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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 29th, 2013

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    Sofisticado e elegante lounge do SEBRAE (Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) instalado no amplo espaço do Fashion Rio Verão 13/14, organizado na Marina da Glória.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: SEBRAE
    Nica Kessler
    Coca-Cola Clothing

  • “Ao tratar de finitude e envelhecimento, ‘Elefante’ nos torna jovens sábios com infinito entendimento.”

    setembro 23rd, 2013

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    Foto: Philipp Lavra

    Um fotógrafo, Francisco (Pedro Nercessian/Igor Angelkorte), com mão machucada, busca a pureza das imagens. A verdade e não miragens. Recusa-se a tomar pílulas que prometem a “juventude mentirosa”. Uma desairosa confrontação com a Natureza. O Estado, tendo como representante o seu rígido pai César (Samuel Toledo) lhe incumbe a função de registrar o modo de vida dos habitantes da Ilha de Sêneca (uma referência ao escritor e filósofo nascido em Córdoba – à época uma província romana da Hispânia, que se destacou no Império Romano, cujas ideias preconizavam a vida simples, a ética e a predominância do destino; suas obras serviram de fonte para a dramaturgia renascentista) com vistas à campanha publicitária. A população estudada optou por assumir suas rugas sem rusgas consigo mesma. Cada sulco de seus rostos não soa como insulto, e sim como culto aos atos de transição das etapas da vida. Se para nós envelhecer é sofrer, perder e chegar aos estertores do fenecer, o que Francisco depreendeu da gente ilhéu é de que esta é crente de que deixar a juventude para trás, acompanhar transformação de pele lisa em franzida, significa aceitação do processo evolutivo vital, fato que não exclui de suas “envelhecidas existências” uma felicidade inteiramente nova. No retorno ao lar, encontro com esposa médica, a prática e objetiva Lúcia (Lívia Paiva), adepta da Ciência que se imiscui com a “ingerência química” obstrutiva da “Vontade do Universo”. Os pais são assaz defensores da alegria que se perfaz no exterior, na estética, ignorando possível dor interior consequente da transgressão da Dialética. A mãe Cleo (Chandelly Braz/Júlia Lund) também é um ser que em sua feminilidade não demonstra fragilidade. No entanto, permite que a sensibilidade não se esvaia ao cuidar do filho Francisco (Fernando Bohrer) com “desenho do tempo” já “rabiscado” em matéria física decorrido período de ausência. O corpo presente se ressente do peso que não desmente o “preço feroz a ser pago ao relógio biológico”. É lógico. É o momento do tempo. A hora de seu reinado. Não sejamos alienados. Ignorantes e pedantes se tentarmos desprezá-lo. A nudez de outrora nos é atraente, tentadora, provoca-nos desejos explícitos. Já a nudez madura embora dura, é sedutora por ser real na afirmação do racional. Sim, de alguma forma somos semelhantes aos elefantes, que se desgarram do rebanho por não mais deter o ritmo deste, e esperam a morte no silêncio, na tranquilidade, na paz do refúgio, prontos, obedientes e dispostos a iniciar diálogo com o Desconhecido. A aridez e secura desses temas são abordados com proficiência, clareza, foco numa compreensão reflexiva e filosófica, e por que não expansiva do inevitável, seja ele temido ou bem-vindo caminho que nos leva à reta final de nossa história em “Elefante”, de Walter Daguerre. Walter é um autor que a cada texto explora de modo surpreendente a coesão narrativa/dramatúrgica sem preterir da emoção e de fino humor, com evidente potencial para canalizar para o teatro o que poderia descambar para o abstrato em mãos hesitantes. A direção (e argumento) de Igor Angelkorte desenvolve com inteligência, precisão (há cenas em que se formam triângulos espaciais nos embates travados pelos personagens), e um sadio apego ao sentimento e a tênue graça. Igor, a despeito da mocidade, aplica nos palcos com maturidade de quem entende o processo teatral cabível, aceitável e digno de nota, e expedito foge das armadilhas natas ao enredo espinhoso. O elenco da Probástica Companhia de Teatro, sem exceção, executa primorosamente, com delicadeza, força interpretativa e assumindo um naturalismo apropriado, a missão de exibir de maneira convincente e meticulosa o perfil descritivo dos papéis da trama. O cenário de André Sanches irrompe com singularidade e beleza desconcertantes, valorizando a arena, amparado por quatro cadeiras de madeira brancas similares a costelas (o que nos causa relevante impacto visual). Sobre chão possuidor de textura crua, que ao ser pisado emite ruído “arenoso”, encontra-se altivo vaso com caule e galhos retorcidos ciosos de água, mesmo que haja dificuldade na identificação das estações do ano, assim como nos é dificultoso encontrarmos as nossas próprias e definitivas identidades. E como elemento central uma mesa com recorte autêntico e criativo que acolhe pratos, talheres, taças e uma câmera fotográfica solitária. A Renato Machado coube a iluminação, e dela absorvemos uma totalidade de elegância, congruência e equilíbrio de luzes adequadas às situações, trilhando por vezes veredas mais intimistas (com focos individuais que nos lembram trapézios alongados ao mirarem o piso, e imagens luminosas quase apagadas que nos transportam à poesia legítima). Sombras cordiais que se revezam com a pujança de um plano aberto. Os figurinos de Ronald Teixeira atendem com senso de oportunidade e capricho à proposta comportamental dos “characters”. O bonito vestido rendado e transparente laranja escuro de Cleo e “scarpins”, o terno e complementos austeros de César, o casual e moderno na primeira fase de Francisco e o enxuto simbolizado por colete, calça e sapatos que falam por si mesmos na segunda. Todavia, Lúcia é contemporânea, despojada com viés sóbrio, utilizando-se de sobretudo, lenço e blusas leves, realçando o “bordeaux”. Os intérpretes tiveram um trabalho de corpo excepcional, e dentre tantas passagens, merece citação as danças típicas e/ou regionais mostradas por Fernando Bohrer e Pedro Nercessian/Igor Angelkorte, nas quais se percebem movimentos fortes, decididos, bruscos, calculados e óbvio, belos. Felipe Storino nos apresenta uma trilha sonora original que desperta curiosidade, receio, conforto, placidez e apreensão. “Elefante” atinge o seu epílogo, e todo um mecanismo de organização mental dos espectadores é ativado no intuito de formular conclusão justa, reta do que se assistira até então. Nossos pensamentos não envelheceram. Muito pelo contrário. Regeneraram-se. Conceitos de vida e morte, felicidade e tristeza preestabelecidos demandaram reavaliações. Provável que agimos como elefantes. Agrupamo-nos na plateia à espera de surpresa, do não conhecido. Transgredimos o axioma de que aqueles animais se isolam pois são impedidos de seguirem o ritmo de seus pares. Ficamos lado a lado, emparelhados com “Elefante”. Unidos num só fôlego. Não houve perdedores. Saímos todos vitoriosos, e rasgamos finalmente a faixa da linha de chegada com o espírito do renascimento.

