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Blog do Paulo Ruch

  • “Sirvamos um chá bem quente a Antonio Calloni a fim de que possa ficar mais tempo com a gente.”

    maio 14th, 2013

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    Foto: Jorge Rodrigues Jorge/Carta Z Notícias/TV Press

    O personagem de Antonio Calloni, Mustafa, em “Salve Jorge”, novela das 21h da Rede Globo escrita por Gloria Perez, como o rico comerciante turco de suntuosos tapetes que é, seguindo à risca as antigas tradições de seu país, costuma dizer aos seus interlocutores que deve-se servir em loja chá bem quente aos fregueses para que possam permanecer largo tempo no estabelecimento, e comprar mais tapeçarias. Quando vejo Mustafa, uma das melhores criações da autora para a produção atual, lembro-me de papel defendido por José Wilker na primeira fase de “Renascer”, em que usava como bordão: “É justo, é muito justo, é justíssimo.” Pois desta forma contextualizo a personalidade do pai adotivo (e nem por isso menos pai) de Aisha (Dani Moreno) na trama das 21h da Rede Globo que está chegando ao fim. Um homem justo, muito justo, justíssimo. Em vários momentos do folhetim, o ex-marido de Berna (Zezé Polessa) revelou esta nobre faceta, que impinge dignidade e honradez à enredo que discute questões de dura aceitação pela sociedade civil. No tocante à busca infatigável da amiga de Zoe (Julia Mendes) por suas raízes biológicas, sempre apoiou-a, por mais que de algum modo isto machucasse-o. Contudo quem justo é sobrepuja dor pessoal. Hoje move moinhos de vento para estreitar a relação afetiva de quem com tanto amor criara e a família legítima. Está ao largo do preconceito socioeconomico. A riqueza material não obscurece a riqueza da alma. Ao deparar-se com situação degradante em que encontrava-se Morena (Nanda Costa), vítima do tráfico humano, foi capaz de “comprá-la” para que pudesse escapar do calvário. Alimentou-a, deu-lhe roupas e guarida. Alguns poderiam argumentar que o que cometera fora errado. Entretanto, o que é o errado diante da multiplicação deste? Quando o assunto é Berna, a configuração analítica é complicada. A prima de Deborah (Antonia Frering) engendrou repertório de crimes, abusando de mentiras, omissões, furtos, e cedendo a chantagens para acobertá-los. O casamento de anos com a elegante esposa não demoveu-o de pôr em prática sua sede de justiça. Berna sofrera forte repreensão e colocada contra a parede todas as vezes em que suas práticas penais eram desveladas pelo marido. Antonio Calloni é daqueles intérpretes que dão credibilidade e prestígio a quaisquer produções para as quais é escalado, e em “Salve Jorge” não está sendo diferente. Quantas vezes não percebemos seus faiscantes olhos azuis marejados de lágrimas com real emoção? Privilegiados são os artistas que com ele dividem a cena. Antonio estreou com garbo na minissérie de Gilberto Braga, “Anos Dourados”, com o seu inesquecível Claudionor. E a partir daí, em desenfreada evolução, Calloni, que também é respeitado escritor e poeta, construiu sólida carreira pontuada por personagens indiscutivelmente marcantes. Dentre tantas novelas de que participou, destaquemos o William de “O Dono do Mundo”, o cineasta Milton Dumont de “Zazá”, o mitológico Bartolo de “Terra Nostra”, o Mohamed de “O Clone” (inicia-se aí frutífera parceria com Gloria Perez), o divertido César de “Caminho das Índias”, e o romântico e severo contraventor Natalino de “O Astro”. Um elemento objeto de interesse em sua jornada artística é o fato de ter personificado, não raro com verossimilhança, papéis históricos, como o abolicionista Lopes Trovão de “Chiquinha Gonzaga”, o pioneiro das telecomunicações Assis Chateaubriand em “Um Só Coração”, o poeta modernista Augusto Frederico Schmidt, afora o médium Zé Arigó. Sobressaiu-se em diversos episódios de “A Vida Como Ela É”. Emprestou potencial à adaptação de obra de Machado de Assis em “O Alienista”, na “Terça Nobre”. Não faltaram-lhe humorísticos, seriados, infantil e especiais. Testemunhamos seu alvo rosto em minisséries relevantes como “Decadência”, “Os Maias” e “Amazônia – De Galvez a Chico Mendes”. Seguiu a orientação de cineastas em filmes como “Policarpo Quaresma, Herói do Brasil”, “Outras Estórias”, “A Paixão de Jacobina”, “Poeta das Sete Faces”, “Anjos do Sol” (com o qual recebeu o prêmio ACIE – Associação dos Correspondentes de Imprensa Estrangeira no Brasil) e “Faroeste Caboclo”. Dublou Garfield. Retomando o tema láureas, fora agraciado com o Molière pelo Karl Marx do espetáculo “A Secreta Obscenidade de Cada Dia de Marco Antonio de la Parra”. E como autor revelação presentearam-no com o Prêmio Jorge de Lima pelo livro de poemas “Infantes de Dezembro”. Entre coxias, urdimentos e proscênios desbravou terrenos de Tchekhov, Jorge Amado, Sam Shepard, Harold Pinter, Tom Stoppard, Eugene O’Neil e Milan Kundera. Antonio Calloni é generoso e magnânimo com o público e as Artes, deixando por onde quer que passe marcas, vestígios e impressões de sua fonte inesgotável de talento nato. São por esses motivos que sugeri-lhes que sirvamos um chá bem quente a Antonio Calloni a fim de que fique mais tempo com a gente. Nem precisa ser o chá das 5, pode ser o das 18, 19, 21 ou 23h.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 14th, 2013

