
Painel fotográfico que decorava a entrada do Fashion Rio.
Foto: Paulo Ruch

Painel fotográfico que decorava a entrada do Fashion Rio.
Foto: Paulo Ruch

Painel fotográfico que ornava a entrada do Fashion Rio.
Foto: Paulo Ruch

Tela toda em vermelho que cobria parte da estrutura da entrada do Fashion Rio.
Foto: Paulo Ruch

Placas com registros de desfiles e ensaio fotográfico que ficavam na entrada do Fashion Rio.
Foto: Paulo Ruch

Entrada do Fashion Rio após o fim dos desfiles.
Foto: Paulo Ruch
Foto: revistafashionnews.com
Leitores, finjamos que estamos circulando por um museu, e nos deparamos com um quadro no qual se vê pintado uma bonita mulher de cabelos curtos, e sorriso cativante com certo ar maroto. Ao lermos o que está escrito no informativo ao lado da pintura, somos comunicados que trata-se de Monalisa, e que é uma das principais personagens criadas pelo autor João Emanuel Carneiro para a novela das 21h da Rede Globo, “Avenida Brasil”. Quem acompanha o folhetim desde o início, já deve saber de cor e salteado definir esta pessoa por quem no limiar da trama Tufão (Murilo Benício) era apaixonado, e por ela correspondido. Mas o destino ou algo que não podemos precisar, colocou uma outra mulher dissimulada, ambiciosa, interesseira, esperta, malandra e mentirosa em suas vidas, Carminha (Adriana Esteves). Esta vil pessoa se utilizou dos piores estratagemas para lograr o que pretendia, ou seja, ter para si o ex-jogador de futebol. Para o contentamento de Muricy (Eliane Giardini), que nunca aprovou o romance, o noivado do casal acabou sendo desfeito. A dona do salão de beleza “Monalisa Coiffeur” resolve, decepcionada, retornar à sua terra natal, a Paraíba. Entretanto, sem antes ter recebido na época que estava para se casar um investimento maciço por parte de Tufão, que somado à sua fórmula bem-sucedida de alisamento dos cabelos, fez o negócio crescer com a abertura de diversas franquias, tornando-a uma mulher rica. Todavia, há uma questão importantíssima: Monalisa estava grávida do irmão de Ivana (Letícia Isnard), sua sócia e amiga, e não contou ao pai da criança. Na viagem de ônibus para o Nordeste, houve um acidente com o veículo, e a dona dos salões perdeu o bebê. Resolveu adotar um menino que ficou sem ninguém, Iran, que já rapaz é interpretado por Bruno Gissoni. Como se percebe, Monalisa é uma mulher guerreira, trabalhadora, algumas situações demonstraram que não leva desaforo para casa, e honesta. Gosta de ter a sua casa, e em mãos o controle remoto a hora que bem entender. Diz-se independente. Afirmou que não prezaria voltar a se unir com ninguém. Talvez por trauma. No máximo, uns encontros sem compromisso. E estes aconteciam com Silas (Ailton Graça), que desejava justo o contrário: casamento, morar junto… Até uma mentira lhe contou para que com ela ficasse de forma permanente. Na lua de mel, Monalisa descobriu a farsa, e rompeu o relacionamento. Contudo, não soube lidar com a solidão, e a carência física. Silas parece não a querer mais. E para complicar as coisas, sua melhor amiga Olenka (Fabiula Nascimento) passa a ter um “affair” com ele. Com a mudança de Iran para o apartamento de Jorginho (Cauã Reymond) na Zona Sul, Monalisa demonstra ainda mais o medo de ficar sozinha, e confessa a Olenka que seria capaz de se unir ao pai de Darkson (José Loreto), e com ele adotar um filho. A culpa da amiga só aumenta. A independência financeira não se estende à emocional. Já no tocante à sua carreira, Heloísa Périssé nasceu no Rio de Janeiro, mas morou por um período da adolescência na Bahia. A popularidade veio com a “Escolinha do Professor Raimundo”. Lá fez muito sucesso como a adolescente Tati (criação sua originária do enorme sucesso teatral “Cócegas”), que virou filme (dirigido por Mauro Farias, e que estreará em breve), livro, e um gibi com desenhos do cartunista Ziraldo. Como suas performances em sua maioria estavam atreladas à comédia, integrou variados especiais, séries, e programas do gênero, sendo o principal deles “Sob Nova Direção”, protagonizado por ela e Ingrid Guimarães. Fez parte ainda de “Chico Total”, “Zorra Total”, “Os Normais”, e os “Caras de Pau”. Afora outras atrações, Heloísa estreou nas novelas em “Cama de Gato”, de Duca Rachid e Thelma Guedes. Depois, “Cordel Encantado”, das mesmas autoras. Todavia, as maiores oportunidades estariam por vir. Personificou com extrema verossimilhança a comediante Dercy Gonçalves na minissérie de Maria Adelaide Amaral, “Dercy de Verdade”. A atriz pôde mostrar ao público o quanto é capaz de alternar drama com comédia. O mesmo se dando agora em “Avenida Brasil”. Heloísa fez bastante teatro, como a já citada “Cócegas” e “Advocacia Segundo os Irmãos Marx”. E no cinema, “Lisbela e o Prisioneiro”, “Xuxa Abracadabra”, “Sexo, Amor e Traição”, e “Muita Calma Nessa Hora”. Estará em “De Pernas Pro Ar 2”. E fez pela terceira vez a dublagem da animação “Madagascar” (“Madagascar 3: Os Procurados”). Chegamos à conclusão de que o talento de Heloísa Périssé está espalhado por todos os lados, e que talvez não caiba na moldura de um quadro. Mas mesmo assim, procurei fazer um retrato dela, e claro, um retrato de Monalisa.

Painel fotográfico que ficava na área externa do Píer Mauá.
Foto: Paulo Ruch

Foto ampliada na área externa do Píer Mauá com os modelos Monique Evans e Pedro Aguinaga.
Foto: Paulo Ruch

Área externa do Píer Mauá após o término dos desfiles.
Foto: Paulo Ruch