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 22nd, 2013

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    Ao chegar ao Fashion Rio Verão 13/14, na Marina da Glória, a atriz, modelo e apresentadora Letícia Birkheuer fora em poucos instantes assediada por diversos jornalistas e fotógrafos.
    Letícia nasceu em Passo Fundo, Rio Grande do Sul.
    Em uma época de sua vida, jogou vôlei em Porto Alegre, no entanto sua estonteante beleza associada à altura compatível com os padrões exigíveis do mundo da moda, logo a fez mudar de profissão e se dedicar à carreira de modelo.
    Atingiu o fechado circuito internacional fashion, trabalhando para grifes do mais alto conceito, tais como Armani, Dior, Chanel e Helena Rubinstein.
    Giorgio Armani a escolheu para ser o “rosto oficial” de seu perfume “Armani Mania”.
    Sua trajetória ascendente é visível, e convites de incontestável significância para atuar no segmento não cessam, desfilando, por exemplo, no ” The Victoria’s Secret Fashion Show”.
    Após tanto sucesso na área da moda, Letícia Birkheuer decide ser atriz.
    Sua estreia como intérprete fora na novela de Silvio de Abreu, veiculada no horário nobre, na Rede Globo, “Belíssima”, em 2005 (sua personagem era Érica Assumpção, e do seu núcleo faziam parte simplesmente Fernanda Montenegro e Glória Pires).
    Depois de uma participação especial no folhetim de Carlos Lombardi, “Pé na Jaca”, a artista integra o elenco da produção de Walther Negrão, “Desejo Proibido”, em que defendera a vilã Raquel.
    Descobrimos sua faceta de apresentadora ao comandar o programa do Multishow “Básico” (apresentou também o quadro “Menina Fantástica”, do dominical “Fantástico”).
    No seu retorno à seara teledramatúrgica, personifica Natasha, em “Cama de Gato”, de Duca Rachid e Thelma Guedes (o seu papel estava diretamente ligado a mistérios da trama).
    No momento, Letícia Birkheuer vive a jornalista Érica, funcionária do blogueiro maledicente Téo Pereira (Paulo Betti) na novela de Aguinaldo Silva, “Império”, exibida às 21h pela Rede Globo (na história, sua personagem se apaixona pelo boa vida Robertão, papel de Romulo Neto, e se divide no trabalho entre a sua ética própria e a falta de escrúpulos de seu empregador).

