” Bons atores, texto, fotografia, música e direção não foram nada invisíveis em ‘A Mulher Invisível’. “

Publicado: 20/05/2012 em TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

O seriado, primeira coprodução da Rede Globo com a Conspiração Filmes, baseado no filme homônimo de sucesso dirigido por Claudio Torres (um dos sócios da Conspiração), estreou na terça-feira passada já com um ótimo cartão de apresentação. Intérpretes que participaram do longa-metragem, como Selton Mello e Luana Piovani, revivem seus personagens. O texto de Claudio Torres, Guel Arraes, Leandro Assis e Mauro Wilson, com redação final deste, é bem alinhavado, ágil, inteligente e espirituoso. Houve a adequação da enxuta e precisa história ao espaço de tempo da exibição do programa. A trama gravita em torno do publicitário Pedro (Selton Mello), em crise tanto profissional quanto no casamento com Clarisse (Débora Falabella), que também é dona da agência na qual o marido trabalha, e portanto, sua chefe. É mais voltada para a profissão. Praticamente uma “workaholic”. Pedro está perdido e confuso em meio às aparições tão inesperadas quanto tentadoras da “mulher invisível” Amanda (Luana Piovani). O rapaz causa habitualmente desconfiança nos outros com os seus diálogos com o “invisível”. O amigo Wilson (Álamo Facó) se entusiasma a cada vez que o colega dá a entender que a voluptuosa moça que não se deixa aparecer está presente. O elenco é um acerto só. Com destaque, óbvio, para as atuações de Selton Mello, Luana Piovani, Débora Falabella e Álamo Facó. Revezam-se em momentos de drama e comicidade. E é este salutar equilíbrio entre os gêneros que faz de “A Mulher Invisível” uma atração deliciosamente agradável de se assistir. O tarimbado diretor Claudio Torres, sabedor dos elementos de que dispõe, e vindo da bem-sucedida experiência anterior cinematográfica, congrega-os de forma harmoniosa e lúdica. Está acompanhado da bonita fotografia de Rodrigo Monte, que se utiliza de oscilações cromáticas, vistas, por exemplo, nos “flashbacks”. Os figurinos de Ana Avellar correspondem de modo eficiente ao perfil dos envolvidos na sinopse. Já a abertura é alegre, contagiante, moderna, esperta, lançando mão da linguagem pop dos videoclipes. Selton, Débora e Luana dançam com graça. A produção musical e trilha de Maurício Tagliari e Luca Raele contribuem sobremaneira para realçar as cenas, dando-lhes um clima de contemporaneidade. A direção de arte de Yurika Yamasaki e a cenografia de Emília Merhi são caprichadas. O material que Claudio e sua equipe têm à disposição permite que se elabore com tranquilidade os outros episódios a serem veiculados. A faixa escolhida para o seriado segue o bom senso, pois vem logo depois de “Tapas & Beijos”. O humor é diverso, havendo uma transição não brusca de um entretenimento para o outro. Com o que relatei, chego à conclusão auspiciosa que “A Mulher Invisível” rendeu sim bons frutos nas salas de cinema. Porém, quem disse que a colheita dos mesmos acabou? Claudio Torres tem a resposta. Claudio Torres sabe que Amanda é uma mulher invisível. E com certeza também sabe que os talentos de sua série são irremediavelmente visíveis.

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