Olavo (Francisco Cuoco, ótimo) decide lançar campanha de reciclagem a fim de prestigiar os bons serviços de sua empresa Lear. Para isso, precisaria de uma “garota Reciclô”. Fez entrevistas com várias candidatas. Porém, nenhuma delas “serviu”, graças aos conselhos da esposa Clô (Irene Ravache). O empresário resolve “aproveitar” a “pitchuquinha” (mulher dele) como protagonista da citada campanha. Talvez tenhamos presenciado a mais difícil de ser realizada em muito tempo. Clotilde não decorava o texto. Clotilde Yolanda usava tom de voz “estranho”. Clô punha a culpa nas fortes luzes que a “desconcentravam”. Ela não queria que o “papinho” dela aparecesse na TV. Reclamou que havia gente de mais a olhá-la, dizendo a todos para irem à casa realizar algum serviço doméstico. Improvisou. Não conseguia enxergar no “teleprompter”. Aconselharam-na a lançar mão de óculos. Enfureceu-se. Ponto eletrônico lhe fora posto no ouvido. A coisa só fez piorar. Até que a grande rival e amiga (isto é possível?) Jackie (Alexandra Richter, divertida) chega, maliciosa como de costume, afirmando que faria no seu lugar. Isto não! Para Clô Souza e Silva, seria o fim. Espanto de todos. Iniciara-se a tão falada campanha da Lear. Clô “arrebentou”. Nasceu naquele momento uma nova estrela.
Categoria: TV
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Foto: Divulgação/TV Globo
De uns capítulos para cá, em “Passione”, tem havido ótimas cenas envolvendo o personagem de Reynaldo Gianecchini (para aqueles que duvidavam que o ator fosse capaz de interpretar vilão, talvez estejam repensando suas avaliações primeiras). Iniciou-se quando Bete Gouvea (incrível como Fernanda Montenegro valoriza cada “take” do qual faz parte) desmascarou o então presidente da Metalúrgica. Bete, impulsionada por ira outrora guardada, e que só neste momento pôde lançá-la com plenitude sobre o rapaz tão sedutor quanto velhaco, mostra-lhe todos os documentos indicativos da culpabilidade dele. Fred desespera-se. Fred não tem saída. Fred diz: “Isso aqui é falso. Isso não prova nada!”. Mas a matriarca, impassível, continuou missão de proferir verdades queridas por longo tempo. Não houve economia de ofensas: “moleque safado”, “ignorante”, “despreparado”, “manipuladorzinho barato”, “mau-cárater”, “pretensioso”, “idiota”, “arremedo de vingador”e “pobre coitado”. A seguir, recusando a nova condição, condição de “perdedor”, recorre ao cúmplice, que dá de ombros, e lhe afirma que lhe avisara do quanto de erros estava a cometer ao sabor de veleidades e extravagâncias pessoais. O filho de Candê (Vera Holtz) decide pelo óbvio. Fugir. Contudo, antes, rouba da mãe, rouba de Clara (Mariana Ximenes). Tira às pressas passaporte falso. Fred está prestes a entrar noutro país. Eu disse “prestes”. Fred Lobato é preso. Fred Lobato é algemado. Fred Lobato vai para uma cela. É o fim da louca escapada de Fred Lobato.

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Foto: Divulgação/TV Globo
José de Abreu teve significativa participação no capítulo de hoje de “Avenida Brasil”, novela de João Emanuel Carneiro, que vai ao ar pela Rede Globo às 21h. Houve em especial uma cena que considero muito bem dirigida, e pelo ator interpretada. Nilo, seu personagem, desorientado, com a barba desgrenhada, bêbado, e fumando um velho charuto, após chegar ao bairro do Divino dependurado na caçamba de um caminhão, dirige-se à casa de Tufão (Murilo Benício), e fica impassível defronte a ela. Abre o pesado portão de ferro, e pula feito criança na piscina da família. A empregada Janaína (Claudia Missura) se assusta achando tratar-se de um mendigo. Face aos berros dela e do próprio Nilo, alguns membros do clã surgem para ver o que decorria. O barbudo perverso do lixão refere-se a Carminha (Adriana Esteves) como “a sua filha preferida”, e “se ela não estava com saudade do velho ‘dindo’.” Isso tudo aconteceu depois de Nilo ter se encontrado com Nina/Rita (Débora Falabella), e com ela ter conversado em tom de ameaça no aterro sanitário, o que a deixou amedrontada. Ficou em paz somente quando Lucinda (Vera Holtz) interveio. Já em outro momento do capítulo, o personagem de José de Abreu, cercado de seus “protegidos”, dá-se conta de que a comida que lhe fora servida por um deles está podre. Ele maltrata o menino, o que causa a rebelião dos demais. A televisão dele é destruída para o seu desespero. Aos prantos, no meio dos detritos, ele esbraveja ao falar do filho que o abandonara. Este filho é Max (Marcello Novaes). José de Abreu é um ator que está defendendo com verossimilhança (não deixemos de mencionar a ótima caracterização), e por isso mesmo as suas cenas são invariavelmente boas, o papel do homem miserável, amoral, cruel, desvalido, sem princípios tampouco valores, capaz de maltratar crianças. Parte dessa sujeira no seu caráter poderá ficar na piscina de Tufão, mas o “grosso” ele continuará a carregar consigo.