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: TNG

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 22nd, 2013

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    A atriz e modelo Juliana Paiva foi uma das convidadas do Fashion Rio Verão 13/14, evento promovido desta vez na Marina da Glória.
    Juliana é carioca.
    Estreou na TV em um folhetim de Manoel Carlos, na Rede Globo, “Viver a Vida”, justamente personificando uma personagem que lhe fora familiar na realidade: uma modelo.
    Não tardou para que fosse convidada para participar da novela de Duca Rachid e Thelma Guedes, “Cama de Gato”.
    No entanto, fora somente como Valquíria, filha de Jacques Leclair (Alexandre Borges) no remake de “Ti-Ti-Ti” (mantinha um romance às escondidas com Luti, papel de Humberto Carrão), que Juliana (indicada ao Prêmio Contigo! Atriz Revelação de TV) passou a ser conhecida em todo o país.
    Com charme, atuou em “Cheias de Charme”, de Filipe Miguez e Izabel de Oliveira.
    A popularidade só recrudesceu ao integrar o elenco teen de “Malhação”, como Fatinha, em sua 20ª temporada (recebeu indicações para vários prêmios em diferentes categorias).
    Juliana Paiva não fugiu do universo adolescente, e obteve êxito, ao frequentar os sets de filmagem de “Desenrola”, de Rosane Svartman.
    Após o terceiro sinal, vimos a intérprete em três espetáculos: “Alice e Gabriel”, “3 Ferramentas” e “Papo Calcinha”.
    Atualmente, Juliana Paiva está nos ar nos capítulos finais de “Além do Horizonte”, como Lili, uma produção das 19h da emissora carioca escrita por Carlos Gregório e Marcos Bernstein.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: TNG

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 22nd, 2013

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    O ator João Fernandes esteve presente em um dos dias do Fashion Rio Verão 13/14, importante semana de moda realizada na Marina da Glória.
    Desde a infância, o carioca João sonha em ser ator, e para realizar o seu desejo, inscreveu-se em uma agência.
    Logo em seu primeiro teste para a televisão, para a novela de Gloria Perez “Caminho das Índias” (vencedora do 37th International Emmy Awards na categoria Melhor Novela), na Rede Globo, em 2009, o ator foi aprovado, dando vida assim a Arit.
    Antes disso, aperfeiçoara os seus talento e vocação em aulas de interpretação para TV e teatro, dublagem e dança.
    Após a trama de Gloria Perez, o jovem artista foi escalado para viver Luizinho na história escrita por Elizabeth Jhin para as 18h, “Escrito nas Estrelas”.
    Retorna ao horário nobre em uma produção de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”.
    O salto na carreira ocorreu quando interpretou o personagem Nidinho no folhetim de Duca Rachid e Thelma Guedes, “Cordel Encantado” (recebeu o Prêmio Contigo! de Melhor Ator Mirim).
    Com todo o prestígio alcançado, João Fernandes não só integrou o elenco de uma das melhores telenovelas dos últimos tempos, “Avenida Brasil”, de João Emanuel Carneiro, como uma das crianças protegidas por Mãe Lucinda (Vera Holtz) no lixão, o esperto Picolé (o intérprete teve ótimas cenas tanto com a atriz citada quanto com Cauã Reymond), como ganhou notório destaque na obra.
    A repercussão e popularidade alcançadas agradaram tanto às teledramaturgas com as quais trabalhou anteriormente (Duca Rachid e Thelma Guedes), que ambas criaram especialmente um papel para ele em “Joia Rara”, o órfão Peteleco.
    Possui também experiência nos palcos, em que se destacam os espetáculos “Quebra Nozes” (apresentado nos anos de 2012 e 2013 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro), e a peça natalina “Será Que Ele Vem?.
    Tão novo, já escreveu os próprios textos para o grupo de stand up do qual fez parte “SHOWRIA”.
    Pudemos assistir a João na tela grande no curta-metragem “Nós”, em “De Pernas Pro Ar”, de Roberto Santucci, e em “Confissões de Adolescente”, dirigido por Daniel Filho.
    João Fernandes está em cartaz com o sucesso juvenil “Meninos e Meninas” (texto e direção de Afra Gomes e Leandro Goulart), no Teatro das Artes, no Shopping da Gávea, no Rio de Janeiro.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: TNG

