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Blog do Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 12th, 2012

    Moraes Moreira no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

  • “Os gêmeos e sósias nas novelas.”

    setembro 7th, 2012

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    No início da década de 80, mas precisamente no ano de 1981, ia ao ar pela Rede Globo, a partir das 20h, a novela “Baila Comigo”, de Manoel Carlos, cuja história tinha como eixo central dois gêmeos, Quinzinho e João Victor (Tony Ramos), que foram criados por famílias diferentes, e um não sabia da existência do outro. Quinzinho recebeu a educação de Helena (Lilian Lemmertz), a mãe legítima, e seu marido Plínio (Fernando Torres), e João Victor a de Joaquim (Raul Cortez), o pai biológico, e sua esposa Martha (Tereza Rachel). Uma curiosidade: Lilian interpretou a primeira Helena de Manoel Carlos. Lembro-me que na época houve uma preocupação geral por parte dos responsáveis pelo folhetim em como se daria o encontro dos gêmeos. O grande problema é que não havia os recursos técnicos que se possui hoje para se colocar um ator duplicado em cena (como o chroma key). No final, o que foi apresentado agradou. Foram utilizadas as possiblidades existentes, associadas ao talento de Tony Ramos e à direção precisa de Roberto Talma e Paulo Ubiratan. O resultado foi comovente, com destaque para o fato de que ambos os irmãos estavam no escuro, e por meio de uma lanterna viram o rosto um do outro pela primeira vez. A música de fundo também era tocante. Atualmente, a televisão dispõe de mecanismos de alta tecnologia para realizar este tipo de feito, como acontece em “Cheias de Charme”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira, com o personagem duplo de Ricardo Tozzi (foto), Inácio e Fabian. Façamos agora um retrospecto de alguns atores e atrizes que enfrentaram o desafio de incorporar gêmeos (Ricardo Tozzi até então interpretaria sósias). Eva Wilma, como Ruth e Raquel, na primeira versão de “Mulheres de Areia”, de Ivani Ribeiro, que foi exibida na TV Tupi em 1973. Gloria Pires no “remake” desta novela em 1993, na Rede Globo; “Maria, Maria”, de Manoel Carlos baseado no romance de Lindolfo Rocha, “Maria Dusá”. As gêmeas Maria Alves e Maria Dusá foram defendidas por Nívea Maria em 1978. Em “O Outro” (1987), de Aguinaldo Silva, Francisco Cuoco personificou os sósias Paulo Della Santa e Denizard de Mattos. Christiane Torloni deu vida às sósias Fernanda e Vivi em “Cara & Coroa”, de Antonio Calmon, em 1995/1996. Em 2001/2002, Murilo Benício atuou como os irmãos Lucas e Diogo, e com a particularidade de haver um clone, Leo/Leandro, em “O Clone”, de Gloria Perez. Os autores Aguinaldo Silva e Ricardo Linhares escreveram em 2001 “Porto dos Milagres”, uma livre adaptação das obras de Jorge Amado, “Mar Morto” e “A Descoberta da América pelos Turcos”, na qual Antonio Fagundes interpretava os gêmeos Félix e Bartolomeu. Já em “Da Cor do Pecado” (2004), de João Emanuel Carneiro, Reynaldo Gianecchini ganhou os papéis dos gêmeos Luca e Paco. Alessandra Negrini, em 2007, teve como personagens as irmãs Paula e Taís, criadas por Gilberto Braga e Ricardo Linhares para “Paraíso Tropical”. E “Viver a Vida”, de Manoel Carlos, que foi exibida nos anos de 2009 e 2010, Mateus Solano atuou duplamente, como os irmãos Jorge e Miguel. Como se vê, muitos foram os intérpretes que emprestaram seus rosto, talento e emoção para dar vida a gêmeos ou sósias, fato que, sem dúvida se bem construído, o enredo atrai o telespectador. Se o autor for bom, tem em mãos um rico manancial para criar situações de conflito, e tornar a novela mais interessante.

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 7th, 2012

    Apresentação de Roberta de Recife no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 7th, 2012

    Tribo de Gonzaga no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 7th, 2012

    Show da banda Tribo de Gonzaga, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

  • “Regina da Arte.”

    setembro 3rd, 2012

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    Foto: Orlando Oliveira/AgNews

