“Disfarça, há um ‘paparazzo’ nos espiando.”

Publicado: 27/04/2012 em Cinema, TV

ladolcevita
Foto: Divulgação do filme “A Doce Vida”, de Federico Fellini.

Por que coloquei a foto da belíssima atriz sueca Anita Ekberg a ilustrar este texto sobre os “paparazzi”? Porque a linda Anita protagonizou ao lado de um dos maiores atores mundiais, Marcello Mastroianni, este clássico do grande mestre do cinema italiano, Federico Fellini, “A Doce Vida”, filme que dera origem à palavra “paparazzo”. Primeiro, para termos ideia do que aborda a trama lhes digo que é a história de um jornalista interpretado por Marcello (Marcello Rubini), que migra do interior itálico para Roma, e acaba se defrontando com um mundo ao qual não estava acostumado: o da alta sociedade e o que de frívolo possa haver nela. Passa a frequentar os bares da Via Veneto, e o sonho de escrever um livro se distancia. As amargura e desilusão do personagem são inevitáveis. Na verdade, o longa de Fellini é forte crítica social. E crítica social bem-feita é para mãos hábeis. Federico não descarta as características que desenharam o estilo que lhe tornou tão famoso e admirado: apresentação de pontos interessantes da Itália e galeria de tipos no mínimo diferentes do padrão comum. Foi filmado em 1960. Curiosidade: o produtor Dino di Laurentiis desejava o excelente Paul Newman como ator principal. Como não conseguiu, abandonou o projeto. Isto acontece no “métier” cinematográfico. Ganhou a Palma de Ouro em Cannes, e o Oscar de Melhor Figurino. Agora, qual a relação que há entre a realização de Fellini e o termo “paparazzo? O que ocorre é que no roteiro filmado, há um amigo fotógrafo de Marcello, chamado Paparazzo (Walter Santesso), cuja função é tirar fotos de celebridades. No entanto, já que este Blog também é voltado para a TV, poderíamos citar alguns fotógrafos não necessariamente “paparazzi” em novelas e ramificações. Mencionemos o irreverente Edu de Antonio Fagundes em “Amizade Colorida”; Kadu Moliterno, como Bruno Simpson, em “Água Viva” (sua música-tema era “Realce”, de Gilberto Gil); Júlio Braga, irmão de Sonia, como Gatto, em “Plantão de Polícia”; Viviane Pasmanter, como Isabel, especializada em noivas, e Caco Ciocler, como Renato, em “Páginas da Vida”; Thiago Lacerda (Bruno, profissional da fotografia dedicado a contextos de aventura e exotismo), Natália do Vale (Ingrid, “expert” em explorar a sensualidade de mulheres maduras), e até a Helena de Taís Araújo teve momentos amadores de fotógrafa, em “Viver a Vida”. E para concluir, Paulo Vilhena incorporou um “paparazzo” no seriado “A Vida Alheia”. Acredito que seja possível um ponto de equilíbrio entre artistas e “paparazzi”, desde que pautado no respeito. Respeito antes de tudo.

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