
Um momento da apresentação da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch

Um momento da apresentação da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch

Evolução da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch

A dança dos casais da Quadrilha da Paróquia Nossa Senhora das Dores e São Judas Tadeu, no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch
Foto: Divulgação/TV Globo
Não muito raro aparecem nas novelas personagens que são praticantes de esportes. Além de ser um diferencial na história, este elemento traz um aspecto de emoção ao que está sendo contado. E por que não uma certa leveza também, porquanto a prática esportiva induz-nos logo a associar a uma vida mais saudável. Outrossim, porque o brasileiro em geral é um apreciador dos esportes. Principalmente o futebol, é claro. Comecemos com “Véu de Noiva”, de Janete Clair, em que Cláudio Marzo (Marcelo) era um piloto de automobilismo. O mesmo Cláudio foi Duda, um jogador de futebol no clássico de Janete Clair, “Irmãos Coragem”. Já em “Brilhante”, de Gilberto Braga, Nádia Lippi (Vânia) e Rômulo Arantes (Osmar) eram nadadores. Aliás, Rômulo foi nadador profissional, e participou das Olimpíadas de Munique (1972), Montreal (1976) e Moscou (1980). Em “Pão Pão, Beijo Beijo”, de Walther Negrão, Paulo Guarnieri (Daniel) fazia um piloto de kart. Em 1983, no grande sucesso de Silvio de Abreu, “Guerra dos Sexos”, José Mayer personificava o boxeador Ulisses, papel este que caberá a Eriberto Leão no “remake” da novela que irá ao ar, após “Cheias de Charme”. Na produção de Gilberto Braga, “Água Viva”, sobre a qual comentei há pouco tempo, o windsurf era o esporte da moda, e no enredo Marcos (Fábio Jr.) não dispensava a prática. E o mesmo autor, no ano passado, colocou os atores Jonatas Faro (Rafa) e Giovanna Lancellotti (Cecília) como adeptos do wakeboard, em “Insensato Coração”. No ano de 1984, na novela de Carlos Lombardi “Vereda Tropical”, uma das tramas centrais envolvia um time de futebol do qual faziam parte Mário Gomes (Luca) e Nuno Leal Maia (Bertazzo). No mesmo ano, no horário nobre, era exibida a produção de Gloria Perez e Aguinaldo Silva, “Partido Alto”, na qual os atores Kadu Moliterno e André di Biase (surfistas na vida real) eram aventureiros que iam a lugares paradisíacos para surfar. A dupla deu tão certo que no ano seguinte surgia a série “Armação Ilimitada”, em que Kadu (Juba) e André (Lula) faziam vários esportes radicais. A atração caiu nas graças do público de imediato, pois misturava romance, aventura e humor. Em “Baila Comigo”, de Manoel Carlos, o “boom” do “cooper” era mostrado por alguns personagens nas praias do Rio de Janeiro. Em “Vale Tudo”, de Gilberto Braga, Aguinaldo Silva e Leonor Bassères, Marcello Novaes (Daniel) e Edson Fieschi (Carlos) se exercitavam nadando. Em “Rainha da Sucata”, de Silvio de Abreu, Maurício Mattar (Rafael) era instrutor de paraquedismo. Em “Marina”, de Wilson Aguiar Filho, baseado na obra de Carlos Heitor Cony, Edson Celulari (Ivan) era um jóquei, e Monique Curi (Soninha) também apreciava o esporte. Já em “Mulheres Apaixonadas”, de Manoel Carlos, Marcello Antony (Sérgio) frequentava as areias da Praia do Leblon para jogar vôlei de praia. E em “Passione”, de Silvio de Abreu, foi Gerson, um piloto de stock car. Na mesma obra, Cauã Reymond (Danilo), Fernando Roncato (Thiaguinho) e Kayky Brito (Sinval) eram ciclistas “indoor”. Em “Barriga de Aluguel”, de Gloria Perez, havia um time de vôlei de quadra em que Carla Daniel (Ciça) era uma das jogadoras, e o técnico era Paulo César Grande (Dudu). Na novela juvenil “Malhação”, em sua primeira temporada, Luigi Baricelli (Romão)
e Cláudio Heinrich (Dado) foram judocas. Até há bem pouco tempo, a atriz Fernanda Vasconcellos interpretou Ana, uma campeã do tênis, no folhetim de Lícia Manzo, “A Vida da Gente”. Afora que muitos personagens ricos já apareceram em cena jogando este esporte de elite. E como não podia faltar, o time do Divino (foto) de “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, que torçamos para que até o último capítulo consiga ir para a Primeira Divisão. Como se vê, o importante não é somente atuar, o importante é competir.

