“Nina se vinga tão bem quanto cozinha.”

Publicado: 09/08/2012 em TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

A vingança de Nina (Débora Falabella) contra Carminha (Adriana Esteves) parece não ter fim. E teledramaturgicamente é para não ter fim mesmo, já que a desforra da ex-enteada é o mote principal da novela das 21h de João Emanuel Carneiro, “Avenida Brasil”. Se Nina der por encerrada a sua vingança, o folhetim poderá perder muito em apelo junto ao público, haja vista que as cenas de embate entre as personagens de Débora e Adriana são um dos trunfos do folhetim. É difícil imaginar o que o autor reserva de surpresa para os seus telespectadores, porquanto aspectos do desenrolar do seu enredo são mantidos sob sigilo, cujos sabedores são apenas aqueles que estão diretamente envolvidos na trama em questão. Não sabemos ainda se a meta vingativa de Nina só terminará com a revelação a Tufão (Murilo Benício) do caso que a sua mulher mantém (ou mantinha) por anos com o seu cunhado Max (Marcello Novaes). Se esta informação lhe for dada bem antes do desfecho da novela, e Carmen Lucia for expulsa de casa, provavelmente uma vingança gerará outra. Será que é isto que o autor pretende? Uma pergunta se impõe. Nina continuaria a merecer o amor de Jorginho (Cauã Reymond), apesar de tê-lo deixado em segundo plano? João Emanuel deverá escolher este casal para ficar junto, porque soaria incômodo que a cozinheira se interessasse pelo pai do seu antigo namorado. Estou falando de Tufão. Porém, isso é o de menos, visto que com a argúcia do escritor definir os casais será de menos importância, face o eixo central da história. No tocante à vingança em si, Nina já perpetrou uma gama infinda de humilhações à sua patroa. Fez-lhe exigências para que enunciasse promessas diante da família, e o que é pior, está arquitetando com que os seus parentes a tachem de maluca. E quem ficou encarregada de providenciar um psiquiatra? Nina! Tudo nos leva a crer que aquele seja um picareta, psiquiatra ou não, e que confirmará a insanidade de Carminha. Ontem, por exemplo, foi ao ar uma das cenas mais aguardadas pelos que assistem à novela: a descoberta por parte da vilã do caso (não consumado) entre a sua algoz e seu amante Max. O desespero dela só faz aumentar como uma bola de neve. Aliás, este é um dos maiores erros de ceder a uma chantagem. Esta não acabará nunca. Muitas vezes, o melhor a se fazer é permitir, por pior que seja, que o objeto das ameaças seja desvelado. Voltando a Max, em meio a tensa discussão entre Nina e Carmen, fora obrigado a escolher de que lado ficaria. Os argumentos da primeira foram mais convincentes. Depois, ele não teve tanta certeza disso. Sua ex-cúmplice foi embora, com o carro em alta velocidade. Colide com o mesmo, e passa a se embriagar com cachaça. Pega uma caminhonete velha (Carminha de caminhonete velha?), e vai para o lixão. A novela de João Emanuel Carneiro já nos deixou um aprendizado: jamais maltrate as criancinhas, afinal um dia elas deixarão de ser apenas criancinhas.

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