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Blog do Paulo Ruch

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

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    Com a curadoria de Charles Gavin, várias capas de LP de bossa nova foram reproduzidas em grandes e médios painéis em um dos espaços do Píer Mauá, haja vista que o gênero musical fora homenageado no Fashion Rio Outono Inverno 2012.
    Acima, a reprodução da capa de um LP do guitarrista Charlie Byrd e sua orquestra.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

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    Diversas personalidades, como a atriz Julia Lemmertz, que foram fotografadas por Fernando Torquatto, tiveram suas imagens ampliadas e expostas no Píer Mauá, enquanto acontecia o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

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    Maquete de uma das casas projetadas pelo arquiteto e designer Sergio Rodrigues em exposição no Píer Mauá, enquanto se realizava o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    maio 3rd, 2013

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    Uma grande bancada na exposição do arquiteto e designer Sergio Rodrigues na qual foram afixadas fotos de muitos contextos, incluindo as suas vida e carreira, no Píer Mauá, enquanto ocorria o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • ” Uma Galera ‘Sangue Bom’ em ‘Sangue Bom.’ “

    maio 1st, 2013

    Logo Sangue Bom[1] Reprodução/TV Globo

    O que logo nos desperta a atenção na nova novela das 19h da Rede Globo, “Sangue Bom”, de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari é justamente a aposta em um time de jovens talentos. Nomes como Marco Pigossi, Sophie Charlotte, Fernanda Vasconcellos, Isabelle Drummond, Jayme Matarazzo, Humberto Carrão e Armando Babaioff. Houve também a participação do ator Pablo Morais que se destacou em “Suburbia” (seriado cujo comando coube a Luiz Fernando Carvalho). Com tanta juventude reunida nos é obrigatório classificar o folhetim como sendo algo “solar”. “Solar” no sentido de alegre, vivaz, moderno, antenado com o mundo atual. A edição ritmada de imagens bonitas, urbanas e poéticas (como as cenas em que o paisagista Breno, vivido por Marco Pigossi, e Giane, defendida por Isabelle Drummond, cuidam de miríade de flores). A novela dirigida com habilidade e fôlego por Carlos Araujo (direção de núcleo de Dennis Carvalho) aborda sem vestígios de hesitação temas como vaidade, ego, adoção, fama (e a perda desta), casamento e divórcio, especulação imobiliária e competitividade profissional. A vaidade está representada pelas personagens de Sophie Charlotte (Amora Campana), a “it girl” modelo e apresentadora que nega suas origens de essência humilde, e se enamora por bem intencionado e rico rapaz, Maurício (Jayme Matarazzo), e sua mãe adotiva Bárbara Ellen (Giulia Gam), que personifica o sentimento de desolação e abandono tanto no que tange ao campo afetivo quanto no da profissão. As dores e dissabores da ausência do sucesso para quem já o possuiu deverá ser objeto de apropriado estudo pelos autores. Filhos adotados que aceitam ou rejeitam sua condição. Breno e Giane, por exemplo, tocam a vida com denodo e são provas de que uma educação dada por família não biológica pode resultar em cidadãos dignos. Fabinho (Humberto Carrão) no entanto já demonstra o contrário, exibindo repulsa, desconforto e revolta com o que lhe fora oferecido, e esta postura rebelde ao estilo “bad boy” advém do fato de não ter atingido situação socioeconômica que lhe apraza plenamente. A disputa feroz no mercado publicitário é discutida usando como artífices deste tema o gerente de planejamento Érico (Armando Babaioff) e Natan (Bruno Garcia), dono da agência de publicidade na qual o primeiro trabalha. Érico seria o ético, competente e dotado de boa índole, o que já não se pode dizer o mesmo do personagem de Bruno, que detém para si as ideias de sua esposa Verônica (Letícia Sabatella). Bruno Garcia também servirá como ponte para se debater a metrossexualidade tão em voga. Pablo Morais teve a função de configurar a ascensão meteórica de um aspirante a ator, que se amasia com artista famosa, porém decadente para se tornar com mais facilidade alvo da mídia. Somente no primeiro capítulo nos foi passada a impressão de que a instituição casamento e suas consequências serão deslindadas no decorrer da trama. Renata (Regiane Alves) e Tina (Ingrid Guimarães) estão para se casar. Damáris (Marisa Orth) e Wilson (Marco Ricca) se divorciaram, dando brecha para Marisa usar sua munição de humor. Fernanda Vasconcellos (Malu) simboliza a boa moça, justa, honesta, reta, determinada e “pé no chão”, que não deixou escapar aos olhos do público seu iniciante interesse por Breno. O que provocou claro ciúme em Giane. Um encontro casual entre os amigos de infância Amora e Breno já denota a exploração de conflitos que gerarão significância para a estruturação dramática da produção, com seus aspectos de diferenças social e comportamental. Destrinchou-se a especulação imobiliária, que abarca o objetivo de conquistar a “emergente classe C”. Ignora-se a tradição de uma quadra de escola de samba em nome de complexo de edificações pomposas e atraentes, o que gerou grito popular. Com relação a outras especificidades por nós percebidas, merecem realce o cenário caprichado, os coerentes figurinos, e a eclética trilha sonora, que viaja com escalas no samba, no rap, na dance e no pop rock. A abertura é colorida, floral, recorrente ao psicadelismo e com ares de contos de fada. E contribui festivamente para a beleza do todo a alto-astral música de Lulu Santos, só que em outra versão, “Toda Forma de Amor”. Testemunhamos as presenças ilustres de Malu Mader, Louise Cardoso e Daniel Dantas. Cris Nicolotti nos é sempre bem-vinda. Pontos convidativos não faltam para prender o telespectador à novela. Uma galera jovem e talentosa está no ar literalmente. Uma galera “sangue bom” que de segunda à sábado de modo inadiável nos dará o seu “boa noite”. E como educados que somos, responderemos: – Boa noite, “Sangue Bom!”.