  • ” Uns preferem os cascalhos, o poder e a riqueza. Enquanto outros preferem a iluminação, a ‘Joia Rara’.”

    setembro 17th, 2013

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    Foto: Divulgação/TV Globo

    Com tintas cinematográficas, a nova novela das 18h da Rede Globo, “Joia Rara”, de Duca Rachid e Thelma Guedes, com a direção invariavelmente segura de Amora Mautner (direção de núcleo de Ricardo Waddington), já nos evidenciou em seu primeiro capítulo a inevitável bifurcação que se escancara à nossa frente no ciclo da vida: um caminho, uma vereda que aponta para a ambição, a sede de poder e riqueza, a vingança, a soberba e o autoritarismo; e o outro que açambarca a eterna busca pelo amor pleno, a justiça, a evolução espiritual, a iluminação, o progresso sadio do ser humano em sua existência terrena. Franz, um Bruno Gagliasso a cada dia mais ciente de sua capacidade interpretativa, experimentando o posto de protagonista com mérito, representa o segundo caminho: o jovem empresário aventureiro, acólito da retidão, vítima já da traição iníqua do meio-irmão Manfred, interpretado por Carmo Dalla Vecchia (o que dá um ar “shakesperiano” à trama) em meio às neves das Montanhas do Himalaia. Deixando rastro vermelho em terras geladas brancas do Oriente, é socorrido por monge budista, Sonan (Caio Blat). Franz, ateu ou agnóstico, é levado a conhecer o universo fascinante do Príncipe Siddhartha Gautama, o Buda, a sua doutrina, os seus ensinamentos e lições proferidos na voz mansa e pausada de Ananda (Nelson Xavier), líder do templo Padma Ling. Os acontecimentos transcorrem em meados de 1934, com produção de arte, figurino, cenário, montagem, trilha sonora e abertura caprichados. Familiarizamo-nos com o todo poderoso dono da joalheria e fundição Hauser, Ernest (José de Abreu), pai de Franz e Manfred. Preveem-se que serão debatidas as relações desiguais entre patrões e empregados (que datam da Revolução Industrial no Século XVIII), e correlatos, como capital X trabalho, a exploração do homem pelo homem, a mais-valia, enfim, razões que levaram pensadores como Marx e Engels a elaborarem seus postulados teóricos. Bianca Bin com firmeza e convicção é Amélia, uma indignada operária defensora ferrenha dos direitos da coletividade, uma pré-Norma Rae (personagem real celebrizada no cinema no filme homônimo de Martin Ritt por Sally Field), e que já despertou os sentimentos do moço bonito de olhos azuis que gosta de tocar o céu atingindo o cume das cordilheiras. Tomamos ainda intimidade com o ambiente mágico dos cabarés de outrora, onde pôde se assistir a Letícia Spiller ostentando sua habilidade de dançarina, como a vedete Lola que não se esquiva de admitir que o seu oficio é comparado à prostituição. O elenco está afinado, e saiu-se bem: Nicette Bruno, Rosi Campos, Marcos Caruso, Ana Lúcia Torre, Ângelo Antônio, Domingos Montagner, Thiago Lacerda, Sacha Bali, Michel Gomes, Luiza Valdetaro, Rafael Cardoso, Pedro Neschling, Fábio Yoshihara, Jorge Maya, Cacau Protásio e Adélio Lima, dentre outros. O que se pode esperar de “Joia Rara”, uma obra com impressionante tratamento de imagem, é um amplo panorama em formato folhetinesco no qual vislumbraremos uma gama de aspectos e conflitos inerentes ao comportamento do indivíduo, do ser social. Uma bem-vinda discussão sobre a fé, a religiosidade (por meio do budismo), crenças na reencarnação, na progressão dos espíritos e no reencontro de almas. O amor ocupará o seu lugar, e como de costume pugnará suas quase intransponíveis barreiras, como o ódio, o ciúme, a inveja, o preconceito, a diferença de classes, as intrigas, os conluios e os ajustes nefandos que parecem ter nascidos junto com a Criação humana. O telespectador, a princípio, terá a chance única de se embrenhar num campo pouco esclarecido com oportunidade de formar opinião própria acerca do destino, do livre arbítrio ou simplesmente do curso natural da vida. Não serão somente os personagens da história de Duca Rachid e Thelma Guedes que deverão optar por que caminho seguir. Se escolherão cascalhos ou joias. Tanto pode ser na década de 30 como nos dias atuais, a Humanidade parece desejar prioritariamente os cascalhos. Joias são muitas, e estão espalhadas por todo o canto. Difícil é encontrar a que seja rara. “Joia Rara” pode nos dar uma dica.

