“Júlio e Eunice silenciaram. Leila agiu.”

Publicado: 20/04/2012 em TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

Júlio (Marcelo Valle) pensa no trabalho. Eunice (Deborah Evelyn) pensa no trabalho de Júlio. Quem pensa em Leila (Bruna Linzmeyer) e Cecília (Giovanna Lancellotti), filhas de ambos? Elas mesmas. No máximo, trocam confidências entre si. Cecília é até mais madura, entretanto não ao ponto de sua irmã lhe dar ouvidos. A personagem de Bruna em “Insensato Coração” quer porque quer perder a virgindade. Para que fosse ideal, teria que ser com um homem maduro, com “pegada”, segundo a própria. Há um rapaz no meio deste imbróglio: Cadu (Omar Docena), professor boa praça, descolado, de bem com a vida, e que dá aulas de “wakeboard” a Cecília. Sobrou para quem? Cadu, é claro. O esportista que não é bobo nem nada, cheio de hormônios pululantes na flor da idade, não iria resistir aos ofuscantes olhos azuis da moça que deseja virar mulher, e que possui pressa para isto. O casal tentou de tudo. “Fazer amor” em meio a uma festa, na casa do jovem… Porém, parecia existir uma “conspiração” contra os dois. Contudo, por que Leila decidiu deixar de ser virgem com hora e data marcadas? Arriscaria um palpite. Falta de orientação. E ela, a orientação? A quem caberia? Aos pais, lógico. Ah, esqueci-me de que estão preocupados com o trabalho de um deles. Também não pretendo afirmar que as meninas não sejam educadas. Recebem carinho e o que precisam materialmente. Porém, isto não é o bastante. Necessitam serem ouvidas. Cecília até tentou em capítulo recente: perguntou tanto à mãe quanto à avó (Bete Mendes) como havia sido “a primeira vez” delas. “Tomou um fora” de Eunice. Soou como pergunta desrespeitosa. Consequências? O que não se aprende em casa, aprende-se na rua, e muitas vezes mal. Ninguém, na verdade, intenta se ocupar com questões conflituosas dos outros. Face a este quadro, Leila “foi à luta”. Conseguiu finalmente “fazer amor” com Cadu. “Fazer amor” não seria a expressão adequada, pois o que não houve fora amor. Cadu se satisfez (pelo menos ele). Leila se decepcionou. Falou à irmã que não sentira nada. Pudera. Não se configurara culpa de Cadu, e sim da adolescente afoita. Imagino o que a falta de um bom diálogo com os pais não causa. Leila talvez não queira praticar sexo tão cedo. E não guardará uma história bonita para contar sobre a sua “primeira vez”.

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