
A atriz Isis Valverde retratada em foto ampliada tirada por Fernando Torquatto, que esteve em exposição no Píer Mauá, enquanto acontecia o Fashion Rio Outono Inverno 2012.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO
Realmente, Tiago Abravanel conheceu bem de perto e de forma retumbante o sucesso a partir do musical “Tim Maia – Vale Tudo”. O talento de Tiago possuidor de poderosa voz e dotes de dançarino juntos à estima e admiração que o povo brasileiro devota a um dos nossos maiores cantores, intérprete de grandes êxitos como “A Primavera”, “Não Quero Dinheiro”, “Vale Tudo”, “Azul da Cor do Mar” e “Dia de Domingo”, dentre vasta gama de melodias, sendo entoadas ao vivo por um jovem ator em musical só poderia resultar em aplausos acalorados tanto da crítica quanto do público. A bem-sucedida performance fora tão clamorosa que a autora Gloria Perez o convidou para viver o Demir de sua novela “Salve Jorge”. Demir é um bom sujeito, simples, que sustenta-se como vendedor no turco Grand Bazaar, em Istambul, e mora num tranquilo vilarejo da Capadócia, ambas regiões da Turquia. Nos capítulos iniciais do folhetim, sua história ficou a cargo das tentativas, algumas frustradas, de conquistar Tamar (Yanna Lavigne). Como no país citado, quebrar a garrafa com pedra no telhado de casa de mulher solteira significa pedido de casamento, Demir involutariamente viu-se envolvido em imbróglio provocado pelo menino Ekran (Frederico Volkmann) que alvejou o objeto de vidro errado. Ayla (Tânia Khallil) seria então sua esposa. Engano desfeito. Demir e Tamar decidem fugir, e casar-se. Tamar engravida. E apesar do ciúme por parte dela, mantêm estável relação. Até que uma morena de nome Morena (Nanda Costa) aparece em sua vida. Em visita à boate onde a filha de Lucimar (Dira Paes) trabalhava, compadeceu-se com o estado físico dela. Supõe que está grávida, e oferece-lhe um xarope medicinal, que lhe é levado em outra ocasião. Delineia-se entre eles um elo de amizade sem precedentes. Diversos acontecimentos envolvendo Zyah (Domingos Montagner), Mustafá (Antonio Calloni) e ele mesmo o fazem aproximar-se ainda mais de Morena. Escondida em caverna, o moço adepto das boinas típicas oferece-lhe cuidados e especial atenção. Coloca-se até em risco a pedido da brasileira. Deposita desconfiança na sua família e na da esposa. Tudo por Morena, que veio a dar à luz. Demir fora o primeiro a ver o filho de Théo (Rodrigo Lombardi), que nascera em condições inóspitas e periclitantes. Emociona-se. Por vezes, parece-me (posso estar enganado) que o rapaz sente algo por Morena superior à amizade. As cenas de Tiago dançando nas paisagens que causam-nos deslumbre na Capadócia merecem uma citação. Engana-se, porém, quem pensa que tudo começou para Tiago Abravanel com o musical que protagoniza. Tiago tem uma carreira antes disso. Iniciou sua profissão na adolescência. Fez várias peças, dentre elas uma de Jorge Amado, “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá”. Estuda interpretação na Universidade Anhembi Morumbi. Como voz bonita não passa despercebida, participou de grandiosas adaptações de musicais prestigiados da Broadway, como “Miss Saigon” e “Hairspray”. Antes de Demir, esteve em “Amor e Revolução”, no SBT. Emprestou o dom vocal à dublagem do filme de animação “Detona Ralph”. Esse é Tiago Abravanel. O Tiago que ganhou o prêmio “Revelação” dos “Melhores do Ano 2012” do “Domingão do Faustão”. E esse é Demir, para quem vale tudo salvar Morena a fim de que veja de novo o azul da cor do mar. Um dos sete, talvez.
