
Um telão localizado na área destinada aos convidados do Fashion Rio Verão 13/14, que desta vez aconteceu na Marina da Glória, exibia a reprise dos desfiles do dia, sendo este o da marca TNG.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG

O colunista das revistas Época, Vogue Brasil e GQ Brasil, e comentarista de comportamento e moda do programa matinal de Ana Maria Braga na Rede Globo, “Mais Você”, Bruno Astuto, no Fashion Rio Verão 13/14, um dos eventos cariocas mais concorridos dedicados ao tema, desta vez produzido na Marina da Glória.
O jornalista foi co-curador de duas importantíssimas exposições na Casa França-Brasil (RJ): “Maria Antonieta”, em 2006, que abordava a forte influência da monarca na moda do final do século XVII; e “Mulheres Reais” (2008), que se propunha a debater a dominância do período joanino no modo de se vestir, o que inevitavelmente causava o interesse das escravas e mulheres frequentadoras da Corte Real Portuguesa no Rio de Janeiro.
Além de requisitado palestrante tanto no Brasil quanto no exterior, publicou um livro biográfico sobre a rainha da França Catarina de Médicis (dentro da série “Mulheres Coroadas”).
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG

A stylist Alexandra Benenti no Fashion Rio Verão 13/14, evento cuja realização se deu na Marina da Glória.
Em 2011, Alexandra impressionou a banca do IED (Istituto Europeo di Design), em Milão (onde reside, no momento), ao apresentar a sua tese de Mestrado em “Fashion Communication” sobre o polêmico performer australiano Leigh Bowery.
A seguir, foi contratada pelo editor da revista L’Uomo Vogue (publicação masculina da Vogue Itália) como assistente, e lá permaneceu por dois anos.
Representa a Harper’s Bazzar na Fashion Week de Milão.
Como possui personalidade e estilo na maneira de se vestir, e tem porte de modelo, costuma ser assediada por blogueiros e proprietários de site referentes ao segmento do qual é especialista para que permita que sua imagem seja por eles registrada nas semanas de moda italiana.
Produziu editoriais, e os ofereceu às mídias impressas internacionais que os publicaram, como a americana “The Fashionisto” e a espanhola “Fucking Young”.
Passou a ser presença constante nos “offices” de grifes como Armani, Kenzo e Givenchy.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG

