“Bruno Gagliasso”

Publicado: 29/03/2012 em Teatro, TV

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Foto/Divulgação

O ator de ofuscantes olhos azuis, cuja ascendência remete a terras sicilianas, estreara para valer na novela destinada aos bem jovens, “Chiquititas”, exibida pelo SBT. Por agora, vive Berilo em folhetim de Silvio de Abreu, “Passione”. Porém, esta não é a primeira vez que Bruno integra o elenco de uma obra do teledramaturgo. Estivera em “As Filhas da Mãe”. Participara a seguir de importante minissérie histórica da televisão brasileira sobre a Revolução Farroupilha, em que era o filho de Bento Gonçalves, interpretado pelo gaúcho Werner Schünemann. Convencera-nos como Inácio, rapaz enjeitado pela mãe (Deborah Evelyn) em “Celebridade”, do autor de “Dancin’ Days”, Gilberto Braga. O mesmo autor que lhe oferecera um de seus mais cativantes papéis, o Ivan de “Paraíso Tropical”, obra na qual pôde ter inolvidáveis embates com Wagner Moura. Novamente, um filho enjeitado. Não por Deborah, mas por Vera Holtz. Pelo menos, o enjeitamento se deu por meio do talento de duas ótimas atrizes. Contudo, antes disso, Bruno instigou o país como o Júnior de “América”, de Gloria Perez, inserido em um contexto que permitiu uma especulação que só foi respondida no último capítulo. E anterior ao italiano de “Passione”, já havia trilhado um caminho próximo à comicidade no “remake” de “Sinhá Moça”. À frente, outra readaptação, “Ciranda de Pedra”. No entanto, o algo de conteúdo desafiador da carreira de Gagliasso estava por vir: o Tarso de “Caminho das Índias”, também de Gloria Perez. Ali, o intérprete provou a todos (se é que ainda havia algo a ser provado) que detinha recursos dramáticos de sobra para personificar um “character” tão denso. Houve cumprimento de precípua função social. E a mencionada densidade fora mostrada em incursão no teatro, com o espetáculo “Um Certo Van Gogh”. Considero o artista sem pestanejar um adepto do visceral na composição de tipos que lhe são ofertados. Quanto a Berilo, se prestarmos a devida atenção, ele não é somente um homem dividido no tocante ao amor por duas mulheres, e que por situações folhetinescas faz-nos rir. É outrossim um ser humano que exibe sensibilidade ao não conseguir lidar com os próprios sentimentos, e que nos comove ao relacionar-se com aqueles a quem dera vida.

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