“Antipatia é quase amor?”

Publicado: 04/05/2012 em Cinema, TV

Foto: Divulgação/TV Globo

Aqueles que apreciam histórias contadas tanto no cinema quanto na TV já presenciaram incontáveis vezes o relacionamento de um casal cujo “combustível” são discussões frequentes, provocações, ofensas, insinuações maliciosas, deboches e cinismos de ambos os lados. E que ao final, descobre-se que o que havia entre o par era sim, ainda que de forma escondida, um afeto, paixão, ou até mesmo, amor. Quanto à televisão, citarei dois exemplos que refrescarão nossas memórias. Primeiro, o seriado da ABC (no Brasil, foi exibido pela Rede Globo) que fez enorme sucesso nos anos 80, “A Gata e o Rato”. Um Bruce Willis em vias de tornar-se astro que vivia às turras com Cybill Shepherd. Tudo temperado com boas doses de humor inteligente. Já no campo das novelas, posso mencionar a divertida “A Gata Comeu”, de Ivani Ribeiro, que ocupou o horário das 18h da mesma Rede Globo em 1985. As brigas entremeadas por beijos, abraços, e um tapa aqui, outro acolá cujos protagonistas eram Jô Penteado (Christiane Torloni) e Fábio Coutinho (Nuno Leal Maia) despertaram as curiosidade e interesse do público. Aliás, Ivani Ribeiro fora uma de nossas grandes mestras da teledramaturgia indubitavelmente. Já no cinema, que tal algo não tão distante? Então, vamos de “Mr. & Mrs. Smith”, longa-metragem dirigido por Doug Liman em 2005. Um filme comercial, tendo no elenco duas estrelas de Hollywood, Brad Pitt e Angelina Jolie. Quem lhe assistiu, sabe que é representativo do que estou a lhes falar. Pode-se dizer que o tipo de situação explorada é puro clichê. Sim, concordo. Mas funciona, e em não poucas ocasiões diverte, e nos impele a até torcer pela união do casal. Na verdade, tudo isto discorro para melhor assimilarmos o que está acontecendo com Carol (Camila Pitanga) e Raul (Antônio Fagundes) no folhetim de Gilberto Braga e Ricardo Linhares, “Insensato Coração”. Desde que o pai de Pedro (Eriberto Leão) “entrou pela janela” (segundo as próprias palavras de Carolina Miranda) na empresa de Vitória (Nathália Timberg), que foi quem o indicou, que o que não faltam são faíscas quando há entre eles um encontro. Raul Brandão teve condescendência com a moça a princípio, ainda que lhe fosse antipática. No entanto, face a sucessivos “foras”, frases acerbas e colocações ferinas, rebelou-se. E passou a trocar farpas quase que diárias com a sua superior hierárquica. Chegou a pedir demissão quando soube de que modo fora admitido. Demissão negada. Todavia, ocorre imprevisto. E a bela morena tem que ausentar-se. O homem maduro de cabelos encanecidos que agrada às telespectadoras apresenta a grupo italiano projeto de marketing importante pertencente à bela morena. Esta ao ser comunicada, furiosa fica. Em reunião, Raul é elogiado pela dona do conglomerado de shoppings na frente de Carolina, que fica um tanto quanto enciumada. Neste momento, o elogiado afirma que os méritos devem-se à excelência do projeto. Parece que houve pacificação. Parece. Por sinal, lembram-se da primeira vez que se encontraram? Camila Pitanga provável orientada pelos diretores, baseados no que os autores escreveram, portou-se de maneira como se tivesse ficado impressionada. Coloquialmente falando, “deu bandeira”. Haverá romance. Então, prova-se que não somente simpatia é quase amor, mas antipatia também. Será?

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