Blog do Paulo Ruch

Cinema, Moda, Teatro, TV e… algo mais.

Foto/Divulgação TV Globo

O mundo é dividido em o que é bonito, e o que é feio. Buscamos amiúde pela aliança com o bonito. Outros repudiam-no. A novela “Passione” está mostrando as beleza e feiúra nos diferentes contornos. Silvio de Abreu não está economizando inspiração para demonstrar-nos legítima fealdade nas atitudes deliberadas de Valentina, interpretada de forma sublime por Daisy Lúcidi. Quase tudo o que cercava a agora presa avó de Kelly (Carol Macedo, na foto acima junto a Daisy) era feio. A pensão, os atos por ela perpetrados, a clandestinidade… O que sobrava então de bonito? A neta. A neta representava o “contraponto”. A esperança de que havia bons humanos, porque Valentina nos afastava inexoravelmente da humanidade. Outro momento no qual a senhora em questão disfarçava-se como ser normal decorria quando amiga era de Candê (Vera Holtz). Certa feita, já nos era bastante evidente que a dona do comércio já não sentia mais quaisquer tipos de sentimentos que nos fossem aceitáveis. Tudo para ela significava negócio. Tudo para ela deveria ter vantagens. Explícitas ou implícitas. Na verdade, esta mulher, como muitas que existem, é pobre na alma, infeliz em sua mais avassaladora solidão. Ela não gosta da vida. A vida também não faz a mínima questão disso.

Categorias: TV

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