“O cinema dinamarquês ganha força com o lançamento de “Culpa”, de Gustav Möller, um dos melhores thrillers psicológicos jamais feitos, em que os limites da ética são debatidos com irretocável propriedade.”

Publicado: 26/01/2019 em Cinema

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Foto: Divulgação do filme

Desde 1995, com o movimento cinematográfico Dogma 95, o cinema dinamarquês vem mostrando a sua força, e a mais recente prova disso é o filme “Culpa”

Desde 1995, quando foi lançado o movimento cinematográfico Dogma 95, criado pelos diretores Lars Von Trier (“Os Idiotas”) e Thomas Vinterberg (“Festa de Família”), a indústria do cinema dinamarquês tem despertado o interesse do público e da crítica em níveis mundiais, principalmente com relação a Von Trier. Quase 24 anos se passaram, e os filmes feitos neste país da Escandinávia ainda estão se sobressaindo no cenário internacional (claro que as regras rígidas do Dogma 95 foram abandonadas). O mais recente sucesso da Dinamarca, que estava incluído na lista dos nove pré-selecionados para a disputa do Oscar 2019 de Melhor Filme Estrangeiro, “Culpa” (“Den Skyldige”), dirigido pelo sueco Gustav Möller, tem ganhado prêmios e elogios pelos festivais onde foi exibido (esteve em Sundance e Roterdã).

“Culpa” é um dos melhores thrillers psicológicos jamais feitos

O longa de estreia de Gustav Möller é, sem dúvida, um dos melhores thrillers psicológicos jamais feitos. O eletrizante suspense, tendo como únicas locações as salas assépticas e azuladas de um distrito policial, sustenta-se na história de Asger Holm (Jakob Cedergren), um agente com pendências em seu passado, incumbido de atender às chamadas de emergência, e encaminhar as notificações aos departamentos responsáveis. Ao receber um chamado lhe avisando sobre um sequestro de uma mulher, Asger começa a burlar os códigos de conduta policial, envolvendo-se intimamente com o caso, rompendo os limites da ética.

Uma obra sensorial, com roteiro elaborado e atuação excepcional de Jakob Cedergren

O roteiro elaboradíssimo de Gustav Möller e Emil Nygaard é pautado em diálogos curtos e cortantes, privilegiando a riqueza dos sons, vozes e ruídos. Uma obra sensorial e potente. A atuação excepcional de Jakob Cedergren é contida, fria e sóbria, precisa nas nuances. “Culpa” mereceria estar entre os finalistas do Oscar pelos predicados relatados, sendo uma pérola do suspense europeu contemporâneo que reserva aos espectadores um final surpreendente, resguardando sua inabalável qualidade.

Assista ao trailer: https://www.youtube.com/watch?v=S08XXkqCUQo

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