” E a ‘rainha’ chorou nos ombros do ‘escravo’ em ‘Fina Estampa’. “

Publicado: 19/06/2014 em TV

griselda_tereza
Foto: Divulgação/TV Globo

No capítulo de ontem da novela de Aguinaldo Silva da Rede Globo, “Fina Estampa”, presenciamos mais uma das inúmeras maldades que a personagem de Christiane Torloni, Tereza Cristina, tem perpetrado contra os que de alguma forma fazem parte de sua vida, circunstancialmente ou não. A vítima foi talvez a que melhor lhe apraz em humilhar: Griselda (Lilia Cabral). Falou o impensável para a trabalhadora. Ofendeu-a. Diminuiu-a. Destruiu a autoestima da mãe de Antenor (Caio Castro), chamando-a de “nada”, “macacão ambulante”… Disse-lhe que não parecia mulher nem homem, e que deveria se olhar no espelho, além de dar razão ao filho dela por se sentir envergonhado pela mãe que possui. Griselda até tenta reagir, gritar, mas as barbaridades que ouve são tantas que de certo modo se fragiliza. Tereza Cristina parece ter vencido esta batalha. Porém, ao entrar no carro pomposo, a mulher que é sempre tratada por “rainha” por seu empregado Crô (Marcelo Serrado) cai em prantos, demonstrando que a força aparente é só aparente, e procura aconchego nos ombros do motorista Baltazar (Alexandre Nero), que para ela seria como se fosse apenas um outro “escravo” a integrar o “império” que “reina”. Ironia. A “rainha” chora nos ombros do “escravo”. Contudo, este momento é efêmero, e logo as coisas voltam a ser como antes. Tereza está pronta para humilhar o primeiro que aparecer na sua frente. Pode ser Crô, Vanessa (Milena Toscano), Marilda (Katia Moraes)… E está pronta para fraquejar. É dependente emocional do marido René (Dalton Vigh), que a esta altura fora consolar a “faz-tudo”, que está a chorar sentada no chão frio do banheiro da casa humilde. A dependência da irmã de Paulo (Dan Stulbach) é tão grande que a torna ciumenta ao extremo, e a impeliu a organizar festa despropositada de renovação de votos de casamento. Em vão. Os seus ciúme e tirania a levarão a contribuir para o desmoronamento de seu matrimônio. Seu marido, o chef que adora temperar os pratos que prepara com azeite, induz-nos a acreditar que se sente cada vez mais envolvido pela simplicidade da mulher que até pode não parecer mulher tampouco ser feminina, contudo lhe oferece atributos que a rica esposa não consegue lhe dar. E no meio disso tudo, há segredos. Muitos segredos que destemperam Tereza Cristina. O “fantasma” da tia Íris (Eva Wilma), que por várias vezes deixa no ar a possibilidade de revelar algo que poderá arruinar a sua imagem caso os caprichos que deseja não forem satisfeitos. Ademais, há a inescrupulosa jornalista Marcela Coutinho (Suzana Pires), cujo intuito é atazanar a vida dos outros em troca de benefícios. Bem, hoje Griselda chora no chão frio do banheiro. Amanhã, este frio poderá ficar no passado. E nunca mais ela se deixará humilhar por uma falsa rainha de vestido branco.

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