidade universal como Sófocles (“Antígona”), Frank Wedekind (“O Despertar da Primavera”) e Shakespeare (“Júlio César”), além de exibir sua face com sorriso cativante na comédia “O Concurso”, longa-metragem de Pedro Vasconcelos. Anderson Di Rizzi, que antes do sucesso obtido na emissora carioca, atuou em campanhas publicitárias e produções latinas, merece carreira longa. Provara-nos de que é capaz de transitar com excelência por gêneros distintos, colocando-se num patamar de versatilidade desejada. Carlito é um adorável “clown”. Um formidável “bufão” no “picadeiro” da ficção. Valdirene, para ele, é uma “delícia”. E para os telespectadores a atuação de Anderson Di Rizzi é “deliciosa”.