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 30th, 2013

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    Cadeiras Tajá desenhadas por um dos mais importantes arquitetos e designers brasileiros, Sergio Rodrigues, que podiam ser vistas no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá, em exposição a ele dedicada.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 30th, 2013

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    Reprodução da capa do LP “Barquinho”, da cantora e compositora Maysa, lançado pela Columbia Records em 1961, em exposição no Fashion Rio Outono Inverno 2012, realizado no Píer Mauá.

    Curadoria: Charles Gavin

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 30th, 2013

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    Foto de Preta Gil tirada por Fernando Torquatto, em painel exposto na área externa do Píer Mauá, enquanto acontecia o Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • Fashion Rio Outono Inverno 2012 – Píer Mauá

    abril 30th, 2013

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    Reprodução da capa do LP de Wanda Sá, lançado pela RGE em 1964, “Vagamente”, disposta na galeria dedicada à bossa nova no Píer Mauá, no qual houve o Fashion Rio Outono Inverno 2012.

    Curadoria: Charles Gavin

    Foto: Paulo Ruch

    Agradecimento: OESTUDIO

  • “Se no filme de Scorsese, ‘Alice não mora mais aqui’, em ‘Manual Prático da Mulher Desesperada’, Alice está.”

    abril 28th, 2013

    AdrianaBirolliCena1 Foto/Divulgação

    Como diz a letra da música do Cidade Negra, “Todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite…”, Alice, a personagem de Adriana Birolli na peça “Manual Prático da Mulher Desesperada”, também espera. Só que é uma espera em vão. O espetáculo baseado em três contos da poetisa, escritora e crítica americana Dorothy Parker (“A Telephone Call”, “The Cousin Larry” e “The Waltz”), que foram traduzidos e adaptados pelo diretor Ruiz Bellenda, representa grande parcela das mulheres, com suas vicissitudes, idiossincrasias, angústias, medos, insegurança, carência e problemas com a autoestima. O celular que nos é tão útil acaba sendo para Alice um vilão, pois sobre aquele deposita esperanças de que um homem por quem se interessara e se envolvera lhe ligue. Em meio a hábitos tipicamente femininos, como se depilar, maquiar-se e manter os cabelos presos por “bobs”, imola-se na frustrada expectativa de receber chamada telefônica. A relação indivíduo X celular, que “a priori” cuja abordagem possa parecer insignificante, desnecessária é de imediato absorvida pela plateia. Afinal, quem nunca se deprimiu ou se enraiveceu ao pegar o pequeno aparelho e perceber que não há alguma chamada perdida, ou mesmo tenha ouvido sequer um toque? E quando este acontece o é cometido por pessoa que não desejávamos que fosse a interlocutora? Alice teme a solidão. Alice se ilude com falsos afetos e promessas. Não só ela padece desses sofrimentos. Mulheres e por que não os homens são vítimas de tal dilema contemporâneo. Precisa com quem se desabafar, e recorre ao fiel confidente, o cabeleireiro e manicure Celinho, interpretado por Alex Barg. O relacionamento entre ambos tangencia a ambiguidade, haja vista que convivem a cumplicidade, a parceria, e as agressões e ofensas mútuas. Se pensam que tudo é contextualizado em tons