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 16th, 2013

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    O ator, apresentador, modelo e empresário Luciano Szafir no Fashion Rio Verão 13/14, evento de moda ocorrido na Marina da Glória.
    Luciano é paulista e participou de inúmeras novelas, tendo estreado na Rede Globo com “Anjo Mau”, um remake de Maria Adelaide Amaral do original de Cassiano Gabus Mendes, exibido em 1976.
    A seguir, surgiu-lhe a oportunidade de integrar o elenco da minissérie de ação e suspense de Gilberto Braga, “Labirinto”.
    Durante algum tempo, Luciano foi apresentador do programa que testava o perfil ético do telespectador, baseando-se em suas escolhas para os finais das histórias dos episódios, “Você Decide”.
    Após “Malhação” e “Uga Uga”, de Carlos Lombardi, uma nova minissérie (desta vez de época): “Aquarela do Brasil”, de Lauro César Muniz.
    Retorna ao horário das 19h com “Um Anjo Caiu do Céu”, de Antonio Calmon.
    Possivelmente, o seu papel mais popular, Zein, dono de uma boate, fora escrito por Gloria Perez para o “O Clone”, um inovador folhetim que fez um enorme sucesso ao abordar as abissais diferenças culturais brasileira e muçulmana (era passado no Brasil e no Marrocos), além de desenvolver uma trama em torno da clonagem, um assunto ainda pouco assimilado pelo público, mas que mesmo assim aceitou a ideia da obra e a acompanhou até o final.
    Depois desta fase na TV Globo, o intérprete é convidado pela Rede Record, e nesta emissora alternou trabalhos de ator e apresentador.
    Como ator, “Metamorphoses” (vários autores, dentre eles Vivian de Oliveira); “Vidas Opostas”, de Marcílio Moraes; “Amor e Intrigas”, de Gisele Joras; “Mutantes: Promessas de Amor”, de Tiago Santiago; e “Rebelde” (uma adaptação de Margareth Boury da versão mexicana de Pedro Damián, que por sinal se inspirou em Cris Morena).
    Já como apresentador, comandou as atrações “Extreme Makeover Social” e “Programa da Tarde”.
    Retorna à teledramaturgia com o especial “Tá Tudo Em Casa”.
    Luciano também esteve nas telas de cinema, em que se destacam os filmes “Simão, O Fantasma Trapalhão”, de Paulo Aragão; “Xuxa e os Duendes 2 – No Caminho das Fadas”, de Paulo Sérgio de Almeida e Rogério Gomes; “Mulheres do Brasil”, de Malu de Martino; “Nossa Senhora de Caravaggio”, de Fábio Barreto; “Xuxa em O Mistério de Feiurinha”, de Tizuca Yamasaki, dentre outros.
    Dublou o Lorde McGuffin na animação da Disney Pixar “Valente”.
    Em 2014, Luciano Szafir pôde ser visto na novela de Carlos Lombardi, “Pecado Mortal”, e há a previsão de que apresente em 2015 o programa “Preço da Vida”.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: TNG

