“Na moral, Rogério Flausino tem a maior moral”.

Publicado: 16/05/2012 em TV


Foto: Divulgação/SBT

Depois de fazer um apanhado sobre Rogério Flausino, que estava vestido com uma jaqueta de couro preta, camisa xadrez púrpura, t-shirt verde, cachecol azul, calça escura e tênis, e sua carreira, Marília Gabriela comunica ao entrevistado nascido em Alfenas, Minas Gerais, que esta era a segunda conversa entre ambos em dez anos. Já o Jota Quest está comemorando quinze de estrada. Com relação à paternidade, o vocalista revela o seu receio inicial de não conseguir dar conta da nova situação, e que hoje se sente um homem bem melhor. Se antes as horas ociosas quando era solteiro eram gastas inutilmente, na fase atual são dedicadas à filha. Marília lhe pergunta quais foram as suas influências musicais. Ele diz que, por fazer parte de uma família de músicos, cresceu escutando serestas, canções dos anos 50, 60 e 70, até chegar à década de 80, na qual despontaram grandes nomes do rock do país, como Titãs, Lulu Santos, Ira!, segundo ele. Sua primeira banda atendia pelo nome de Contato Imediato, ao lado do irmão Sideral, cujas letras das canções se contextualizavam nos temas político e social. Rogério se mostra empolgado com a turnê de aniversário do grupo, que percorrerá inúmeras regiões do Brasil. A turnê é nomeada como Jota 15. O cantor continua a morar em Belo Horizonte, pois insiste em manter as suas raízes. Garante lidar de forma saudável com o assédio do público, como se este fosse “da galera”. Confessa apreciar poesias, e que as escreve. No tocante às predileções por cinema, gosta de comédias românticas e filmes catástrofe. Formou-se em Análise de Sistemas (durante o curso, cogitara estudar Publicidade e Comunicação). Flausino defende a importância de se ter uma formação acadêmica. Ao dar mais atenção à banda, abandonando o seu emprego fixo, depara-se com a desaprovação de seu pai. Quanto às redes sociais, Rogério reconhece a sua relevância tanto para a divulgação de trabalhos quanto para se informar. Comenta a respeito da origem do nome Jota Quest, que fora incentivado por Tim Maia. Assevera que o grupo se enquadra no gênero pop. O pop rock também seria uma opção cabível. Falara sobre a crise sofrida pela banda devido ao enorme sucesso que fazem. E a pressão maciça vinda de todos os lados. Procura aconselhar aqueles que estão começando a carreira musical quanto às possíveis armadilhas da fama. Alguns ouvem, outros não. Informa-nos que o CD que produziram para a Argentina em castelhano, é claro, poderá proporcionar a abertura de uma porta para o mercado latino. Marília pede então para que o cantor dê uma palinha em espanhol. O artista entoa “Só Hoje” e “Na Moral”. Confessou ter pensado equivocadamente em seguir carreira solo. A ideia foi logo descartada. Defende o voluntariado. Pratica-o não por culpa de ser bem-sucedido na profissão, mas pela educação que lhe fora passada. Brinca ao comentar que iria “processar” o Carnaval baiano que prega o beijo na boca, pois após o reencontro com uma moça, casou-se. Não aprecia ser rotulado como o líder do grupo, e sim, como vocalista. Término do bate-papo. Agora me dizem: na moral, Rogério Flausino tem ou não tem a maior moral?

Obs: A entrevista do vocalista da banda Jota Quest, Rogério Flausino, foi concedida a Marília Gabriela em seu programa “De Frente Com Gabi”, no SBT, em 2011.

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