Podia-se sim dizer que aquela ladeira no Jardim Botânico próxima ao Horto, na qual encontra-se a sede da Rede Globo, cujo nome é Rua Von Martius, e que serviu por muitos anos como passagem obrigatória para se chegar aos estúdios da TV carioca, nos quais eram gravadas cenas de grandes novelas e seriados das décadas de 70, 80 e 90, permitiria ser chamada de “Hollywood brasileira”. O prédio é imponente, e naquela época existia uma pequena porta frontal por onde entravam e saíam atores, atrizes e jornalistas no auge de seu sucesso. Hoje o prédio é dedicado exclusivamente ao Departamento de Telejornalismo. Já em outra entrada, esta bastante extensa, passavam carros de transportadoras, funcionários e afins. Por lá, estive algumas vezes, e testemunhei o vaivém frenético dos artistas em seus dias de trabalho. Defronte à sede, havia a sala pertencente a Guta Mattos, que fora diretora do Departamento de Elenco da Rede Globo durante vasto período. Era bastante querida por todos. Nas paredes onde realizava seu ofício encontravam-se várias fotos de atores e atrizes espalhadas com carinho. Era ali que os intérpretes pegavam seus textos para decorar. Na mesma ladeira, há a Panificadora Século XX e lanchonetes e lojinhas de decoração. Certa vez, Lucélia Santos confessou que não dispensava um pão saído do forno com manteiga derretida da citada padaria. E no mesmo lendário estabelecimento, era possível deparar-se com Beatriz Segall tomando um cafezinho. E na minha frente na fila do caixa uma paciente Isabela Garcia esperando. Arlete Salles e Beth Goulart desciam a ladeira. O jornalista Marcos Hummel, sentado em canteiro, batia descontraído papo com seus interlocutores. Giácomo Mancini, o repórter, estava azafamado. Tarcísio Meira, simpático e tranquilo, próximo à banca de jornais. O que se olhava nas capas de revistas era o que se olhava ali. Em direção ascendente, Christiane Torloni guiava seu Uno vermelho. Eduardo Lago era só sorrisos. Surgiam de um carro da empresa (naquele tempo não havia vans) Gianfrancesco Guarnieri, Irene Ravache e Carla Camuratti. Tony Ramos cercado por admiradores devido à popularidade de Quinzinho e João Victor de “Baila Comigo”. A citada Beth Goulart e Lauro Corona vinham de uma externa na praia com roupas esportivas. Reginaldo Faria compenetrado. Pepita Rodrigues com pressa. Lima Duarte andando sem pressa. Susana Vieira, terminado o labor, ia embora. Beatriz Lyra conversava com a menina Monique Curi. Lídia Brondi, parada, sozinha, observava o ambiente. Maurício Mattar e Alexandre Frota confabulavam em mesa de restaurante. Tereza Rachel já era adepta das bicicletas quando ainda nem se cogitava o veículo como meio de transporte aconselhável a fim de que se evite danos ao meio ambiente. Fernando Torres atendia a todos, e com placidez respondia a perguntas sobre sua esposa, Fernanda Montenegro. Regina Duarte, que no momento vivia a transgressora socióloga Malu de “Malu Mulher”, notou-se cercada de horda a adorá-la. Não havia câmeras digitais tampouco celulares com este aplicativo. Se houvesse… E os “paparazzi”? Nem existiam. Espera aí, olha Miguel Falabella. Yara Amaral concedia autógrafos. Lutero Luiz pegava um táxi. Miriam Pires atravessava rua adjacente. Tony Tornado na padaria. Uma linda Malu Mader chegando para gravar com seus cabelos molhados. Irving São Paulo com textos embaixo do braço. Gloria Pires falando com seu pai, o comediante Antônio Carlos. Aracy Balabanian (era a D. Armênia de “Rainha da Sucata”) voltava para casa. Kadu Moliterno, admito, esbanjando beleza em seu Puma conversível. Cristina Müllins, admito, esbanjando beleza aproximando-se da emissora. Os dois faziam par romântico na primeira versão de “Paraíso”. O ator prodígio Oberdan Júnior, acompanhado de moça vestida de branco, pois era bem criança, dirigia-se aos estúdios. Pois é, não tinha aquele famoso letreiro instalado em montanha de Los Angeles, muito menos uma Calçada da Fama, porém a Rua Von Martius em tempos “pré- Projac” era de fato a “Hollywood brasileira”. Não eram necessários tapete vermelho, Oscar e óculos escuros para que os artistas não fossem reconhecidos. Nem tomar um avião. Bastavam alguns passos para se chegar a “Hollywood brasileira”, e tomar um café acompanhado do pãozinho quente com manteiga que Lucélia Santos recomendou.

A atriz e modelo Thamires Vasconcellos no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Thamires nasceu no Rio de Janeiro.
Participou do programa "Mais Você", da Rede Globo.
Fez comercial para a MasterCard.
Foi fotografada por Thiago Gaspary para a "8ª edição do Visão da Moda", realizada no Palácio Julieta de Serpa, RJ.
Estampou outdoor da Vivli moda feminina.
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO

O stylist Felipe Veloso no Fashion Rio Outono Inverno 2012, no Píer Mauá.
Felipe é carioca e formado em Odontologia.
É um dos mais badalados stylists do mundo da moda.
Prestou consultoria para diversas grifes (Isabela Capeto, Patrícia Viera, Reserva e Ausländer) e editoriais, tanto no Brasil quanto no exterior.
Regina Casé (de quem é muito amigo) e Caetano Veloso estão entre seus famosos clientes.
Já deu cursos de styling no Instituto Rio Moda.
Criou um modelo exclusivo de sneaker para a Schutz.
Assinou os looks das campanhas da Daslu e Le Lis Blanc.
Foi curador do desfile Inverno 2013 do Fashion Mall (RJ), no qual apresentou 50 looks por ele assinados (os mesmos foram vistos pelo prestigiado fotógrafo americano Scott Schuman; Scott é criador do blog "The Sartorialist", que disseminou o "street style"; o citado blog possui em média 14 milhões de acessos e faturamento de 1 milhão de dólares por mês).
Foto: Paulo Ruch
Agradecimento: OESTUDIO