“A complexidade que se esconde por debaixo dos cabelos de Teodora.”

Publicado: 24/02/2014 em TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

O maniqueísmo não está presente em todos os personagens de “Fina Estampa”, novela das 21h da Rede Globo, escrita por Aguinaldo Silva. Teodora, o papel defendido por Carolina Dieckmann, é um deles. Muitos adjetivos pejorativos já lhe foram atribuídos, sendo o principal deles “desnaturada”, quando se refere à sua condição de mãe. Realmente é plausível que a chamem desta forma, porquanto por dinheiro, fama e poder abandona o filho bem pequeno Quinzinho (Gabriel Pelícia) sob os cuidados do dedicado pai Quinzé (Malvino Salvador), e o apoio incondicional da avó Griselda (Lilia Cabral). Alguns anos passam. Quinzinho cresce, já está na escola, e possui discernimento de que tem mãe. Uma mãe que estava para ele apenas em porta-retrato na mesinha de cabeceira ao lado da cama na qual dormia com o seu pai. Enquanto isso, nos octógonos da vida, Teodora esbaldava-se em meio a “flûtes” de champagne, dólares e euros decorrentes dos cinturões ganhos por seu marido lutador. Entretanto, para desespero da família da Silva Pereira, a moça que gosta de trajar calças justas, coloridas e metalizadas volta do exterior com o companheiro, pois este tem desafio agendado no Brasil. A situação muda drasticamente para os envolvidos na trama. Griselda fica milionária após ganhar na loteria, e Teodora na iminência de experimentar de novo a modéstia com a impossibilidade do parceiro de continuar a competir. As “flûtes”, os dólares e os euros começam a se distanciar. É neste momento que a mãe de Quinzinho resolve se lembrar de que é mãe de Quinzinho, e procura a ex-sogra fazendo-lhe proposta para lá de indecente. Abriria mão de ver o filho em troca de R$5.000.000,00. Assustador? Põe assustador nisso. A vontade visível da família agora abastada de querer Teodora bem longe do menino é tão grande que aceita o que lhe foi proposto, mesmo que o documento que viria a ser assinado não contivesse valor legal. Todavia, o que todos não esperavam, inclusive Teodora, é que ao se deparar com o infante Quinzinho, fosse nela despertado o que estava adormecido, ou que tivesse nascido o que nunca existiu: o sentimento materno. Teodora espreita o garoto na porta do colégio. Tenta falar com ele. Consegue, e abraça-o. Perde noites de sono. Clandestinamente, leva-o para passear. Quinzinho parece gostar dela. Quer ter uma mãe. Afinal, é uma criança. E esta mãe decide desistir do que antes havia sido acordado. A união com o ex-atleta deixou de ser união, após a descoberta daquele de plano sórdido arquitetado pela pessoa que dividia o mesmo quarto de hotel onde se hospedavam. Cada um foi para um lado. E Teodora foi para o lado de Quinzé. Até com o pai dele, Pereirinha (José Mayer), está morando. Seduções por parte da moça para reconquistar quem deixou têm se repetido. E Quinzé fraquejado. Até beijo involuntário na praia houve. Quanta complexidade se esconde por debaixo dos cabelos de Teodora.

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