A jornalista Lilian Pacce no Fashion Rio Verão 13/14, importante evento carioca produzido na Marina da Glória.
Lilian é considerada uma das maiores referências da moda brasileira.
Estudou na London College of Fashion e na Central Saint’s Martin College of Art and Design, em Londres, Inglaterra.
É coordenadora do GNT Fashion.
Faz a cobertura dos celebrados desfiles do eixo Paris-Milão-Londres-Nova York.
Lançou os livros “Pelo Mundo da Moda”, “Ecobags – Moda e Meio Ambiente” e “Herchcovitch; Alexandre”.
Por duas vezes, recebeu os prêmios de “Melhor Jornalista de Moda” do país concedidos pelo Phytoervas Fashion e pela ABIT (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção) Fashion Brasil.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG
Combinemos num único cadinho vilania, homossexualismo, senso de humor afiado, ganância, frieza e carência afetiva. Agora faz-se necessário que se busque um ator ideal que abrace todos esses elementos “traiçoeiros” despudoradamente, transforme-os num personagem protagonista de uma novela das 21h da Rede Globo, e ainda assim consiga ser carismático. Não importa quem teve a ideia de escalar Mateus Solano. Se foi o autor Walcyr Carrasco. Se foi o diretor geral Mauro Mendonça Filho ou se foi o diretor de núcleo Wolf Maya. O que de fato nos interessa é que a escolha foi certeira. Difícil também é acreditar que o brasiliense com mais de 30 peças de teatro no currículo, que deu vida ao compositor Ronaldo Bôscoli em “Maysa – Quando Fala o Coração”, à vítima da ditadura militar Stuart Angel no programa “Linha Direta Justiça”, aos irmãos gêmeos Jorge e Miguel de “Viver a Vida” e ao Mundinho Falcão do “remake” de “Gabriela” não fizesse jus à incumbência que lhe foi oferecida. Mateus, um bonito intérprete e com porte fidalgo, logrou a proeza de fazer com que o público, dentro dos seus limites possíveis, simpatizasse com um dândi capaz de abandonar a sobrinha recém-nascida a quem alcunhou de “ratinha” numa caçamba de lixo. O ex-diretor administrativo do Hospital San Magno não é afeito a representações religiosas a ponto de usá-las como referências para criar os seus bordões em momentos de indignação: “Será que eu salguei a Santa Ceia?”; “Pelas contas do rosário…”; “Será que eu fiz confete dos pergaminhos do Mar Morto?”; e “Será que eu fiz um skate com as tábuas dos 10 Mandamentos?”. Ademais, não hesita em debochar do próximo com epítetos pejorativos ou deselegantes, como quando se referia à sua ex-secretária Simone (Vera Zimmermann) como “cadela”, ou a Valentin (Marcelo Schmidt) como “apache”, funcionário da lanchonete da casa de saúde, “velho gagá” no caso do Dr. Lutero (Ary Fontoura), ou sempre associar o advogado Dr. Rafael (Rainer Cadete) a uma criança ou adolescente. De outra forma, dirige-se com suposto carinho à mãe Pilar (Susana Vieira) chamando-a de “mamy poderosa” e ao pai César (Antonio Fagundes) de “papi soberano”, culminando com o “meu doce” dedicado a quem mais odeia, a irmã Paloma (Paolla Oliveira). Não podemos nos esquecer de Anjinho (Lucas Malvacini), o seu amante. Félix coleciona diversificada galeria de absurdos cometidos em “Amor à Vida”: trata o “filho” Jonathan (Thalles Cabral) com desprezo e violência (já trancou o rebento no armário e destruiu o seu skate, além de obrigá-lo a ser médico e não arquiteto); traiu Edith (Bárbara Paz) com outro homem; superfaturou os contratos dos fornecedores do hospital; deu um golpe financeiro em Amarilys (Danielle Winits); destruiu as carreiras de Lutero e Atílio (Luis Mello), e vida pessoal deste, levando-o à prisão, à base de chantagens; despediu uma técnica de enfermagem, Inaiá (Raquel Villar), logo depois readmitida, após ela ter se relacionado com o seu “objeto de desejo” Dr. Jacques (Julio Rocha); aliou-se à pérfida Dra. Glauce (Leona Cavalli) a fim de fraudar o exame de DNA que comprovaria a maternidade legítima de Paloma no tocante a Paulinha (Klara Castanho); e recentemente engendrou com Ninho (Juliano Cazarré) e Alejandra (Maria Maya) o sequestro da sobrinha e da enfermeira Ciça (Neusa Maria Faro). No decorrer dos capítulos, houve uma breve tentativa de humanização do personagem, que se dera quando a sua homossexualidade fora “revelada” perante a família inteira durante um jantar pela furiosa mulher traída. O alto rapaz que usa ternos, sapatos e gravatas de grife e adora sushis e sashimis, mantendo os cabelos negros sempre muito bem penteados pode até ter sensibilizado os telespectadores por alguns instantes, porém a sua insistência em prosseguir nas iniquidades para alcançar o que deseja “pulverizou” a “compaixão” daqueles. A opção de Mateus (autor e diretores) por um comportamento afetado (uma opção arriscadíssima) e divertido pode ter causado a princípio uma estranheza no público telespectador, no entanto com o desenrolar da história nos acostumamos com os gestos espalhafatosos, suas “mãos nervosas”, seu leve pentear da sobrancelha com o dedo mindinho, seu andar semelhante a um “pavão”, e voz bela e grave entoada com frequente ironia. Mateus Solano, sem quaisquer sombras de dúvida, compreendeu a árdua tarefa de vivenciar este papel, e de modo algum a sua atuação recrudesceu a discriminação, homofobia e preconceito brasileiros. O que já é um ganho para a novela e o ator. Mateus antes de brilhar como o compositor da bossa nova em “Maysa – Quando Fala o Coração”, já havia participado de outros folhetins, seriados e minisséries, como “Um Só Coração” e “JK”. Iniciou sua bem-sucedida parceria com Walcyr Carrasco em “Morde & Assopra”, como Ícaro (seguindo com “Gabriela”). Formado em Artes Cênicas pela Universidade São Judas Tadeu, estudado na escola “O Tablado”, o primo de Juliana Carneiro da Cunha, por intermédio desta, que é membro permanente, estagiou na consagrada companhia francesa de Ariane Mnouchkine “Théâtre du Soleil”. Há incursão na web com a série “Mateus, o Balconista”. Já nas salas escuras de projeção, pudemos conferir todo o seu potencial em longas-metragens como “Linha de Passe”, “Vida de Balconista” e “Novela das 8”. Em 2013, juntam-se à sua filmografia “Confia em Mim” e “O Menino do Espelho”. Como os gêmeos de “Viver a Vida”, de Manoel Carlos”, recebeu várias láureas, e indicações por outros trabalhos. Casado com a atriz, dramaturga e produtora Paula Braun (que fez grande sucesso no filme de Heitor Dhalia, “O Cheiro do Ralo” e está em “Amor à Vida” como a Dra. Rebeca), Mateus encerrou recentemente a temporada de “Do Tamanho do Mundo”, de autoria da própria Paula com direção de Jefferson Miranda no Rio de Janeiro. Ainda na ribalta, dividiu a cena com Wagner Moura em “Hamlet” e encenou “2 pra Viagem” e “O Perfeito Cozinheiro das Almas deste Mundo”. Chegamos à conclusão de que Mateus Solano consagra-se como o engenhoso, vil e engraçado Félix do horário nobre. Entretanto, quantos skates o filho de César ainda quebrará e quantas crianças recém-nascidas jogará em caçambas malcheirosas de lixo? Quem sabe no dia em que parar de “salgar a Santa Ceia”.

Telão localizado no stand da NATIVA SPA – O Boticário que exibiu uma série de imagens que declaravam o seu amor à cidade do Rio de Janeiro, no Fashion Rio Verão 13/14, semana de moda produzida na Marina da Glória.
Podem ser vistos ao fundo a Pedra da Gávea, o Morro Dois Irmãos e a comunidade do Vidigal.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG

Série de cachepôs contendo líquido gelatinoso com bolinhas preenchidas com várias essências aromatizadas e vidros de perfumes da nova coleção da marca de cosméticos O Boticário, em seu stand montado no Fashion Rio Verão 13/14, evento de moda cuja realização ocorreu na Marina da Glória.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: TNG