dramáticos, enganam-se. A direção optou com acerto por um desenho de “comédia rasgada”. Surpreendemo-nos ao pela primeira vez testemunhar a verve cômica sem quaisquer pudores de Adriana Birolli (Troféu Gralha Azul de melhor atriz concedido pelo Governo do Estado do Paraná – Centro Cultural Guairá), porquanto estávamos acostumados a ver a intérprete defendendo papéis na TV que estavam inseridos no gênero drama. Adriana se embrenha de tal maneira na composição da protagonista, impingindo-lhe irretorquível intensidade, que embarcamos juntos nas ilações existenciais de Alice. Ademais, exibe expressividades facial e corporal atinentes às reações que correspondem aos seus próprios pensamentos ouvidos em “off”, e em todo o decorrer da encenação. O companheiro de cena Alex Barg, que se desdobra em dois papéis (o já citado Celinho e Everttonn) não fica atrás. Respeita e cumpre com inabalável eficiência a proposta de comédia da produção, tanto na construção de Celinho quanto na elaboração de Everttonn, um rapaz sem traquejo para lidar com o sexo oposto. Algo que nos chama a atenção é o impressionante preparo físico dos atores, que se evidencia sobretudo na passagem em que dançam freneticamente de modo quase acrobático um forró tocado em boate. Sem dúvida, um dos pontos de destaque. A direção de Ruiz Bellenda, como já disse, prioriza o caminho da alta comicidade, com suas respectivas “gags”, resultando em feito bem-sucedido comprovado pelas rápidas resposta e aceitação dos espectadores. Ruiz possui ao seu favor as proposições que Dorothy Parker nos legou, e o carisma irreprochável do elenco. Nos quesitos técnicos, o cenário e adereços de Anselmo Ferreira se caracterizam pelas praticidade, concisão e funcionalidade, com elementos como uma penteadeira, um pufe rosa e aparatos de salão de beleza. Um telão com projeções ao fundo (obra de Maiz Ribas) colabora e contribui para completo entendimento da história. A trilha sonora de Luiz Fernando Kruszielski perpassa por ritmos vários, seja um “foxtrot”, sejam melodias ultra-românticas ao piano, seja o mencionado forró, seja a clássica “Crazy”, entoada por voz feminina. Os figurinos de Dudu Farias são bonitos, charmosos e coerentes. Dudu se utiliza de tubinho preto vazado, “scarpins”, camiseta regata justa com estampas em HQ, sapatos modernos com geometria bicolor, calça acamurçada, robe acetinado “pink”, jeans, sapatênis, blusa xadrez e um belo vestido branco franjado com suaves camadas. A iluminação de Beto Bruel recorre a luzes pontuais, coloridas (em conjunto ou únicas), explosão das mesmas em situação de “club”, e meia-luz onde clama o intimismo. Com esse extenso cabedal de informações, o que nos é oferecida é peça teatral que além de nos provocar risos, faz-nos pensar e refletir acerca da solidão humana. Solidão que nos está sempre próxima. Se é aliada ou inimiga depende do prisma de como a vemos. O que é correto é sabermos permitir e aceitar sua entrada fortuita ou definitiva em nossas vidas, contrária ou favorável às vontades pessoais, já que é real, concreta e condição indissociável do homem. A Alice de Ellen Burstyn do ótimo filme de Martin Scorsese “não mora mais aqui” para conosco trocar experiências, todavia a Alice de Adriana Birolli de “Manual Prático da Mulher Desesperada” está. E tem muito a nos ensinar.

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