“Clint Eastwood, um dos maiores realizadores cinematográficos desde a segunda metade dos anos 80 com sua obra seminal ‘Bird’, confirma a sua maestria como diretor e ator no seu mais recente filme, ‘A Mula’, sobre um insuspeito produtor de lírios que se envolve com o mundo das drogas.”

Publicado: 27/10/2019 em Cinema

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Foto: Divulgação

Clint Eastwood, ator presente nos westerns spaguetti italianos, e conhecido pelo policial Harry Callahan, da franquia “Dirty Harry”, passou a ganhar importância como cineasta a partir de “Bird”, sensível relato sobre o músico Charlie Parker 

No longínquo ano de 1988, o até então respeitado ator oriundo dos westerns spaguetti dos anos 60 Clint Eastwood sagrou-se como diretor ao lançar a sensível cinebiografia do músico Charlie Parker, “Bird”. Daí em diante, o mítico intérprete que imortalizou o policial Harry Callahan (“Dirty Harry”) nos cinemas vem dirigindo obras importantes, premiadas e elogiadas (“Os Imperdoáveis”, “Menina de Ouro”) no mercado americano, tornando-se um dos melhores profissionais da direção no país. 

Centrado num simplório produtor de lírios que sempre negligenciou a família, e que com a falência iminente resolve se envolver com o crime organizado, “A Mula” conta com um elenco estelar, que inclui Andy Garcia e Bradley Cooper

O mais recente e elogiadíssimo longa de Clint, no qual vive o protagonista Earl Stone, é o ótimo “A Mula” (“The Mule”, EUA, 2018). Earl é um nonagenário produtor de lírios de Illinois, Estados Unidos, que sempre negligenciou a família em benefício de seu trabalho, custando-lhe profundas mágoas de sua ex-mulher Mary (a extraordinária Dianne Wiest, uma das atrizes-símbolos de Woody Allen) e da filha Iris (a bonita filha do diretor Alison Eastwood). O falido produtor, sem saída aparente, decide se render ao crime organizado, servindo como “mula” (transportador de drogas) de um poderoso cartel mexicano liderado por Laton (o formidável Andy Garcia). Em seu encalço está o agente Bates (Bradley Cooper, em atuação não raro elegante e convincente), obedecendo às ordens de seu chefe (o prestigiado Laurence Fishburne), sendo auxiliado por Trevino (Michael Peña). 

Com críticas ao racismo entranhado na cultura americana, o filme de Clint Eastwood, baseado em um artigo de um tradicional jornal do país, confirma a proeminência do cineasta no seleto grupo dos grandes realizadores cinematográficos 

Com pequenas notas sobre o racismo ianque contra negros e mexicanos, o filme, que se baseou em um artigo do “The New York Times”, corrobora o olhar matemático de Clint Eastwood ao conduzir sua câmera, realizando um memorável road movie com matizes dramáticos e de suspense, transformando o irônico anti-herói Earl num sujeito irresistível a partir da segunda metade da produção.
Impossível não se comover com esta lenda do cinema mundial chamada Clint Eastwood, um pilar vivo e inquebrantável da Sétima Arte. 

Assista ao trailer do filme:

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