Simulação de fogueira no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, no Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch

Um “close-up” da simulação de fogueira no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, no Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch

Área destinada para a compra de artigos de uso pessoal como roupas, chapéus e bijuterias no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch
Sei que o capítulo de “Avenida Brasil”, novela das 21h de João Emanuel Carneiro, no qual Olenka (Fabiula Nascimento) pede perdão à amiga Monalisa (Heloísa Périssé) já aconteceu há algum tempo. Mas o tema “arrependimento” nos é muito caro, e não pode simplesmente passar despercebido. É tão difícil ver uma pessoa pedir desculpas à outra, arrepender-se por um erro cometido, que quando vemos isso ocorrer na nossa frente, espantamo-nos. Lógico que nem tudo é passível de arrependimento nem tampouco perdão. Mas no caso de Olenka, a situação é diferente. Mesmo sendo uma mulher bonita, com seus cabelos ondulados, roupas sensuais, com destaque para o macacão jeans bastante justo, parece que os homens do Divino não querem saber de compromisso sério. O negócio deles é “pegar geral”. Quem “pegar” mais fica com moral. Os encontros marcados com Darkson (José Loreto) e Iran (Bruno Gissoni) não se consumaram. Armação de quem? Da solteira Suelen (Isis Valverde). Não, porque ninguém se mete com ela agora pois é uma moça casada. Se bem que Darkson e Iran andam pensando em largar a vida de pegadores. O primeiro sonha com Tessália (Débora Nascimento) e o segundo com Débora (Nathalia Dill). Porém, no capítulo de ontem tiveram uma recaída. Os valores estão para lá de invertidos. E Olenka, como a maioria das mulheres, sente falta de um companheiro com quem possa dividir as coisas que uma harmoniosa parceria traz. Nesta ocasião, entra Silas (Ailton Graça). Depois de ter sido dispensado por Monalisa ao ser descoberto que mentira para ela só para que pudessem se casar, começa a se insinuar para a melhor amiga de anos, praticamente uma irmã de Olenka, a personagem de Heloísa Périssé. As duas juntas se uniram para construir a rede de salões “Monalisa Coiffeur” desde o início. Com o apoio de Tufão (Murilo Benício), é claro. O que não deveria, ou não podia acontecer, aconteceu. Olenka se deixou seduzir por Silas. E como fofoca corre solta, a mãe de Iran fica sabendo da traição. E uma bonita amizade acaba. Olenka vai para o olho da rua, óbvio. Enquanto Silas joga sinuca em seu bar, Olenka cozinha, passa, lava, faxina… E o que é pior, percebe que está sendo usada como objeto de vingança para provocar a sua ex-melhor amiga. Olenka chega à conclusão de que Silas gosta mesmo é de Monalisa. Resoluta, a cabeleireira decide procurar a companheira de tantos anos, e usando um dos mais nobres sentimentos, a humildade, pede perdão a Monalisa. Esta entende as suas razões, e ambas fazem as pazes. Tudo volta a ser como antes. Quer dizer, não tão como antes, pois as duas vão se mudar para Ipanema. Falemos um pouco da atriz curitibana Fabiula Nascimento. É bom ver esta artista no horário nobre, interpretando uma mulher alto-astral, com um jeito de falar todo descolado. E que reitero, pôs o bom senso em primeiro lugar. Fabiula despertou a atenção da crítica e do público quando filmou ao lado de João Miguel o longa “Estômago” (Prêmio Contigo! – Melhor Atriz Coadjuvante – Prêmio do Júri), de Marcos Jorge. Em seu currículo cinematográfico, ainda constam “Reflexões de Um Liquidificador”, de André Klotzel, “Não Se Pode Viver Sem Amor”, de Jorge Durán, “Bruna Surfistinha”, de Marcus Baldini, “Corpos Celestes”, de Marcos Jorge, “Amor?”, de João Jardim e “Cilada.com”, de José Alvarenga Jr. Na televisão, fez uma série de participações em programas variados, como “Casos e Acasos”, a minissérie “Maysa – Quando Fala O Coração”, “Por Toda a Minha Vida”, dentre outros. O de maior destaque para a atriz foi “Força-Tarefa”. Voltando a Olenka. Vamos esperar como se sairá na Zona Sul. Não me surpreenderia se Olenka arrumasse um figurão da Vieira Souto. Afinal, Olenka agora é Olenka Estilo Zona Sul.

Decoração com motivos sertanejos no “Roça in Rio”, Arraial da Providência, no Jockey Club da Gávea, RJ
Foto: Paulo Ruch