  • Fashion Rio Verão 13/14 – Marina da Glória

    setembro 16th, 2013

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    Andrea Dellal, uma das modelos internacionais brasileiras mais importantes da década de 80, e que hoje é uma referência de estilo, esteve no Fashion Rio Verão 13/14, evento realizado na Marina da Glória.
    Ainda uma presença indispensável na alta roda mundial, Andrea, em sua carreira de sucesso, conquistou estilistas de grande relevância até os dias atuais, como Valentino e Thierry Mugler.
    Jean Paul Gaultieur também fora um de seus admiradores confessos.
    Passarelas de Paris, Milão, Londres e Nova York não escaparam aos seus charme, beleza e elegância.
    Por decisão própria, decidiu abandonar o mundo fashion, e se dedicar exclusivamente à família, mas nem por isso deixou de ser alguém interessante quando o assunto é moda, sendo vez por outra solicitada pela imprensa especializada para emitir sua balizada opinião.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: TNG

  • Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ – 2011

    setembro 16th, 2013

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    No entardecer, os refletores foram acesos, com a vista do Cristo Redentor à direita, na feira de moda Babilônia Feira Hype, Jockey Club Brasileiro, Jardim Botânico, RJ.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: Babilônia Feira Hype

  • “Tatá Werneck é ‘interpretação pura’, e tem deixado o público ‘piradinho’ com sua Valdirene.”