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    Reprodução de LP do trio instrumental Zimbo Trio, lançado pela gravadora RGE em 1964, e que estava em exposição na mostra dedicada à bossa nova, realizada no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

     Curadoria: Charles Gavin

     Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 14th, 2013

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    Garrafas de champagne à venda em um dos bares da área externa do Píer Mauá, onde ocorreu o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 14th, 2013

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    Área do Píer Mauá, no qual houve o evento de moda Fashion Rio Outono Inverno 2012, em que ficavam dependuradas várias reproduções gigantescas de fotos de personalidades (como Taís Araújo, Diogo Nogueira, Mariana Ximenes, Carolina Dieckmann, Ney Matogrosso, Angélica, Bethy Lagardère e Juliana Paes) tiradas por Fernando Torquatto.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 14th, 2013

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    Estande da Melissa, que ficava na área externa do Píer Mauá, durante o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • “Perguntaram à Arte: – Você quer Alexandre Nero? Ela respondeu: – Quero!.”

    maio 13th, 2013

    Alexandre Nero 010 [1024x768] Foto: Sergio Santoian para a Revista MENSCH

    Com passos largos e confiantes, proveio de cidade de nome Curitiba, lá pelos torrões do Sul do Brasil, jovem artista de braços dados com a Dona Arte. Eles não se desgrudavam. O “peregrino” é músico, compositor, arranjador, sonoplasta, diretor musical e… ator! Soltou branda voz em melodias de lavra própria por palcos com almas distintas. Caíram sobre suas merecidas mãos muitos prêmios. Nenhuma das múltiplas facetas que possui foi preterida. Deixou marcas dos pés pelos tablados da vida, em peças como “Os Leões”, “Agora é que são elas”, “O Processo”, “Pluft, o Fantasminha”, “A Bruxinha Que Era Boa”, e “Bolacha Maria: um punhado de neve que sobrou da tempestade”. Na tela mágica do cinema, frequentou os sets de filmes como “Corpos Celestes”, “Cilada.com” e “Novela das Oito”. E vem por aí “Super Crô – O Filme”. Dedilhou cordas de violão, cantou, juntou palavras esparsas em coesão. Nasceu música. E de bandas participou: Maquinaíma e Denorex 80. É fato que esteve de fato no grupo Fato. Lançou disco de relevância: “Vendo Amor Em Suas Mais Variadas Formas, Tamanhos e Posições”. Ouviu o chamado da televisão, a “grande fábrica dos sonhos”. Deram-lhe personagem doce. Vanderlei era tão doce que se tornou o favorito de Catarina (Lilia Cabral) em “A Favorita”, de João Emanuel Carneiro. Quando pensou que chegara a hora de tirar sesta na cama e sonhar com o paraíso, Edmara Barbosa e Edilene Barbosa o despertaram pois tinha compromisso com “Paraíso” (texto original de Benedito Ruy Barbosa). Terêncio foi parceiro do “leão” Eriberto Leão. Não me esqueci de “Casos e Acasos”, “Dó-Ré-Mi-Fábrica” e “Batendo Ponto”. Elizabeth Jhin escreveu em papel ou computador o que as estrelas lhe disseram: – Chame o Nero. E a Nero coube Gilmar. Tivera que cometer maldades no comecinho da noite. Recebeu então um convite de Aguinaldo Silva com estampa fina: o Baltazar de “Fina Estampa”. Serviu como importante ponte para que se denunciassem questões que amiúde entristecem segmentos da sociedade: a homofobia e a violência doméstica. Vítimas destas que só desejam respeito e cidadania. Alexandre conduziu volante de carro luxuoso pelo drama e pela comédia com o seu motorista. O destino e Gloria Perez quiseram porque quiseram que o ator se reencontrasse com a colega tão querida Dira Daes, com quem contracenou em folhetim anterior. Dos dedos rápidos e imaginativos de Gloria teclando máquina da informação surgiu Stenio de “Salve Jorge”. Ótimo advogado e sabedor das brechas das leis. Brechas que dão beijo no rosto da impunidade. Brechas do Brasil. Os brasileiros Drika (Mariana Rios), Pepeu (Ivan Mendes) e a turca Berna (Zezé Polessa) espocam garrafa de champanhe celebrando as brechas. No ombro alinhado de seu paletó há cheiro de bom perfume. Perfume de Helô (Giovanna Antonnelli), sua ex-mulher. O divórcio foi firmado em cartório. Contudo, não firmado em corações. Em corações apaixonados não há burocracia. Dentre tantas causas que ganhou ou perdeu, a mais desafiadora é reconquistar a bela mulher de cinto duplo. O que almeja o causídico é dela ouvir dentre um “hã hã” e outro “hã hã”, a frase “Eu te amo, Stenio.” A leitura de sentença que cultiva tanto em si mesmo escutar. Stenio se sentirá grande no prazer, atuante e cantante no amor. Não obstante, Stenio se refestelou em colo certo. No colo de Alexandre. Não há quem possa duvidar da intuição da Dona Arte.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 13th, 2013

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    Modelos da coleção Melissa Plastic Paradise, em estande da marca localizado no Píer Mauá, onde ocorreu o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 13th, 2013

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    Painel da Melissa que indicava o nome de sua nova coleção (Melissa Plastic Paradise), durante o Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 13th, 2013

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    Espaço criado pelo O Boticário que servia como um spa (Nativa SPA – O Boticário), e no qual as convidadas poderiam experimentar os produtos da marca, enquanto acontecia o Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 13th, 2013

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    Toucadores de O Boticário, nos quais as convidadas poderiam se utilizar dos produtos da marca, durante o Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

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