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Foto: Murillo Meirelles/TPM
Renata, vez por outra, com os seus profissionalismo e elegância que lhe são habituais, independente de qual profissional com quem divida a bancada, apresenta o “
Jornal Nacional”. Renata Vasconcellos já fora modelo, fato que não nos espanta, dada a sua beleza indiscutível. Graduou-se em Comunicação Social pela PUC do Rio de Janeiro, estado no qual nascera. Trabalhara na Globo News, como apresentadora do telejornal “Em Cima da Hora”. E depois, passara pela bancada do “Jornal Hoje”, tendo realizado reportagens ocasionais para o “Fantástico”. Até que a partir de 2002, surgia-lhe a principal oportunidade da carreira: ancorar junto a Renato Machado importante jornalístico matinal, “Bom Dia Brasil”. No momento, Chico Pinheiro é quem dá as notícias ao seu lado. Renata prova-nos que não somente “beleza é fundamental” (não sou eu quem disse, e sim, Vinicius de Moraes), mas eficiência, disciplina, credibilidade e devoção ao trabalho. -
Foto: Léo Ramos/IG
Giulia
é boa atriz. Quanto a isso, não pairam dúvidas. Ao fazer retrospecto da carreira de Giulia Gam, logo me vem à mente a primeira fase de “Mandala”, de Dias Gomes, na qual fizera Jocasta mais jovem. O mesmo papel coube a Vera Fischer em etapa diversa. Havia ainda Taumaturgo Ferreira, e Marco Antônio Pâmio. Após, surgiu-lhe talvez um de seus maiores desafios na profissão. Interpretar Luísa, esposa adúltera da obra clássica de Eça de Queiroz, “O Primo Basílio”, que fora adaptada por Gilberto Braga e Leonor Bassères. Tivera cenas bastante difíceis. Depois, integrara elenco da inovadora “Que Rei Sou Eu?”, de Cassiano Gabus Mendes, e outras tantas produções. Até que é desafiada novamente. Protagonizar “Fera Ferida”, folhetim de Aguinaldo Silva e colaboradores inspirado em textos de Lima Barreto. A seguir, a Rede Globo quis transformar “Dona Flor e Seus Dois Maridos” em minissérie (autoria atribuída a Dias Gomes). Quem faria Dona Flor, imortalizada no cinema por Sônia Braga? O papel acabou ficando com Giulia. Alguns estranharam. Mas Giulia não nos desapontou. Aliás, desapontou-nos alguma vez? Que eu me lembre, não. -
Foto: UOL
Há bastante tempo, lembro-me de Eduardo Moscovis, ainda desconhecido, sentado em círculo na aula de teatro de uma das mais famosas escolas de interpretação do país, “O Tablado”. Eduardo era daqueles rapazes bem extrovertidos. Em outra ocasião, no silêncio imperioso da sala teatral, Moscovis estava sozinho na plateia com ar contemplativo. Agora, como se deu o impulso na sua carreira? Tudo começou ao atuar nas peças de Fernando Mello, “Greta Garbo, Quem Diria, Acabou no Irajá”, e Raul Pompéia, “O Ateneu”. Foi a partir daí que o ator foi convidado a integrar o elenco da novela de Aguinaldo Silva, “Pedra sobre Pedra”, na qual fizera o cigano Tíbor. Caiu nas graças do público feminino. Após, o primeiro protagonista, ao lado de Andrea Beltrão, na interessante minissérie adaptada de romance de Antonio Callado, “A Madona de Cedro”. A seguir, causou “frisson” junto com Carolina Ferraz em “Por Amor”, de Manoel Carlos. O tema do casal era cantado por Vanessa Rangel, que tornou-se enorme sucesso (“Palpite”). Além de Carlão, é claro, no “remake” de “Pecado Capital”, novamente tendo como par, Carolina. Ano passado, pudemos conferir a participação de Eduardo ao lado de Cíntia Rosa, no episódio “A Internauta da Mangueira”, do seriado “As Cariocas”.

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Foto: Karime Xavier/Folhapress
Pergunta inevitável que me faço: como não gostar de Daniel de Oliveira? Não tem como. O rapaz é talentoso (sendo um dos destaques de “Passione”, como Agnello), adota postura simples (quando digo “simples” quero asseverar que não é dado às “glamourizações” próprias do meio artístico), e ainda possui uma bonita relação com a atriz Vanessa Giácomo, tendo constituído família tão jovem.