    setembro 14th, 2013

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    Foto: Kelly Fuzaro

    É princípio básico na constituição teledramatúrgica de uma novela que se possua dois núcleos, o cômico e o dramático. O primeiro tem por intento “suavizar” o enredo em meio às situações que tangenciam o drama. Nas produções das 19h precipuamente o humor ocupa posição de destaque na maioria das vezes. O que já não decorre de modo costumeiro nas obras da faixa do horário nobre (há exceções como “Rainha da Sucata” e “Roque Santeiro”). No caso de “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, atual folhetim das 21h da Rede Globo, há sim os dois núcleos supracitados, por sinal muito bem inseridos, entretanto o que se vê é um amálgama forte entre ambos, ou seja, onde há comédia há tragédia. As nossas vidas são tragicômicas, e não seria diferente em uma história contada por Walcyr. Valdirene, personagem da carioca, a publicitária formada pela PUC/RJ, Tatá Werneck, é um exemplo ímpar disso. Nossa imediata impressão, haja vista o seu passado de inegável êxito como comediante, é a de que o seu papel trilharia somente o caminho do engraçado, do divertido, ou até mesmo de um suposto ridículo. Enganamo-nos. O autor foi esperto, capcioso ao “construir” Valdirene. E a escolha de Tatá não poderia ter sido mais adequada. A atriz sabe que lhe cabe a missão de provocar o riso, mas sua função também é nos causar sentimento de compaixão ao testemunharmos seus reveses. É fato que nos é jocoso, passível de gargalhadas o jeito desengonçado com que a filha de Márcia (Elizabeth Savalla) se movimenta, com suas pernas arqueadas sob a pressão de calças “fuseau” e sapatos que parecem ser de número inferior ao que necessita; a gula desmedida acima de qualquer razoável compreensão (a cena das ostras foi antológica); o Português particular, em que fora criada uma “coesão textual” que só é inteligível para ela, com uma saraivada de vocábulos frutos de raciocínio munido de múltiplas informações e opiniões inusitadas; suas tentativas sempre frustradas em “fisgar” um marido rico, “milho” (milionário): já foram suas “vítimas” os atletas Neymar, Gustavo Borges, Vitor Belfort, Alexandre Pato, e os cantores Gusttavo Lima e Xand Avião dos Aviões do Forró (!). A jovem passou então a preterir a condição de famoso e se ater “apenas” à condição financeira dos “eleitos”. Sofreu sequência de humilhações, sendo abandonada em motéis sozinha, sendo confundida como prostituta, “usada e abusada”. Não estou aqui querendo dizer que Valdirene seja um baluarte dos “bons costumes” de uma mulher (se assim falasse soaria até como machismo ou chauvinismo), mas ao meu ver a vendedora de “hot dogs” age em nome de seu “estado de necessidade”. Talvez, e bastante provável, que se espelhe na mãe, e não deseja repetir os feitos de sua progenitora, que em época de gravidez, desprovida de recursos, viu-se obrigada a ostentar posturas atentatórias à sua vontade, como a prática de “strip-tease”. A sua fragilidade não está somente no olhar e compleição física. Está em seu interior. Valdirene sofre por dentro. Sofre por ela e pela mãe. Sofre de forma intermitente “bullying” dos vizinhos. Tem aspecto suportável ser chamada de “periguete” o tempo inteiro, e ainda por cima de “burra” pela própria mãe ex-chacrete, a “mãezoca”? Os seus coração e austoestima estão covardemente dilacerados, e desta forma permanecem a cada instante que ouve os impropérios. Não, Valdirene não é “difícil, dificílima”. Somos “difíceis, dificílimos” ou fingimos que o somos? É fácil estender a mão à hipocrisia, e jogar os “pecadores” na fogueira. Talita Werneck com sua beleza adolescente, olhos amendoados, que indicam “pedir ajuda”, lábios delicados que esboçam sorriso ora doce ora malicioso (mordiscando inclusive o lábio inferior nos atos de sedução), cabelos de menina com “inteligência pura” que somente quem a ama de verdade, o “palhaço” Carlito (Anderson di Rizzi), legitimamente faz “Valdirenes” verter lágrimas em rosto delgado. O “DJs” é capaz de abrir os seus olhos para a felicidade sem que haja conta bancária entre eles. Nem Ignácio (Carlos Machado) a amava, só queria alguém que aceitasse a sua esterilidade. A personagem, valorizada pela canção de Gabriel Valim, “Piradinha”, garante um dos melhores momentos da atração que nos promete “amor à vida”. Werneck, que graduou-se em Artes Cênicas na UNIRIO (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro) apaixonou-se pelo teatro desde cedo, e começou a mostrar o seu talento na série “Os Buchas” (Multishow). Após ter pisado no tablado de um palco com “Improvável”, despertou a atenção, e lhe sobreveio convite para integrar o grupo DEZImprovisa. O trampolim para que o Brasil tomasse ciência de seu nato potencial artístico finalmente apareceu: a MTV. Tudo se iniciou com “Quinta Categoria”. Ao lado de uma nova geração de atores atrelados à comicidade como Marcelo Adnet, Dani Calabresa, Bento Ribeiro, Rafael Queiroga e outros, esbaldou-se no “Comédia MTV” (que mais tarde veio a se tornar “ao vivo”). Pronto. Público e crítica se renderam a ela, e como prova do que lhes falo internautas do site UOL a consideraram “a humorista mais engraçada do Brasil”. Quem há de duvidar da voz do povo? Como talento puxa outro, firmou dupla com Fabio Porchat em dois longas “Teste de Elenco” e “Podia Ser Pior” (com Fernando Caruso e Gregório Duvivier). Ambos dirigidos por Ian SBF (responsável pelo fenômeno do YouTube “Porta dos Fundos”). Com Ingrid Guimarães, experimentou o “sabor” de um “blockbuster” “De Pernas Pro Ar 2”, de Roberto Santucci. Ainda na MTV, acumulou o ofício de apresentadora do “Trolalá”. No verão, “esquentou” os telespectadores com “Tá Quente”. Arriscou-se no já estabelecido mundo digital como importante mídia (em associação com uma cervejaria) na websérie “Imagina a Festa, Imagina o Carnaval”. Há um projeto engatilhado para estrear em outubro próximo e ser exibido no Multishow, chamado “Sem Análise”, no qual fará vários tipos. E na mesma emissora paga, contracenou com Mônica Martelli em “Dilemas de Irene”. Com relação a Valdirene, há curiosidade: a moça que gosta de “palhacinhos de enfeite” pôde ser assistida na websérie “Brigas de Família”, no episódio “Mãe Quer Ficar Rica”, na TV Rio. Recebeu três prêmios por sua participação em “Avacalhados” (grupo de humor de improvisação), e angaria um sem número de indicações por demais trabalhos. Se há um substantivo que possa definir este texto, Tatá Werneck, Valdirene e a carreira da intérprete é a pureza. Escrevi este texto com pureza. Tatá Werneck é “interpretação pura”. Valdirene não é “periguete” e sim alguém em busca de um amor puro. E a carreira de Tatá é pura no sentido de que não há inverdades nos sucesso e ascensão. Torçamos para que Walcyr Carrasco se apiede de Valdirene e lhe dê uma “felicidade pura”.

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