    Na sexta-feira passada, o “Programa do Jô” foi todo dedicado à atriz Regina Duarte. Três motivos foram precípuos para que se desse esta celebração: a comemoração pelos 50 anos de carreira da intérprete; a exposição sobre as suas vida e trajetória artística, “Espelho da Arte – A Atriz e Seu Tempo”, em cartaz no Centro Cultural Correios, no Rio de Janeiro; e a estreia na direção, além de atuar, do espetáculo “Raimunda, Raimunda”, adaptação de “Ramanda e Rudá” e “Raimunda Pinto”, de Francisco Pereira da Silva. Regina, que trajava um vestido preto com transparências e brocados coloridos sob um mantô “bordeaux”, é lembrada por Jô sobre o quanto ficara encantado com ela nas suas participações nas peças “A Megera Domada”, de William Shakespeare, e “Blackout”, de Frederick Knott, ambas dirigidas por Antunes Filho. Regina rememora que fora dirigida pelo apresentador em “Romeu e Julieta”, de Shakespeare, no final dos anos 60. O assunto agora é a sua primeira direção com “Raimunda, Raimunda”. Regina disse que foi acumulando o aprendizado que teve ao ser dirigida por nomes como Flávio Rangel, Paulo José, Antunes Filho, Gabriel Villela e o próprio Jô Soares. E se viu obrigada a ela mesma dirigir o texto porque nenhum diretor que solicitava demonstrava a empolgação que tinha em montá-lo. A peça possui 8 atores que se revezam em 24 personagens. Um cenário assinado por José Dias que se transforma em 22 outros. Os figurinos são de Regina Carvalho, com a colaboração de Beth Filipecki e Renaldo Machado. A trilha sonora é de Charles Kahn. A iluminação é de Djalma Amaral e Wilson Reiz. A direção de movimento é de Suely Guerra. A sua assistente de direção, Amanda Mendes, Regina conheceu nas leituras do filme de Rafael Primot, “Gata Velha Ainda Mia”. A atriz interpreta uma escritora que é entrevistada por uma jornalista (Bárbara Paz). Falemos da exposição “Espelho da Arte: A Atriz e Seu Tempo”, com a curadoria de Ivan Rizzo. Fotos da exposição são exibidas. Uma reprodução do figurino de “A Vida é Sonho”, de Calderón de la Barca; a seção “Anos 80”; a mesa de Malu e monitores com cenas do seriado “Malu Mulher”; “Anos 60”, no qual foi reproduzido um cenário todo em papelão por J. C. Serroni; e a seção “Anos 2000”, representados por Clô Hayalla e Chiquinha Gonzaga. Regina Duarte é surpresa em seguida por um link de Londres, no qual o jornalista Renato Machado (que já fora ator, e interpretou o Romeu que fazia par com a Julieta de Regina) pergunta-lhe sobre o que acha da possibilidade de se montar clássicos atualmente. Regina assevera que temos tudo para isso. Há um momento comovente em que a artista lê um trecho de “Romeu e Julieta”, em que o bardo inglês, nas palavras de Julieta, faz uma ode à noite, em detrimento do dia, pois na noite o casal apaixonado poderia se encontrar. Um outro link é colocado no ar. Dessa vez, com o ator e diretor Daniel Filho. Daniel então pergunta como é possível se manter como uma estrela tendo feito tantas personagens diferentes durante largo tempo. A resposta de Regina é a de que deve-se concentrar na personagem que se está fazendo naquele instante, com paixão e entusiasmo. Seu discurso denota enorme lição de humildade. Revela que um dos argumentos de Daniel Filho que a convenceram a fazer a Viúva Porcina foi de que ela era “operística”. Tapes de passagens de Regina na TV são veiculados: na novela “Irmãos Coragem”, de Janete Clair; um “Caso Especial” com Paulo Gracindo; “Selva de Pedra”, de Janete Clair; e “Carinhoso”, de Lauro César Muniz, com Cláudio Marzo. Segundo a intérprete, Cláudio foi o ator com quem mais contracenou. Ao ser indagada como e quando se descobriu atriz, afirmou que seus pais perceberam antes. Participava de todos os festejos da escola. Estudou balé clássico, declamação e violão. Mas o que de fato desencadeou nela o desejo de ser atriz foi a leitura da peça baseada em “O Diário de Anne Frank”. Fez o teste. Seria a irmã de Anne, Margot. A peça não chegou a estrear. Porém, o diretor Ademar Guerra a viu no teste, e avisou a Antunes Filho (Ademar era o seu assistente de direção) que uma moça de Campinas que estava começando a fazer televisão em São Paulo seria adequada para integrar o elenco de “A Megera Domada”, que seria montada por Antunes. Regina passou no teste, e ganhou o papel da irmã da megera, Bianca. Já quanto a uma personagem teatral que gostaria de personificar, cita a Martha de “Quem Tem Medo de Virginia Woof?”, de Edward Albee. Dos filhos, apenas Gabriela Duarte se interessou pela profissão da mãe (tomava o texto de Regina em “Malu Mulher”, e assistiu várias vezes a “O Santo Inquérito”, de Dias Gomes). Novos tapes são mostrados: um especial chamado “Chanel Nº5”, com Marco Nanini; “Série Aplauso: O Santo Inquérito”; “Malu Mulher”, com Dennis Carvalho; “Sétimo Sentido”, com Francisco Cuoco; “Joana”, “Roque Santeiro”, com Lima Duarte; e “Vale Tudo”, com Daniel Filho. Chegou a fazer cinema, teatro e televisão ao mesmo tempo: o filme “Parada 88 – O Limite de Alerta”, de José de Anchieta, a peça “O Santo Inquérito”, e a novela “Nina”, de Walter George Durst. Falou sobre o sucesso de “Malu Mulher” na Inglaterra e na Suécia, por exemplo. Sofreu represália masculina devido à postura feminista de Malu. E os últimos tapes: “Retrato de Mulher”, com Gabriela Duarte; “Por Amor”, com Marcelo Serrado; e “Chiquinha Gonzaga”, com Fábio Junqueira. Será lançada ainda neste ano uma biografia sobre a atriz. E para fechar com chave de ouro, Regina Duarte lê um trecho de “Cartas a Um Jovem Poeta”, de Rilke. O escritor enaltece a humildade e a paciência na vida de um artista. Sem dúvida, as ideias de Rainer Maria Rilke ficaram mais belas na leitura de Regina Duarte. A nossa Regina da Arte.

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 3rd, 2012

    Apresentação da banda Tribo de Gonzaga no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 3rd, 2012

    Saias das dançarinas da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 3rd, 2012

    A evolução da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu.
    Foto: Paulo Ruch

  • Arraial da Providência – “Roça in Rio” (2011)

    setembro 3rd, 2012

    Um quase perfil de uma das dançarinas da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ

    Foto: Paulo Ruch

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