Aliás, já que sobre Daniel discorro, certa vez, fui a um evento de música, e de repente me dou conta de que o intérprete estava sendo entrevistado. Fitei-o, de soslaio, a fim de que não me apercebessem. Mas deduzo que fui descoberto. Sabem por quem? Por Daniel! Porém, o que me chamou a atenção fora a maneira polida com que tratou os jornalistas. O que de fato pessoa pública deve fazer. Respondeu a tudo o que lhe indagaram em tom baixo, com aquele jeito “mineirinho” de ser. Pensam que continuou na festa para usufruir de sua fama? Qual nada! Foi embora sem estardalhaço. Este é Daniel de Oliveira. -
Foto: Jorge Rodrigues Jorge
Outro dia, estava recordando-me do quanto “Paraíso Tropical”, de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, fora boa novela. Ação, reviravoltas, ótimos vilões… Enfim, elementos os quais Gilberto domina com autoridade de maestro há considerável tempo. Então, expectativas quanto a “Insensato Coração” são justificáveis. Cobranças fazem-se atuantes. Preço a pagar-se quando se é hábil autor. João Emanuel Carneiro serve-nos de exemplo comprobatório. Após enorme sucesso obtido pela criação de “A Favorita”, teria que buscar em novo trabalho o mesmo êxito logrado. E contando com colaboração valiosa de Marcos Bernstein conseguiu amealhar elogios ao escrever o seriado “A Cura”. No que concerne a Ricardo Pereira, grande chance dada ao ator português, já que além de estrear em produção das 21h, participará de trama da qual vários intérpretes gostariam de integrar, haja vista que uma das qualidades incontestes de Braga é engendrar personagens ricos nos perfis, o que gera forte estímulo junto ao elenco escalado. Ricardo ganhou papel que remete à vilania, e provável que não permaneça até o final da trama. Entretanto, para aqueles que apreciam sua presença na televisão, segundo o próprio, reservado está para o próximo folhetim de Miguel Falabella no horário das 19h.

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Foto: Aurea Calcavecchia/msn moda Lilian PacceMayana Moura está vivendo o “novo”. E o “novo” assusta. Se assusta… O habitual nos é confortável, tranquilizador, porquanto não nos oferece risco algum. Mas aí, como crescer? Afugentar-nos no pacífico é manter indesejável estagnação que nos impede de criar. Por isto, acredito que Mayana aceitou a proposta de fazer a novela “Passione” pois esta lhe exigiria uma série de confrontos pessoais. Integrar elenco de folhetim das 21h, ter papel importante, ser filha de Fernanda Montenegro, ser par romântico de Reynaldo Gianecchini, disputar com Carolina Dieckmann pelo amor do personagem de Rodrigo Lombardi… São diversos elementos inéditos para bonita moça que até então era modelo e possuía banda de música. Passado susto inicial, Moura, creio, aos poucos, acostumou-se ao mundo frenético da fama. Seria fácil enfrentá-la sem abaixar a cabeça, sem se deixar atemorizar? Possivelmente, antes as pessoas iam assistir aos seus shows porque gostavam do repertório escolhido pelo grupo, e a maneira da apresentação do mesmo. Hoje de certo iriam também aqueles que desejam ver “Melina” cantando. Olha o “novo” aí mais uma vez. E ele sempre aparecerá. Sempre. Assim, devemos nos acostumar a ele.
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Quando Clara (Mariana Ximenes), para mostrar que estava supostamente se regenerando, fora trabalhar na cantina italiana de S. Talarico (Luiz Serra), em “Passione”, reparei na atriz que personifica uma das garçonetes, Ednéa. Pensei: “conheço esta bonita moça de algum lugar; não sei bem de onde, mas conheço.” Cheguei a pensar em filme que assistira há bastante tempo: “Como Nascem Os Anjos”, de Murilo Salles. E não é que ela havia não só dele participado, mas ganhado prêmio no Festival de Gramado pela atuação? Interrompamos o suspense. O nome da intérprete é Priscila Assum, e a personagem era Branquinha. Ao fazer o “longa” (muito interessante, por sinal), ao lado de Silvio Guindane e André Mattos (este ator é tão bom como artista como quanto pessoa), Priscila ainda era menina, e teve que protagonizar cenas de alto teor dramático. A partir daí, integrara o “cast” de outras produções cinematográficas, como “Preto no Branco”, de Ronaldo German; “Cafuné”, de Bruno Vianna; e o curta-metragem “Domingo de Páscoa”, de Pedro Amorim. Afora, não deixou de fazer teatro. E, para concluir, confesso-lhes: gostaria de ver Priscila Assum em nova obra teledramatúrgica, pois evidente que é bela, talentosa, e aposto, com vontade sobeja de trabalhar.

