” ‘Aquele passarinho e seu voo interessante’ cantado na bela voz de Alexandre Nero. “

Publicado: 30/04/2012 em Show, TV

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Foto: Divulgação/TV Globo

Bom humor foi a tônica do início da entrevista que o ator e cantor Alexandre Nero concedeu a Jô Soares em seu “talk show”, na última sexta-feira. Como é participante das redes sociais, disse que lançara uma “promoção”: quem se referisse a ele como Baltazar, seu personagem de grande sucesso na novela de Aguinaldo Silva, “Fina Estampa”, seria bloqueado, pois para ele esta fase já acabou. Foi aí que Jô lhe perguntou se se dava bem com Marcelo Serrado, o frequente colega de cena do folhetim. O artista afirmou que ambos são próximos, e que possuem como amigo em comum Eriberto Leão. Marcelo até tocou gaita em um dos shows do cantor em Curitiba. E julga que a parceria deu certo por cada um ter achado o seu lugar, sem interferências no espaço do outro. Houve a tal da “química”. O comunicador mostra o CD de Alexandre cujo título é: “Vendo amor em suas mais variadas formas, tamanhos e posições”. Ao ser indagado sobre as “posições”, Alexandre Nero asseverou que temia que a abordagem do amor se restringisse a um modelo tradicional, romântico. O intento era elaborar um disco no qual o amor fosse contemporâneo, direto, sem tanta poesia. Para o cantor, o sexo deve ser dito sem meias-palavras. Quanto aos espectadores dos shows, “os homens ficam mais tímidos e mais constrangidos do que as mulheres”. Ainda discorrendo sobre o amor, defende que este sentimento deveria ser tratado não somente como um amor romântico, mas como um amor do próximo, um amor da gentileza, um amor pacificador, um amor à humanidade, um amor do que você faz. Agora, com o violão nas mãos, é o momento de ouvirmos uma de suas canções. A escolhida foi “Filosofando”. E o que se escutou foi uma bonita, suave, melódica e afinada voz. A voz de Alexandre. “Filosofando” é bela música que divaga sobre “o interessante voo do passarinho”. Narra que o passarinho “não tem nada porque nada deseja”. Que a “terra verde é sua”. E “o céu azul é seu”. A conclusão é que o passarinho tem muito mais que nós. E ao final, exorta que voe. No tocante à comercialização dos CDs, a ideia de Alexandre é a de que se produzam 14 clipes correspondentes às 14 faixas selecionadas. E postados na internet, como 9 já foram. Retornemos à seara da teledramaturgia. O entrevistado revela que as pessoas nas ruas o chamam pelo nome do personagem atual. Isto é corriqueiro de acontecer. No telão, uma tensa cena dele com Dira Paes em “Fina Estampa” é exibida. No começo, para ele, pelas características agressivas do papel foi bastante difícil personificá-lo. Diz que tentou humanizá-lo pela sua fragilidade. O “grand finale” fica por conta da apresentação já gravada da música “Domingos”. “Domingos” é uma deslavada declaração de amor composta pelo dramaturgo, escritor, ator e diretor Domingos de Oliveira. A entrevista terminou. Jô gostou. A plateia. Eu. E com toda a certeza, “aquele passarinho”.

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