“Por que os vilões fascinam?”

Publicado: 17/04/2012 em TV

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Claudia Raia e Patrícia Pillar, como Donatela e Flora, respectivamente, em “A Favorita”.
Foto: Zé Paulo Cardeal/TV Globo

Os vilões são de fato irresistíveis, tanto para os telespectadores quanto para aqueles que os interpretam. Esta questão põe na berlinda as nossas próprias contradições. Por que gostamos das cenas destes personagens que praticam deliberadamente a maldade? É provável que uma das razões se deva ao fato de que os mesmos são forças motrizes de um folhetim, assim como o par romântico principal. Suas iniquidades incrementam a história. Ao mesmo tempo, torcemos para que as vítimas das ações dos algozes consigam se safar. Mas quem disse que queremos que o praticante das ruindades pare por aí? Não! Desejamos que continue a executar os atos. Porém, sentimo-nos compadecidos quando os bons são atingidos. Tudo é muito complexo e paradoxal. Na verdade, só ansiamos que os maus sofram uma punição legítima no epílogo da novela. Sendo assim, eu lhes pergunto: o que seria de “Vale Tudo” sem Odete Roitman (Beatriz Segall) e Maria de Fátima (Glória Pires)? E “Tieta” sem Pérpetua (Joana Fomm)? “Escrava Isaura” sem Leôncio (Rubens de Falco)? “Celebridade” sem Laura (Cláudia Abreu) e “A Favorita” sem Flora (Patrícia Pillar? É duro ter que admitir que os vilões fascinam.

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